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	<title>Arquivos Educação &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Educação &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>Cultura &#038; humanidade e alguns recortes de uma semana simbólica, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2022 15:47:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura e humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Sergipe, agentes da Polícia Rodoviária Federal transformam viatura policial em câmara de gás (remetendo aos tempos do nazismo), para conter Genival, o rapaz (casado e pai de uma criança) que acaba morrendo no porta-malas, por asfixia. O motivo? Ele pilotava uma moto sem capacete e teria resistido à abordagem – justificam os policiais. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Sergipe, agentes da Polícia Rodoviária Federal transformam viatura policial em câmara de gás (remetendo aos tempos do nazismo), para conter Genival, o rapaz (casado e pai de uma criança) que acaba morrendo no porta-malas, por asfixia. O motivo? Ele pilotava uma moto sem capacete e teria resistido à abordagem – justificam os policiais. No bolso de Genival são encontrados medicamentos para esquizofrenia.</p>
<p>Na Vila Cruzeiro, favela do Rio de Janeiro, uma operação policial com o objetivo de capturar traficantes, que também conta com a presença da PRF, mata 23 pessoas, entre elas moradores da comunidade que não tinham antecedentes criminais.</p>
<p>No Texas, Estados Unidos, um rapaz de 18 anos mata 19 crianças e 2 professores num ataque a uma escola de ensino fundamental, após comprar livremente, no comércio local, arma e munições. O que motivou a chacina? Ah&#8230; ele era um adolescente problemático que morava com os avós e sofria bullying por ser gago, dizem. Enquanto isso, o estado recebe, a partir desta sexta-feira (27/5), a convenção de armas da Associação Nacional do Rifle (NRA). O evento anual acontece em Houston, que fica a 500 quilômetros de Uvalde, cidade onde o massacre ocorreu.</p>
<p>Saindo do Haiti, para fugir da miséria e tentar sobreviver nos EUA, mais de 800 pessoas entre homens, mulheres e crianças são interceptadas. O barco de 3 andares abarrotados tem a sua rota desviada para Cuba, onde os refugiados desembarcam e recebem ajuda humanitária.</p>
<p>Indignação e impotência são sentimentos que tomam conta de todos nós diante deste recorte de uma semana que denuncia o grau de adoecimento da sociedade que agoniza na UTI. Isso sem falar nos mais de 3 meses em que milhares de civis e militares já perderam a vida, cidades foram completamente destruídas, e vários países tiveram que dar abrigo a milhões de refugiados da guerra Rússia X Ucrânia.</p>
<p>Parar e escutar pessoas que, ao conseguirem ultrapassar o estágio da indignação e impotência, passam a dedicar a vida ao estudo e à interpretação do mundo, é o mínimo que nós podemos fazer para tentar decifrar os códigos que estão por trás do adoecimento do tecido social, e caminhar em direção à cura da humanidade, que nos distanciará da barbárie.</p>
<p>&#8220;Cultura &amp; humanidade&#8221; é o curso com aulas semanais, às terças-feiras, de 14h30min às 16h, na Cultura Nordestina, que procura compreender, analisar e debater a cultura dentro do contexto da humanidade. Neste sentido, a professora, escritora e advogada, Ivanilde Morais de Gusmão, compartilha seus conhecimentos alicerçados no pensamento dos filósofos Benjamim, Horkheimer e Adorno, ligados à escola de Frankfurt.</p>
<p>Um valor simbólico foi estipulado para cobrir as despesas mensais com a realização do curso – R$ 120,00. Os sócios da LETRART, categoria &#8220;contribuinte&#8221;, terão o desconto de 50%.</p>
<p>O conteúdo será disponibilizado, também em apostilas, e os textos produzidos, a partir da apresentação dos conteúdos, serão publicados, compartilhados e comentados no blog da Cultura Nordestina.</p>
<p>Inscrições e maiores informações: 81 9-81137126 (WhatsApp)</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-11291 aligncenter" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-298x300.jpg" alt="" width="298" height="300" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-298x300.jpg 298w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-1016x1024.jpg 1016w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-150x150.jpg 150w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-768x774.jpg 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-600x605.jpg 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-100x100.jpg 100w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1.jpg 1149w" sizes="(max-width: 298px) 100vw, 298px" /></p>
<p>Assuntos a serem abordados durante 16 (dezesseis) semanas:</p>
<h6><em>Dialética do esclarecimento &#8211; 7 e 14 de junho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Cultura &amp; publicidade</li>
<li>Cultura &amp; ideologia</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Compreensão das subjetividades &#8211; 21 e 28 de junho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>O mimetismo cultural</li>
<li>As meias-verdades</li>
<li>O cinismo</li>
<li>A aculturação</li>
</ul>
</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Movimentos culturais &#8211; 5 e 12 de julho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Na modernidade e na pós-modernidade</li>
<li>A contracultura</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Saltos de qualidade &#8211; 19 e 26 de julho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Da pintura à fotografia</li>
<li>Da fotografia ao cinema</li>
<li>Do cinema ao audiovisual</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>A indústria cultural &#8211; 2 e 9 de agosto<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>O encantamento das massas</li>
<li>A cultura religiosa</li>
<li>A cultura erudita</li>
<li>A cultura popular</li>
<li>A cultura de massa</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Educação &amp; cultura &#8211; 16 e 23 de agosto<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li><em>Formal</em></li>
<li><em>Informal</em></li>
<li><em>Não-formal</em></li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Produção e fruição &#8211; 30 de agosto e 6 de setembro<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Leis de incentivo</li>
<li>Pontos de cultura</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Encerramento- 13 e 20 de setembro<br />
</em></h6>
<h6><em>(seminário com apresentação e discussão dos trabalhos produzidos durante o curso).</em></h6>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conheça a nossa história:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br">https://www.culturanordestina.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>A semeadura, por Salete Rêgo Barros*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 12:58:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Semear Letras & Artes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para a Rede de Associados Letras &#38; Artes hoje é um dia muito especial a ser compartilhado: a alegria de ter uma ideia concretizada após mais de dois anos de trabalho. O projeto Semear letras &#38; artes estará no ar a partir de hoje, beneficiando os alunos de 50 escolas de ensino médio da Rede [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a Rede de Associados Letras &amp; Artes hoje é um dia muito especial a ser compartilhado: a alegria de ter uma ideia concretizada após mais de dois anos de trabalho. O projeto Semear letras &amp; artes estará no ar a partir de hoje, beneficiando os alunos de 50 escolas de ensino médio da Rede pública estadual. Chega numa boa hora: às vésperas do Enem.</p>
<p>O projeto começa a ganhar forma quando, em 2019, a professora Conceição Rodrigues manifesta o desejo de levar sua turma de 40 alunos a conhecer o Ponto de Cultura Nordestina. A recepção foi preparada com a ajuda da associada à LETRART Profª Ivanilde Morais de Gusmão e os resultados animadores do encontro motivaram a elaboração de um projeto que pudesse alcançar um número maior de alunos. A aula magna foi da professora Flávia Suassuna, que entusiasmou os presentes falando sobre O direito à literatura.</p>
<p>O Semear letras &amp; artes foi apresentado ao deputado estadual Wanderson Florêncio, que destinou à sua execução uma verba proveniente de Emenda parlamentar e, em seguida, à Secretaria de cultura (SECULT) que aprovou o projeto.</p>
<p>Seu objetivo principal é espalhar o conhecimento jogando boas sementes no terreno fértil da Escola pública. Para isso serão disponibilizadas, através do sistema EAD – Educação à Distância – vídeo-aulas de História da arte e literatura ministradas pelas professoras Flávia Suassuna e Conceição Rodrigues, contemplando, inicialmente, 50 escolas de ensino médio jurisdicionadas à GRE Recife-Norte, através de convênio de cooperação/apoio pedagógico firmado entre a LETRART e a Gerência Regional de Educação, podendo ser expandido o seu alcance para outros segmentos educacionais.</p>
<p>Hoje, 5 de novembro, às 14h, teremos a live de abertura do projeto, que poderá ser acompanhada pelo link <a href="http://rtmp.youtube.com/live2">http://rtmp.youtube.com/live2 </a></p>
<p>As professoras Flávia Suassuna e Conceição Rodrigues irão falar sobre as funções da literatura e apresentar a programação das vídeo-aulas a serem disponibilizadas durante as próximas quatro semanas.</p>
<p>Este trabalho conjunto está sendo realizado por uma equipe multidisciplinar: professoras, produtores e gestores, que entendem o germinar e florescer do conhecimento como ferramenta indispensável ao desenvolvimento do potencial dos jovens estudantes. As bibliotecas das escolas receberão o livro “Textos para semear letras &amp; artes” organizado a partir dos assuntos abordados nas vídeo-aulas.</p>
<p>Gratidão aos que colaboraram para que a ideia da semeadura fosse concretizada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">*Produtora cultural e presidente da LETRART</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Saiba mais:</p>
<p><a href="https://culturanordestina.com.br/projetos/semear-letras-artes/">https://culturanordestina.com.br/projetos/semear-letras-artes/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Educação, saúde e paz – ciência e tecnologia a serviço da vida, em comemoração ao Dia Mundial da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2021 15:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução   É inegável que a Vida, assim como a Educação, são bens preciosos. Portanto, defendê-las tornou-se uma necessidade, um direito e um dever de toda pessoa cidadã e do poder público. Sua defesa converge à missão da Universidade de Pernambuco (UPE), da Rede de Associados Letras &#38; Artes (LETRART) e do Portal de Artes, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<pre><em><img decoding="async" class="alignnone wp-image-6768" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo-upe-300x225.png" alt="" width="167" height="125" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo-upe-300x225.png 300w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo-upe-600x451.png 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo-upe-768x577.png 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo-upe.png 990w" sizes="(max-width: 167px) 100vw, 167px" />      <img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-6769" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/LOGO-300x138.png" alt="" width="300" height="138" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/LOGO-300x138.png 300w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/LOGO-600x275.png 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/LOGO-1024x470.png 1024w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/LOGO-768x352.png 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/LOGO.png 1364w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />       <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6771" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/portal-de-artes-300x300.jpg" alt="" width="159" height="159" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/portal-de-artes-300x300.jpg 300w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/portal-de-artes-100x100.jpg 100w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/portal-de-artes-150x150.jpg 150w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/portal-de-artes.jpg 486w" sizes="(max-width: 159px) 100vw, 159px" /></em></pre>
<h3><strong>Introdução</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p>É inegável que a Vida, assim como a Educação, são bens preciosos. Portanto, defendê-las tornou-se uma necessidade, um direito e um dever de toda pessoa cidadã e do poder público. Sua defesa converge à missão da Universidade de Pernambuco (UPE), da Rede de Associados Letras &amp; Artes (LETRART) e do Portal de Artes, instituições comprometidas com a promoção da cidadania, da Educação, da saúde e da paz.</p>
<p>Instituído há 19 anos, por líderes de 164 países – incluindo o Brasil –, o Dia Mundial da Educação tornou-se o marco do compromisso de várias nações com o desenvolvimento da Educação até 2030. Nesse contexto, a parceria estabelecida entre as três instituições – UPE, LETRART e Portal de artes, inaugura uma ação educativa promissora, efetivada através do curso “O autoconhecimento e autoeducação para uma vida (acadêmica) feliz”, com início previsto para o segundo semestre, no campus da Universidade de Pernambuco – UPE.</p>
<p>Em tempos de pandemia, as questões acerca do sentido de nossas vidas, do questionamento sobre “quem eu sou”, ocuparam lugar de reflexão privilegiado. A gente não consegue fazer e controlar tudo. Dessa forma, o discernimento e a presença no “aqui e agora” são potencialidades a cultivar. Há muito a ser celebrado com a união de universidades, sociedade civil e o setor empresarial da economia criativa, pois isso anuncia uma decisão explícita a fomentar o cuidado com a existência e o bem viver dos estudantes, configurando-se numa possibilidade singular, ainda mais significativa, no ano dedicado ao centenário do Mestre Paulo Freire.</p>
<p>Nessa perspectiva, defendemos tal união como via potente à construção de um projeto de Nação baseado em um modelo autossustentável e socialmente solidário. A busca por uma ordem global responsável e equilibrada não será possível sem uma presença efetiva do Estado em diálogo permanente com a sociedade; em defesa de um mundo mais justo e equânime.</p>
<p>O projeto de curso <em>Tópicos especiais em Educação, saúde e felicidade</em>, com data de início prevista para 16 de junho de 2021, além de celebrar o educador Paulo Freire e seu legado, também homenageia a luta dos profissionais da Educação por uma sociedade justa, democrática e inclusiva.</p>
<p>O artigo a seguir propõe, não apenas, uma possibilidade de encontro reflexivo no dia dedicado à EducaçãoMundial<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, como também uma oportunidade a dedicar palavras de bem-aventuranças, principalmente, aos profissionais de Educação. Assim, deleite-se com a reflexão acerca da importância do olhar para dentro de nós; um benefício ao autoconhecimento e à autoeducação; uma via de acesso ao amor e ao estado puro da existência presentes na essência do que somos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-6764 aligncenter" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem-1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem-1-300x300.jpg 300w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem-1-100x100.jpg 100w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem-1-150x150.jpg 150w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem-1.jpg 355w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<h3>Conhecer a si mesmo como um benefício à vida</h3>
<p><em>Leila C. Gomes Alencar* e Suzana Lopes Cavalcanti**</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você se reconhece na seguinte fala: “- <strong><em>Você me conheeeece, por isso não provoque</em></strong>!”&#8230; ou dizendo a si mesma, a si mesmo: <em>“- <strong>Eu me conheço, então..!”</strong></em> Aparentemente, tais frases não ecoam maiores repercussões, mas se olharmos além do senso comum, elas podem ser um bom começo de conversa quando há uma intenção honesta em cultivar o autoconhecimento, uma disposição sincera a trabalhar a nossa essência. Dito de outra forma, “<strong>&#8211; Como se pode cultivar um comportamento, uma atitude habitual, capaz de beneficiar a jornada ao próprio bem-estar?”</strong></p>
<p>O viver, constituído de potencialidades e limitações singulares, está exposto à dinâmica do sentir e agir, do pensar e falar, em um fluxo contínuo de inter-relações e a maneira de sentir e reagir em cada situação também é singular.  Assim, o reconhecimento de quem somos, como nos relacionamos e reagimos diante de contentamentos, pressões ou conflitos, pode favorecer o acesso às potencialidades e neutralizar os ruídos limitadores, principalmente, em momentos mais difíceis, emocionalmente. Entretanto, nossa presença integral: “corpo, emoção, razão e espírito” (WEIL,1993, p.27) precisa ser uma conquista cultivada amorosamente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-6765 aligncenter" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-202x300.jpg 202w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2.jpg 213w" sizes="(max-width: 202px) 100vw, 202px" /></p>
<p>O momento atual parece naturalizar um estado de autoexigência permanente à tomada de posição frente aos mais distintos temas, alguns complexos demais para se dar conta instantaneamente e, mesmo assim, o apelo opressor à visibilidade, ao imagético, às mídias sociais é capaz de ocupar a vida em causas exteriores, sem tempo para uma escolha consciente ao olhar para dentro de si.</p>
<p>Tal resposta no automático, sem autocrítica e autocontrole, abre espaço a perturbações ao nosso bem-estar, desvia o foco de prioridades, desorganiza a rotina definida, pois a verdade é que não há como se engajar em tudo, o tempo todo. Fazer escolhas assertivas sobre o que pode ser realizado hoje é uma estratégia necessária para não me perder no emaranhado do ativismo, mental e prático, gerado fora de mim.</p>
<p>Portanto, a questão em destaque encontra-se relacionada à tomada de decisão sobre o quanto estou disposta a olhar para dentro de mim, a fim de juntar os fragmentos do que sou em benefício à integridade. Vencer a lógica da fragmentação e superficialidade passa pela busca do autoconhecimento em uma perspectiva abrangente. Assim, o convite à introspecção, ao íntegro em contraponto à “cultura da separabilidade”, segundo Weil (1993), é uma via a recuperar a unidade perdida e, assim, reconquistar a Paz. Mas, de qual Paz estamos falando?</p>
<p>O conceito de Paz pode ser situado em um intervalo amplo que se estende desde a Paz definida como um estado de harmonia e fraternidade entre os homens e as nações até afunilar ao conceito mais restrito de PAZ, aquela paz cultivada no espírito da pessoa. A abrangência conceitual referida alcança três dimensões, no mínimo: a pessoa em sua jornada de viver em paz consigo mesma, em busca da serenidade interior; o eu em relação harmoniosa, equilibrada com o não-eu, o outro, uma relação a ser guiada pelo estado de harmonia e fraternidade. E ainda, a abrangente perspectiva da consciência planetária que entra em cena para completar a tríade de integração pessoal – a pessoa viver em paz consigo mesma, com a sociedade e a natureza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-6763 aligncenter" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-300x169.jpg 300w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3.jpg 341w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O monge Mattlieu Ricard e o documentarista Alejandro De Grazia<br />
</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O documentário “A road to well being” (2020), apresenta uma jornada em busca do entendimento sobre a ansiedade e as mazelas a perturbar a paz de um cidadão, disposto a refletir sobre sua condição emocional de permanente estresse e ansiedade. A neurologista Tânia Singer acompanha uma parte desta jornada dialógica e destaca que o sofrimento e o estresse são alimentados por uma inversão de sentidos na busca pela serenidade interior e pela felicidade, pois a felicidade “não é garantida de fora para dentro, mas sim de dentro para fora”. O monge Mattlieu Ricard e suas palavras conduzem a reflexões interessantes sobre o que realmente importa do todo vivenciado no dia a dia, destaca a prática do autoconhecimento como auxílio à descoberta de nossos recursos internos a lidar com os altos e baixos da vida. Assim, ele lista uns passos valiosos para se encontrar a liberdade interior, sentir-se menos vulnerável, estar mais forte e acolher o outro sem medo e com esperança.</p>
<p>O primeiro passo nessa direção, segundo o referido monge, é a pessoa reconhecer o que causa o estresse e a ansiedade, seguindo em direção à preciosa atitude de fazer as pazes com ela mesma, e assim, exercitar o autoperdão, cultivar as qualidades humanas para a prática da bondade, da compaixão e da benevolência. A meditação no seu sentido abrangente é indicada como poderosa ferramenta a (re)ligar a consciência da vida no aqui e agora, um exercício a conectar a pessoa com o funcionamento de sua mente. Tal processo de autoconhecimento é comparado a um treino vigoroso e árduo, contínuo e fluido, capaz de fornecer um antídoto para que a mente não fique presa no fluxo mecânico da vida, mas filie-se a um despertar para libertar-se ao fluxo orgânico da arte de viver.</p>
<p>Quanto tempo você está afastado da experiência de contemplação das belezas naturais? Aquele tempo reservado, intencionalmente, à contemplação do amanhecer silencioso, um silêncio entrecortado com os cantos de pássaros, o som de água margeando o rio ou de ondas a quebrar na beira da praia, o cheiro de mato, o vento a embaraçar os cabelos. No cenário de contemplação natural, a meditação é um convite favorecido. Entretanto, o grande desafio é cultivar este estado de espírito independente do lugar em que a gente se encontre, uma dificuldade maior quando nos encontramos no caos urbano.</p>
<p>Não há como cruzar os braços diante da constatação de números alarmantes sobre o adoecimento da sociedade. Uma realidade a pressionar um estar no mundo sem presença, sem sentir a vida, até mesmo sem sentir a básica fluidez da respiração. Há um conjunto de escolhas a fazer total diferença ao reencontro com a paz, com o sentido da vida. Caso você seja uma das pessoas decididas a se orgulhar, a se amar e a ter prudência com os cruéis julgamentos a si própria, não perca tempo. Respire, acalme a mente e escolha a vida em plenitude, isto é, segundo Epicuro (o filósofo), o despertar da potência da serenidade interior e da busca do domínio sobre as emoções como possibilidades de tomada de consciência da própria existência e do próprio destino.</p>
<p>Neste sentido, haveremos de acolher nossas imperfeições, dores e sombras, pela via de uma presença marcante, conscientes da força extraordinária da resiliência a pulsar em nós e de tudo o que precisamos deixar morrer a abrir espaço ao novo renascer e, tudo bem se não somos os mesmos e não temos a mesma disposição o tempo todo. Apesar dos fortes ventos da pandemia em contrário&#8230; vai passar! “Eu já escuto os teus sinais&#8230;”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*Leila C. Gomes Alencar é Pedagoga. Psicopedagoga. Mestra em Ciências da Linguagem. Coordenadora Pedagógica e Professora do curso de extensão da UPE “Autoconhecimento e autoeducação como premissas à vida (acadêmica) feliz”(2021.2).</em></p>
<p><em>**Suzana Lopes Cavalcanti</em> <em>é Professora aposentada da UPE, jornalista, escritora e co-coordenadora do Núcleo de Educação da LETRART. Coordenadora geral e </em><em>profes</em><em>sora do curso da UPE </em><em>“Autoconhecimento e autoeducação como premissas à vida (acadêmica) feliz”(2021.2).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>A ciência do cuidado na realidade do pós-pandemia</strong></h3>
<p>Salete Rêgo Barros*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto de curso/oficina <em>Tópicos especiais em Educação, saúde e felicidade </em>já começa vitorioso, por ter como meta a ser alcançada, a felicidade e o bem-estar das pessoas, estados necessários e fundamentais para que a vida possa ser vivida em toda a sua plenitude. A matéria é motivo de reflexões, desde a antiguidade, por filósofos de várias escolas do pensamento, e chega ao início do século 21, respaldada pela fundamentação teórica desenvolvida por grandes pensadores.</p>
<p>É indiscutível a necessidade do aporte de disciplinas complementares na formação do alunado, nos diversos níveis do aprendizado, visando, não apenas, o conhecimento para o mercado de trabalho, mas, também, para o desenvolvimento da inteligência emocional, saúde integral e qualidade dos relacionamentos interpessoais, que acabam por interferir na qualidade de vida como um todo e, consequentemente, no desempenho profissional, que se vê diante de novos desafios, no pós-pandemia.</p>
<p>Acredito que, aqui, cabe uma referência ao que vem sendo desenvolvido pelos povos indígenas há milhares de anos – a ciência do cuidado como visão holística da realidade. Enquanto o homem branco não se convencer de que a exploração desenfreada dos recursos naturais, que visa, tão somente, à acumulação de bens de uma minoria, em detrimento da satisfação das necessidades da maioria, a felicidade pode, até, ser perseguida, mas jamais alcançada – ser feliz é um estado de espírito presente no coletivo e não no individual.</p>
<p>A implementação de políticas públicas que priorizem a “ciência do cuidado”, baseada na sabedoria ancestral dos povos indígenas, requer uma quebra de paradigmas que, inicialmente, aponta para a requalificação urbana com a valorização da bioarquitetura, da fitoterapia e da distribuição de terras improdutivas da União, para que homens e mulheres do campo possam produzir e abastecer as cidades com produtos orgânicos, entre outras iniciativas que priorizem a saúde integral. A Educação foi e sempre será uma ferramenta insubstituível para que o processo de conscientização e discernimento do bem comum se complete.</p>
<p>Enxergo a disciplina <em>Tópicos especiais em Educação, saúde e felicidade </em>como possibilidade concreta de um projeto piloto que, após a constatação de seus resultados, possa ser implementado, também, no ensino médio, antessala da universidade.</p>
<p>Apesar da revolução provocada pela pandemia do século 21, vejo o momento como oportunidade única de reversão da catástrofe presente no imaginário coletivo dos que conseguem fazer a leitura correta do que está por vir.</p>
<p>Parabenizo as professoras Leila Alencar e Suzana Cavalcanti pela elaboração da proposta, colocando-me à disposição para colaborar com o que estiver ao alcance da nossa associação, no sentido de estabelecer parcerias que possam somar esforços para a sua realização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*Salete Rêgo Barros é arquiteta, editora, produtora cultural executiva do Ponto de Cultura Nordestina e presidenta da Rede de Associados Letras &amp; Artes.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> “O Dia Mundial da Educação foi instituído há 19 anos por líderes de 164 países – incluindo o Brasil – e simboliza o compromisso dessas nações com o desenvolvimento da educação até 2030. Celebrada há 19 anos, a data foi instituída na cidade de Dakar, no Senegal, durante o Fórum Mundial de Educação”. Disponível em <a href="http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/47561-dia-mundial-da-educacao">http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/47561-dia-mundial-da-educacao</a>. Acesso no dia 12/04/2021.</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/educacao-saude-e-paz-ciencia-e-tecnologia-a-servico-da-vida-em-comemoracao-ao-dia-mundial-da-educacao/">Educação, saúde e paz – ciência e tecnologia a serviço da vida, em comemoração ao Dia Mundial da Educação</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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		<title>Já fomos longe demais: precisamos voltar pra casa, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2021 14:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Projeto Semear]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desejo de uma professora da Rede pública estadual (Conceição Rodrigues) de levar seus alunos até o Ponto de Cultura Nordestina do Poço da Panela foi viabilizado pela coordenadora do núcleo de Filosofia da Rede de Associados Letras &#38; Artes – LETRART (Ivanilde Morais de Gusmão). Preparamos uma recepção com distribuição de livros, brindes, lanche [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-contents="true">
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="djo85-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="djo85-0-0"><span data-offset-key="djo85-0-0">O desejo de uma professora da Rede pública estadual (</span><span class="_247o" spellcheck="false" data-offset-key="djo85-1-0"><span data-offset-key="djo85-1-0">Conceição Rodrigues</span></span><span data-offset-key="djo85-2-0">) de levar seus alunos até o Ponto de Cultura Nordestina do Poço da Panela foi viabilizado pela coordenadora do núcleo de Filosofia da Rede de Associados Letras &amp; Artes – LETRART (</span><span class="_247o" spellcheck="false" data-offset-key="djo85-3-0"><span data-offset-key="djo85-3-0">Ivanilde Morais de Gusmão</span></span><span data-offset-key="djo85-4-0">). Preparamos uma recepção com distribuição de livros, brindes, lanche e depoimentos. A aula magna sobre História da arte e literatura ficou a cargo da professora </span><span class="_247o" spellcheck="false" data-offset-key="djo85-5-0"><span data-offset-key="djo85-5-0">Flávia Suassuna</span></span><span data-offset-key="djo85-6-0">, que entusiasmou os presentes. O registro do evento foi feito através de fotos e vídeos e, no ano seguinte, aquela tarde seria ampliada transformando-se num projeto mais abrangente: o projeto Semear, com vários subtítulos: letras e artes, música, artes visuais, artes plásticas, etc.</span></div>
<div data-offset-key="djo85-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="dfcaq-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="dfcaq-0-0"><span data-offset-key="dfcaq-0-0">Nesta semana, marcada pela reunião da Cúpula do clima, onde várias lideranças mundiais reiteram o compromisso assumido em 2015, no Acordo de Paris (tratado mundial de redução do aquecimento global), por 195 países, demos início às gravações das 24 h/a no formato EAD (Educação à distância), de História da arte e literatura, com as professoras Conceição Rodrigues e Flávia Suassuna. As vídeo-aulas serão disponibilizadas para a rede pública estadual de ensino.</span></div>
</div>
<div data-offset-key="dfcaq-0-0"></div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="7vm3f-0-0">
<div data-offset-key="7vm3f-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="7vm3f-0-0"><span data-offset-key="7vm3f-0-0">A realização do projeto se deve à Emenda parlamentar 000760/2019, proposta pelo deputado estadual Wanderson Florêncio, e aprovada pela Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco – SECULT. Trata-se de uma parceria formalizada entre a Administração pública estadual e a organização da sociedade civil – Rede de Associados Letras &amp; Artes, através de termo de fomento.</span></div>
<div data-offset-key="7vm3f-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="604o1-0-0">
<div data-offset-key="604o1-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="604o1-0-0"><span data-offset-key="604o1-0-0">Recorro à fábula do Chapeuzinho vermelho e nela encontro um sentido diferente daquele que me motivou, em 2019, a escrever o </span><span data-offset-key="604o1-0-1">Semear letras &amp; artes</span><span data-offset-key="604o1-0-2">, pensando em proporcionar uma tarde cultural agradável aos alunos da Escola Estadual Monsenhor Manoel Marques, e dar a eles a oportunidade de ampliar seus conhecimentos no mundo das artes. Na época, não existia a Covid-19 e, sequer, imaginávamos a catástrofe que se avizinhava com todos os seus desdobramentos, hoje avaliados pela comunidade científica como sindemia, ou seja, uma catástrofe provocada por fatores socioambientais que levam ao desequilíbrio dos biomas, produzindo a proliferação de vírus e bactérias, antes restritos aos animais silvestres em seu habitat. O comércio desses animais acabou contaminando os humanos dos aglomerados urbanos e cidades do interior, no mundo inteiro, espalhando-se por comunidades rurais, assentamentos indígenas e quilombolas, entre outros, aqui no Brasil.</span></div>
<div data-offset-key="604o1-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="e9391-0-0">
<div data-offset-key="e9391-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="e9391-0-0"><span data-offset-key="e9391-0-0">Após tantos desafios surgidos em pouco mais de um ano, fica evidenciada a urgência de se pensar um modelo diferente do que está posto há exatos 521 anos. Quando os europeus aqui chegaram, o território já era ocupado pelos povos indígenas, há milhares de anos (entre 20 e 40, segundo historiadores) – os guardiões das florestas e cuidadores de Gaia, a nossa Mãe-terra. As novas terras foram loteadas, para que os donatários delas se apossassem, “legalmente”, e dessem início ao desmatamento e à construção de vilarejos, ao plantio, à criação e extração, inicialmente de pau-brasil, no litoral, partindo depois para a mineração no interior, o que viria a enriquecer cada vez mais a coroa portuguesa, detentora dos dividendos da riqueza produzida em solo brasileiro.</span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="5h66i-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="5h66i-0-0"><span data-offset-key="5h66i-0-0">Somem-se a esses fatos as tentativas de apagamento da cultura indígena e a exterminação de diversas etnias, causada pelos combates de resistência à invasão, e à contaminação de doenças desconhecidas, para as quais eles não tinham imunidade. Não adaptados às necessidades dos colonizadores, a mão de obra indígena, escravizada, foi sendo, gradativamente, substituída pela dos escravos negros comprados no mercado africano, por serem mais resistentes e dóceis no trato.</span></div>
<div data-offset-key="5h66i-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="99rva-0-0">
<div data-offset-key="99rva-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="99rva-0-0"><span data-offset-key="99rva-0-0">O desequilíbrio do ecossistema se deve ao modelo de exploração dos recursos naturais, adotado no mundo inteiro. E aqui no Brasil não foi diferente, ao ser implantado pela colonização europeia o mesmo modelo em vigor até hoje, entre avanços e retrocessos. Só que, neste momento, não se trata mais de estudar teorias mirabolantes para justificar vantagens de determinados tipos de sistemas governamentais ou de projetos ideológicos. Agora, a questão ficou esclarecida diante de fatos inquestionáveis: este modelo não presta, não se mostra viável, aliás, nunca foi. É falho em sua concepção. É preciso que sejam retiradas as tramelas de portas e janelas, para que se deixe entrar a ciência do cuidado, praticada pelos povos indígenas com toda a sua sabedoria ancestral. É preciso não temer a distribuição equilibrada da riqueza da nação; é preciso eliminar a concentração de renda, de poder ou de bens; é preciso escutar os ambientalistas, as lideranças indígenas e a comunidade científica; é preciso que a tecnologia seja uma aliada da ciência do cuidado, e não uma concorrente. </span></div>
<div data-offset-key="99rva-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="95hk6-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="95hk6-0-0"><span data-offset-key="95hk6-0-0">Precisamos voltar pra casa, já fomos longe demais.</span></div>
<div data-offset-key="95hk6-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="ai8c5-0-0">
<div data-offset-key="ai8c5-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="ai8c5-0-0"><strong>Chapeuzinho vermelho: a desobediência</strong></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="b8rv1-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="b8rv1-0-0"><span data-offset-key="b8rv1-0-0">Há muitas maneiras de se interpretar uma fábula, e aqui está mais uma entre tantas outras feitas por psicólogos, antropólogos, psicanalistas, etc.</span></div>
<div data-offset-key="b8rv1-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="9aivh-0-0">
<div data-offset-key="9aivh-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="9aivh-0-0"><strong>A fábula</strong></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="8n6a5-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="8n6a5-0-0"><span data-offset-key="8n6a5-0-0">A mãe pede que a filha vá à casa da avó levando uma cesta com maçãs. Recomenda que ela não demore muito e siga sempre pelo caminho indicado – nada de atalhos, porque neles pode estar escondido o lobo-mau. Tentada a chegar mais depressa ao seu destino, a menina desobedece e, ao ser surpreendida pelo lobo, inadvertidamente, revela aonde vai. Satisfeito, ele corre à frente dela e, ao chegar à casa da velhinha, chama-a imitando a voz de Chapeuzinho. Já adoentada e com a vista embaçada, confiante, a avó abre a porta e deixa entrar o lobo, que a engole inteirinha. Empanturrado, ele deita na cama vestindo as roupas da avó, enquanto espera a menina chegar &#8211; feliz, ela vem cantarolando pelo caminho, sem se dar conta do que está por acontecer. Ao entrar e descobrir que foi enganada, a menina grita desesperadamente temendo ser, também, engolida. Um lenhador escuta os gritos e corre para salvá-la e à sua avó, que ainda vive na barriga do lobo-mau. Assustada, a menina volta pra casa chorando. Muito arrependida, pede desculpas à mãe e promete sempre obedecer aos conselhos dela.</span></div>
<div data-offset-key="8n6a5-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="9q907-0-0">
<div data-offset-key="9q907-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="9q907-0-0"><strong>Os personagens</strong></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="8i539-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="8i539-0-0"><span data-offset-key="8i539-0-0">&#8211; O lobo mau (o modelo capitalista)</span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="fdh2j-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="fdh2j-0-0"><span data-offset-key="fdh2j-0-0">&#8211; A menina (a espécie humana)</span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="bsug7-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="bsug7-0-0"><span data-offset-key="bsug7-0-0">&#8211; A mãe (a biodiversidade)</span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="9vei4-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="9vei4-0-0"><span data-offset-key="9vei4-0-0">&#8211; A avó (Gaia, a mãe-Terra)</span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="625dk-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="625dk-0-0"><span data-offset-key="625dk-0-0">&#8211; O lenhador (os pensadores)</span></div>
<div data-offset-key="625dk-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="5nvp-0-0">
<div data-offset-key="5nvp-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="5nvp-0-0"><strong>A lição</strong></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="c8e76-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="c8e76-0-0"><span data-offset-key="c8e76-0-0">O modelo capitalista se assemelha ao lobo-mau que, disfarçado de bom moço, sai em busca de presas fáceis para saciar sua fome de devorar tudo, até se empanturrar.</span></div>
<div data-offset-key="c8e76-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="fvji6-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="fvji6-0-0"><span data-offset-key="fvji6-0-0">A mãe (a biodiversidade do planeta), sabiamente, aconselha a menina (a espécie humana) a não encurtar caminhos em busca de atalhos desconhecidos – os caminhos fáceis, geralmente, escondem armadilhas perigosas.</span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="djfk1-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="djfk1-0-0"><span data-offset-key="djfk1-0-0">A avó (Gaia), já cansada de ser maltratada, é engolida pelo sistema capitalista, exatamente como a Terra está sendo tragada pelos gananciosos que querem viver empanturrados, sem qualquer preocupação com a escassez que, fatalmente, virá.</span></div>
<div data-offset-key="djfk1-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="1f66m-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="1f66m-0-0"><span data-offset-key="1f66m-0-0">Os pensadores são aqui simbolizados pelo lenhador, o trabalhador que acende o fogo para aquecer, coser o alimento e iluminar as trevas do obscurantismo e do negacionismo.</span></div>
<div data-offset-key="1f66m-0-0"></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="62eph-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="62eph-0-0"><span data-offset-key="62eph-0-0">Fiat lux!<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-6394" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/03/logo-1-300x261.png" alt="Projeto Semear Letras e Artes" width="300" height="261" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/03/logo-1-300x261.png 300w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2021/03/logo-1.png 307w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></span></div>
</div>
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<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="d9412-0-0"><span class="_247o" spellcheck="false" data-offset-key="d9412-0-0"><span data-offset-key="d9412-0-0"> </span></span></div>
</div>
<div class="_2cuy _3dgx" data-block="true" data-editor="5hs5d" data-offset-key="8imm4-0-0">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="8imm4-0-0"><span data-offset-key="8imm4-0-0">Ilustração de capa: Ricardo Cunha Melo<br />
</span></div>
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		<title>Dia mundial da Educação (24 de janeiro)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 13:36:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicação do Núcleo de Educação da LETRART &#8211; Rede de Associados Letras &#38; Artes &#8211; em comemoração ao Dia Mundial da Educação &#8211; 24 de janeiro, em busca de alternativas factíveis em prol de uma vida pacífica e equilibrada com ênfase na inteligência emocional, crítica e criativa. &#160; O modelo contemporâneo de sociedade e alternativas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Publicação do Núcleo de Educação da LETRART &#8211; Rede de Associados Letras &amp; Artes &#8211; em comemoração ao Dia Mundial da Educação &#8211; 24 de janeiro, em busca de alternativas factíveis em prol de uma vida pacífica e equilibrada com ênfase na inteligência emocional, crítica e criativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O modelo contemporâneo de sociedade e alternativas a ampliar as possibilidades de uma vida (acadêmica) equilibrada</strong></p>
<p><strong>*</strong><em>Suzana Lopes Cavalcanti </em></p>
<p><em>**Leila Cristina Gomes Alencar</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que significa ser feliz? A resposta para tal questão atravessa a história em constante ressignificação, pois apresenta-se aberta a múltiplas e distintas considerações; todas elas comuns à maneira com a qual vivemos e nos relacionamos nos espaços de convivência. Para algumas pessoas as coisas mais simples traduzem o estado de felicidade e, em outros casos, há de se considerar uma certa dose de complexidade para acessar o contentamento com a vida.</p>
<p>A resposta frenética à carga de trabalho exigida para se manter no padrão, este imposto pelo tempo do sistema capitalista; a cessão narcísica de exposição da imagem replicada on-line repetidas vezes para atender aos apelos das mídias sociais e de consumo, tão bem assimilados e naturalizados na “sociedade do espetáculo” (DEBORD, 1997) &#8211; entre outras formas de opressão social -, arremessam-nos a uma cadeia de ativismo nervoso e limitador em relação à possibilidade de romper a contemplação alienante e poder viver a autenticidade e a criticidade da vida. Tal alienação é potencializada pela competição e pelo isolamento em níveis geradores de estresse, ansiedade, depressão e de inúmeros outros adoecimentos.</p>
<p>O contexto referido encontra justificativas simplistas não só na meritocracia, como também no padrão de sucesso e de reconhecimento social apontados como metas à vida pessoal e estudantil/profissional endurecida por falta de tempo ou submetida pela incapacidade de autocontrole consciente também do tempo. É válido destacar o fato de que tais justificativas e consequências encontram eco há tempos, bastante anteriores à atual pandemia. Hoje, esse cenário encontra-se ampliado em complexidade.</p>
<p>O referido padrão imposto pelas mídias sociais responde à exploração sem pudor orquestrada pelo mercado de capital a encontrar legitimidade nos contextos familiar e escolar, entre outras instituições sociais fundamentais à formação das juventudes, estas confrontadas com a falácia sobre a seguinte premissa senso comum: caso a pessoa não corresponda ao padrão estabelecido e apresente sintomas de ansiedade e depressão; dificuldades no desempenho acadêmico; problemas com a autoimagem e propensão à evasão nos cursos, entre outros efeitos, essa pessoa precisa reconhecer tais sintomas, problemas, dificuldades como  problemáticas pessoais.</p>
<p>Entretanto, importantes resultados de pesquisas provocam reflexões críticas a desinstalar falsas crenças e a indicar um novo paradigma, isto é, uma perspectiva holística de vida em prol do autoconhecimento e do discernimento acerca, por exemplo, de que as taxas de depressão e de ansiedade convocam a sociedade contemporânea a buscar resoluções ao equilíbrio entre o desenvolvimento da razão e da emoção, entre a alegria de aproveitar a vida e o compromisso com as responsabilidades.</p>
<p>Assim, é indispensável a garantia de espaço a questionamentos do tipo: qual a importância do espaço e do tempo acadêmicos para a discussão acerca da felicidade interior, da harmonia social e da relação equilibrada com o meio ambiente? Responder a tal questão exige o reconhecimento da necessidade de ferramentas estratégicas ao viver em um cenário complexo e multifacetado ora disponível.</p>
<p>As tentativas exitosas a nos robotizar precisam ser contrapostas com programas e projetos inovadores e arrojados, materializados por meio de espaços à reflexão crítica e criativa, capazes de fomentar a qualidade de vida também no ambiente acadêmico. A realidade instável e inédita nas relações interpessoais, o impacto na saúde mental decorrente do estresse ampliado no cotidiano em plena pandemia, são fatores a lançar luz nas fragilidades de um currículo robusto em disciplinas com uma estrutura enrijecida no ensino, porém frágil para responder à urgente necessidade de ampliar ou criar proposta de acompanhamento dos projetos de vida e das dificuldades cruciais aos estudantes universitários do século XXI.</p>
<p>A leitura do Relatório da Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI, escrita para a Unesco, aborda os quatro pilares da educação e em suas palavras iniciais afirma que “Uma nova concepção ampliada de educação deveria&#8230; revelar o tesouro escondido em cada um de nós&#8230; Isto supõe que se ultrapasse a visão instrumental de educação&#8230; e se passe a considerá-la em toda a sua plenitude: realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser” (DELORS, 1999). Após mais de duas décadas do referido documento, a perspectiva educativa a considerar a pessoa, a sociedade e a natureza em defesa de uma consciência holística, apresenta-se como uma possibilidade, a fim de garantir espaço e tempo pedagógicos a cultivar a educação e a saúde integrais.</p>
<p>Há um conjunto de pesquisas a demonstrar os efeitos do estresse no organismo, no corpo, na mente, nas emoções e no espírito, como por exemplo as pesquisas traduzidas em cartilhas e documentos diversos editados pela Conselho Federal de Psicologia (CFP. 2013) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (2014). Esta, por meio de sua Comissão de Estudos e de Prevenção do suicídio, disponibiliza a produção com a temática “Suicídio: informando para prevenir”, entre outras produções. Quando o desequilíbrio assume a liderança e a pessoa se desvia de sua natureza, há grande possibilidade de perder as conexões com o essencial e cria-se espaço para adoecimentos, fugas de responsabilidades, insegurança na tomada de decisões e, na maioria dos casos, a vida se desconecta da realidade de tal forma a prejudicar as atividades de vida pessoal, estudantil e profissional.</p>
<p>As incontáveis implicações de uma realidade em desequilíbrio como a sociedade atual, sinaliza às instituições públicas e privadas a urgente necessidade de atualizar currículos, ampliar programas inovadores e orientados ao desenvolvimento da consciência evoluída à formação da pessoa na inteireza: razão, intuição, sensações e sentimentos. Tal sinalização pode ser corroborada por meio das escrituras de Paulo Freire (1987), Weil (1993), Yün (2001), Mahesh Yoge (1989), entre outros a defenderem que toda experiência de vida pode se tornar aprendizagem. Cenário teórico a rejeitar o conceito restrito de educação e a alcançar o conceito ampliado de educação integrada às vivências cotidianas.</p>
<p>A vida profissional, estudantil e comunitária nos acomoda como em modo “piloto automático” e as conexões entre corpo, mente e espírito são bloqueadas, um estado desfavorável à fluidez da criatividade, do bem-estar e do equilíbrio emocional. As cidades e seus trânsitos tumultuados e agressivos impõem dificuldades para o ir e vir; as dificuldades na relação com professores e entre seus pares; uma proposta de educação que se confunde com ensino e acúmulo de conhecimentos em escala exacerbada, são alguns fatores a causar picos de estresse diários na população estudantil, um quadro a afetar diretamente o desempenho acadêmico, a saúde e a qualidade de vida. Estudantes entrevistados na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (ESPADEIRO, 2018) contribuem ao reconhecimento do espaço a ser ocupado por propostas educativas aos estudantes e as suas necessidades de reflexão-ação-reflexão, por meio de iniciativa institucional especializada.</p>
<p>No contexto de aprendizagem, as responsabilidades assumidas entre estudantes e professores precisam de um ambiente saudável, equilibrado a gerar uma sinergia capaz de impulsionar a vida em suas múltiplas dimensões. O curso “Tópicos Especiais em Educação, Saúde e Felicidade” (CAVALCANTI, 2020) é uma proposta educativa que apresenta um eixo programático a responder às demandas de energias construtivas, com a finalidade de colaborar para restaurar o desenvolvimento de competências e habilidades benéficas ao aprender com alegria, equilíbrio e empenho necessários.</p>
<p>O Ser vive um movimento contínuo, dialético e cíclico entre motivação, tranquilidade, alegria e indiferença, raiva, tristeza, entre outros. Há disponíveis conhecimentos suficientes, traduzidos em estratégias, a desenvolver, progressiva e dinamicamente, a capacidade de encaminhar a vida com inteligência emocional, criativa e crítica em prol de uma vida pacífica e equilibrada.</p>
<p>Uma educação na perspectiva holística objetiva estabelecer as bases a escolhas assertivas ao encaminhamento de projetos de vida assumidos, além de orientar a pessoa à possibilidade de viver em estado de leveza e responsabilidade, amor e paz, mesmo exposta ao “círculo vicioso reforçador da autodestruição humana e planetária” (WEIL, 1993, p.56). Perspectiva a propor uma transformação corajosa à ruptura com energias destrutivas e a potencializar forças positivas para regenerar a vida.</p>
<p>*Professora aposentada da UPE, jornalista, escritora e co-coordenadora do Núcleo de Educação da LETRART.</p>
<p>**Pedagoga. Psicopedagoga. Mestra em Ciências da Linguagem.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>Associação Brasileira de Psiquiatria-ABP. <strong>Suicídio: informando para prevenir</strong>. Conselho Federal de Medicina- CFM. Brasília, 2014. <a href="http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14#page/3">http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14#page/3</a>. Acesso em: 20 jan. 2021.</p>
<p>Conselho Federal de Psicologia. CFP. <strong>O Suicídio e os Desafios para a Psicologia</strong> / Conselho Federal de Psicologia. &#8211; Brasília: CFP, 2013. <a href="https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/12/Suicidio-FINAL-revisao61.pdf">https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/12/Suicidio-FINAL-revisao61.pdf</a>. Acesso em: 18 jan. 2021</p>
<p>ESPADEIRO, Tereza Bruno de Faria. <strong>BEM-ESTAR NA UNIVERSIDADE: RELAÇÕES DE DESEMPENHO, ESTRESSE E USO DE PSICOTRÓPICOS ENTRE ESTUDANTES DA GRADUAÇÃO</strong> /. Idealogando: Revista de Ciências Sociais da UFPE, [S.l.], v. 2, n. 1, p. 111-137, jul. 2018. ISSN 2526-3552. Disponível em: Acesso em: 18 jan. 2021.</p>
<p>FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa</strong>. São Paulo: Paz e Terra, 2004.</p>
<p>MAHESH, Y. M. <strong>Ciência do ser e a arte de viver</strong>. Trad. ACKER, M. A. V. – São Paulo: Best Seller, 1989.</p>
<p>WEIL, P. <strong>A arte de viver em paz; por uma nova consciência, por uma nova educação</strong>. Trad. Helena Roriz Taveira, Hélio Macedo da Silva. – São Paulo: Editora Gente, 1993.</p>
<p>YÜN, H. <strong>Cultivando o bem: uma perspectiva budista para o cotidiano</strong>. Trad. Luciano Franco Piva. –São Paulo: Mirian Paglia Editora de Cultura Ltda., 2001.</p>
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		<title>Por uma educação integral que prepare para a VIDA e a felicidade de todos, por Suzana Lopes Cavalcanti</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 14:12:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O momento de transformação no sistema educacional do nosso país, aliado ao crescimento demasiado das cidades e a uma maior expressão da desigualdade favorecem o avanço desenfreado da violência. Cenário propício à perspectiva cada vez mais individualista e competitiva enraizada no comportamento das pessoas e instituições, entre tantas outras situações nada saudáveis oriundas do &#8220;avanço&#8221; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O momento de transformação no sistema educacional do nosso país, aliado ao crescimento demasiado das cidades e a uma maior expressão da desigualdade favorecem o avanço desenfreado da violência. Cenário propício à perspectiva cada vez mais individualista e competitiva enraizada no comportamento das pessoas e instituições, entre tantas outras situações nada saudáveis oriundas do &#8220;avanço&#8221; do mundo globalizado e tecnológico. Assim, a escola passa a ser um espaço importante para refletir, problematizar e vislumbrar possibilidade de soluções e mudanças significativas.</p>
<p>O pensar crítico sobre tais problemáticas, pode encaminhar nosso olhar reflexivo na buscar das considerações do filósofo, teólogo e educador Frei Betto, que com enorme propriedade tem escrito e defendido, ao longo dos anos, uma escola que prepare para a VIDA, priorizando no processo de ensino e aprendizagem valores que têm sido deixados de lado, tais como: solidariedade, responsabilidade, ética, cidadania, empatia, entre outros.</p>
<p>Já a arquiteta e educadora Salete Rêgo Barros tem escrito projetos e viabilizado na Cultura Nordestina Letras &amp; Artes, espaço de sua militância como diretora, um acervo de textos e materiais onde defende a educação, a cultura e a arte ao alcance de todas as crianças, jovens e adultos.</p>
<p>Eu, como professora do ensino fundamental, médio e superior, defendo uma educação humanista que prepare para o trabalho, na formação de profissional para a sociedade global que dê conta de atividades a estimular a cognição por meio de estudos de Português, Literatura, Comunicação,  História, Geografia, Ciências, Biologia, Filosofia, Antropologia, Sociologia, Teologia, Educação Religiosa, Química, Física, Biologia, Educação Sexual, Artes (música, dança, artes cênicas, artes visuais, artes plásticas, desenho, fotografia e cinema), Cultura  (erudita e popular), Línguas Estrangeiras (Inglês, Espanhol, Francês), Educação Financeira, Informática, Economia Doméstica e Educação para a Cidadania.</p>
<p>Outra defesa a expressar é a que se ocupa de buscar os caminhos identitários para a felicidade de todos, uma vez que se pensando no homem e na mulher do futuro, deve-se preparar as pessoas para a convivência na sociedade (família e comunidade). Neste caso, entendo que conteúdos didáticos de atividades manuais possam fomentar o desenvolvimento da autonomia, do foco e da disciplina, entre outras habilidades. Exemplos dessa afirmação podem ser reconhecidos em atividades de corte e costura, crochê, tricô, bordado, artesanato e atividades domésticas em geral, na culinária e na prática de jardinagem e horta. Tais dimensões de uma formação para uma vida independente necessitam ser integradas ao currículo, superando-se qualquer julgamento do senso comum, a fim de se garantir uma formação integral.</p>
<p>Entendo e proponho também que conteúdos didáticos de afetividade e cuidados consigo, com o outro e o Planeta Terra sejam contemplados numa disciplina que a princípio denomino de Felicidade.</p>
<p>Uma escola que prepara para a VIDA precisa propor um currículo flexível, que estimule a crítica e a autocrítica, que respeite o tempo e as individualidades das pessoas, ou seja, a história de vida pessoal. Além de promover o debate, que patrocine encontros e formações de professores, estudantes e funcionários na perspectiva de problematizar temas importantes do cotidiano, estabelecendo pontes na busca de uma educação onde os diferentes contextos sociais e culturais sejam contemplados e respeitados, independentemente de classe, etnia, gênero ou ideologia.</p>
<p>Os referenciais em que me baseio inspiram-se na práxis educativa de educadores-professores, tais como: Ir. Neiva Lovato Sampaio (In memoriam), João Francisco de Souza (In memoriam) , Edla de Araújo Lira Soares, Salete Rêgo Barros e José Casado de Araújo Cavalcanti  (In memoriam) e Josefa Severina Cavalcanti  (In memoriam), &#8211; mestres e mentores da minha VIDA, responsáveis pela minha formação ética, moral, política, acadêmico-popular e religiosa, dos quais eu sou pura gratidão.</p>
<p>Toda essa proposta educativa está referendada nas mais ousadas inovações da área de educação e cultura na Europa, Estados Unidos (USA) e no Oriente, a fim de resgatar o fazer, o sentir, o ser e o agir do povo nordestino, inspiradores de minha práxis como Recifense da gema com alma Pernambucana.</p>
<p>Concluo afirmando que &#8220;educar para a mente sem educar o coração não é educação&#8221; (Aristóteles, quatro séculos A.C.) e sinalizo afirmando que é preciso valorizar:</p>
<p>.<strong>Corresponsabilidade</strong> &#8211; professor e estudante corresponsáveis pelo processo de ensino aprendizagem;</p>
<p><strong>. Protagonismo</strong> &#8211; professor e estudante criativos e com historicidade reconhecida;</p>
<p>. <strong>Autonomia</strong> &#8211; independência no ensinar e aprender;</p>
<p>. <strong>Competências para a VIDA</strong> &#8211; educação da mente, do corpo, das emoções e do espírito;</p>
<p>. <strong>Autoconhecimento</strong> &#8211; professor fazendo ciência, educação, cultura e artes no inesperado da história;</p>
<p>. <strong>Autoeducação </strong>&#8211; professor e estudante se educam e autoensinam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-5336 aligncenter" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2020/10/p-blog-289x300.png" alt="" width="289" height="300" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2020/10/p-blog-289x300.png 289w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2020/10/p-blog-600x622.png 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2020/10/p-blog-768x796.png 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2020/10/p-blog.png 771w" sizes="(max-width: 289px) 100vw, 289px" /></p>
<p style="text-align: center;">* <strong>Suzana Lopes Cavalcanti é professora, jornalista e publicitária</strong>.</p>
<p>. Coordenadora do Núcleo de Educação da LETRART de 2017-2019.</p>
<p>. Professora da Universidade de Pernambuco de 1991- 2016.</p>
<p>. Diretora do Centro de Cultura Luiz Freire e Coordenadora do Projeto Serviço de Apoio à Educação Alternativa de 1986 &#8211; 1991.</p>
<p>. Professora e Coordenadora Pedagógica de Projeto de Apoio às Escolas Comunitárias de 1980 a1991.</p>
<p>. Aluna da Universidade Federal de Pernambuco 1980 &#8211; 1991.</p>
<p>. Aluna do Instituto Profissional Maria Auxiliadora de 1975 &#8211; 1679.</p>
<p>. Mãe de Davi Cavalcanti Fernandes de Souza.</p>
<p>. Avó de Letícia Ferreira Souza.</p>
<p>. Sogra de Helena Ferreira Cerqueira.</p>
<p>. Filha de Paulo Casado Cavalcanti e Elzania Lopes Ramos.</p>
<p>. Neta de José Casado de Araújo Cavalcanti e Josefa Severina Cavalcanti; Astrogilda Ramos e Oséias Ramos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O precipício que separa o profano do sagrado pode ser medido?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2019 18:28:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Programas culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Café filosófico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura nordestina letras & artes]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (28/6), a partir das 19h, o Profº Aderson Viana* abordará alguns aspectos da relação entre o sagrado e o profano e sua influência na prática religiosa de indivíduos e grupos que participam das instituições religiosas. Tal abordagem será aprofundada à luz do pensamento de Mircea Eliade, professor, cientista das religiões, mitólogo, filósofo e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (28/6), a partir das 19h, o Profº Aderson Viana* abordará alguns aspectos da relação entre o sagrado e o profano e sua influência na prática religiosa de indivíduos e grupos que participam das instituições religiosas.<br />
Tal abordagem será aprofundada à luz do pensamento de Mircea Eliade, professor, cientista das religiões, mitólogo, filósofo e romancista romeno, naturalizado norte-americano. Segundo Eliade, sagrado e profano correspondem a dois modos de ser no mundo. Para Mircea Eliade a oposição sagrado/profano é traduzida muitas vezes como uma oposição entre real e irreal ou pseudoreal. </p>
<p>A pergunta fundamental é: o precipício que separa as duas modalidades de experiência pode ser medido?</p>
<p>*Aderson Viana é filósofo, humanista cristão, Coach / Mentor/ Adviser com Certificação Internacional em Coaching e Mentoring Humanizado (Holomentoring®) pelo Exclusivo Sistema ISOR do Instituto Holos com sede em Florianópolis. Licenciatura em Filosofia (UNICAP), Mestrado em Ciências da Religião (UNICAP), Especialização em Ombudsman/Ouvidoria/FADEPE, Habilitação em Filosofia para Crianças e Adolescentes pelo Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças (CBFC), Capacitação em Consultoria Organizacional-IPED, leciona Filosofia em Instituições de Ensino Privado. Consultor, palestrante e radialista.</p>
<p>Serviço:<br />
Café filosófico<br />
Data: 28 de junho de 2019<br />
Horário: 19h às 21h<br />
Tema: A experiência do sagrado e do profano e a instituição religiosa<br />
Palestrante: Aderson Viana, cientista da Religião e coach educacional<br />
Coordenação: Profª Ivanilde Morais de Gusmão<br />
Colaboração com a manutenção do espaço &#8211; R$ 10,00<br />
Maiores informações: 81 3097-3927 / 9-93457572 (WhatsApp)</p>
<p>Nota: Às 17h estaremos encerrando o Ciclo junino da Cultura Nordestina com a apresentação de Nerynho do Forró e sua banda. </p>
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