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	<title>Arquivos Eventos &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Eventos &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>Convite para o chá musical com Sóstenes Rodrigues &#8211; Assista</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 13:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Programa 60+]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/convite-para-o-cha-musical-com-sostenes-rodrigues-assista/">Convite para o chá musical com Sóstenes Rodrigues &#8211; Assista</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Chá musical com Sóstenes Rodrigues (voz e violão)" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/ezLGTGTrnKA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Edições Pirata &#8211; 40 anos depois, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 14:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Edições Pirata]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto de Cultura Nordestina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num período em que a produção intelectual e artística encontrava-se amordaçada, a busca por formas alternativas de driblar a censura era uma constante no meio artístico. Impulsionada por essa necessidade, surge, em 1979, a “Edições Pirata”, movimento cultural alternativo protegido pelos que sonhavam com a volta da liberdade de expressão. Outros movimentos de publicações alternativas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num período em que a produção intelectual e artística encontrava-se amordaçada, a busca por formas alternativas de driblar a censura era uma constante no meio artístico. Impulsionada por essa necessidade, surge, em 1979, a “Edições Pirata”, movimento cultural alternativo protegido pelos que sonhavam com a volta da liberdade de expressão. Outros movimentos de publicações alternativas existiam na época, porém, este foi o de maior relevância pela diversidade de atividades realizadas no período, e pelo fato de ter atingido a marca de 319 títulos publicados no Recife e Rio de Janeiro. </p>
<p>A minha ligação com os escritores independentes tem início 16 anos após o primeiro lançamento da “Pirata”, no dia 17 de agosto de 1979, quando comecei a editar e imprimir os livros de minha mãe, em casa, já que as publicações ficavam restritas às editoras comerciais, que detinham todos os direitos autorais com imposição de grandes edições. </p>
<p>Com tiragens objetivas a partir de 50 exemplares, surge a Novoestilo Edições do Autor, em 1995, inicialmente voltada às publicações dos membros da União Brasileira de Trovadores – UBT, que se reunia no Espaço Pasárgada sendo, com o passar do tempo, ampliada a sua atuação para outras entidades literárias. Como complemento da Novoestilo, em 2012, foi criada a Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, um local de acolhimento, trocas, oportunidades e realizações para o setor cultural e artístico, que hoje realiza, juntamente com a Brindeirarte, este projeto.</p>
<p>Durante o ano de 2016 realizamos, na Cultura Nordestina, o ciclo palestras “Recordando a Geração 65”, coordenado por Eugênia Menezes e Myriam Brindeiro, oportunidade na qual recebemos vários integrantes do movimento, em especial autores lançados pela “Edições Pirata”. Guardei da época, com carinho, o depoimento de Maria de Lourdes Hortas: </p>
<p>“Aportei na “Edições Pirata” em 1980, quando o movimento já contava quase um ano. Minha chegada expandiu a Pirata para outros estados, tornando o movimento alternativo pernambucano  conhecido em todo o Brasil. Além dos livros que publicou, a Pirata editou o jornal alternativo Cultura e Tempo, que coordenei,  e a revista Pirata Edições, de cujo conselho editorial fiz parte. Permaneci na Pirata até 1985, tendo publicado nesse ano, 2 livros meus: Relógio d´Água e Poetas portugueses contemporâneos. A minha passagem pela Pirata alargou meus horizontes e me fez conhecer outras intenções da literatura. Foi uma experiência que enriqueceu a minha escrita e a minha vida”.</p>
<p>Conhecer Myriam Brindeiro, Eugênia Menezes, Vernaide Wanderlei, Maria de Lourdes Hortas, José Luiz Mélo, Juareiz Correya e tantos outros escritores piratas, com quem tenho, hoje, o privilégio de conviver, significa fazer, também, parte desse movimento de resistência cultural, que traz a marca de bravos guerreiros pernambucanos, e que continua vivo e pulsante através de seus autores. Lembro, aqui, duas queridas amigas recentemente falecidas – Janice Japiassu e Maria Pereira de Albuquerque, umas das primeiras escritoras publicadas pela Novoestilo, defensoras incansáveis das produções independentes. </p>
<p>Aqui, na residência do casal Myriam e Alberto, local onde vários livros foram rodados em mimeógrafo e catalogados, madrugada a dentro, estamos reunidos para marcar o início das comemorações dos 40 anos da Edições Pirata, que deverá ser encerrado em agosto de 2020, passando pela XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em outubro próximo, entre outras comemorações. </p>
<p>Finalizando, agradeço ao poeta Juareiz Correya o convite para compor a equipe organizadora do projeto, fato que muito me gratifica não, apenas, pela oportunidade de poder celebrar uma data tão significativa para a literatura brasileira, mas de me fazer sentir como parte integrante dessa história, que vivenciei em meus maiores devaneios.</p>
<p>Lançamento do projeto Edições Pirata &#8211; 40 anos<br />
Data: 17 de agosto de 2019<br />
Local: Brindeirarte<br />
Autoria: Eugênia Menezes, Juareiz Correya, Myriam Brindeiro e Salete Rêgo Barros<br />
Realização: Brindeirarte e Cultura Nordestina</p>
<p><a href="https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
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		<title>Núcleo de Arte e Cultura da LETRART celebra a Cultura Indígena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suporte Recify]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2019 16:29:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Fulni-ô]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DIVULGAÇÃO DE ASSOCIADOS Dando prosseguimento às comemorações do nosso calendário cultural, no próximo dia 18 de abril, quinta-feira, representantes da etnia Fulni-ô (Águas Belas) estarão na Cultura Nordestina, de 14 às 17h. Xicê de Sá Fulni-ô irá ministrar a palestra Medicina Tradicional Fulni-ô, com breve demonstração. Ele é coordenador da farmácia de plantas medicinais, trabalha [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>DIVULGAÇÃO DE ASSOCIADOS</p>
<p>Dando prosseguimento às comemorações do nosso calendário cultural, no próximo dia 18 de abril, quinta-feira, representantes da etnia Fulni-ô (Águas Belas) estarão na Cultura Nordestina, de 14 às 17h. Xicê de Sá Fulni-ô irá ministrar a palestra <strong>Medicina Tradicional Fulni-ô</strong>, com breve demonstração. Ele é coordenador da farmácia de plantas medicinais, trabalha com a medicina tradicional Fulni-ô e dá cursos de Fitoterapia com as plantas nativas da região. Logo após, Megaron Fulni-ô fará apresentação de cantos tradicionais e mostra de artesanato.</p>
<p>Os Fulni-ô são o único grupo do Nordeste que conseguiu manter viva e ativa sua própria língua &#8211; o Ia-tê &#8211; assim como um ritual a que chamam Ouricuri, realizado, atualmente, no maior sigilo.</p>
<p>Na parte central das terras da reserva indígena se encontra assentada a cidade de Águas Belas, rodeada totalmente pelo território Fulni-ô.</p>
<p>É necessário relembrar as importantes contribuições dos povos indígenas, os primeiros habitantes do solo brasileiro.</p>
<p>Fotos de satélites mostram que as terras indígenas são verdadeiras ilhas de florestas verdes rodeadas por pastos e cultivos de monoculturas, com a predominância da soja. São riquezas estratégicas que se encontram nos territórios indígenas. Eles são não apenas donos, mas, principalmente, guardiões e aguerridos defensores das florestas, o que contribui para amenizar os graves desequilíbrios ambientais da Terra.</p>
<p>Suas práticas culturais têm influência até hoje – costume de descansar em rede, andar descalço; utilização da mandioca e seus derivados – tapioca, beiju; castanhas, coco, milho, raízes e algumas folhas e frutos; prática de cura de enfermidades através de plantas – boldo, sucupira, pó de guaraná entre outras; influência na língua, através de palavras ligadas à flora e à fauna – abacaxi, caju, tatu, Tietê, Ibirapuera etc. A cultura indígena sempre permaneceu forte, e em todos os aspectos intacta em nossas vidas, seja ela na culinária, na arte, na língua ou no folclore, temos as raízes indígenas muito presentes em tudo que fazemos.</p>
<p>Nas expressões artísticas, a influência da cultura indígena é enorme, já que muitos povos usavam a arte em diferentes rituais, sempre com muito simbolismo envolvido. Um grande exemplo é a pintura corporal, feita normalmente com tinta vinda de plantas e frutos (como o jenipapo e o urucu), com a finalidade de retratar sentimentos e momentos específicos nos rituais realizados.</p>
<p>Outra grande herança artística deixada pelos índios é o artesanato, muito praticado no Brasil &#8211; colares, pulseiras, brincos e braçadeiras, normalmente ornamentados com penas e caudas de aves, dando origem a “arte plumária”, que servia para distinguir grupos sociais.</p>
<p>Os índios também tinham costume de fazer grandes máscaras de palha ou de madeira com cascas de árvores, usadas em danças, festas e cerimônias para acalmar entidades e espíritos.</p>
<p>Na música, eles usavam instrumentos de sopro &#8211; várias flautas nativas, e instrumentos de percussão &#8211; chocalhos, apitos e tambores, que ditam até hoje os arranjos e os ritmos da nossa música popular brasileira.</p>
<p>Também deixaram grande influência na dança e no canto, como é o exemplo do povo Pataxó, que entrava em harmonia com a natureza e o divino através do “Awê” ou “Heruê”, buscando a união e a paz do povo, quando celebravam seus antepassados cantando e dançando, buscando forças para continuar em frente.</p>
<p>Na história oficial do Brasil, contada nos livros didáticos das escolas ou mesmo na literatura especializada, não aparece nenhum feito ou contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Isso porque os povos indígenas sempre foram considerados sem cultura, sem civilização ou qualquer tipo de progresso material.</p>
<p>Serviço:<br />
Cultura indígena: tradição, cores e sabores<br />
Data: 18 de abril de 2019 (quinta-feira)<br />
Horário: 14 às 17h<br />
Local: Ponto de Cultura Nordestina<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço da Panela, Recife-PE<br />
Telefones: 81 3243-3927 | 9-9345-7572 (WhatsApp)<br />
Programação:<br />
Palestra &#8211; Medicina Tradicional Fulni-ô por <strong>Xicê Sá Fulni-ô</strong><br />
Apresentação de cantos tradicionais e mostra de artesanato por <strong>Megaron Fulni-ô</strong>.</p>
<p>Entrada: 1 kg de alimento não perecível / material de higiene pessoal para compartilhar com a aldeia + R$ 10,00 como colaboração com a manutenção do espaço.</p>
<p><a href="https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
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		<title>Folclore: o que as pessoas dizem, sentem e fazem, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 16:39:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[#folclore#]]></category>
		<category><![CDATA[acervo cultural]]></category>
		<category><![CDATA[dia do folclore]]></category>
		<category><![CDATA[folclore nordestino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CELEBRAÇÃO DO DIA DO FOLCLORE DATA: 22 de agosto de 2018 (quarta-feira) LOCAL: PONTO DE CULTURA NORDESTINA ENDEREÇO: RUA LUIZ GUIMARÃES, 555, POÇO, RECIFE MAIORES INFORMAÇÕES: (81) 3243-3927 Programação: 16h Abertura da exposição &#8220;FOLCLORE: o que as pessoas dizem, sentem e fazem&#8221; 16h30min. Apresentação de cantigas de roda por Ana Júlia e Ana Luiza 17h [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CELEBRAÇÃO DO DIA DO FOLCLORE</strong><br />
DATA: 22 de agosto de 2018 (quarta-feira)<br />
LOCAL: PONTO DE CULTURA NORDESTINA<br />
ENDEREÇO: RUA LUIZ GUIMARÃES, 555, POÇO, RECIFE<br />
MAIORES INFORMAÇÕES: (81) 3243-3927</p>
<p>Programação:<br />
16h Abertura da exposição &#8220;FOLCLORE: o que as pessoas dizem, sentem e fazem&#8221;<br />
16h30min. Apresentação de cantigas de roda por Ana Júlia e Ana Luiza<br />
17h O canto e a dança do Piaxaxá, pelo grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos (SCFV &#8211; IDOSO de Itapissuma-PE)<br />
17h30min. Bambambulelê pelo Vocal da UBE (Maestrina Ruby Jean)<br />
18h Microfone aberto para Histórias do Arco da Velha<br />
19h Encerramento</p>
<p><strong>ORIGENS DA PALAVRA</strong><br />
A palavra folclore (folk-lore), criada pelo arqueólogo inglês William John Thoms, foi citada, pela primeira vez, no dia 22 de agosto de 1846, em carta publicada no jornal The Athenaeum de Londres, representando os estudos até então chamados de Antiguidades Populares, Tradições Populares e Literatura Popular, que possuíam, como principais características, a popularidade, a oralidade, o anonimato e a antiguidade. Atualmente, o conceito compreende o estudo da cultura espontânea da sociedade – tudo aquilo que as pessoas dizem, sentem e fazem. O folclore se tornou uma ciência sócio-cultural, que dá conta dos mitos, superstições, contos, fábulas, poesias populares, provérbios, culinária, arte, literatura popular, música, jogos e brincadeiras infantis, danças, entre outros. No Brasil, os estudos atingem nível científico em 1913, quando o linguista e historiador João Ribeiro realizou o Curso de Folclore na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, passando, o folclore, a partir daí, a representar uma das áreas da antropologia cultural. Através de um decreto de 1965 foi instituído o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore.</p>
<p><strong>FOLCLORE NORDESTINO</strong><br />
Os hábitos e costumes nordestinos são fruto da miscigenação da população europeia (os portugueses colonizadores), a africana (os escravos) e a ameríndia (os nativos locais). As três raças geraram a população nordestina e todas as suas raízes culturais, criando a associação de praias, jangadas, pescadores, coqueiros, cangaço, e  carros-de-boi ao Nordeste. A riqueza do folclore regional inclui, entre outros elementos, o artesanato, as superstições e crendices, a linguagem popular, a literatura de cordel, os cultos, os folguedos populares, a culinária, os brinquedos populares, as artes e técnicas, as festas tradicionais, as adivinhações, os pregões e os remédios populares.</p>
<p><strong>AS QUATRO FESTAS DO ANO</strong></p>
<p>•	<strong>Carnaval</strong><br />
Sua história remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma. A palavra é originária do latim, <em>carnis levale</em>, cujo significado é retirar a carne e está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã. O Carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. </p>
<p><strong>Música e dança:</strong> de origem urbana, o frevo surge nas ruas do Recife nos fins do século XIX e começo do século XX e tem origem nas marchas, maxixes e dobrados – as bandas militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem europeia. Deduz-se que a música apoiou-se desde o início nas fanfarras constituídas por instrumentos de metal, pela velha tradição bandística do povo pernambucano. São três tipos: frevo de rua, frevo canção e frevo de bloco. A sombrinha de frevo é o elemento complementar da dança e o passista a conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias o que, em sua origem, não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de tê-la na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.</p>
<p><strong>Blocos:</strong> surgiram a partir das reuniões familiares dos bairros de São José, Santo Antônio e Boa Vista, entre outros, como uma extensão dos presépios e ranchos de reis, na década de 20, no Recife. O primeiro bloco fundado foi o Flores Brancas, em 1921, após 2 anos de existência mudou o nome para Bloco das Flores. Sua sede ficava na Praça Sérgio Loreto, na casa do seu fundador Salgado Filho e, como diretor de sua orquestra, Raul Moraes. O Bloco veio proporcionar condições ao elemento feminino de participar do carnaval de rua do Recife, longe de se misturar com a massa acostumada a acompanhar os clubes de frevo. Era formado, geralmente, por moças e senhoras da chamada classe média, que, não podendo participar do carnaval de salão do Clube Recreativo Internacional e do Jóquei Clube, então um privilégio das elites, saíam às ruas protegidas por uma corda, sob severa vigilância de pais, maridos, filhos, genros, noivos, amigos e familiares. Já acostumadas às jornadas dos pastoris, dos presépios e das procissões de queima de lapinhas, o sexo feminino formava, também, o coral do Bloco Carnavalesco, enquanto os homens encarregavam-se da orquestra, bem típicas aos saraus e serenatas de então, formada por violões, violinos, cavaquinho, banjos, bandolins, flautas, clarinetes, contrabaixo, gaitas de boca, pandeiros e percussão. Um apito seguido de um acorde unissonoro de toda a orquestra, anunciava o início da execução da marcha de bloco, com sua introdução instrumental, de andamento frevolento, que se seguia da parte cantada pelo coro de vozes, num andamento bem semelhante ao nosso pastoril.</p>
<p><strong>Maracatu:</strong> representa uma oportunidade de reviver momentos das relações de poder entre senhores e escravos, onde o complexo religioso do Xangô também se faz presente. Os grupos levam estandartes exuberantes, bordados com fios dourados sobre veludo e cetim; a nobreza com as suas coroas, espadas, cetros, capas; as damas da corte levam calungas, todos ao som de um conjunto de instrumentos de percussão. A partir da abolição da escravatura, o maracatu passa a fazer parte do ciclo carnavalesco, resumindo-se ao desfile da corte real negra e obedecendo ao estilo das procissões católicas.</p>
<p><strong>Maracatu rural:</strong> apresentação folclórica do Carnaval oriunda dos municípios da zona canavieira de Pernambuco. Seus principais personagens são os lanceiros (ou caboclos de lança), os tuxaus, as baianas, um tirador de loas e a orquestra.</p>
<p><strong>Caboclinhos, Cabocolinhos, ou Caboclos:</strong> representam um folguedo de origem indígena, que se apresenta em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará. São uma espécie de reisado com bailados mímicos. Tem sua origem em danças executadas por crianças e adolescentes tupinambás do sexo masculino. Foi através desses bailados e brincadeiras que os missionários, no século XVI, conseguiram ganhar a confiança dos índios e, em especial, dos mais jovens. Usam tangas, cocares, braceletes de penas de peru, brincos (feitos de conchas, dentes ou sementes), colares, machadinha, arco-e-flecha, cocares de penas e pintam o corpo com ocre. O grupo possui, no máximo, vinte integrantes. Em som ritmado, todos acionam seus arcos-e-flechas de madeira e dançam ao som de instrumentos indígenas: maracás, reco-recos e pífanos. Quem comanda o grupo é o &#8220;caboclo velho&#8221;, um adulto que é considerado o rei ou o mestre.  Os caboclinhos do Rio Grande do Norte, em particular, são diferentes: não usam penas, seu bailado possui maior vibração e alegria, não utilizam o arco-e-flecha como instrumento de guerra, mas para dar ritmo às danças, e não restringem suas apresentações ao período de Carnaval.</p>
<p><strong>Papangu:</strong> segundo contam os moradores mais antigos de Bezerros, a brincadeira começou quando alguns homens quiseram brincar o Carnaval sem serem reconhecidos, para despistar a atenção das esposas. A brincadeira foi pegando e a cada ano aumenta o número de mascarados nas ruas. Durante o desfile pela cidade, os papangus bebem e comem angu de milho, uma comida típica da região. Devido ao exagero no apetite de alguns foliões, originou-se o nome da festa: Papangu. A principal regra desta importante tradição carnavalesca é manter o sigilo sobre as máscaras que serão usadas, para que ninguém venha a ser reconhecido. Lula Vassoureiro não sabe ler ou escrever, mas na Casa de Cultura Popular, que fundou em 1985, é professor dedicado, transmitindo para crianças e adolescentes a arte dos brincantes, ajudando a formar centenas de artesãos em atividade na cidade de Bezerros. Suas máscaras fazem parte da decoração carnavalesca de rua do município que, em 2014, prestou-lhe merecida homenagem. Já rodou o mundo &#8211; América do Norte, Europa, Ásia e África &#8211; divulgando a tradição dos papangus, e mantém planos para continuar recebendo em sua Casa da Cultura todos aqueles que desejam aprender.</p>
<p>•	<strong>Quaresma</strong> (começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa)<br />
Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual, e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz. Três pratos são muito tradicionais na Páscoa do Nordeste. O primeiro deles é o quibebe, um tipo de purê de jerimum, consumido na Sexta-feira Santa. O segundo é o arroz de coco (cozido com leite de coco). E o mais emblemático é o feijão de coco, servido em forma de um caldo bem grosso.<br />
Em Brejo da Madre de Deus, na Fazenda Nova &#8211; PE, acontece uma representação da Paixão de Cristo que é considerada o maior espetáculo ao ar livre do mundo. São 100 mil m² cercados por uma muralha de pedra de granito de 4 metros de altura, num cenário que é uma reprodução parcial da Jerusalém dos dias de Cristo.</p>
<p>•	<strong>Ciclo junino</strong><br />
O início do ciclo marca o Dia de São José, data em que o milho deve ser plantado para ser colhido após 3 meses, no mês de junho. A origem das comemorações é anterior à era cristã. No hemisfério Norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério Norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas. Os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam importantes rituais durante o mês de junho. Apesar de essa época marcar o início do inverno por aqui, eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida. Já a valorização da vida caipira nessas comemorações reflete a organização da sociedade brasileira até meados do século 20, quando 70% da população viviam no campo. A origem dos festejos no Brasil une jesuítas portugueses, costumes indígenas e caipiras, celebrando santos católicos e pratos com alimentos nativos.<br />
Música e dança: forró – dança de pares cuja música foi consagrada pela saudosa dupla de compositores Luiz Gonzaga e Zé Dantas.</p>
<p><strong>Quadrilha:</strong> originária de velhas danças populares de áreas rurais da França (Normandia) e da Inglaterra. Foi introduzida no Brasil, no Rio de Janeiro, possivelmente em 1820, por membros da elite imperial. Durante o Império, a quadrilha era a dança preferida para abrir os bailes da Corte. Popularizou-se saindo dos salões palacianos para as ruas e clubes, com o povo assimilando a sua coreografia aristocrática e dando-lhe novas características e nomes regionais. No Sertão do Nordeste encontrou um colorido especial, associando-se à música, aos fogos de artifícios e à comida da Região. Como as coreografias eram indicadas em francês, o povo repetindo certas palavras ou frases levou também à folclorização das marcações aportuguesadas do francês, o que deu origem ao matutês, mistura do linguajar matuto com o francês, que caracteriza a maioria dos passos da quadrilha junina. A criatividade popular encarregou-se de acrescentar novos passos como Olha a chuva! É mentira, A Ponte quebrou, Nova ponte, Caminho da roça e também outros figurantes como os do casamento matuto: o noivo e a noiva, o padre, o pai da noiva, o sacristão, o juiz e o delegado. O casamento matuto, hoje associado à quadrilha é a representação onde os jovens debocham com malícia da instituição do casamento, da severidade dos pais, do sexo pré-nupcial e suas consequências, do machismo. O enredo é quase sempre o mesmo com poucas variantes: a noiva fica grávida antes do casamento e os pais obrigam a noiva a casar. Este se recusa, sendo necessário à intervenção da polícia. O casamento é realizado com o padre e o juiz, sob as garantias do delegado e até de soldados. A quadrilha é o baile em comemoração ao casamento. O enredo é desenvolvido em linguagem alegórica, satirizando a situação com humor e carregando no sotaque do interior. Há, atualmente, uma nova forma de expressão junina, a quadrilha estilizada, que não é uma quadrilha matuta, mas um grupo de dança que tem uma coreografia própria, com passos criados exclusivamente para a música escolhida, como num corpo de balé. O grupo incorpora alguns personagens como Lampião, Maria Bonita, sinhôzinho, espanholas e ciganos, e os trajes lembram roupas típicas do folclore dos pampas gaúchos.</p>
<p><strong>Culinária:</strong> comidas à base de milho (canjica, pamonha, munguzá) e massa de mandioca (bolo Souza Leão, bolo pé-de-moleque). É comum ver as pessoas assando milho verde nas fogueiras.<br />
Vestuário e adereços: as pessoas costumam se vestir com tecidos bastante coloridos, as chamadas roupas de matuto: as mulheres, vestindo saias largas, cheias de babados, calçadas com sapatos e meias, enfeitadas com grandes tranças no cabelo que terminam com laços de fita e, por cima, um chapéu de palha; e, os homens, vestindo calças remendadas, camisas coloridas, todos eles enfeitados com bigodes e cavanhaques pintados a carvão, carregando um cachimbo na boca, e também com um chapéu de palha na cabeça.</p>
<p><strong>Comemorações:</strong> as festas ocorrem na véspera dos dias 13 (Santo Antônio), 24 (São João) e 28 (São Pedro) de junho. Durante o mês de junho as ruas são enfeitadas com bandeirinhas coloridas (coladas em uma linha e presas nos postes) e são feitos os casamentos na roça e realizados festejos em várias cidades, sendo os mais marcantes os de Campina Grande (Paraíba) e Caruaru e Arcoverde (Pernambuco).</p>
<p><strong>Simpatias:</strong> os três santos homenageados em junho – Santo Antônio, São João Batista e São Pedro inspiram não só novenas e rezas, como também várias simpatias. Acredita-se, por exemplo, que os balões levam pedidos para São João. Mas Santo Antônio é o mais requisitado, por seu poder de casar moças solteiras.</p>
<p>•	<strong>Ciclo natalino</strong> (24 de dezembro a 6 de janeiro)<br />
Existem vários folguedos natalinos, que fazem referências à noite de festas e ao grande dia em que Jesus nasceu. Desses folguedos, o mais tipicamente natalino é o pastoril religioso. É carregado de magia, gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval, que ganha modificações no decorrer dos séculos.</p>
<p><strong>Pastoril:</strong> um dos importantes folguedos nordestinos, é representado no período de 23 de dezembro a 6 de janeiro, e consta de bailados, danças, cantos, diálogos, recitativos (em louvor ao nascimento de Jesus), por parte de duas alas: as pastoras do cordão azul e as do cordão encarnado. Elas dançam e cantam: Boa-noite, meus senhores todos/Boa-noite, senhoras também/Somos pastoras/ Pastorinhas belas/ Que alegremente/ Vamos a Belém&#8230;<br />
Tudo indica que foi introduzido no século XVI por padres portugueses. Antigamente, era representado apenas junto às igrejas, com o objetivo de entreter aqueles que aguardavam a missa do galo. Hoje, pode-se apreciá-lo em praças públicas e palcos, onde as pastorinhas dançam, geralmente, ao som de um conjunto de pau-e-corda. Mas, em alguns estados nordestinos, o acompanhamento inclui sanfonas e violões, além de um conjunto de sopro e percussão.<br />
Reisado: remonta ao período do Brasil-Colônia, ocorrendo nas festas de Natal e Reis. Seus personagens interpretam os próprios continuadores dos Reis Magos, vindos do Oriente para visitar o Deus Menino. Alguns figurantes do reisado são encontrados, também, no espetáculo do bumba-meu-boi: Mateus, o rei, a rainha, o mestre e o contramestre, o governador, o palhaço, o índio Peri, a sereia, entre outros. Em Alagoas, os componentes dos reisados se apresentam com chapéus ricamente bordados e enfeitados com estrelas, fitas douradas e pequenos espelhos, que funcionam como amuletos para espantar os maus olhados, voltando-se contra quem os desejou. A coreografia é bem simples: os integrantes entabulam galopes, gingados e corrupios, pelas ruas e praças das cidades, enquanto os músicos tocam sanfonas, pandeiros, tambores e zabumbas.</p>
<p><strong>Bumba-meu-boi:</strong> uma das representações folclóricas mais importantes do Nordeste, que deve ter sido introduzida no século XVI, período do ciclo econômico do gado. Segundo os estudiosos, apesar de não possuir uma origem africana, o bumba é um espetáculo de negros, onde eles se apresentam conformados com a sua inferioridade social e transformam a sua dor em comicidade – certo homem branco, dono de um boi, vê um homem negro roubar-lhe o animal predileto, com o objetivo de retirar sua língua, porque a sua esposa, que está grávida, deseja comer língua de boi. Em seguida o boi morre e um pajé tenta ressuscitar o animal morto. Um aspecto a ser observado é a ausência de personagens do sexo feminino e a inferioridade com que a mulher é tratada: todos os figurantes são interpretados por travestis. A única exceção é a pastorinha, representada por uma menina ou adolescente (porém, jamais uma mulher).</p>
<p><strong>DANÇAS FOLCLÓRICAS</strong></p>
<p>•	<strong>Coco-de-roda</strong><br />
Dança mestiça surgida em Alagoas, nos tempos coloniais, onde se misturam dois tipos de escravos: africanos e índios. O ritmo é dado por zabumbas, pandeiros e tamborins, mas as mãos representam o mais importante instrumento musical. O coco-de-roda era a dança preferida pelos cangaceiros de Lampião.</p>
<p>•	<strong>Capoeira</strong><br />
Surgiu no Nordeste, trazida pelos escravos africanos. Difundiu-se muito depressa em Salvador, e um pouco no Recife e no Rio de Janeiro. A capoeira é dançada ao som do pandeiro, de cantos, do ritmo de palmas, e especialmente do berimbau, instrumento originário da África, composto de um arco de madeira, com cerca de um metro e meio de comprimento, uma corda de metal, feita de arame, uma caixa de ressonância &#8211; uma cabaça cortada e amarrada com cordão -, uma cestinha contendo sementes de caxixi, uma vara pequena de madeira para percutir a corda, e uma moeda pesada. Feito um semicírculo, duas pessoas entram na roda e começam a lutar através de gingas, meneios de corpo, rasteiras, golpes e contragolpes rápidos. </p>
<p>•	<strong>Xaxado</strong><br />
Há controvérsias quanto à sua origem. Segundo o folclorista Roberto Benjamin, o xaxado é originário das regiões do Pajeú e Moxotó (Pernambuco), com evidentes características de culturas indígenas. No entanto, outros afirmam que a dança tem origem em Portugal. Pesquisas indicam que a dança já era conhecida nas regiões do Agreste e Sertão pernambucano desde 1922.<br />
A palavra xaxado é uma onomatopeia do barulho xa-xa-xa, que os dançarinos fazem com as alpercatas arrastadas no chão durante a dança.<br />
A dança é executada em círculo, com os dançarinos em fila indiana, um dançarino atrás do outro, sem volteio, cada participante fazendo três ou quatro movimentos laterais com o pé direito na frente, arrastando o esquerdo, numa espécie de sapateado rápido.</p>
<p>•	<strong>Piaxaxá</strong></p>
<p>Manifestação única e característica da cidade de Itapissuma-PE, transmitida oralmente de geração em geração, o piaxaxá é de origem portuguesa, e foi cantada inicialmente por antigos pescadores portugueses. Até hoje, a dança e o canto são usados em época de atividade marítima, na qual se insere a Buscada de São Gonçalo do Amarante, o santo padroeiro da cidade, no mês de janeiro. O piaxaxá lembra as cantigas de roda, e os seus passos lembram os dos dançarinos portugueses alternando ora para um lado, ora para outro. Traz consigo a herança da música grega, que reunia diversas artes, todas ao mesmo tempo: dança, canto, poesia, e instrumentos musicais, dentro da estética, da harmonia, e da beleza.</p>
<p><strong>ARTESANATO</strong><br />
São produzidos diversos tipos (utilitários, decorativos e lúdicos) – redes e rendas; cestarias; xilogravuras; talhas e esculturas em madeira, entre outros.</p>
<p><strong>Renda:</strong> a arte de fazer rendas é uma herança que o europeu deixou no Brasil. As noivas costumavam encomendá-las para o enxoval e, os padres, para os seus paramentos. A confecção de rendas é uma atividade corrente no Nordeste, e a mulher rendeira passou também a ser uma figura típica da região. A renda Renascença é uma técnica têxtil que teve sua origem em Veneza, na Itália, no século XVI, e foi introduzida no Brasil por freiras europeias. O bordado delicado difundiu-se por aqui pelas mãos das rendeiras nordestinas, que passam a arte de geração em geração. No ofício, linha, agulha e lacê bordam e alinham toalhas, lençóis, colchas, fronhas e mantas. As rendas Renascença são famosas pelo estilo de bordado feito exclusivamente à mão, com traços marcantes, em que predominam pontos exclusivos e entrelaçados delicados. Neste traçado, desenhos concêntricos se projetam em linhas sinuosas e divergentes. Tradicionalmente feita em tecido branco, a renda Renascença do Nordeste ganhou versatilidade e passou a ser feita também nas cores preta, marrom café, laranja e azul marinho.<br />
A produção chegou a Pernambuco na década de 1960 e se concentra hoje na região do Agreste, onde mais de 400 rendeiras estão organizadas em associações, que criam os bordados e já exportam para diversos países. </p>
<p><strong>Cerâmica:</strong> as primeiras cerâmicas que se tem notícia são da Pré-história: vasos de barro, sem asa, que tinham cor de argila natural ou eram enegrecidas por óxidos de ferro. Nesse estágio de evolução ficou a maioria dos índios brasileiros. A tradição ceramista — ao contrário da renda de bilros e outras práticas artesanais — não chegou com os portugueses ou veio na bagagem cultural dos escravos. Os índios aborígines já tinham firmado a cultura do trabalho em barro quando Cabral aqui aportou. Por isso, os colonizadores portugueses, instalando as primeiras olarias nada de novo trouxeram; mas estruturam e concentraram a mão-de-obra. O rudimentar processo aborígine, no entanto, sofreu modificações com as instalações de olarias nos colégios, engenhos e fazendas jesuíticas, onde se produzia além de tijolos e telhas, também louça de barro para consumo diário. Mestre Vitalino retratou no barro a sua terra e a sua gente, expressando seus sentimentos. Sua arte alcança projeções internacionais, afirmando o valor do homem do agreste e divulgando Caruaru, cidade que se fez mais conhecida e amada, através de sua arte.</p>
<p><strong>Xilogravura:</strong> técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz, o que possibilita a reprodução da imagem gravada sobre o papel ou outro suporte adequado. Técnica usada pelos Egípcios e conhecida pelos chineses. Sua exploração se deu na Europa em meados do século XV, quando a xilogravura cumpriu o papel de grande veículo de imagens e textos. A arte da gravura marca e se impõe, substitui o manuscrito e a iluminura, privilégio da nobreza e do clero, abrindo novos caminhos de divulgação e democratização do conhecimento. J. Borges é dono de uma técnica própria de colorir, atende pedidos para representar o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrupção; os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, sempre ligados ao povo nordestino. É considerado um dos Patrimônios Vivos de Pernambuco. O Memorial J. Borges &#038; Museu da Xilogravura fica no município de Bezerros-PE.</p>
<p><strong>LITERATURA</strong></p>
<p><strong>Poetas populares: </strong>Catulo da Paixão Cearense (conhecido no Brasil e exterior), Leandro Gomes de Barros (um dos principais expoentes da arte cordelística brasileira), Antônio Gonçalves da Silva (apelidado Patativa do Assaré, que nasceu e viveu no município de Assaré, no Ceará), o pernambucano José Saturnino dos Santos (conhecido como Andorinha), os paraibanos Sebastião Marinho, Pedro Bandeira (&#8220;O Príncipe dos Poetas do Nordeste&#8221;) e Zé Limeira (este último, de Taperoá), entre inúmeros talentosos profetas do verso e da viola. </p>
<p>L<strong>iteratura de cordel:</strong> teve início no século XVI, quando o Renascimento passou a popularizar a impressão dos relatos que, pela tradição, eram feitos oralmente pelos trovadores. A tradição desse tipo de publicação vem da Europa. No século XVIII esse tipo de literatura já era comum, e os portugueses a chamavam de literatura de cego, pois em 1789, Dom João V criou uma lei em que era permitido à Irmandade dos homens cegos de Lisboa negociar esse tipo de publicação. No início, a literatura de cordel também tinha peças de teatro, como as que Gil Vicente escrevia. Esta literatura foi introduzida no Brasil pelos portugueses desde o início da colonização. </p>
<p><strong>MITOS E LENDAS</strong></p>
<p><strong>Cumade Fulôzinha</strong><br />
As florestas da Zona da Mata pernambucana têm uma protetora que não brinca em serviço. Também conhecida como Comadre Florzinha, a entidade gosta de fazer pequenas trelas, como trançar crinas e caudas de cavalos, além de abrir porteiras para ver os animais fugirem. Ela também ajuda aqueles que se perdem nas matas e pedem auxílio com humildade. Mas não se engane. Se a intenção do indivíduo for maltratar os animais ou a floresta ela vai assobiar e o som fará com que o sujeito não consiga mais encontrar o caminho de volta para casa. No interior de Pernambuco, acredita-se que a menina realmente existiu e que, depois de um fim trágico, ao ser assassinada pelo próprio pai e enterrada na mata, virou protetora da floresta.</p>
<p><strong>Papa-Figo</strong><br />
Para se curar de uma terrível doença no sangue, um homem de aparência grotesca, dentes amarelos e orelhas pontudas, passava pelas ruas do Recife sequestrando e matando crianças malcriadas para comer-lhes o fígado. Ele atraía as crianças com bombons e para enfim colocá-las dentro de um saco ou de um carro preto. Há versões da lenda que falam sobre ajudantes do homem que, por não aguentar a luz do sol, não conseguia sair para caçá-las sozinho. </p>
<p><strong>Mula-sem-cabeça</strong><br />
Diz a lenda que a mulher que se encontrar romanticamente com um padre será amaldiçoada, se transformando em um monstro. Ela pagará seus pecados virando uma mula (ou burrinha), com cascos afiados, um freio de ferro ao redor de um pescoço em chamas, sem a cabeça. A transformação ocorre nas noites de quinta-feira e só termina quando o dia nasce. Enquanto corre emite sons e gemidos medonhos, de alguém que sofre uma dor aguda. Só para quando vai chegando o alvorecer, quando o galo canta pela terceira vez. Para salvar a moça do encanto é preciso enfrentar a assombração de peito aberto e tirar o ferro que aperta seu pescoço.</p>
<p><strong>ACERVO POPULAR</strong></p>
<p>Os amoladores de tesouras e de facas, que anunciam os seus serviços pelas ruas; os vendedores de algodão-doce, cavaquinho, japonês, vassouras, cuscuz, colheres-de-pau; a culinária, o artesanato, os cantadores de viola, os maracatus, reisados e pastoris, enfim, tudo e todos que, sem qualquer intencionalidade, continuam mantendo os hábitos e costumes do Nordeste, preservando e enriquecendo a cultura popular dessa região do Brasil.</p>
<p>FONTES: Fundação Joaquim Nabuco, Revista Superinteressante, Uninassau.</p>
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		<title>Reflexões sobre o ato de escrever, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 14:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do escritor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A palavra é a matéria-prima da arte de escrever e, como qualquer obra de arte, tem o poder de, no observador, provocar emoções que o farão se sentir atraído a mergulhar nos sentimentos e na maneira como o autor daquela obra enxerga o mundo. Aí reside a grande responsabilidade do escritor ao transmitir seu pensamento: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra é a matéria-prima da arte de escrever e, como qualquer obra de arte, tem o poder de, no observador, provocar emoções que o farão se sentir atraído a mergulhar nos sentimentos e na maneira como o autor daquela obra enxerga o mundo.<br />
Aí reside a grande responsabilidade do escritor ao transmitir seu pensamento: forma e conteúdo irão interferir no outro que, ao perceber a identificação, ficará propenso a absorver algo que poderá influenciá-lo para sempre. Segundo o pintor Eugène Delacroix (1798-1863), <em>“O mais belo triunfo do escritor é fazer pensar os que podem pensar”</em>.<br />
Além do arranjo estético das palavras que compõem as escrituras, em forma de verso ou prosa, ortografia e gramática devem se apresentar impecáveis, fato que, além de contribuir na formação de bons leitores e bons escritores, denota o grau de conhecimento do autor e o consequente êxito de sua obra.<br />
Neste 25 de julho, data em que é comemorado o Dia do Escritor, instituído em 1960, após a realização do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino e vice-presidência de Jorge Amado, é imprescindível que seja feita uma reflexão sobre o ato de escrever, banalizado pelos que acham que podem ser escritores de uma hora para outra, que o reconhecimento deste ofício pode se dar através de elogios irresponsáveis de amigos e parentes, que a bagagem de vocabulário, conhecimento da língua, conhecimentos gerais e criatividade são irrelevantes, e que a intuição é o que mais importa.<br />
Celebrar este dia, na Cultura Nordestina, ao mesmo tempo em que é comemorado o aniversário da escritora Djanira Silva, é uma forma simbólica de homenagear todos os escritores que são conscientes do real significado do ato de escrever. </p>
<p><strong>Fátima Quintas</strong><br />
<em>A literatura representa o caminho maior da redenção, espaço que permite reinventar a vida para torná-la adequada ao ego.</em></p>
<p><strong>Jorge Amado</strong><br />
<em>Pobres dos escritores que não se derem conta disso: escrever é transmitir vida, emoção, o que conheço e sei, minha experiência e forma de ver a vida.</em></p>
<p><strong>Carlos Drummond de Andrade </strong><br />
<em>Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de vê-las de qualquer outra maneira. </em></p>
<p><strong>Érico Veríssimo </strong><br />
<em>Nenhum escritor pode criar do nada. Mesmo quando ele não sabe, está usando experiências vividas, lidas ou ouvidas, e até mesmo pressentidas por uma espécie de sexto sentido.</em></p>
<p><strong>Caio Fernando Abreu</strong><br />
<em>O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Alguém me dizia “que diferença entre você e um livro seu”. Eu não sou o que escrevo ou sim, mas de muitos jeitos. Alguns estranhos.</em></p>
<p><strong>João Cabral de Melo Neto</strong><br />
<em>Escrever é estar no extremo de si mesmo.</em></p>
<p><strong>Jorge Luís Borges </strong><br />
<em>Quando os escritores morrem, eles se transformam nos seus livros. O que, pensando bem, não deixa de ser uma forma interessante de reencarnação. </em></p>
<p>Celebração &#8211; Dia do escritor e aniversário da escritora Djanira Silva<br />
Data: 24 de julho (terça-feira)<br />
Local: Cultura Nordestina Letras &#038; Artes<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço &#8211; Recife<br />
Coordenação: Taciana Valença<br />
Fotos: Bernadete Bruto</p>

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		<title>Anunciando o Natal no Poço da Panela, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suporte Recify]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 May 2018 14:32:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>PARA CRIANÇAS E ADULTOS Estamos no tempo do Advento, período que tem início em 30 de novembro e termina em 24 de dezembro. A palavra vem de “adventos”, que significa vinda, chegada. O período é um convite à reflexão sobre as imperfeições do ser humano, e à renovação da esperança em um mundo melhor, representada [&#8230;]</p>
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<p>PARA CRIANÇAS E ADULTOS</p>
<p>Estamos no tempo do Advento, período que tem início em 30 de novembro e termina em 24 de dezembro. A palavra vem de “adventos”, que significa vinda, chegada. O período é um convite à reflexão sobre as imperfeições do ser humano, e à renovação da esperança em um mundo melhor, representada pelo nascimento do menino Deus.</p>
<p>Na Cultura Nordestina celebramos a chegada do Natal construindo, juntos, a guirlanda do Advento, utilizando símbolos da nossa cultura e elementos que devem ser cultivados para que possamos, também, juntos, construir um mundo que não pode ser bom, apenas, para uns – O MUNDO PRECISA SER BOM PARA TODOS.</p>
<p><strong>Guirlanda do Advento da Cultura Nordestina</strong></p>
<p>Sua forma circular, sem começo nem fim, lembra a integridade, a harmonia e a eternidade. Os ramos verdes representam a Natureza e a esperança; as quatro velas representam as quatro semanas que antecedem o Natal &#8211; elas são coloridas porque representam as culturas indígena e afro, formadoras do povo brasileiro, símbolo de festa, dança e alegria; os cajus lembram o alimento, e a fita vermelha lembra a amorosidade, o cuidado, a tolerância, o afeto e a solidariedade que, cada um de nós, deve ter para com o outro.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Data: 16 de dezembro (domingo)<br />
Início: 10h<br />
Local: Cultura Nordestina<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço (por trás do Museu do Homem do Nordeste)<br />
Fone: (81) 3243-3927<br />
Ingresso: R$ 10,00 (50% dos ingressos terão finalidade social)</p>
<p><strong>Programação:</strong><br />
• Acolhida com Noel<br />
• Roda de histórias<br />
• “Poema de Natal”, de Carlos Pena Filho<br />
• Monólogo “Brinquedo de Natal”, de Aldemar Paiva<br />
• Contação “A Árvore do Beto”, de Ruth Rocha<br />
• Cordel de Natal<br />
• Música “Natal Verde”, de Dulce Albert<br />
• Oficina de artes (Guirlanda do Advento)<br />
• Brincadeiras<br />
• Parabéns pra Jesus (corte do bolo e lanche coletivo)</p>
<p><strong>Coordenação e contação de histórias:</strong><br />
• Vera Nóbrega</p>
<p><strong>Equipe:</strong><br />
• Bernadete Bruto<br />
• Colly Holanda<br />
• Dulce Albert<br />
• Edmilson Lima<br />
• Eugênia Menezes<br />
• Joyce Lima<br />
• Taciana Valença<br />
• Rosita Silva</p>
<p><strong>Realização:</strong><br />
• Ponto de Cultura Nordestina</p>
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		<title>III Abril de Monteiro Lobato, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2018 16:54:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[contação de histórias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura nordestina letras & artes]]></category>
		<category><![CDATA[Sítio do pica-pau amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[vera nóbrega]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minha querida Vera Nóbrega No meu entendimento, o caminho mais eficaz para a construção de um mundo melhor é o da leitura que tem o poder de oferecer uma visão crítica aos seus leitores, dando-lhes autonomia para exercer a cidadania em toda sua plenitude. Através dos livros viajamos sem precisar sair do lugar, sonhamos, conhecemos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Minha querida Vera Nóbrega</p>
<p>No meu entendimento, o caminho mais eficaz para a construção de um mundo melhor é o da leitura que tem o poder de oferecer uma visão crítica aos seus leitores, dando-lhes autonomia para exercer a cidadania em toda sua plenitude.</p>
<p>Através dos livros viajamos sem precisar sair do lugar, sonhamos, conhecemos o pensamento de grandes autores, vida e obra de pessoas exemplares que marcaram época. Tempo e espaço não são barreiras para o exercício da leitura.</p>
<p>No início do século passado, consegui imprimir minha visão de mundo, através dos livros, dando início à literatura dedicada às crianças; fiquei conhecido por escrever livros onde se pudesse morar; criei o Sítio do Pica-pau Amarelo recriando o mundo ao meu redor, a partir de coisas do cotidiano; criei um universo para a criança, enriquecido pelo folclore; busquei o nacionalismo na ação dos personagens, e que se reflete na brasilidade, na linguagem, no comportamento e na relação com a Natureza. </p>
<p>O Sítio possui traços de um brasileiro indignado com a exploração do petróleo. Logo depois, escrevi O Poço do Visconde, que conta a história da descoberta do precioso óleo nas terras do Sítio. Não podendo me expor, por causa da censura, criei personagens fantásticas, que dizem tudo o que penso sobre a descoberta, entre elas Emília, que representa minha voz.</p>
<p>A partir do imaginário criei uma literatura denunciadora, que envolve fatos políticos, econômicos e sociais. A obra literária para crianças é a mesma obra de arte para o adulto, diferindo, apenas, na complexidade de concepção – o que não a torna menos valiosa –, da mesma forma que há obras literárias simples para adultos, e que são consideradas obras-primas. Essa simplicidade de concepção deve criar a simplicidade da linguagem, na qual a literatura deve ser uma fonte repleta de sensações, emoções, imaginações que tocam a criança fazendo-a viajar e sonhar, ao tempo em que a prepara para a vida. Este é o milagre produzido pela leitura, e que só depende de nós para ser concretizado.</p>
<p>Você, minha doce e encantadora contadora de histórias, representa a esperança do futuro do nosso amado Brasil, com a realização dessa obra grandiosa, que é a formação de leitores. Por isso, vamos convidar todas as crianças para o encontro com os personagens do Sítio, pelo terceiro ano consecutivo, quando a essência do meu pensamento será transmitida através de Emília, minha bonequinha sapeca. </p>
<p>Contação <strong>Sítio do Pica-pau amarelo</strong>, no quintal da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, local encantado que apresenta, no sábado 21 de abril, às 10h00, as aventuras que povoaram a imaginação infantil do século passado. </p>
<p>Beijo de livro!<br />
Monteiro Lobato</p>
<blockquote><p>Serviço:<br />
Sítio do Pica-pau amarelo<br />
Data: 21 de abril de 2018<br />
Hora: 10h<br />
Ingressos (a partir de 2 anos) com lanche incluso: um: R$ 25,00 | dois: R$ 40,00 | três: R$ 50,00<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555 &#8211; Poço da Panela, Recife-PE<br />
Reservas: 81 3243-3927 </p>
<p>Elenco:<br />
<strong>Vera Nóbrega</strong>, como Emília; <strong>Adriano Cabral</strong>, como a Cuca; <strong>Tio Ed</strong>, como o Visconde; <strong>Colly Holanda</strong>, como dona Benta; <strong>Bernadete Bruto</strong>, como Narizinho e <strong>Taciana Valença</strong>, como tia Anastácia.</p>
<p>Música ao vivo: <strong>João Natureza</strong></p></blockquote>
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		<title>A coragem de ser diferente, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 16:50:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[cangaço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quinta-feira passada, 8 de março, dia em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a jornalista Wanessa Campos promove com ampla divulgação na mídia, a vinda de Vera Ferreira, neta do lendário casal Maria Bonita e Lampião, ao Ponto de Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, para um encontro, onde o tema “O desafio de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira passada, 8 de março, dia em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a jornalista Wanessa Campos promove com ampla divulgação na mídia, a vinda de Vera Ferreira, neta do lendário casal Maria Bonita e Lampião, ao Ponto de Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, para um encontro, onde o tema “O desafio de ser neta de Maria Bonita” deveria ser debatido.<br />
	Quem esperava ouvir uma neta cheia de certezas em defesa de seus avós, deparou-se com uma pesquisadora em busca da verdade dos fatos, situando o Cangaço no contexto social que enxergava a vingança pessoal como alternativa única para suprir a ausência do Estado numa terra sem lei, dominada pelo poderio econômico do coronelismo.<br />
	Consciência política era assunto desconhecido dos diversos bandos cangaceiros que se formavam na região, liderados pelos mais destemidos, entre eles, o que teve maior destaque, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido por Lampião, estrategista extremamente hábil, inteligente e carismático.<br />
	Desmistificar a história do Cangaço a partir de relatos de quem vivenciou o movimento mais de perto, como é o caso de parentes próximos dos integrantes dos grupos, é contribuir para um registro sem acréscimos, cortes ou efeitos especiais surgidos intencionalmente ou naturalmente no imaginário dos que “ouviram dizer” dos que “ouviram dizer” dos que “ouviram dizer”&#8230;<br />
	Assim como vários homens e mulheres entraram para a história da humanidade por terem tido a coragem de contrariar a ordem estabelecida, Lampião também entrou, para uns como bandido, e para outros como herói.<br />
	A história do Nordeste brasileiro é uma história de lutas por direitos iguais, tendo sido o Cangaço um movimento que se destacou, não somente pela postura política de quem não tinha ideais políticos, mas também por ter tido grande repercussão nas artes em geral, o que fomenta uma melhor distribuição de renda para artesãos, cordelistas, escritores, produtores culturais e comerciantes, entre outras categorias, no Brasil e também no exterior, até hoje.<br />
	Neste dia, o destaque maior é para a coragem de ser diferente, de todas as mulheres cangaceiras, aqui representadas por Maria Bonita, companheira de Lampião, que enfrentou a rudeza da caatinga e as incertezas do dia-a-dia por amor a seu homem.<br />
	Agradecemos à jornalista Wanessa Campos e à palestrante Vera Ferreira, assim como aos patrocinadores do evento – Pernambuco dá Sorte e Abreu e Lima Logística, por terem proporcionado aos presentes um momento tão significativo para a compreensão do Cangaço, movimento que agrega aspectos sociais e culturais de grande relevância para a história do povo brasileiro. </p>
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		<title>Efeitos do eletromagnetismo na saúde, por Maria Otília Gusmão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 18:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos da radiação]]></category>
		<category><![CDATA[precaução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Palestra sobre os Efeitos do eletromagnetismo na saúde humana e como podemos mitigar os efeitos das tecnologias sem fio aconteceu na Cultura Nordestina Letras &#38; Artes &#8211; Ponto de Cultura Reconhecido pelo MINC, e reduto de intelectuais e filantropos no Poço da Panela. Recife 25 de outubro de 2017 &#160; O Sr. Umberto David e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Palestra sobre os <strong>Efeitos do eletromagnetismo na saúde humana </strong>e <strong>como podemos mitigar os efeitos das tecnologias sem fio</strong> aconteceu na Cultura Nordestina Letras &amp; Artes &#8211; Ponto de Cultura Reconhecido pelo MINC, e reduto de intelectuais e filantropos no Poço da Panela.</p>
<p>Recife 25 de outubro de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-834" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/figura-1-1.png" alt="figura 1" width="708" height="278" /></p>
<p>O Sr. Umberto David e a Dra. Maricy fizeram uma breve exposição do que é radiação não-ionizante, enfocando os efeitos das tecnologias sem fio ou seja: micro-ondas de fornos, celulares, telefones sem fio, babás eletrônicas, tablets, computadores e Wi-Fi, sendo este o mais preocupante por se tratar de uma emissora de rádio dentro de nossas casas. Estes efeitos são potencializados pelas emissões de rádios, TV’s, sinal das torres de antenas de celulares e de micro-ondas das empresas concessionárias, formando uma poluição invisível, como uma névoa eletromagnética.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-800" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/DSC05127-300x225.jpg" alt="DSC05127" width="300" height="225" /> <img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-801" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/DSC05130-300x225.jpg" alt="DSC05130" width="300" height="225" /></p>
<p>Umberto compartilha sua experiência como eletrossensível e diz como podemos nos proteger utilizando tecnologia Magnetohidroressonantes – MHR com Hematita e Turmalina, pedras encontradas no Brasil.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-802" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/DSC05170-300x225.jpg" alt="DSC05170" width="300" height="225" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-803" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/DSC05179-300x225.jpg" alt="DSC05179" width="300" height="225" /></p>
<p>Várias pessoas participaram através de depoimentos, e Maria Otilia conta sua história de eletrossensibilidade desde a infância, e o perigo de se expor uma criança menor de 7 anos a radiações de qualquer sorte, quando o sistema imunológico é formado (fortalecido pelo biomagnetismo ou corpo etéreo). Eduardo conta sua experiência trabalhando na indústria elétrica, e como muitas pessoas são expostas a campos eletromagnéticos altíssimos, e como seus colegas foram impactados pela exposição. Margarida faz uma explanação sobre o magnetismo no ser humano e a terapia BioMagnetismo, que utiliza o sistema biomagnético humano para averiguar as descompensações para, em seguida, harmonizar com pares de imãs expelindo micro-organismos nefastos, restabelecendo o sistema imune e mental – emocional.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-845" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/cultura.jpg" alt="cultura" width="637" height="477" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-826" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/fig-4.png" alt="fig 4" width="638" height="478" /></p>
<p>Maricy mede alterações no corpo dos presentes, através da diferença de comprimento dos braços, e faz medições de frequência corporal. Em seguida alguns experimentaram as tecnologias de harmonização e realinhamento da fisiologia que utilizam uma pedra brasileira: a hematita. O corpo humano tem uma frequência de 6.500 Angstrons: A (10<sup>-10</sup>m). Ao segurar uma peça desenvolvida com a tecnologia que usa este cristal em conjunto com água estruturada, a pessoa passa a ter uma frequência de 10.000 A ou seja: vibrando mais alto, na amplitude daquela do Sol. Sol e água são os meios de maior frequência no Cosmo, proporcionando o reequilíbrio (medidas com o Biômetro de B&amp;S; imagem)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi explanada a dificuldade de se importar mecanismos que mitiguem os efeitos da radiação pela rede elétrica, assim como pela névoa eletromagnética, poluições invisíveis e muito nefastas, estudadas pela Bau Biologie há mais de 47 anos na Europa, onde existem muitos equipamentos de preços elevados e nem sempre compatíveis com nossas necessidades e poder aquisitivo. Acrescente- se a isso o valor de importação de 60% e o risco de extravio nos Correios. Há pessoas que perderam vários itens importados legalmente, submetendo-se a uma burocracia que todos sabemos como funciona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uso de tecnologias com eletromagnetismo &#8211; EM</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição a campos eletromagnéticos desperta no organismo um quadro de eletrossensibilidade acarretando a acidificação do sangue e uma sensibilidade a alimentos, ou seja: alergias bioquímicas, principalmente naqueles indivíduos mais sensíveis ou cujo tipo sanguíneo seja ‘O’. Entretanto, na minha observação, provoca uma depleção do sistema imunológico (observado por biorressonância).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Bau Biologie vem estudando os limites máximos (rede de nossas casas) para a preservação de nossa saúde em ambientes para dormir. Nas redes elétricas em corrente alternada é de 1,5 Volts, para o Campo Elétrico e é 20 nTesla para o magnético (por ação natural temos por aqui mais comumente de 4 a 8 nTesla).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como radiação máxima da névoa eletromagnética adotam uma média de 0,1 mW/m<sup>2</sup> para quartos de dormir e de 1 mW/m<sup>2</sup> para dentro da casa, enquanto é aceito de  5 a 10 mW/m<sup>2</sup> em ambientes ao ar livre (há equipamentos permitem fazer essas medições).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando o ambiente mantém uma média de 1.000  mW/m<sup>2</sup> os indivíduos expostos a esta poluição invisível podem  prejudicar sua imunidade e adoecer com frequência ou até ficarem predispostos a quadros crônicos. Na Europa há notícias de que muita gente rompeu a fronteira hematocerebral causando sérios danos à saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a palestra o Wi-Fi da Cultura Nordestina estava ligado, assim como todos os celulares dos presentes. Foi feita uma demonstração de como os níveis deste tipo de névoa se eleva quando várias pessoas se reúnem ligando os celulares ao mesmo tempo. Os níveis alcançaram valores acima de 300  mW/m<sup>2</sup> facilmente, e ficaram acima da faixa 5 a 10 mW/m<sup>2</sup> (utilizamos o medidor da Perspective), que é o limite para ambientes abertos ao ar livre. Hoje é comum o nível se elevar acima de 1.000  mW/m<sup>2</sup> em conferências onde o público supera 1.000 pessoas na audiência. Aviões e trens, hoje, têm instalados monitores de TV nos encostos de cabeça e tomadas elétricas para carregar dispositivos móveis. Há aqueles que utilizam <em>bluetooth</em> para que os ocupantes utilizem este meio para acompanhar filmes e informativos durante o trajeto. Sequer há algum aviso!</p>
<p>Viajamos sentados em cima de campos eletromagnéticos e infundidos em nuvens, numa nave fechada onde o sinal reverbera. Os efeitos atingem a todos, mas uns sentem e outros, não.</p>
<p>Cientistas do mundo todo estudam os níveis que chamam de precaução, há várias opiniões e o senso comum é que maior distância das fontes emissoras ainda é a melhor solução. Segue o gráfico mostrando limites de precaução sugeridos na BauBiologie e em outras conferências, nem sempre adotados nas legislações dos países.</p>
<p>À esquerda níveis de máximos instantâneos e, a direita, a média ambiental &#8211; diferentes unidades. Como acendem os LEDS do medidor utilizado nas aferições mostradas nas figuras mais abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-851" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/nova-1-1024x647.jpg" alt="nova" width="700" height="442" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-830" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/6-1-1-1024x716.jpg" alt="6 1" width="700" height="489" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-833" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/2-Untitled-1-1-1024x605.jpg" alt="2 Untitled-1" width="700" height="414" /></p>
<p>Medições da radiação por névoa das tecnologias sem fio no ambiente, e teste utilizando o dispositivo de proteção Ioncell Wi-Fi no celular para transformar a radiação nefasta em emissão de íons positivos do cristal estruturado ao celular que está se conectando. Leds laranja e vermelhos indicam níveis altos para a biologia dos seres vivos. Com Ioncell o sinal foi medido no espectro máximo verde, aceitável. Contudo, precisamos fazer mais testes para confirmar as condições. Imagens tiradas do vídeo contínuo feito na ocasião.</p>
<p>Na França e Índia os cientistas conseguiram retirar o Wi-Fi das escolas e torres de celulares das proximidades. Aqui, onde vamos, todos querem Wi-Fi e sinal de celular. No bairro do Parnamirim, no Recife, um edifício conseguiu retirar a torre de celular de uma operadora, uma vez conscientes do potencial nefasto para eles e seus vizinhos. Há outros que, sequer, querem ouvir para não perderem a vantagem financeira, esquecendo a econômica a médio prazo. A Comunidade Europeia lançou alerta de se avisar a população sobre os riscos do uso inadequado destas tecnologias sem fio, seguindo a recomendação da OMS, organismo da ONU (2011), quando pede aos médicos tomarem conhecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dicas de Precaução</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A melhor precaução ainda é se evitar o uso ou, se for necessário, manter a maior distância possível da rede elétrica e dos equipamentos/dispositivos. Moramos em gaiolas eletromagnéticas (fios no piso, teto e paredes) cheias de poluição das ondas EM de comunicação e telefonia, formando uma névoa invisível. Pior: agora temos nossa própria emissora de rádio (Wi-Fi) e muitos instalam próximo a suas cabeças. Um perigo enorme!!! (<a href="http://www.altamente.org">www.altamente.org</a>)</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-821" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/1.jpg" alt="1" width="572" height="298" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-822" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/10/2-1024x768.jpg" alt="2" width="700" height="525" /></p>
<p>Acima vemos a imagem de satélite de um apartamento, distante 30 metros de antenas de micro-telefonia, onde mora uma pessoa que apresenta processo alérgico na pele e inflamações no corpo, por perda de imunidade. O quadro ao lado mostra o resultado da biorressonância com tecnologia Oberon, que resultou numa entropia 87% em disfunção nos cromossomos (vitalidade). Além disso, essa pessoa passa muitas horas junto a um Wi-fi, sem desligar, seguindo as recomendações do técnico que faz a instalação. A forma como usamos essas tecnologias repercute em nós e nos outros, mesmo à distância. Em nossa experiência com medições e biorressonância, os moradores de prédios onde existem antenas instaladas, têm sua saúde prejudicada. O sinal reverbera, segundo a ciência BioGeometry do dr. I. Karin, do Instituto de Tecnologia de Zurique, onde ensinou Einstein. Naquele país de lagos e montanhas, uma estação de operadora instalada na torre da igreja, deixou a cidade muito afetada e várias pessoas surtaram. As montanhas de granito reverberavam as névoas EM e nenhum estudioso na época tinha conseguido mitigar. Ninguém acreditava que ele pudesse resolver e foi motivo de festa quando isso aconteceu. Nosso edifícios atuam como anteparos. Reflitamos sobre isso!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cuidados e Distâncias mais Seguras</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ciência tudo evolui e, até o momento, temos as recomendações que se seguem. Caso conheçam outros cuidados, vamos disponibilizar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>Tomadas elétricas e fios da rede interna das edificações</strong> (220 V): manter distância de 2 m e, em redes de 110 V, de 4m; preferir adornos pessoais de prata, ouro, cristais e/ou couro.</li>
<li><strong>Equipamentos elétricos</strong>, a depender da potencia instalada (Watts): mínimo de 4 m – este é o caso do micro-ondas. Mais ainda: vemos muitos modelos que vazam as elevadas micro-ondas. A recomendação é ligar e correr da frente, retornando somente segundos após ouvir o som de bip. Este processo tem a inconveniência de quebrar as ligações do hidrogênio dos alimentos, o que estudiosos dizem predispor ao diabetes.</li>
<li><strong>Torres de micro-ondas de telefonia</strong>: distância mínima da nossa moradia – 600 metros</li>
<li><strong>Celular</strong>: carregar longe do corpo (dê preferência ao modo AVIÃO). Se ligado a uma distância de 15 cm, à noite dormir com ele a 5 m; usar em viva voz sem segurar e, se quiser usar fones de ouvido, dar preferência àqueles com condução do som por tubo de ar ‘<em>air tubes ear phones</em>’. Ao carregar o faça durante o dia, em locais não-inflamáveis, e sempre retirar o carregador da tomada em seguida.</li>
</ul>
<p>Dentro de um carro a intensidade do sinal da operadora se torna 3 vezes maior nos deixando expostos a radiações mais elevadas. Quando usamos celular prejudicamos a nós próprios assim como a quem está em nossa volta. Usar em modo avião para escrever mensagens e ligar ao modem apenas na hora de enviar pode ajudar a nos proteger. Desligar <em>bluetooth</em> e sempre que estiver usando o modo DADOS da operadora ou desligar DADOS e <em>bluetooth</em> quando usar Wi-Fi de um local. Já outro assunto de segurança de dados: evite usar redes de Wi-Fi abertos ao público, porque alguém pode copiar nossas senhas facilmente. Em 2011, a ONU, através do seu organismo de saúde &#8211; a OMS, lançou alerta aos médicos e incluiu celulares na categoria de “possivelmente cancerígeno” e “alto risco de enfermidade importante”. Crianças, cuja densidade óssea ainda é pequena, devem ser mantidas longe de celulares e Wi-Fi, pois o sinal pode tomar todo o cérebro delas.</p>
<ul>
<li><strong>Tablets</strong>: observar os mesmos cuidados com o celular, e se tiver modem de operadora de DADOS, maior cuidado ainda; evite usar o equipamento sobre o corpo. No grupo do FACE(*) há algumas medições como exemplo.</li>
<li><strong>Computadores</strong>: utilizar a conexão de Internet por cabo (azul e plug RJ45), manter distância e evitar periféricos sem fio, assim como, se usar PC com Torre, manter distância da unidade processadora, dos <em>nobreaks</em> e estabilizadores, pois emitem altos campos EM.</li>
<li><strong>Telas</strong> <strong>de dispositivos portáteis</strong>: são danosas para os olhos. Dra. Tatiana Gebrael vem aconselhando espaçar uso e usar aplicativos que tornam as telas alaranjadas. No celular usar a proteção do fabricante ou aplicativos.</li>
<li><strong>Moradias em andares altos</strong>: passar a maior tempo ligado a um aterramento corporal e dormir assim (em média cada 1 metro isolado da terra, o potencial se eleva em 100 Volts. Ex: no 4º andar teríamos 4x3x100 = 1.200 Volts atuando em todas as nossas células).</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dispositivos de Proteção fabricados no país</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fabricante destes dispositivos de proteção apresentados utiliza a ativação dos cristais que contêm muito ferro por água estruturada e, com isso, ionizam o ar, protegem nossa biologia, reduzem a poluição dos automóveis e podem elevar a produtividade nos campos. Existem vários modelos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um dispositivo para se instalar no quadro de energia, que troca cations (ions +) por ions negativos (anions) em<br />
toda a casa alimentada pela rede elétrica e, de quebra, em toda a casa alimentada pela rede elétrica filtra a energia &#8216;suja&#8217; de demanda, deixando o ambiente com uma quantidade de cations equivalente a uma floresta. Outro dispositivo para se colocar no modem do Wi-Fi é um adesivo para o celular que reduz o efeito nefasto à biologia, assim como pingentes para serem utilizados em colar com a mesma finalidade de proteção. Há outros, também, para serem instalados no cano de suprimento de água das unidades ou na saída do filtro de água mineral, o que torna a água ionizada, semelhante a fontes naturais minerais (informações do Sr. Umberto). Para o uso corporal e relaxamento há uma manta destinada ao reequilíbrio do corpo como um todo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os prospectos do fabricante relatam que os produtos de uso pessoal limpam o ar permitindo uma maior oxigenação e melhor respiração das pessoas, alivia a fadiga promovida pela vida estressante, melhoram o metabolismo, purificam o sangue, equilibram o balanço hormonal e campos bioenergéticos corporais, promovem o alinhamento do esqueleto e dos músculos, fortalecem os sistemas nervoso e imunológico, entretanto, esclarece que se destinam a mitigar os efeitos nocivos das radiações eletromagnéticas não-ionizantes e daquelas telúricas. O uso é de precaução, sem a pretensão de ser um produto curativo e nem de uso médico. Vídeos e depoimentos apresentados na ocasião dão conta da melhora das pessoas que usam, até mesmo, apenas um pingente no tórax.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na Cultura Nordestina podem ser obtidas mais informações destes produtos e suas aplicabilidades, assim como as limitações e o uso correto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para material de medições, estudos, etc&#8230; visitem o grupo do Facebook: Aterramento e Proteção contra Radiações ou Casas Afortunadas (veja o arquivo em PDF: Santuário para o Sono).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A densidade da névoa magnética em todo o país era publicada no site da Anatel. Agora não consigo ver, mas o link é mantido por eles como sendo: <a href="http://sistemas.anatel.gov.br/sigwebmaprni/index.zul">http://sistemas.anatel.gov.br/sigwebmaprni/index.zul</a>.</p>
<p>Em caso de dúvida há quem faça levantamentos em suas casas. No Rio podem pedir ajuda à Berenice, aos geobiólogos como Allan Lopes e Marta Krepi (SP e MG). Aqui no Recife ficaremos alegres em colaborar.</p>
<p>No site da CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente PE, no Recife) há dados de poluição atmosférica. Vejam no site das companhias ambientais de seus estados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Serviço:<br />
Cultura Nordestina Letras &amp; Artes<br />
Rua Luiz Guimarães, 555, Poço da Panela &#8211; Recife-PE<br />
Telefone: (81) 3243-3927<br />
contato@culturanordestina.com.br<br />
www.culturanordestina.com.br<br />
Face: Maria Ot Gusmao | <a href="mailto:momgusmao@yahoo.com.br">momgusmao@yahoo.com.br</a>.</p>
<p>Recife, outubro de 2017</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/efeitos-do-eletromagnetismo-na-saude-por-maria-otilia-gusmao/">Efeitos do eletromagnetismo na saúde, por Maria Otília Gusmão</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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		<title>&#8220;Viva, aceite a vida, reinvente-se e recrie-se sempre na arte de viver”, por Suzana Cavalcanti</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Sep 2017 16:59:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Café filosófico]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para dar continuidade ao Projeto Café Filosófico, da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, é que a sua Coordenadora, a Profª Suzana Cavalcanti, tem o prazer de receber a Psicóloga Krystiane Nunes para abordar o tema: A sexualidade no envelhecer. A proposta faz parte de um dos eixos de interesse da direção da Casa, que amplia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/01/suzana-285x300.jpg" alt="suzana" width="285" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-455" /></p>
<p>Para dar continuidade ao Projeto Café Filosófico, da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, é que a sua Coordenadora, a Profª Suzana Cavalcanti, tem o prazer de receber a Psicóloga Krystiane Nunes para abordar o tema: A sexualidade no envelhecer.<br />
A proposta faz parte de um dos eixos de interesse da direção da Casa, que amplia o seu leque de atuação para receber intelectuais que, na labuta diária, enquanto cientistas, produzem arte viva.<br />
Portanto, no próximo dia 5 de outubro, às 18h, estaremos dialogando coletivamente sobre a sexualidade no processo do envelhecimento.<br />
Krystiane Nunes é graduada em Psicologia e Pós-graduada em Psicologia Clínica Hospitalar, atuando em consultório e hospital. Considera o luto como o grande desafio da atividade profissional, perda como morte real ou simbólica, entre muitas outras, que fazem parte da existência humana. Trabalha conteúdos relacionados às dificuldades inerentes ao processo de luto, tratando com profundo respeito os seus pacientes. Compreender as perdas é aceitar a vida em sua totalidade. Portanto, &#8220;viva, aceite a vida, reinvente-se e recrie-se sempre na arte de viver”, diz Krystiane.</p>
<p>Serviço:<br />
Projeto: Café filosófico<br />
Tema: A sexualidade no envelhecer<br />
Palestrante: Krystiane Nunes, psicóloga<br />
Coordenação: Suzana Cavalcanti<br />
Data: 5 de outubro (quinta-feira)<br />
Horário: 18h00</p>
<p>Colaboração: R$ 10,00<br />
Informações: (81) 3243-3927</p>
<p><a href="https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io">Conheça a nossa história</a></p>
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