Soneto de Natal, por José Luiz Mélo

DIVULGAÇÃO DE ASSOCIADOS LETRART
SONETO DO NATAL
2º. DOMINGO DO ADVENTO/2020.


“Escolheu o soneto … A folha branca,
pede-lhe inspiração; mas frouxa e manca,
a pena não acode ao gesto seu.” Machado de Assis

REFLEXÕES SOBRE UM SONETO DE NATAL
“nem desiste por ser obsoleto”

Por sobre a mesa a folha se incorpora
na mesa, no carvalho, no conteúdo
da madeira. Se agita e se estertora,
sem nada o que dizer, falando tudo.

Mas não o que quer ouvir. Se, desde outrora,
persegue no papel, sem que, contudo,
lhe venha às mãos o verso que ele implora,
mais que perfeito verso, ─ fica mudo.

Na madrugada insone o verso insiste,
mas não se mostra, nem sequer existe,
nem desiste este verso obsoleto.

O que deseja mesmo é um voo livre,
do Infinito cair, em queda livre,
no vestido de seda do soneto.

https://www.culturanordestina.com.br

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