Consciência, para que te quero?, por Suzana Lopes Cavalcanti

“Eu sou como rocha isolada em meio a um mar agitado. Quando a maré baixa e as ondas não param de flagelar de todos os lados, sem descanso, nem mesmo depois de séculos de constantes investidas, não conseguem removê-la ou desgastá-la. Assaltem-me, ataquem-me. Eu vencerei a todos resistindo”. (Sêneca, da felicidade)

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso, me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (Coríntios 13: 1 a 13)

 

Neste texto, poderemos notar que a filosofia é geralmente definida como o esforço que o homem faz para perceber a realidade, no caso, buscando uma compreensão mais aprofundada. Ela é tida como uma forma de conhecimento ao lado de outras formas de conhecimento – como o senso comum, o mito, a religião, a arte, a ciência, que também são outros tantos esforços do homem para compreender essa mesma realidade.

A consciência subjetiva surge no bojo do próprio processo vital…

Sem entrar na especificidade de cada uma dessas formas, o que se pode afirmar com segurança, com base nos estudos antropológicos, é que os homens têm a tendência “espontânea” a “descobrir” o que é o mundo que os circunda, a conhecer, a compreender esse mundo e a si mesmos nesse mundo, a natureza e a sociedade.

Portanto, para os homens, conhecer é um impulso como que natural e instintivo no sentido em que ele brota espontaneamente, confundindo-se, na sua origem, com o próprio impulso da vida. A consciência emerge e se desenvolve como estratégia da vida, integrando o equipamento de ação do homem com vistas à sua sobrevivência. O pensar surge, assim, concomitante ao agir, com ele se confundindo. O pensamento não é anterior à ação, pois surge no próprio fluxo do agir.

Não é, pois, necessário justificar o conhecimento, uma vez que isto coincidiria com a justificação do próprio homem. Mas o homem é, numa abordagem inicial, um puro fato empírico e histórico, e é justamente dessa condição que se impõe partir se quisermos realizar uma empreitada explicativa de sua existência, num plano racional.

Ora, o que as ciências antropológicas nos revelam? Que o primeiro dado humano perceptível é a existência de seres humanos vivos, corpos orgânicos, fisicamente constituídos, inseridos num ambiente natural, com uma necessidade intrínseca fundamental, primordial: a de manter essa existência material, necessidade que compartilham originariamente com todos os demais seres vivos. Todo ser vivo tende a se manter vivo, a se conservar, já que a primeira finalidade da vida é exatamente esta: viver. Mas também se perceberá que nesse esforço de manutenção da própria vida, os homens revelam uma diferença significativa: eles, ao contrário dos demais seres vivos, passam a produzir os meios de sua própria existência… Viver, para os homens, identifica-se com conservar sua existência material individual, produzindo-a ao produzir os meios de sua conservação e ao garantir a sua reprodução enquanto espécie. A diferenciação do mundo propriamente humano em relação ao mundo puramente animal se caracteriza inicialmente por essa capacidade que os humanos têm de prover os meios da sua existência, relacionando-se então diferentemente com a natureza. Os homens desencadeiam uma forma diversa de agir para sobreviver, criando ou recriando novos meios de existência, pela reorganização ou modificação dos recursos naturais disponíveis. Essa capacidade é o dado novo, essa disponibilidade de um equipamento que lhes permite modificar, de acordo com uma intenção subjetivada, a ordem instrumental mecânica do mundo natural.

Assim, a consciência humana se inaugura como impulso vital originário, como uma espécie diferenciada de instinto, sem a rigidez de um puro mecanismo. E, nesse nível, a consciência faz corpo com o agir dos homens que assumem então um papel de sujeitos dessa ação, subjetividade até então puramente vivenciada, que não se dava ainda conta de si mesma.

A ação do homem sobre a natureza: o trabalho

Essa ação humana sobre a natureza, impregnada pela intenção subjetivada, é a primeira forma de práxis dos homens e se configura originariamente como o trabalho, ou seja, ação transformadora sobre a natureza para arrancar dela os meios da sobrevivência. Trata-se, portanto, de uma prática produtiva, pois é ela que, num processo de continuidade aperfeiçoada da ação instintiva, passa a garantir aos homens o alimento e demais elementos de que precisam para a sua existência.

É esse pensamento imanente à vida, enquanto consciência originária e originante, que não cabe justificar, já que ele é a base de toda forma ulterior de consciência. Essa consciência é originária e originante; basta-se a si mesma e não dispõe de recursos para dar conta de si mesma, limitando-se a expressar-se como vivência subjetivada primordial. É, pois, o próprio lastro do conhecer humano e traz implícita em si um esboço de compreensão do mundo, dos vários aspectos da realidade.

Mas sobre essa base de compreensão mais vivenciada do que pensada, surgirão formas mais diferenciadas de tentativas de elaboração dessa compreensão do mundo pelos homens. Expande-se a partir dela uma força explicativa que busca desenvolver-se autonomamente, por assim dizer, desimpregnando-se do processo vital e da prática de transformação da natureza que lhe correspondia. Como ocorre esse processo? Como se configura enquanto produto da atividade global do homem? Esta expansão da consciência, veremos mais adiante. Voltaremos agora às condições originárias da existência dos homens.

A origem do existir em sociedade

É interessante observar que ao atuar através de sua atividade produtiva sobre a natureza, pelo trabalho, cuidando de prover sua existência mediante a apropriação e incorporação dos recursos naturais transformados, os homens não estabelecem apenas relações individuais com a natureza: ao mesmo tempo que vão estabelecendo essas relações técnicas de produção, vão instaurando outras tantas relações interindividuais, eles criam a estrutura social. Só que essas relações sociais são encontradas numa determinada correspondência com as relações que uniam os homens à natureza.

É possível identificar então que a estrutura social se constitui fundamentalmente de relações de poder, a sociedade se instaurando como uma estrutura hierárquica, sendo o poder social exercido por uns sobre outros, de modo diretamente proporcional à apropriação pelos indivíduos ou grupos dos meios de produção e, consequentemente, de sobrevivência. O poder social que assim se torna poder político encontra sua base de fato no poder econômico, ou seja, no domínio dos meios de se prover a própria existência material.

Mas esse processo não se esgota aí: além de instaurar a estrutura social, os homens, dando curso à expansão de sua subjetividade vivenciada, elaboram representações mentais, agora num novo patamar de sua consciência, não só dessas relações, mas de todos os elementos nelas envolvidos. Expande-se e cresce o potencial da consciência que vai desenvolvendo e ampliando seu alcance e sua pretensão de autonomia, buscando cada vez mais não apenas otimizar as respostas às exigências imediatas da ação, mas também propiciar uma explicação de todos os elementos em questão. Volta-se assim à evolução que vai ocorrendo com o processo originário do conhecer, impulso vital, integrado ao equipamento disponível para o homem cuidar de sua sobrevivência, que vai de desenvolvendo, se autonomizando em relação a essa condição original. É o desenvolvimento de uma força explicativa, capaz de estabelecer nexos entre os objetos e situações de sua realidade e que tem para a consciência subjetiva uma força compreensiva gerando-lhe o sentido.

Assim, o conhecimento, em linhas gerais, é o esforço do espírito humano para compreender a realidade, dando-lhe um sentido, uma significação, mediante o estabelecimento de nexos aptos a satisfazerem às exigências intrínsecas de sua subjetividade. Mas são várias as formas de conhecimento, culturalmente já caracterizadas, em função das peculiaridades de seu processo de elaboração: assim, o senso comum, o mito, a religião, a arte, a ciência são, de suas perspectivas específicas, esforços de compreensão dos vários aspectos do real.

Mas qual é a utilidade da filosofia?

A filosofia também se constitui como uma forma peculiar desse esforço do espírito humano na busca da compreensão, do sentido das coisas. No entanto, ela é uma forma de conhecimento que, à primeira vista, pelo menos, apresenta maior dificuldade de ser justificada quando se analisa o conhecimento humano à luz das premissas acima colocadas. Com efeito, seria ela uma forma necessária de conhecimento, impregnada da mesma imperiosidade do conhecimento originário praticado pelo homem? Até que ponto o desenvolvimento do equipamento cognoscitivo do homem deveria chegar a essa forma específica de conhecimento que culturalmente se chamou de filosofia? Não seria essa uma forma de puro devaneio e, consequentemente, um desvario do espírito humano, de repente incapaz de controlar a expansão de sua subjetividade vivenciada, originariamente vinculada às exigências vitais de seu organismo? Não há dúvida de que com relação às demais formas de expressão de sua subjetividade é possível encontrar justificativas mais próximas e adequadas a essa finalidade pragmática da consciência humana. Com efeito, o senso comum é forma de consciência cuja continuidade com as estratégias do instinto na sua busca de recursos é clara e patente, dando bem conta de sua natureza pragmática.

Dizemos que uma atividade é pragmática quando ela é útil, tem um efeito prático, concreto, aplicável à ação, ao contrário de uma atividade puramente especulativa, abstrata, sem eficácia no concreto.

Esse caráter pragmático também se encontra no máximo de evidência no caso do conhecimento científico moderno, uma vez que a ciência é a própria matriz da técnica e, consequentemente, da indústria. A ciência se caracteriza particularmente por essa sua eficácia na manipulação e no domínio da natureza. É a forma mais sofisticada e elaborada de viabilização da atividade transformadora da natureza pelo homem e, por isso, o próprio clímax do cumprimento da função básica da subjetividade humana enquanto equipamento para a sobrevivência.

Justificativas igualmente plausíveis podem ser dadas com relação à arte, forma de expressão simbólica do sentido das coisas, vinculada, sem dúvida, à dinâmica lúdica da vida.

Também as expressões religiosas, no que têm de especificamente religioso, encontram fundamentos nas exigências do existir social dos homens e se inserem no universo psíquico dessa existência coletiva.

Portanto, em todas essas formas, as explicações elaboradas, os sentidos constituídos, a compreensão propiciada, estão de algum modo ligados diretamente à subjetividade vivenciada pelos homens, sendo-lhes diretamente úteis para a condução de algum aspecto concreto e imediato de sua vida.

Parece não ocorrer o mesmo com a filosofia. É difícil entender o seu relacionamento direto com as exigências do sobreviver e com as necessidades imediatas dos homens. E a ausência desse caráter pragmático, utilitário, da filosofia tem sido motivo de inúmeras críticas, severas e rigorosas, a essa forma de pensar e de conhecer, acusada então de se transformar num refinamento desvairado do procedimento intelectual. Há dificuldade de se perceber a necessidade, a finalidade e a utilidade do conhecimento filosófico, aspectos estes que parecem se identificar com seu próprio processo.

Não há dúvida de que a atividade da consciência desenvolvida na expressão do conhecimento filosófico representa mesmo o máximo de autonomização da subjetividade, desimpregnando-se do próprio impulso vital. Obviamente, isso não quer dizer que o filosofar nada tivesse a ver com a vida, uma vez que não deixa de ser uma atividade humana. O que se está querendo dizer tão-somente é que o filosofar coloca a consciência, a subjetividade humana no ponto máximo de seu patamar de reflexão. É a capacidade da consciência não apenas de se exercer como vivência subjetiva mas ainda de se ver enquanto tal. Num certo sentido, essa atividade reflexiva implica um distanciamento sistemático do vivido e, por isso mesmo, corre riscos de cair em múltiplas formas de alienação, faltando-lhe justamente o controle dado pelas referências da pragmaticidade.

Pode-se afirmar então que todas as formas de conhecimento buscam um sentido, visam compreender a realidade em seus vários aspectos e em suas relações com os homens. Mas as formas de conhecimento não especificamente filosóficas buscam um sentido voltado para uma finalidade que está sempre além desse sentido que se busca. O conhecimento por elas obtido é útil, serve para alguma coisa concreta… O sentido eventualmente encontrado é sempre uma mediação, um meio para outro fim, que está fora dele, ligado ao processo vital da humanidade. Já no caso da filosofia, ocorre a busca de um sentido que, por assim dizer, termina em si mesmo, busca-se compreender apenas por compreender, não há outra finalidade externa a essa compreensão. É como se essa compreensão, embora não acrescentasse nada à capacidade do homem de dominar o mundo, lhe trouxesse alguma autossatisfação. O homem se realizaria tanto mais quanto maior fosse sua compreensão da realidade.

A nova pragmaticidade do conhecimento filosófico

Mas é preciso cuidado! Dizer que a filosofia se auto satisfaz, não nos deve levar à conclusão de que ela é uma atividade inútil, só valendo enquanto uma espécie de fruição intelectual diletante. A inutilidade de que se fala aqui é aquela confrontada à pragmaticidade, ou seja, à atividade transformadora que o ser humano exerce sobre a natureza, no âmbito de seu processo de adaptação/desadaptação, com vistas à sua própria sobrevivência, à produção dos meios de existência e à sua própria reprodução individual e social. Na realidade, a compreensão filosófica da realidade é um fim em si mesma na exata medida em que a existência humana como um todo é sua meta! Todo o esforço da consciência filosófica na busca do sentido das coisas tem, na verdade, a finalidade de compreender de maneira integrada o próprio sentido da existência do homem! Temos, então, de fato, uma nova pragmaticidade: o homem não consegue viver e existir apenas como um fato bruto, ele sente a necessidade inevitável de compreender sua própria existência. Portanto, o esforço despendido pela consciência no seu refletir filosófico não é só mero diletantismo intelectual, nem puro desvario ideológico, em tentativa de representação do mundo para fins pragmáticos. É antes a busca insistente do significado mais profundo da sua existência, sem dúvida alguma para torná-la mais adequada a si mesmo!

É o que não deixa de testemunhar, ao longo de vários milênios, todo um acervo de expressões de conhecimentos assumidos pela cultura como filosóficos, ou seja, como formas de conhecimento cuja utilidade e finalidade não vão além de seu próprio processo, não sendo voltadas diretamente para as exigências imediatas do sobreviver nem para as necessidades concretas dos homens. Na realidade, o espírito humano está buscando insistentemente compreender a especificidade da existência do homem com o objetivo de torná-la cada vez mais plena. Até porque essa compreensão da própria existência ajudará os homens a darem sentido mais coerente ao conjunto de suas outras atividades.

Mas essa especificidade humana não é dada clara e distintamente na transparência da atividade consciente, como se decorresse de uma iluminação ou de alguma forma de evidência. Daí a facilidade com que a subjetividade, no seu confronto com a opacidade do mundo objetivo, cai em suas próprias armadilhas, perdendo-se em ilusões e alienando-se constantemente, como o demonstram também esses produtos culturais registrados pela história da filosofia. A atividade consciente é constantemente dominada pelo viés ideológico e pela auto alienação.

Por enquanto, podemos reafirmar que a forma filosófica de conhecimento se apresenta como a busca ilimitada de mais sentido, de mais significação. Transforma-se então a filosofia num esforço do espírito humano com vistas a dar conta da significação de todos os aspectos da realidade, com a maior profundidade possível e sempre em relação à significação da existência do homem. É a tentativa de compreender o sentido mais radical de todas as coisas, independentemente da sua utilização imediata. Esse sentido é o modo pelo qual as coisas se apresentam ao “espírito”, modo peculiarmente humano de a consciência se apropriar delas. Não sabemos se há outras maneiras de se construir o sentido, uma vez que nossa experiência só se revela e se constitui vivenciando essa única forma de captar/doar significações. Ter consciência, para o homem, identifica-se com o dispor de sentido, o que para ele representa a compreensão da realidade.

Compreender é, pois, reconhecer, no nível da subjetividade, nexos que vinculam, com determinada coerência entre si, elementos da realidade experienciada a partir do próprio processo vital.

No desdobramento de sua história sociocultural, a humanidade sempre se esforçou para se autocompreender, tendo esboçado modelos antropológicos, ainda que dogmáticos, inconsistentes e fragmentados, mas sempre resultantes dessa atividade constitutiva do sentido.

No Ocidente, entrecruzando-se com a teologia e com a ciência, a filosofia elaborou várias imagens do homem, apresentando-as como o fundamento de sua verdade e possível critério de si mesmo; construiu igualmente concepções que se quiseram explicativas de seu modo de conhecer, de seu agir, de seu avaliar, de seu conviver com os outros. Delineou, assim, também explicações para o mundo natural, para a vida, para a existência material.

Dessa maneira, mediante representações teóricas abstratas, reduplica o homem o mundo real, num processo de simbolização que é especificamente seu.

As três esferas da existência humana

O quadro a seguir busca representar o que foi descrito e exposto neste capítulo.

AS ESFERAS DA EXISTÊNCIA HUMANA E SUA INTER-RELAÇÃO

PRÁTICA SOCIAL

Ao produzir seus meios de subsistência, os homens estabelecem entre si relações que são funcionais e caracterizadas por um coeficiente de poder.

PRÁTICA SIMBOLIZADORA

As relações produtivas e sociais são simbolizadas em nível de representação e de apreciação valorativa, no plano subjetivo visando a significação e a legitimação da realidade social e econômica vivida pelos homens.

PRÁTICA PRODUTIVA

Pelo trabalho, os homens interferem na natureza com vistas a prover os meios da sua existência material, garantindo a produção de bens e a reprodução da espécie.

Conclusão

A consciência como uma estratégia de vida nos dias atuais requer um refinamento das reflexões acerca do homem inserido no universo, pois tudo está em harmonia natural.

Somos dependentes da natureza e dependemos dela, ferir essa lógica que é singular para cada ser humano, requer uma revisão nos tratados, acordos, pactos, projetos e programas de uma educação para uma vida feliz, realizada e suprida, pois à na diversidade uma unidade que é a coincidência própria de cada história de vida, que por assim dizer, é única e exclusiva de cada SER, seja ele brasileiro ou pertencente a qualquer outra nacionalidade.

O que importa hoje é a derrubada massiva dos egos para uma transição onde as almas puras escrevam a história da humanidade que deixaremos como legado para os nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos, etc.

Com isto claro, poderemos nos tornar, enfim, pessoas felizes e capazes de fazer feliz o coletivo, que é a finalidade da vida.

A partir daí, poderemos construir um documento para estabelecer as diretrizes 2025 para um planeta pleno e feliz, rico em saúde mental, emocional, física, espiritual, cognitiva e financeira. Dito isso, encerro as minhas palavras dizendo que me mantenho como uma rocha, e que o amor e a paz são o meu escudo, a minha herança e o meu legado.

E com isso, além da minha experiência de 64 anos de existência, coloco-me à disposição para pensar, propor, planejar e executar, o que daí surgir em harmonia com outras almas puras, tratadas e curadas em espaços terapêuticos e psicanalíticos.

Só assim construiremos uma sociedade onde a cooperação dê lugar à competição própria deste sistema ultrapassado e prestes a apodrecer.

7 de setembro de 2025
Paulista, Pernambuco, Brasil
Suzana Lopes Cavalcanti, da Universidade de Pernambuco – UPE (Professora aposentada)

REFERÊNCIAS

Sêneca da felicidade – Seguido de Da vida retirada – Editora L&PM POCKET
Filosofia – Antônio Joaquim Severino – Editora Cortez
Talento para ser feliz – Leila Navarro – Editora Gente
Bíblia Sagrada – Sociedade Bíblica do Brasil
Diretrizes para uma vida feliz – Divaldo Franco e Marco Prisco – Livraria Espírita Alvorada Editora
As coisas que você só vê quando desacelera – Heamin Sunim – Editora Sextante

 


Suzana Lopes Cavalcanti – recifense, graduada pela UFPE em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e em Radialismo, assim como em Redação, teoria e técnica da comunicação. É especialista em Educação e Cultura pela UFPE. É professora aposentada de Técnicas de redação e Fundamentos históricos e filosóficos da Educação pela Universidade de Pernambuco – UPE. Elaborou o curso livre de Escrita terapêutica para o Programa 60+ da Cultura Nordestina Letras & Artes. Temas como educação, cultura, arte, política, economia, ciência, antropologia, sociologia, filosofia e teologia fazem parte das áreas de interesse de seu blog em construção, que trará artigos semanais a serem compartilhados com o público de todas das idades e classes sociais.

 

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