Consciência, para que te quero?, por Paulo Salles Cavalcanti

Para escrever sobre “consciência” é preciso antes conhecer o significado dessa palavra. O Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa assim define: “Sentimento ou percepção do que se passa em nós; voz secreta da alma, que aprova ou reprova as nossas ações; sinceridade; conhecimento; retidão; justiça.” A Inteligência Artificial (ChatGPT), por sua vez, assim define: “1. Experiência subjetiva: é a capacidade que um ser tem de perceber o mundo, a si mesmo e suas próprias experiências internas. Isso inclui pensamentos, sentimentos, sensações, memórias e intenções. A consciência é, nesse sentido, “aquilo que é como ser você agora”. 2. Estado de vigilância e atenção: na neurociência e na medicina, consciência também pode se referir ao estado de alerta, no qual uma pessoa está acordada e responsiva ao ambiente. 3. Consciência de si: é a habilidade de refletir sobre si mesmo, ter uma identidade, compreender seus próprios pensamentos e ações. Isso inclui autoconsciência, autocrítica, a noção do eu”. Em resumo a consciência é: a experiência subjetiva da existência; a capacidade de perceber o mundo e a si mesmo; e é um tema central e ainda misterioso da ciência e da filosofia”.

Pelo que foi dito acima, a consciência necessita de uma referência, para que “a verdade de cada um” não seja o referencial. A Bíblia, Palavra incontestável de Deus, nos traz, em vários textos, a palavra consciência. Registramos alguns. Atos 24:16: “E, por isso, também eu procuro ter sempre uma consciência limpa, tanto para com Deus como para com os homens”. Romanos 2:14-15: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração. Disso dão testemunho também a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os. (Bíblia NVI)”. 1ª Timóteo 1:5 e 19: “O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera”. (NVI). Conservando a fé e a boa consciência, porquanto alguns, rejeitando a boa consciência, vieram a naufragar na fé”. Hebreus 10:22: “Cheguemos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e lavado o corpo com água limpa”. João 3:20-22: “E, ainda que a consciência nos condene, Deus é maior que nossa consciência e sabe todas as coisas. Amados, se a consciência não nos condena, podemos ir a Deus com total confiança e Dele recebermos tudo que pedirmos, pois lhe obedecemos e fazemos o que lhe agrada”.

Ficou claro que a nossa consciência necessita de um referencial. A consciência é importante na vida cristã porque é vista como um presente de Deus para guiar as pessoas na busca pelo bem. Uma consciência limpa e pura é essencial para a comunhão com Deus e para a vida de fé. A consciência pode ser influenciada e moldada pela Palavra de Deus. É importante estar atento à nossa consciência e buscar sempre uma boa consciência evitando a indiferença e a cauterização da mesma. A busca por uma boa consciência deve ser um esforço constante na vida do cristão.

Não podemos confiar na nossa própria consciência, por mais sincera que ela seja. É preciso confrontá-la com a consciência de Deus, revelada em sua Palavra. O pensar e agir diferentemente disso, é insensatez.

Se existe uma boa consciência é porque existe uma má consciência. Da mesma forma, uma consciência limpa supõe também a existência de uma consciência suja. Uma consciência boa e limpa é marcada por bons propósitos, bons sentimentos e, assim, desprovida de preconceitos, discriminação, julgamentos. Diferentemente disso, a consciência má e suja é caracterizada pela mesquinhez, más intenções, desrespeito ao contraditório. A consciência do homem distante de Deus não lhe acusa de seus erros, porque este não tem Ele como referência. Que o referencial da nossa consciência seja a consciência do próprio Deus, Santo, Justo e Irrepreensível.

Consciência: para que te quero? Para ter um bom relacionamento com Deus, comigo mesmo e com os outros.

 


Paulo Salles Cavalcanti é natural de Arcoverde-PE, onde nasceu em novembro de 1948. Economista pela UFPE, exerceu suas atividades profissionais no Banco do Nordeste e no Banco Central do Brasil. Tem nove livros de poesias e dois de contos publicados. Participou de várias coletâneas literárias, é membro a UBE-PE e das Academias de Letras do Brasil – ALB-PE e de Letras e Artes Batista da Capunga- ALABAC.

 

As informações para participar desta coletânea estão no link:

https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/

 

 

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Uma resposta

  1. Muito bom o texto do escritor Paulo Sales, indo buscar o significado do título da Coletânea, CONSCIÊNCIA, entre outras esferas, na Palavra Cristã, oferecendo-nos a oportunidade de conhecer as posições apresentadas por esta. Parabéns!’

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Coletânea Consciência: para que te quero?

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