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	<title>Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Cultura Nordestina</title>
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	<item>
		<title>Francisca: consciência e sociedade, por Luiza Saraiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 18:40:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Saraiva]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma grande confusão se fazia no espírito de Francisca, ao pensar no que foi ontem e no que poderia ser, em vez de como será? Consolar-se na qualidade de pobre mulher que mora na Rua da Glória no Rio de Janeiro, com 80 anos vivido na excelência de boa conduta e descobrindo-se no tempo caminhante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma grande confusão se fazia no espírito de Francisca, ao pensar no que foi ontem e no que poderia ser, em vez de como será? Consolar-se na qualidade de pobre mulher que mora na Rua da Glória no Rio de Janeiro, com 80 anos vivido na excelência de boa conduta e descobrindo-se no tempo caminhante de uma solidão, recusava-se a assistir a evolução daquela paisagem de conflitos, de violência e de desrespeito em que se valia aquela sociedade ao seu redor.</p>
<p>O tempo lhe fez menos forte, mais frágil, porém, mais experiente que os jovens que não cultuavam nas interconexões do presente com o passado, mas na busca de eventos da moda que absorvida pelas estações cronológicas da sociedade se esconderia por trás dos pseudônimos alheios à humanidade. Desesperança, não, não, a solidão e a incerteza sim, deformavam os sonhos que se perduravam na força que lhe franzia a testa e murchava-lhe o corpo com a cera dos anos, diante do cenário social alarmante a vontade era de estender o seu grito de horror, sacudir o ódio, aniquilar o anarquismo social,  nivelar-se heroína de um romance humano, histórico e autêntico, transformar aquela triste realidade em uma fantasia percebível, sem apagar as luzes da perspectiva de que com a espada de um recomeço ainda se poderia reconstruir uma trincheira destruída. Um ano após outro, décadas após outras, nada mudava, mortanças, crimes, injustiças, “marinheiros de primeira viagem” perdendo-se, bebendo no cântaro da violência coberta pelo tule do vício e da miséria, os ruídos da paz já não se ouviam mais naquela “Guanabara,” o sino da igrejinha defronte da praça por onde passavam os viajantes do século XIX, e porque não lembrar: Lima Barreto, Machado de Assis e outros tantos importantes de várias regiões do Brasil, apaixonados pelo Rio de Janeiro, pelas praças igrejas, arte e cultura, praça esta, que decoradas pelos traços da violência, quase vazia já não encantava mais os transeuntes, fora lugar de memórias, onde se descobriam vidas e se resgatavam histórias&#8230; O tempo e Francisca, movimentos e conexões do pensamento, fragmentos de ideias,  fantasia e realidade, a luz e as trevas, Francisca, mulher de olhar distante, compulsiva pela vontade de descobrir-se no combate a resistência maléfica de uma sociedade despojada de distrações dolosas, onde cada um suportaria ser um braço, um convite a solicitude necessária, o que o seu silêncio da educação por si só não poderia argumentar tamanha reflexão, mas um enfrentamento coletivo, político e social com responsabilidade chegaria além do individualismo, do medo, pois enfatizar a importância da não aceitação de uma consciência solitária poderia ser a montagem das duas faces no seu pensar: a vida, e a morte mais viva, batalha e esperança uma inevitável força que propõe esperança de instantes de graça nas páginas que se seguem&#8230; “Consciência para que te quero?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Maria Luiza S. Saraiva de Morais</strong>, natural de Surubim Pernambuco, professora graduada em Pedagogia/UNIFAFIRE, com Especialização em Supervisão e em Administração Escolar/UNIFAFIRE (1997), Pós-graduação “Lato-Senso” &#8211; Especialização em Metodologia das Práticas Pedagógicas/UFPE (2001). Gestora da Educação Pública de Recife/PE, (1998/2010). Técnica Pedagógica do Programa Manoel Bandeira de Formação de Leitores/PMBFL – Rede Municipal de Ensino de Recife/PE. (2010/2016) Professora Titular da Educação Municipal de Camaragibe/PE. Autora do projeto: Como Incentivar a Leitura e a Escrita Através da Poesia, e do artigo científico: A CIÊNCIA DA POESIA EM SALA DE AULA, Bacharelanda em Direito – FAMAM. Foi Vice-presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (coordenadoria/PE/2019/2021). Acadêmica Imortal Correspondente, Cadeira No. 09 da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes -FEBLACA, Niterói/RJ. Membra da Academia de Letras, Artes e Ofícios dos Municípios de Pernambuco – ALAOMPE. Membra Sócia do Instituto de Patrimônio Histórico, Arquitetônico e Geográfico de Gravatá/IHAG, Gravatá/PE. Membra da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciências – AVLAC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rótulos, Refugiados e Trapaça, por Célia Martins</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/rotulos-refugiados-e-trapaca-por-celia-martins/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rotulos-refugiados-e-trapaca-por-celia-martins</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 15:10:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Célia Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RÓTULOS Retire os rótulos que cegam tua vista Ouça o barulho da da natureza Nada é igual ao redor do mundo É essa a beleza que se deve por em mesa Se meu jeito te incomoda Sinto em dizer Mas nem tudo é sobre você Pare de achar que você é a régua do mundo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RÓTULOS</strong></p>
<p>Retire os rótulos que cegam tua vista<br />
Ouça o barulho da da natureza<br />
Nada é igual ao redor do mundo<br />
É essa a beleza que se deve por em mesa<br />
Se meu jeito te incomoda<br />
Sinto em dizer<br />
Mas nem tudo é sobre você<br />
Pare de achar que você é a régua do mundo<br />
O seu jeito de ser só serve pra você<br />
E se ainda assim,alguém concorda contigo<br />
Há quem goste do amarelo<br />
E nem por isso é teu inimigo<br />
Se você gosta de estar na caixa,<br />
pena,tem quem já saiu,<br />
tem quem lute todos os dias<br />
e tem que NUNCA ENTROU<br />
EU SOU LIBERTÁRIA<br />
ENQUANTO O TEU PÁSSARO CHORA NA GAIOLA<br />
O MEU VOA E CANTA NO QUINTAL SEM TEMOR<br />
Enquanto tu perdes tempo olhando a vida alheia<br />
O teu tempo de viver escapa<br />
vives com temor<br />
Mas eu &#8230;<br />
EU SOU O AMOR.</p>
<p>Enquanto olhas pro meu gramado<br />
Eu voo por além do teu olhado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REFUGIADOS</strong></p>
<p>A vida restante era tudo o que trazia nas mãos<br />
Depois daquele instante, daquela explosão<br />
As roupas estendidas no varal<br />
Os sapatos largados no caminho pelo chão<br />
O tempo lhes estendia um sinal<br />
Caminhar era agora aprovação<br />
Fugir daquele estado de vida final<br />
Perdera TUDO<br />
sobrara restos e mais restos, sombras e arsenal.<br />
Corpos andantes<br />
Pés itinerantes<br />
Homens e Mulheres errantes<br />
Que estrada seguir afinal?<br />
Corpos pretos, indígenas, Palestinos, pobres ricos<br />
Escravizados ou mortos por estilhaços, sendo mulheres,velhos, meninas, meninos<br />
cruzando de céu a céu<br />
Sentença de morte numa luta que não pariu<br />
Ver seus filhos esticados no mar de abril<br />
os barcos lotados de suicidas<br />
Na esperança Van de outra vida<br />
Por além do mar bravil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>TRAPAÇA</strong></p>
<p>Você quase diz bondade<br />
Trapaceia<br />
Escuta e passa<br />
Fala pelas costas<br />
Engana e reza<br />
Atira pro infinito<br />
Infinitas moedas<br />
Vale quanto pesa<br />
Pousa de amiga<br />
Falsidade e o que preza<br />
Quer sua casa sua vida<br />
Seu cartão Visa<br />
E por isso mente engana<br />
Vigia rouba e mata<br />
Fala contra o FASCISMO<br />
MAS VIVE DE FASCISTAS CONTAS<br />
É suja podre maldita<br />
Porque amigo não dá com a mão<br />
Estendendo a outra<br />
Mas fica um aviso:<br />
&#8211; quem hoje te encanta<br />
Com o ferro será ferido.<br />
A bandeira que te levanta<br />
Também é inimigo<br />
No teu pão não tem trigo.<br />
É suja a água que te banha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Célia Martins </strong>é pernambucana, nasceu no Recife, mas reside em Olinda. Formada em Letras Português/Francês e Literatura Brasileira, pela UFPE. Desde muito cedo pinta/desenha e escreve; cantou em coral, fez parte de diversos grupos de teatro e dança da cidade do Recife, Olinda e São Paulo, onde também morou. É poeta revelada na maturidade, então menina passou a soltar seus versos em forma de pássaros. Dirige o equipamento cultural <em>A Casa do Sol</em>, em Olinda. Pesquisa sobre línguas indígenas há 26 anos; trabalha na busca do debate sobre o lugar das mulheres, pretos e indígenas na sociedade da branquitude; é professora na Rede pública de ensino da cidade do Recife. Publicou / participou de 6 antologias: Fome de quê? e Gaia: a Deusa Mãe (organizadas pela curadora Salete do Rêgo Barros); E-duka 2 e 3, sob a curadoria do Poeta José Abbade; Nordestene-se e Brasis, sob a curadoria de Aldonez Pereira. Publicou vários poemas na Revista LAUDELINAS, da EDITORA MIRADA, sob a curadoria de Taciana Oliveira. Publicou em setembro, dia 12, às 18h, o livro de poemas ARA-Y RAÍZES DA TERRA, na GALERIA RAIZ, rua da Moeda, 71, no Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tributo ao nascer do Frevo e Reciclando letras, por Conceição Patrício</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/tributo-ao-nascer-do-frevo-e-reciclando-letras-por-conceicao-patricio/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tributo-ao-nascer-do-frevo-e-reciclando-letras-por-conceicao-patricio</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 13:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Patrício]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TRIBUTO AO NASCER DO FREVO &#160; Cadê tuas pernas, Articuladas. Cadê teus pés, Que te apoiavam Nas pontas dos dedos, Também do calcanhar. Cada gota do teu suor Eram como lágrimas Que exalava emoção, Do teu ser: O ser homem O ser dançarino O ser passista&#8230; Do Frevo que é pernambucano O ser que nasceu, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>TRIBUTO AO NASCER DO FREVO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cadê tuas pernas,</p>
<p>Articuladas.</p>
<p>Cadê teus pés,</p>
<p>Que te apoiavam</p>
<p>Nas pontas dos dedos,</p>
<p>Também do calcanhar.</p>
<p>Cada gota do teu suor</p>
<p>Eram como lágrimas</p>
<p>Que exalava emoção,</p>
<p>Do teu ser:</p>
<p>O ser homem</p>
<p>O ser dançarino</p>
<p>O ser passista&#8230;</p>
<p>Do Frevo que é pernambucano</p>
<p>O ser que nasceu,</p>
<p>E já tem no nome&#8230;</p>
<p>Nascimento</p>
<p>O do Passo…</p>
<p>PASSO.</p>
<p>Te jogaram no útero</p>
<p>Da ganância.</p>
<p>Te tornaram um feto empedrado,</p>
<p>Que não mais movimentava.</p>
<p>Você não nasceu de novo,</p>
<p>Vive na lembrança</p>
<p>De quem ainda clama justiça.</p>
<p>De ladeira em ladeira,</p>
<p>Subindo e descendo,</p>
<p>Personificamos tua alegria</p>
<p>Nos equilibramos</p>
<p>Em pedras centenárias</p>
<p>Recife, Olinda.</p>
<p>Até na terceira rua</p>
<p>Mais bonita do Mundo</p>
<p>A Rua do Bom Jesus,</p>
<p>Antônio Maria</p>
<p>De olhos petrificados,</p>
<p>Remetente aos seus frevos</p>
<p>Buscando tua coreografia.</p>
<p>Era o som fervilhando.</p>
<p>E onde está Capiba?</p>
<p>De olhar fixo, esculpido e inerte,</p>
<p>Certamente olha para</p>
<p>Alguma rua ou rio… (Aurora, Sol e Capibaribe)</p>
<p>Cadê o preto Nascimento do Passo?</p>
<p>Ensacado em roupas coloridas</p>
<p>Em:</p>
<p>Azul</p>
<p>Verde</p>
<p>Branco</p>
<p>Amarelo</p>
<p>Vermelho</p>
<p>E os confetes e serpentinas?</p>
<p>Estão contigo no ar.</p>
<p>Tuas lágrimas e suor</p>
<p>Agora têm cor.</p>
<p>O frevo de bloco te saúda</p>
<p>O das Bloco das Flores te perfuma,</p>
<p>O da Saudade…</p>
<p>Ah, esse sim</p>
<p>Não te esquecerá.</p>
<p>EVOÉ!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>RECICLANDO LETRAS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tão menina,</p>
<p>Já entre cacos literários.</p>
<p>Reciclável era o seu talento,</p>
<p>Há cada minuto</p>
<p>Teus olhos captavam letras.</p>
<p>Tua íris, raio-x</p>
<p>Buscando frases,</p>
<p>Buscando temas,</p>
<p>Chegando aos poemas&#8230;</p>
<p>Letras, letras, letras.</p>
<p>Papéis manchados,</p>
<p>Chorume da sociedade</p>
<p>Alienada à cultura,</p>
<p>Sociedade selva de pedra.</p>
<p>Sobreviver é teu intuito,</p>
<p>Sede de cultura te alavanca</p>
<p>Para frases e pensamentos,</p>
<p>Nos entulhos, interrogações,</p>
<p>Buscando respostas</p>
<p>De Jesus&#8230;</p>
<p>Também és Maria,</p>
<p>Carolina</p>
<p>Pele preta</p>
<p>Retinta&#8230;</p>
<p>Tão linda</p>
<p>Teus olhos buscam, chamam</p>
<p>O que a sociedade descarta.</p>
<p>Te sentes também lixo nela?</p>
<p>Não!</p>
<p>Buscas o que te resgata,</p>
<p>O ser humano,</p>
<p>Ser poeta</p>
<p>Alcançando degraus.</p>
<p>O cume não é</p>
<p>Do lixo em montanha,</p>
<p>É o que tuas palavras</p>
<p>Podem alcançar.</p>
<p>O chorume</p>
<p>É a sociedade&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Conceição Patrício</strong> é Poeta, Artista Plástica e Arte Educadora, de Recife-PE, Nordeste do Brasil. &#8220;Contemplo a arte com a poesia, pedagogia e artes plásticas numa abordagem imagética do cotidiano, onde a poesia é o desenho das letras, dando cor para ela com minha emoção. Me integro e me entrego ao que escrevo, sou terra, água, fogo e ar. Amo todas as expressões artísticas e as contemplo com minha verve poética, pois poesia para mim é o meu respiro, onde aspiro e me inspiro, louvando a criação com icônicos elementos&#8221;.</p>
<div dir="auto">Trabalha com arte a partir da adolescência.</div>
<div dir="auto">Formada em Licenciatura em Educação Artística &#8211; Plástica. UFPE-CAC</div>
<div dir="auto">Homenageada pelo Sarau de Todos os Prazeres /Candeias</div>
<div dir="auto">Homenageada pelo Sarau da Liberdade/Olinda</div>
<div dir="auto">Prêmio Poesia Pernambucana 2024, Oscar Literário Compose</div>
<div dir="auto">Homenageada como poeta e artista plástica através do Sarau Diversos JULHO 2025</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O casarão da minha infância, por Cláudia Guerra</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/o-casarao-da-minha-infancia-por-claudia-guerra/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-casarao-da-minha-infancia-por-claudia-guerra</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 14:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cláudia Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vida que segue. Vão-se os amores, as dores, os sentimentos Nas construções que tombam E transformam em pó O palco de nossas lembranças. Vida que segue Em frente Estando agora ausente o endereço Que não mais se vê, apenas Se sente. Vida que segue De volta para recordar Os risos, os prantos, As cores, os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vida que segue.</p>
<p>Vão-se os amores, as dores, os sentimentos</p>
<p>Nas construções que tombam</p>
<p>E transformam em pó</p>
<p>O palco de nossas lembranças.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Em frente</p>
<p>Estando agora ausente o endereço</p>
<p>Que não mais se vê, apenas</p>
<p>Se sente.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>De volta para recordar</p>
<p>Os risos, os prantos,</p>
<p>As cores, os sons perdidos</p>
<p>No tempo das construções</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Dos tijolos antes erguidos</p>
<p>Agora, estão esquecidos</p>
<p>Transformados em pó.</p>
<p>Recolhidos.</p>
<p>Vida que segue,</p>
<p>Paredes amontoadas</p>
<p>Empilhadas em ruínas</p>
<p>Daquilo que foi um dia</p>
<p>Abrigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Sem o aconchego,</p>
<p>Alegria e brilho,</p>
<p>Das festas e dos risos</p>
<p>Espalhados pelo corredor.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Sem chorar pela tua ida,</p>
<p>Se para sempre ficarão no coração</p>
<p>As doces lembranças</p>
<p>Que não ruíram com as tuas pedras</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Na memória de gerações</p>
<p>Suas varandas animadas,</p>
<p>Sempre caiadas</p>
<p>Palco de alegria e canção.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Como os versos de quem tocava</p>
<p>Ao luar, o violão e de cima despejava</p>
<p>O olhar sobre quem passava</p>
<p>E levava consigo a recordação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Este poema é dedicado à casa em que morei e fui muito feliz em minha infância, na Rua Desembargador Trindade, nº 380 – Centro em Campina Grande/PB –, que foi demolido em 2018.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Cláudia Guerra</strong>. Paraibana de Campina Grande e pernambucana de coração. É advogada, mediadora lusófona, mestre e doutora em engenharia civil. Ex-empregada da CBTU por 38 anos, até 2023.  Escritora formada pela Editora Metamorfose/RS em 2020. Pós-graduada em Escrita Criativa pela Unicap/2023. Autora do livro de contos e poemas ilustrados “Aquih&amp;Acolah em 2022, pelo qual ganhou o prêmio do Canal Arte Agora de Melhor Poetisa estreante no âmbito da FLIPPO/2022, autora do livro “Foi um dia… uma história… uma vez… com causos, fábulas e contos do Metrô do Recife” lançado no âmbito da Bienal do Livro em Recife/2023. Co-autora em oito coletâneas literárias, membro da Sobrames/PE e da UBE/PE. Artista plástica, pintora e idealizadora do Programa Iluminações do Canal Arte Agora, cuja estreia se deu em outubro/2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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		<title>Prefácio, por Teresa Leitão</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/prefacio-por-teresa-leitao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=prefacio-por-teresa-leitao</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 17:20:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Teresa Leitão]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao receber o convite da querida Salete do Rêgo Barros para prefaciar esta obra, fui estimulada a aceitar por dois motivos: primeiro, corresponder à honraria da escolha com humildade e alegria; segundo, a curiosidade e a expectativa geradas por uma publicação com título tão instigante! Consciência: para que te quero? O formato é de coletânea [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao receber o convite da querida Salete do Rêgo Barros para prefaciar esta obra, fui estimulada a aceitar por dois motivos: primeiro, corresponder à honraria da escolha com humildade e alegria; segundo, a curiosidade e a expectativa geradas por uma publicação com título tão instigante!</p>
<p>Consciência: para que te quero?</p>
<p>O formato é de coletânea de textos, em verso e prosa, de autores de vários segmentos da sociedade, com visões diferenciadas e com múltiplas experiências sobre a concepção e a compreensão de consciência e de suas aplicações práticas.</p>
<p>Ao receber a tarefa, lancei-me ao trabalho!</p>
<p>De início, fui tomada pela memória afetiva desta palavra consciência. Lembrei-me de que a primeira vez que com ela me deparei foi na minha infância, recheada de histórias, primeiro, contadas pelos mais velhos e depois lidas frequentemente. E foi em um desses momentos que conheci a história de Pinóquio, o boneco de madeira, que ganha vida após um sopro mágico. O artista que o criou, Gepetto, se transforma em seu pai com todas as responsabilidades e tarefas paternas. Dá-lhe conselhos e orientações. Mostra- lhe o bem e o mal. Determina que um grilo, que logo toma o nome de João Grilo, seja seu companheiro-guia e assuma a função de ser “a voz da sua consciência”. Pronto! Uma nova palavra para o meu dicionário de menina- leitora. O que é essa voz? É o grilo falante alertando Pinóquio do que é certo e do que é errado. E o que é consciência? É essa voz que nos ajuda a fazer as coisas certas na vida.</p>
<p>Para uma menina de sete anos, a explicação foi razoável. Começou a complicar no catecismo preparatório para a primeira comunhão, quando a catequista fez o convite em uma das aulas: “vamos fazer o exame de consciência para nosso coração ficar preparado para receber Jesus”. Foi inevitável não lembrar de Pinóquio e do Grilo Falante!</p>
<p>A formação, a vida profissional e a militância política me foram muito pródigas, felizmente, em apurar meus conceitos sobre consciência e sobretudo a dar passos, sempre desafiadores, em tratar com exigência e rigor o que diz a consciência e repercutir “essa voz” na prática social.</p>
<p>Ao passar os olhos pelos textos que compõem essa coletânea, em versos e prosas, percebo que a organizadora da obra, Salete do Rêgo Barros, foi sensível e perspicaz no convite aos autores e autoras.</p>
<p>A coletânea nos traz versos, lindos versos! Nos traz textos que são narrativas de histórias vividas, outras que destacam a identidade ou as identidades como fator referencial da formação da consciência. Textos que nos trazem a leitura das contradições e das subjetividades; textos que abordam a consciência individual e a sua expressão na sociedade. Textos que buscam a afirmação cultural pela tomada da consciência coletiva.</p>
<p>Tenho certeza, leitor e leitora, que você encontrará neste livro as respostas que João Grilo não conseguiu fazer Pinóquio entender. Ou porque a consciência não pode apenas vir de fora, ou porque as nossas condições individuais às vezes são limitantes ou pelo conjunto de razões que nos levam a usar esse instrumento respondendo à pergunta inicial do título do livro: Consciência, para que te quero?</p>
<p>Quero te abafar na comodidade? Quero te testar nas contradições? Quero te sentir com rigor crítico?</p>
<p>Em um mundo, no qual a Inteligência Artificial pode nos responder a todas essas perguntas, a pergunta motivadora deste livro deve ganhar força nas relações sociais, na construção de processos coletivos, na preservação da humanidade, na valorização de afetos. Do SER CONSCIENTE e dos SERES CONSCIENTES e o que venha a ser, neste estágio incivilizatório no qual o mundo precisa de tantas consciências críticas e humanizantes.</p>
<p>A construção coletiva, enfrentando toda gama de individualidades pessoais, políticas, no exercício do poder e nas guerras por mais poder, é uma saída. Saída desafiadora e estratégica, com pitadas de desespero até, mas que pode, nas contradições e dilemas, nos dar um referencial para responder (ou gerar novas perguntas): Consciência, para que te quero?</p>
<p>Teresa Leitão</p>
<p>Senadora da República / PE</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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		<title>Consciência, para que te quero?, por Suzana Lopes Cavalcanti</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/consciencia-para-que-te-quero-por-suzana-lopes-cavalcanti/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=consciencia-para-que-te-quero-por-suzana-lopes-cavalcanti</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 18:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Suzana Lopes Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu sou como rocha isolada em meio a um mar agitado. Quando a maré baixa e as ondas não param de flagelar de todos os lados, sem descanso, nem mesmo depois de séculos de constantes investidas, não conseguem removê-la ou desgastá-la. Assaltem-me, ataquem-me. Eu vencerei a todos resistindo”. (Sêneca, da felicidade) “Ainda que eu fale [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 40px; text-align: left;"><em>“Eu sou como rocha isolada em meio a um mar agitado. Quando a maré baixa e as ondas não param de flagelar de todos os lados, sem descanso, nem mesmo depois de séculos de constantes investidas, não conseguem removê-la ou desgastá-la. Assaltem-me, ataquem-me. Eu vencerei a todos resistindo”. (Sêneca, da felicidade)</em></p>
<p><em>“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.</em></p>
<p><em>Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.</em></p>
<p><em>E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso, me aproveitará.</em></p>
<p><em>O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.</em></p>
<p><em>O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.</em></p>
<p><em>Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.</em></p>
<p><em>Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.</em></p>
<p><em>Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido.</em></p>
<p><em>Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (Coríntios 13: 1 a 13)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste texto, poderemos notar que a filosofia é geralmente definida como o esforço que o homem faz para perceber a realidade, no caso, buscando uma compreensão mais aprofundada. Ela é tida como uma forma de conhecimento ao lado de outras formas de conhecimento – como o senso comum, o mito, a religião, a arte, a ciência, que também são outros tantos esforços do homem para compreender essa mesma realidade.</p>
<p><strong><em>A consciência subjetiva surge no bojo do próprio processo vital…</em></strong></p>
<p>Sem entrar na especificidade de cada uma dessas formas, o que se pode afirmar com segurança, com base nos estudos antropológicos, é que os homens têm a tendência “espontânea” a “descobrir” o que é o mundo que os circunda, a conhecer, a compreender esse mundo e a si mesmos nesse mundo, a natureza e a sociedade.</p>
<p>Portanto, para os homens, conhecer é um impulso como que natural e instintivo no sentido em que ele brota espontaneamente, confundindo-se, na sua origem, com o próprio impulso da vida. <em>A consciência emerge e se desenvolve como estratégia da vida, integrando o equipamento de ação do homem com vistas à sua sobrevivência. </em>O pensar surge, assim, concomitante ao agir, com ele se confundindo. O pensamento não é anterior à ação, pois surge no próprio fluxo do agir.</p>
<p>Não é, pois, necessário justificar o conhecimento, uma vez que isto coincidiria com a justificação do próprio homem. Mas o homem é, numa abordagem inicial, um puro fato empírico e histórico, e é justamente dessa condição que se impõe partir se quisermos realizar uma empreitada explicativa de sua existência, num plano racional.</p>
<p>Ora, o que as ciências antropológicas nos revelam? Que o primeiro dado humano perceptível é a existência de seres humanos vivos, corpos orgânicos, fisicamente constituídos, inseridos num ambiente natural, com uma necessidade intrínseca fundamental, primordial: a de manter essa existência material, necessidade que compartilham originariamente com todos os demais seres vivos. Todo ser vivo tende a se manter vivo, a se conservar, já que a primeira finalidade da vida é exatamente esta: viver. Mas também se perceberá que nesse esforço de manutenção da própria vida, os homens revelam uma diferença significativa: eles, ao contrário dos demais seres vivos, <em>passam a produzir os meios de sua própria existência&#8230; </em>Viver, para os homens, identifica-se com conservar sua existência material individual, produzindo-a ao produzir os meios de sua conservação e ao garantir a sua reprodução enquanto espécie. A diferenciação do mundo propriamente humano em relação ao mundo puramente animal se caracteriza inicialmente por essa capacidade que os humanos têm de <em>prover os meios da sua existência, </em>relacionando-se então diferentemente com a natureza. Os homens desencadeiam uma forma diversa de agir para sobreviver, criando ou recriando novos meios de existência, pela reorganização ou modificação dos recursos naturais disponíveis. Essa capacidade é o dado novo, essa disponibilidade de um equipamento que lhes permite modificar, de acordo com uma intenção subjetivada, a ordem instrumental mecânica do mundo natural.</p>
<p>Assim, a consciência humana se inaugura como <em>impulso vital </em>originário, como uma espécie diferenciada de instinto, sem a rigidez de um puro mecanismo. E, nesse nível, a consciência faz corpo com o agir dos homens que assumem então um papel de sujeitos dessa ação, subjetividade até então puramente vivenciada, que não se dava ainda conta de si mesma.</p>
<p><strong><em>A ação do homem sobre a natureza: o trabalho</em></strong></p>
<p>Essa ação humana sobre a natureza, impregnada pela intenção subjetivada, é a primeira forma de práxis dos homens e se configura originariamente como o <em>trabalho, </em>ou seja, ação transformadora sobre a natureza para arrancar dela os meios da sobrevivência. Trata-se, portanto, de uma prática <em>produtiva</em>, pois é ela que, num processo de continuidade aperfeiçoada da ação instintiva, passa a garantir aos homens o alimento e demais elementos de que precisam para a sua existência.</p>
<p>É esse pensamento imanente à vida, enquanto consciência originária e originante, que não cabe justificar, já que ele é a base de toda forma ulterior de consciência. Essa consciência é originária e originante; basta-se a si mesma e não dispõe de recursos para dar conta de si mesma, limitando-se a expressar-se como <em>vivência subjetivada primordial. </em>É, pois, o próprio lastro do conhecer humano e traz implícita em si um esboço de compreensão do mundo, dos vários aspectos da realidade.</p>
<p>Mas sobre essa base de compreensão mais vivenciada do que pensada, surgirão formas mais diferenciadas de tentativas de elaboração dessa compreensão do mundo pelos homens. Expande-se a partir dela uma força explicativa que busca desenvolver-se autonomamente, por assim dizer, desimpregnando-se do processo vital e da prática de transformação da natureza que lhe correspondia. Como ocorre esse processo? Como se configura enquanto produto da atividade global do homem? Esta expansão da consciência, veremos mais adiante. Voltaremos agora às condições originárias da existência dos homens.</p>
<p><strong><em>A origem do existir em sociedade</em></strong></p>
<p>É interessante observar que ao atuar através de sua atividade produtiva sobre a natureza, pelo trabalho, cuidando de prover sua existência mediante a apropriação e incorporação dos recursos naturais transformados, os homens não estabelecem apenas relações individuais com a natureza: ao mesmo tempo que vão estabelecendo essas relações técnicas de produção, vão instaurando outras tantas relações interindividuais, eles criam a <em>estrutura social</em>. Só que essas relações sociais são encontradas numa determinada correspondência com as relações que uniam os homens à natureza.</p>
<p>É possível identificar então que a estrutura social se constitui fundamentalmente de <em>relações de poder</em>, a sociedade se instaurando como uma estrutura hierárquica, sendo o poder social exercido por uns sobre outros, de modo diretamente proporcional à apropriação pelos indivíduos ou grupos dos meios de produção e, consequentemente, de sobrevivência. O poder social que assim se torna <em>poder político</em> encontra sua base de fato no <em>poder econômico</em>, ou seja, no domínio dos meios de se prover a própria existência material.</p>
<p>Mas esse processo não se esgota aí: além de instaurar a estrutura social, os homens, dando curso à expansão de sua subjetividade vivenciada, elaboram <em>representações mentais</em>, agora num novo patamar de sua consciência, não só dessas relações, mas de todos os elementos nelas envolvidos. Expande-se e cresce o potencial da consciência que vai desenvolvendo e ampliando seu alcance e sua pretensão de autonomia, buscando cada vez mais não apenas otimizar as respostas às exigências imediatas da ação, mas também propiciar uma explicação de todos os elementos em questão. Volta-se assim à evolução que vai ocorrendo com o processo originário do conhecer, impulso vital, integrado ao equipamento disponível para o homem cuidar de sua sobrevivência, que vai de desenvolvendo, se autonomizando em relação a essa condição original. É o desenvolvimento de uma força explicativa, capaz de estabelecer nexos entre os objetos e situações de sua realidade e que tem para a consciência subjetiva uma força compreensiva gerando-lhe o sentido.</p>
<p>Assim, o conhecimento, em linhas gerais, é o esforço do espírito humano para compreender a realidade, dando-lhe um sentido, uma significação, mediante o estabelecimento de nexos aptos a satisfazerem às exigências intrínsecas de sua subjetividade. Mas são várias as formas de conhecimento, culturalmente já caracterizadas, em função das peculiaridades de seu processo de elaboração: assim, o senso comum, o mito, a religião, a arte, a ciência são, de suas perspectivas específicas, esforços de compreensão dos vários aspectos do real.</p>
<p><strong><em>Mas qual é a utilidade da filosofia?</em></strong></p>
<p>A filosofia também se constitui como uma forma peculiar desse esforço do espírito humano na busca da compreensão, do sentido das coisas. No entanto, ela é uma forma de conhecimento que, à primeira vista, pelo menos, apresenta maior dificuldade de ser justificada quando se analisa o conhecimento humano à luz das premissas acima colocadas. Com efeito, seria ela uma forma necessária de conhecimento, impregnada da mesma imperiosidade do conhecimento originário praticado pelo homem? Até que ponto o desenvolvimento do equipamento cognoscitivo do homem deveria chegar a essa forma específica de conhecimento que culturalmente se chamou de filosofia? Não seria essa uma forma de puro devaneio e, consequentemente, um desvario do espírito humano, de repente incapaz de controlar a expansão de sua subjetividade vivenciada, originariamente vinculada às exigências vitais de seu organismo? Não há dúvida de que com relação às demais formas de expressão de sua subjetividade é possível encontrar justificativas mais próximas e adequadas a essa finalidade pragmática da consciência humana. Com efeito, o senso comum é forma de consciência cuja continuidade com as estratégias do instinto na sua busca de recursos é clara e patente, dando bem conta de sua natureza pragmática.</p>
<p>Dizemos que uma atividade é pragmática quando ela é útil, tem um efeito prático, concreto, aplicável à ação, ao contrário de uma atividade puramente especulativa, abstrata, sem eficácia no concreto.</p>
<p>Esse caráter pragmático também se encontra no máximo de evidência no caso do conhecimento científico moderno, uma vez que a ciência é a própria matriz da técnica e, consequentemente, da indústria. A ciência se caracteriza particularmente por essa sua eficácia na manipulação e no domínio da natureza. É a forma mais sofisticada e elaborada de viabilização da atividade transformadora da natureza pelo homem e, por isso, o próprio clímax do cumprimento da função básica da subjetividade humana enquanto equipamento para a sobrevivência.</p>
<p>Justificativas igualmente plausíveis podem ser dadas com relação à arte, forma de expressão simbólica do sentido das coisas, vinculada, sem dúvida, à dinâmica lúdica da vida.</p>
<p>Também as expressões religiosas, no que têm de especificamente religioso, encontram fundamentos nas exigências do existir social dos homens e se inserem no universo psíquico dessa existência coletiva.</p>
<p>Portanto, em todas essas formas, as explicações elaboradas, os sentidos constituídos, a compreensão propiciada, estão de algum modo ligados diretamente à subjetividade vivenciada pelos homens, sendo-lhes diretamente úteis para a condução de algum aspecto concreto e imediato de sua vida.</p>
<p>Parece não ocorrer o mesmo com a filosofia. É difícil entender o seu relacionamento direto com as exigências do sobreviver e com as necessidades imediatas dos homens. E a ausência desse caráter pragmático, utilitário, da filosofia tem sido motivo de inúmeras críticas, severas e rigorosas, a essa forma de pensar e de conhecer, acusada então de se transformar num refinamento desvairado do procedimento intelectual. Há dificuldade de se perceber a necessidade, a finalidade e a utilidade do conhecimento filosófico, aspectos estes que parecem se identificar com seu próprio processo.</p>
<p>Não há dúvida de que a atividade da consciência desenvolvida na expressão do conhecimento filosófico representa mesmo o máximo de autonomização da subjetividade, desimpregnando-se do próprio impulso vital. Obviamente, isso não quer dizer que o filosofar nada tivesse a ver com a vida, uma vez que não deixa de ser uma atividade humana. O que se está querendo dizer tão-somente é que o filosofar coloca a consciência, a subjetividade humana no ponto máximo de seu patamar de reflexão. É a capacidade da consciência não apenas de se exercer como vivência subjetiva mas ainda de se ver enquanto tal. Num certo sentido, essa atividade reflexiva implica um distanciamento sistemático do vivido e, por isso mesmo, corre riscos de cair em múltiplas formas de <em>alienação</em>, faltando-lhe justamente o controle dado pelas <em>referências da pragmaticidade</em>.</p>
<p>Pode-se afirmar então que todas as formas de conhecimento buscam um sentido, visam compreender a realidade em seus vários aspectos e em suas relações com os homens. Mas as formas de conhecimento não especificamente filosóficas buscam um sentido voltado para uma finalidade que está sempre além desse sentido que se busca. O conhecimento por elas obtido é útil, serve para alguma coisa concreta… O sentido eventualmente encontrado é sempre uma mediação, um meio para outro fim, que está fora dele, ligado ao processo vital da humanidade. Já no caso da filosofia, ocorre a busca de um sentido que, por assim dizer, termina em si mesmo, busca-se compreender apenas por compreender, não há outra finalidade externa a essa compreensão. É como se essa compreensão, embora não acrescentasse nada à capacidade do homem de dominar o mundo, lhe trouxesse alguma autossatisfação. O homem se realizaria tanto mais quanto maior fosse sua compreensão da realidade.</p>
<p><strong><em>A nova pragmaticidade do conhecimento filosófico</em></strong></p>
<p>Mas é preciso cuidado! Dizer que a filosofia se auto satisfaz, não nos deve levar à conclusão de que ela é uma atividade inútil, só valendo enquanto uma espécie de fruição intelectual diletante. A inutilidade de que se fala aqui é aquela confrontada à pragmaticidade, ou seja, à atividade transformadora que o ser humano exerce sobre a natureza, no âmbito de seu processo de adaptação/desadaptação, com vistas à sua própria sobrevivência, à produção dos meios de existência e à sua própria reprodução individual e social. Na realidade, a compreensão filosófica da realidade é um fim em si mesma na exata medida em que a <em>existência humana como um todo é sua meta!</em> Todo o esforço da consciência filosófica na busca do sentido das coisas tem, na verdade, a <em>finalidade de compreender de maneira integrada o próprio sentido da existência do homem!</em> Temos, então, de fato, uma nova pragmaticidade: o homem não consegue viver e existir apenas como um fato bruto, ele sente a necessidade inevitável de compreender sua própria existência. Portanto, o esforço despendido pela consciência no seu refletir filosófico não é só mero diletantismo intelectual, nem puro desvario ideológico, em tentativa de representação do mundo para fins pragmáticos. É antes a busca insistente do significado mais profundo da sua existência, sem dúvida alguma para torná-la mais adequada a si mesmo!</p>
<p>É o que não deixa de testemunhar, ao longo de vários milênios, todo um acervo de expressões de conhecimentos assumidos pela cultura como filosóficos, ou seja, como formas de conhecimento cuja utilidade e finalidade não vão além de seu próprio processo, não sendo voltadas diretamente para as exigências imediatas do sobreviver nem para as necessidades concretas dos homens. Na realidade, o espírito humano está buscando insistentemente compreender a especificidade da existência do homem com o objetivo de torná-la cada vez mais plena. Até porque essa compreensão da própria existência ajudará os homens a darem sentido mais coerente ao conjunto de suas outras atividades.</p>
<p>Mas essa especificidade humana não é dada clara e distintamente na transparência da atividade consciente, como se decorresse de uma iluminação ou de alguma forma de evidência. Daí a facilidade com que a subjetividade, no seu confronto com a opacidade do mundo objetivo, cai em suas próprias armadilhas, perdendo-se em ilusões e alienando-se constantemente, como o demonstram também esses produtos culturais registrados pela história da filosofia. A atividade consciente é constantemente dominada pelo viés ideológico e pela auto alienação.</p>
<p>Por enquanto, podemos reafirmar que a forma filosófica de conhecimento se apresenta como a busca ilimitada de mais sentido, de mais significação. Transforma-se então a filosofia num esforço do espírito humano com vistas a dar conta da significação de todos os aspectos da realidade, com a maior profundidade possível e sempre em relação à significação da existência do homem. É a tentativa de compreender o sentido mais radical de todas as coisas, independentemente da sua utilização imediata. Esse sentido é o modo pelo qual as coisas se apresentam ao &#8220;espírito&#8221;, modo peculiarmente humano de a consciência se apropriar delas. Não sabemos se há outras maneiras de se construir o sentido, uma vez que nossa experiência só se revela e se constitui vivenciando essa única forma de captar/doar significações. Ter consciência, para o homem, identifica-se com o dispor de sentido, o que para ele representa a compreensão da realidade.</p>
<p>Compreender é, pois, reconhecer, no nível da subjetividade, nexos que vinculam, com determinada coerência entre si, elementos da realidade experienciada a partir do próprio processo vital.</p>
<p>No desdobramento de sua história sociocultural, a humanidade sempre se esforçou para se autocompreender, tendo esboçado modelos antropológicos, ainda que dogmáticos, inconsistentes e fragmentados, mas sempre resultantes dessa atividade constitutiva do sentido.</p>
<p>No Ocidente, entrecruzando-se com a teologia e com a ciência, a filosofia elaborou várias imagens do homem, apresentando-as como o fundamento de sua verdade e possível critério de si mesmo; construiu igualmente concepções que se quiseram explicativas de seu modo de conhecer, de seu agir, de seu avaliar, de seu conviver com os outros. Delineou, assim, também explicações para o mundo natural, para a vida, para a existência material.</p>
<p>Dessa maneira, mediante representações teóricas abstratas, reduplica o homem o mundo real, num processo de simbolização que é especificamente seu.</p>
<p><strong><em>As três esferas da existência humana</em></strong></p>
<p>O quadro a seguir busca representar o que foi descrito e exposto neste capítulo.</p>
<p>AS ESFERAS DA EXISTÊNCIA HUMANA E SUA INTER-RELAÇÃO</p>
<p>PRÁTICA SOCIAL</p>
<p>Ao produzir seus meios de subsistência, os homens estabelecem entre si relações que são funcionais e caracterizadas por um coeficiente de poder.</p>
<p>PRÁTICA SIMBOLIZADORA</p>
<p>As relações produtivas e sociais são simbolizadas em nível de representação e de apreciação valorativa, no plano subjetivo visando a significação e a legitimação da realidade social e econômica vivida pelos homens.</p>
<p>PRÁTICA PRODUTIVA</p>
<p>Pelo trabalho, os homens interferem na natureza com vistas a prover os meios da sua existência material, garantindo a produção de bens e a reprodução da espécie.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>A consciência como uma estratégia de vida nos dias atuais requer um refinamento das reflexões acerca do homem inserido no universo, pois tudo está em harmonia natural.</p>
<p>Somos dependentes da natureza e dependemos dela, ferir essa lógica que é singular para cada ser humano, requer uma revisão nos tratados, acordos, pactos, projetos e programas de uma educação para uma vida feliz, realizada e suprida, pois à na diversidade uma unidade que é a coincidência própria de cada história de vida, que por assim dizer, é única e exclusiva de cada SER, seja ele brasileiro ou pertencente a qualquer outra nacionalidade.</p>
<p>O que importa hoje é a derrubada massiva dos egos para uma transição onde as almas puras escrevam a história da humanidade que deixaremos como legado para os nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos, etc.</p>
<p>Com isto claro, poderemos nos tornar, enfim, pessoas felizes e capazes de fazer feliz o coletivo, que é a finalidade da vida.</p>
<p>A partir daí, poderemos construir um documento para estabelecer as diretrizes 2025 para um planeta pleno e feliz, rico em saúde mental, emocional, física, espiritual, cognitiva e financeira. Dito isso, encerro as minhas palavras dizendo que me mantenho como uma rocha, e que o amor e a paz são o meu escudo, a minha herança e o meu legado.</p>
<p>E com isso, além da minha experiência de 64 anos de existência, coloco-me à disposição para pensar, propor, planejar e executar, o que daí surgir em harmonia com outras almas puras, tratadas e curadas em espaços terapêuticos e psicanalíticos.</p>
<p>Só assim construiremos uma sociedade onde a cooperação dê lugar à competição própria deste sistema ultrapassado e prestes a apodrecer.</p>
<p>7 de setembro de 2025<br />
Paulista, Pernambuco, Brasil<br />
Suzana Lopes Cavalcanti, da Universidade de Pernambuco &#8211; UPE (Professora aposentada)</p>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>Sêneca da felicidade – Seguido de Da vida retirada – Editora L&amp;PM POCKET<br />
Filosofia – Antônio Joaquim Severino – Editora Cortez<br />
Talento para ser feliz – Leila Navarro – Editora Gente<br />
Bíblia Sagrada – Sociedade Bíblica do Brasil<br />
Diretrizes para uma vida feliz – Divaldo Franco e Marco Prisco – Livraria Espírita Alvorada Editora<br />
As coisas que você só vê quando desacelera – Heamin Sunim – Editora Sextante</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>Suzana Lopes Cavalcanti – recifense, graduada pela UFPE em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e em Radialismo, assim como em Redação, teoria e técnica da comunicação. É especialista em Educação e Cultura pela UFPE. É professora aposentada de Técnicas de redação e Fundamentos históricos e filosóficos da Educação pela Universidade de Pernambuco &#8211; UPE. Elaborou o curso livre de Escrita terapêutica para o Programa 60+ da Cultura Nordestina Letras &amp; Artes. Temas como educação, cultura, arte, política, economia, ciência, antropologia, sociologia, filosofia e teologia fazem parte das áreas de interesse de seu blog em construção, que trará artigos semanais a serem compartilhados com o público de todas das idades e classes sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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		<item>
		<title>Reflexões sobre o suicídio, por Suzana Lopes Cavalcanti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 15:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Associados]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção ao suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recife, 10 de setembro de 2025 No dia dedicado à Prevenção ao Suicídio venho levantar algumas reflexões a respeito do assunto. Como uma pessoa que tentou por três vezes o suicídio, venho dar o meu testemunho do quão importante é a vida para a gente querer acabar com ela. Sem culpa e encarando o problema [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recife, 10 de setembro de 2025</p>
<p>No dia dedicado à Prevenção ao Suicídio venho levantar algumas reflexões a respeito do assunto.</p>
<p>Como uma pessoa que tentou por três vezes o suicídio, venho dar o meu testemunho do quão importante é a vida para a gente querer acabar com ela.</p>
<p>Sem culpa e encarando o problema de frente, hoje eu entendo que estava bastante doente e que, por tamanha tristeza que atravessava, acreditava que a dor sentida naquele momento só a morte aliviaria. Mas, como eu estava enganada&#8230;</p>
<p>Toda a dor que houver nesta vida deve ser vivida mesmo que, para isso, precisemos nos anestesiar com remédios e muita psicoterapia ou psicanálise.</p>
<p>Na verdade, a depressão e a ansiedade são fruto de uma vida sem limites e de muito estresse, decorrente do sistema capitalista em que vivemos, onde nos falta, além de condições de sobrevivência, o convívio com afeto, carinho, ternura, compaixão e amor. Aí a corda sempre arrebenta do lado mais fraco: no caso, as almas largas que querem subverter a ordem.</p>
<p>Restam-nos o aparato do sistema com suas casas de recuperação, que mais parecem uma prisão, e os tratamentos em consultório ou CAPS, que resolvem o problema em parte, pois a causa da dor continua existindo, por não se tratar de um problema individual, mas coletivo.</p>
<p>Na maioria dos casos, tanto as pessoas ricas quanto as empobrecidas têm o sentido da vida ocultado, por não terem a clareza do amor que as trouxe até aqui.</p>
<p>Há pais ausentes, há pais inviáveis, há pais indiferentes quando o assunto é amar.</p>
<p>Essa palavrinha mágica: amor, precisa ser uma experiência de acolhimento e cuidado com cada ser humano, pois quem chega é uma bênção e uma esperança para o planeta Terra, tão carente de propósitos transformados em propostas de paz, amor e felicidade.</p>
<p>Uma sociedade só caminha para a liberdade se proporcionar a todos os seus filhos experiências de amor e cuidados genuínos, desde a mais tenra idade até a maturidade.</p>
<p>Vamos dar condições aos pais de criarem seus filhos com condições sócio-econômicas e espirituais de existência, e que em cada lar nasçam seres únicos e iluminados para serem humanizados pela família, escola e sociedade.</p>
<p>Nascemos como uma pedra bruta a ser lapidada com o amor dos pais e de toda a família, e também da sociedade. Sem isso não se formará o ser humano que irá modificar as condições de existência na Terra e no Cosmos.</p>
<p>Mas há uma luz no fim do túnel, pois cada &#8220;louco&#8221; que se cura enche de alegria e esperança a humanidade inteira, adoecida pela insanidade do poder que pratica a guerra em nome da paz.</p>
<p>No entanto, abre-se nas trevas um cenário luminoso que irradia serenidade e leveza, dando luz aos fundamentos epistemológicos da ciência do amor, que proverá tudo o que de bom possa existir para suprir de dignidade, amor e cuidados especiais todas as crianças, para que elas cumpram a sua missão aqui na Terra.</p>
<p>Cada ser que nasce vem com um propósito a ser desenvolvido, e a família e a sociedade precisam estar preparadas para, na unidade, ser criada uma metodologia onde cada indivíduo importa para o sistema, cujo fim deve ser uma vida abundante, plena e feliz para todos.</p>
<p>Que cada talento seja provido de tudo o que é necessário para enfim germinar a nação humana com seus bens e direitos realizados pelos governantes que estão em formação para o terceiro milênio.</p>
<p>Faça-se a luz, e que ela produza frutos doces e suaves no perfume.</p>
<p>Haja ciência!</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>Suzana Cavalcanti nasceu no Recife-PE na maternidade do Derby, filha biológica de Elzania Lopes Ramos e Paulo Casado Cavalcanti, e filha de criação de Josefa Severina Cavalcanti e José Casado de Araújo Cavalcanti.</p>
<p>Quando tinha 10 anos, seu sonho era ser cantora, mas desistiu a conselho do avô, que lhe orientou a estudar para ter uma profissão e um marido, que seria o seu trabalho, e então, só depois de formada, partir para outras áreas como a música e as artes pois, segundo ele, o artista precisa ser também um provedor, mascate do seu sustento.</p>
<p>Aos 17 anos queria ser psicóloga, mas a família a orientou dizendo que psicólogos ganhavam pouco, e que cuidavam de “doido”, desqualificando o seu propósito.</p>
<p>Aos 18 anos fez vestibular de comunicação social e habilitou-se em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Radialismo, na Universidade Federal de Pernambuco. Tornou-se Jornalista polivalente.</p>
<p>Licenciou-se em Redação, Teoria e Técnica da Comunicação e Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p>É especialista em Educação e Cultura também pela Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p>Em 1991, obteve primeiro lugar no concurso da Universidade de Pernambuco &#8211; UPE, como professora de Técnicas de Redação, e concluiu os seus trabalhos na Universidade como docente na disciplina de Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação e da Educação Física.</p>
<p>Atualmente, planeja a criação do seu blog com artigos semanais para o público de todas as idades e classes sociais abordando temas como educação, cultura, arte, política, economia, ciência, antropologia, sociologia, filosofia e teologia. A partir de agora conta com o apoio irrestrito dos seus amigos e futuros leitores.</p>
<p>Seu sonho é construir um mundo onde os egos deem passagem às almas puras para, enfim, termos um novo mundo formado por seres humanos onde o amor brota do seu coração.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Ororubá Pulsa, por Maria do Carmo da Silva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 16:37:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Maria do Carmo da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Serra do Ororubá ergue-se como um coração de pedra no agreste pernambucano. De longe, parece apenas um monumento geográfico. De perto, pulsa. Nela ressoam os passos descalços dos Xukuru, os cânticos ancestrais, o eco de uma luta que não se cala. Hoje, a terra é demarcada, homologada, reconhecida em papel. Mas, no chão, a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Serra do Ororubá ergue-se como um coração de pedra no agreste pernambucano. De longe, parece apenas um monumento geográfico. De perto, pulsa. Nela ressoam os passos descalços dos Xukuru, os cânticos ancestrais, o eco de uma luta que não se cala. Hoje, a terra é demarcada, homologada, reconhecida em papel. Mas, no chão, a guerra é diária.</p>
<p>Os Xukuru do Ororubá, de Pesqueira – PE, somam cerca de 12 mil habitantes , espalhadas por 24 aldeias. Seu território, com 27.555 hectares de caatinga, fontes e histórias, é um arco-íris no cinza do sertão. Mas esse coração incomoda. Incomoda o latifúndio, que ainda roe as bordas da terra como um cupim insaciável. Incomoda o agronegócio, que olha para as veredas e só enxerga cana-de-açúcar ou eucalipto. Incomoda a indiferença de quem passa pela BR-232 e não percebe que cada curva da estrada é um capítulo de resistência.</p>
<h3>Memória e Sangue</h3>
<p>Há 25 anos, o sangue do Cacique Chicão Xukuru banhou essa terra. Seu assassinato, em 1998, não foi um crime isolado: foi um atentado contra a esperança. Chicão sonhava com uma terra livre, com escolas que ensinassem a língua Xukuru, com uma saúde que respeitasse os rituais de cura. Hoje, seu nome é semente. Nas escolas indígenas, crianças aprendem que “Xukuru” não é apenas etnia — é verbo que significa “nós existimos”.</p>
<h3>A Terra que não Cessa</h3>
<p>A demarcação, conquistada em 2001, foi uma vitória. Mas, e a paz? A paz ainda é um luxo. Fazendeiros vizinhos plantam cercas onde antes havia apenas mato. Madeireiros ilegais cortam árvores sagradas sob o manto da noite. E o Estado? Chega com promessas que voam mais leves que papagaios. A saúde é um quebra-cabeça: agentes indígenas percorrem aldeias de sol a sol, mas faltam remédios, faltam médicos que compreendam que um pajé também cura.</p>
<h3>Cultura: Raiz e Antena</h3>
<p>Os Xukuru não são só dor. São fogo nas noites de lua cheia, são Toré dançado no terreiro. Maracás ecoam, corpos pintados de urucum contam histórias que nem o tempo apaga. A língua Xukuru quase extinta há 30 anos hoje ressoa nas escolas, nas rádios comunitárias, nos grupos de WhatsApp da juventude. Eles são raiz e antena: guardam os segredos das ervas e dos astros, ao mesmo tempo em que navegam na internet para denunciar invasões e conectar suas lutas às de outros povos indígenas do Brasil.</p>
<h3>Desafios do Século XXI</h3>
<p>O maior desafio hoje é a sustentabilidade. Como viver da terra sem devastá-la? Os Xukuru apostam na agroecologia: roçados consorciados, criação de caprinos, artesanato que gera renda sem matar a caatinga. Mas a seca castiga, e os projetos públicos são como chuva de verão: fortes, mas passageiros. A juventude Xukuru caminha sobre um fio de navalha: deseja a modernidade, mas teme perder a alma. Alguns migram para as cidades; outros retornam, trazendo consigo os estudos e a certeza de que o Ororubá é o único lugar onde podem ser inteiros.</p>
<h3>O Ororubá Pulsa</h3>
<p>Ao cair da tarde, o sol pinta a serra de dourado. Do alto, o Cacique Marcos Xukuru olha para seu povo e sorri. Ele sabe que a luta é longa. Sabe que cada criança que aprende a dizer “meu nome é Xukuru” é um tijolo contra o esquecimento. A terra deles não é apenas chão. É arquivo vivo, farmácia, catedral. E enquanto houver um Xukuru cantando, rezando, plantando resistência, o Ororubá continuará pulsando. Batendo forte. Batendo livre. Batendo indígena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Maria do Carmo da Silva.</strong> Mestra em Ciências da Educação com foco em pesquisa Indígena. Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino da História do Brasil pela Faculdade Integradas da Vitória de Santo Antão (FAINTVISA) Graduação em História pela Faculdade Integradas da Vitória de Santo Antão (1993). Graduação em Pedagogia pela Faculdade Única de Minas Gerais. Experiência Profissional: Professora de História, Filosofia e Geografia no Colégio Céu Azul. Orientadora e membro de bancas de avaliação de trabalhos de conclusão de cursos. Palestrante e pesquisadora das culturas afro-brasileiras e indígenas, com destaque para os Xukuru do Ororubá em Pesqueira &#8211; PE. Atividades Literárias: Escritora com livros publicados, autora de diversos capítulos de livros, artigos em revistas, e contribuições para jornais e antologias e organizadora de livros. Membro de Instituições Culturais: Membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciências (AVLAC). Membro da Arena da Poesia em Caruaru. Sócia do Instituto de Patrimônio Histórico e Geográfico de Gravatá (IHAG). Sócia do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (IHGVSA). Sócia da Academia de Letras, Artes e Ofícios Municipais de Pernambuco (ALAOMPE).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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		<title>Berenice foi quem disse, por Bernadete Bruto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 16:25:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bernadete Bruto]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feliz quem não é acusado por sua consciência e quem não perdeu a esperança. (Eclesiástico 14,2) &#160; Aos quarenta e oito anos e uma vida organizada como a estante de porcelanas herdada da avó materna, Berenice vivia tranquilamente no bairro da Tamarineira. O apartamento de três quartos, com varanda enfeitada por plantas compradas para decorar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Feliz quem não é acusado por sua consciência e quem não perdeu a esperança. (Eclesiástico 14,2)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aos quarenta e oito anos e uma vida organizada como a estante de porcelanas herdada da avó materna, Berenice vivia tranquilamente no bairro da Tamarineira. O apartamento de três quartos, com varanda enfeitada por plantas compradas para decorar o ambiente, além das esculturas e quadros de artistas locais, indicados por arquiteta renomada, compunham o espaço de Berenice. Uma vida resumida às aulas de musculação, compras no shopping, idas ao cabeleireiro e manicure, uma vez por semana, aos almoços de domingo com a família e às conversas repetidas com as amigas no whatsapp.</p>
<p>As informações que obtinha eram oriundas das redes sociais e se restringiam a compras, à comédia, à fofoca. A TV era acionada somente no horário das novelas, em eventos esportivos, e desligadas em horário de telejornais. As crenças familiares em que foi ensinada desenharam valores fúteis implantados como um chip em seu cérebro. Além disso, como a vida era dedicada ao marido e aos filhos, ainda deixava sua visão de vida reduzida a um mundinho pequeno, como se não existisse nada além daquele jardim do éden particular.</p>
<p>Naquele tempo, ela acreditava que a vida era feita de pequenas conquistas: trocar o carro a cada cinco anos, pagar o plano de saúde em dia, viajar no fim do ano para algum destino turístico repetidamente fotografado.  A vida social era resultante do ambiente familiar, frequentando batizados, crismas, casamentos, aniversários. Nada fora desse círculo parecia lhe dizer respeito. Até se afastava de “leituras pesadas” que viessem abalar aquele mundo cor-de-rosa.</p>
<p>Com o passar do tempo, algo começou a mudar. Primeiro, o marido que parecia tão apaixonado lhe deixa por uma jovem com metade da sua idade. O filho mais velho perdeu o emprego, voltando para casa com os olhos pesados de desalento, e a filha mais nova acabou um noivado promissor aos seus olhos. Depois, uma vizinha do prédio, sua amiga, que sempre cuidava dos filhos com dedicação, foi despejada por não conseguir pagar o aluguel. E, certa noite, quando o ar-condicionado de Berenice quebrou, obrigando-a a abrir as janelas, ela ouviu as vozes da rua: vendedor de cuscuz avisando a passagem com um apito, anunciando o alimento para trabalhadores da construção próxima, crianças pedindo moedas na esquina, gente discutindo. De repente, não era mais um ruído distante. Era a vida pulsando a poucos metros de sua varanda enfeitada.</p>
<p>Curiosa, começou a caminhar pelo bairro além da rota habitual. Reparou nas filas em frente ao posto de saúde, nas mulheres que trabalhavam dobrado para sustentar a casa, nos homens com mochilas pesadas que iam e vinham em silêncio. Sentiu vergonha da própria indiferença. <em>Como pude viver tanto tempo sem ver?</em> Procurou um trabalho para poder não depender de pensão. Conseguiu graças a uma amiga, (pois amigas nunca faltam em momentos difíceis) que lhe empregou num local muito interessante lhe devolvendo a dignidade.</p>
<p>Neste novo mundo, Berenice conheceu a vida das mulheres trabalhadoras, a força de mulheres que vivem por conta própria, e foi saindo do medo de não se sustentar. Com sua iniciativa, foi conseguindo mostrar aos filhos que existe uma esperança. O filho buscou uma vida no exterior, a filha percebeu que o mundo é maior do que um casamento, buscando um emprego dentro da sua habilidade, e está muito realizada.</p>
<p>As leituras que antes desprezava ganharam outro sentido. Um post no Instagram da Associação Comunitária da Tamarineira chamou-lhe atenção. Compareceu tímida à reunião, onde ouviu sobre os cortes de verba na escola pública e sobre a luta por transporte decente. Sentou-se num canto, mas saiu com o coração acelerado. Havia descoberto que existia um mundo de interesses, de disputas e de poder, muito mais próximo do que imaginava.</p>
<p>Nos meses seguintes, além da dedicação ao trabalho, Berenice se tornou presença constante nos encontros da associação. No começo das reuniões, apenas ouvia. Depois, começou a organizar listas, a ajudar na comunicação, a buscar voluntários e emitir opiniões. Sentia-se viva como nunca antes, como se a vida não coubesse mais na estante de porcelanas.</p>
<p>Certo dia foi escolhida para falar em nome da associação em uma audiência pública sobre o sistema de transporte público de passageiros, o aumento da tarifa de ônibus e a privatização do Metrô do Recife. A mulher de voz contida e vida previsível se dirigiu ao microfone do plenário. Com a simplicidade que sempre a acompanhou, Berenice disse: <em>Eu não entendia nada disso. Achava que era coisa dos outros. Mas aprendi que, quando fechamos os olhos, estamos apenas permitindo que alguém decida por nós. Eu não quero mais viver assim! Vamos fazer valer a nossa vontade, que deve ser soberana. Digamos não a essa situação e votemos em quem defende o povo e suas necessidades.</em> Finalizou sua fala com o poema <em>O Trem da Gente</em> de Bernadete Bruto, que entendeu ser apropriado para a ocasião:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O trem da gente</em></p>
<p>Diariamente<br />
Conduz<br />
Invisível gente<br />
Pela cidade cega<br />
Um trem bom<br />
Para tanta gente<br />
Gente de bem<br />
Não se desfaz de uma história<br />
Não se descarta gente<br />
Não se despacha trem</p>
<p>(longo apito)</p>
<p>O auditório se calou por alguns segundos, antes de aplaudir. Berenice desceu do palco com as pernas tremendo, já não era mais a mesma. Descobrira que a vida, dura e desigual, pedia sua participação. E, pela primeira vez, ela estava pronta a dar-se inteira levando esperanças ao mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>Bernadete Bruto é Metroviária, Especialista em RH, Escrita Criativa e Mestre em Design. Tem oito livros publicados, participação em diversas coletâneas, além de várias apresentações performáticas em eventos culturais e vídeos. É produtora do Podcast Salve Palavra, apresentadora do programa Palco Iluminado no Canal Arte Agora e facilitadora da oficina de expressão poética no Curso de Escrita Criativa Social organizado por Patrícia T</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Decolonialismo e o Controle da Subjetividade, por Carlos Gildemar Pontes</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/decolonialismo-e-o-controle-da-subjetividade-por-carlos-gildemar-pontes/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=14843-2</link>
					<comments>https://culturanordestina.com.br/blog/decolonialismo-e-o-controle-da-subjetividade-por-carlos-gildemar-pontes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 13:51:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carlos Gildemar Pontes]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Decolonialismo, como novo modelo ou parâmetro para debater as rupturas estabelecidas ao longo do processo de colonização, principalmente na imposição de ideias, conceitos, valores, princípios a serem seguidos pelos povos colonizados, rompe, definitivamente, com o modelo colonial. Já não é mais possível aceitar a imposição de uma relação de dominação e exploração entre povos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/decolonialismo-e-o-controle-da-subjetividade-por-carlos-gildemar-pontes/">Decolonialismo e o Controle da Subjetividade, por Carlos Gildemar Pontes</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Decolonialismo, como novo modelo ou parâmetro para debater as rupturas estabelecidas ao longo do processo de colonização, principalmente na imposição de ideias, conceitos, valores, princípios a serem seguidos pelos povos colonizados, rompe, definitivamente, com o modelo colonial. Já não é mais possível aceitar a imposição de uma relação de dominação e exploração entre povos que detinham o poder bélico/econômico aos povos desprovidos de uma reação à altura da violência que acompanhou a empresa colonizadora. Esse debate se estabeleceu com maior consistência a partir dos estudos culturais das décadas de 1960, em diante. O pós-2ª Guerra Mundial revelou a necessidade de reconstruir e redimensionar os novos parâmetros de civilização, para repensar um novo mundo deserdado pela civilização derrotada com a guerra e que não mais atendia aos preceitos do humanismo “civilizado”.</p>
<p>Para encontrarmos uma semelhança entre os povos dominados e partirmos para uma identificação do que os une como reação, já principiamos a discussão em <em>Crítica da razão mestiça </em>(2021), em como se dariam as questões gerais dessas semelhanças.</p>
<p>Como reconhecer as características de um povo levando-se em conta apenas os documentos históricos que o informam? Isso pode, em princípio, ser uma camuflagem com base na história oficial para determinar um processo de alienação da própria história do povo, imposta ao próprio povo pela sua elite. Grande parte da nossa história colonial foi contada por historiadores estrangeiros que se basearam em informações de viajantes e imagens de desenhistas que registraram a natureza e o homem selvagem. (p. 23)</p>
<p>Não foi apenas uma reação interna que provocou a incessante busca por uma identidade nacional, a presença do imigrante fez com que comparássemos culturas diversas e os modos de agir daqueles que vinham cumprir o papel de civilizar, mesmo os que eram explorados e subalternos em suas origens, aqui assumiam uma diferença dos brasileiros assimilando o comportamento colonial de suas elites.</p>
<p>A força do imigrante se dá, fundamentalmente, pela natureza da sua ascendência. Pessoas com ancestrais europeus, orientais, invariavelmente brancos, tendiam a se autodenominarem pelas suas origens. Formaram-se colônias italiana, alemã, japonesa&#8230; e que se identificavam socialmente pelas práticas culturais de seus países. Esses traços diferenciadores são típicos do processo de imigração e estabelecimento de uma identidade híbrida e, ao mesmo tempo, múltipla. Embora a distinção de origem atue como um elemento de valoração, o hibridizado, nesta configuração brasileiro estrangeirado ou estrangeiro abrasileirado, se coloca, na maioria das vezes, numa condição superior ao brasileiro ascendente do negro e do índio. Aí se cria o racismo estrutural. É por esta forma adotada na colonização, de apagamento do outro, que se inicia uma estruturação de classes distintas, colonizadores, brancos e ricos, de um lado, com a função predominantemente excludente, apoiado por uma classe agregada composta de pobres, mestiços, cooptados pelo poder dos primeiros, e uma classe oprimida composta de trabalhadores, negros, pobres e invisíveis, sujeitos ao controle da subjetividade moral e ética do colonizador.</p>
<p>O racismo estrutural é tão forte que determinou variantes dentro do modelo de dominação. O Nordeste, desde que perdeu o domínio da colônia, quando a capital se deslocou para o Rio de Janeiro, sofreu por abandono político e falta de investimentos. Mesmo quando recebeu indústrias e construções estruturantes beneficiou os donos do poder econômico que se aproveitaram das carências e da mão de obra barata. O reflexo disso é o estigma criado sobre o nordestino. Para alguns do eixo sudeste/sul, os nordestinos são vistos como um povo atrasado pobre e ingênuo, atenuante de burro que se vê muito frequentemente nas manifestações racistas por parte da classe agregada. Estigmatizou-se chamar o nordestino pela simplificação de nortista, baiano e paraíba, demonstração cabal de que ingênuo, não está no Nordeste, mas nas manifestações de ausência de conhecimento geográfico, histórico e biológico.</p>
<p>Muitos filhos de nordestinos, nascidos nas regiões sudeste e sul, aderem ao modo de viver e cultivam os mesmos padrões identitários do lugar onde vivem, escamoteando sua origem e, em muitos casos, se envergonhando de suas famílias. Outros, que migraram na infância ou na adolescência, procuram perder o vínculo com suas origens, aderindo à entonação e modo de falar, o sotaque, incorporam as gírias e mudam o que for preciso para se disfarçarem no meio assimilado, sem serem percebidos e identificados. Essa sobreposição de identidade ocorre para que o indivíduo seja aceito e se sinta integrado à nova cultura. Os valores a serem incorporados incluem torcer por times de massa como Flamengo e Corinthians, forjando rivalidades com outros times do Rio ou São Paulo e menosprezando os times do nordeste e de outros estados.</p>
<p>O reconhecimento das identidades, portanto, não é uma tarefa simples e fácil de se perceber. Necessita de uma formulação que observe as variantes culturais que as definem. Ao se inquirir sobre uma autoidentidade, interlocutores titubeiam em responder. Negros de pele mais clara se dizem pardos, pardos se dizem brancos, brancos invocam origem estrangeira, vinculada ao tipo hibridizado europeu. O processo de colonização mental e cultural é tão forte que alheia o brasileiro da sua própria história.</p>
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<p>Escritor. Professor de Literatura no Curso de Letras da UFCG. Doutor em Letras pela UERN e Pós-Doutor em Letras pela UFC. Integra a Academia Cajazeirense de Artes e Letras. Coordena o Círculo de Pesquisa em Literatura, Estudos Decoloniais, Identidade e Mestiçagem &#8211; CPLEDIM, ligado à UFCG/CNPQ e edita a Revista de Estudos Decoloniais. Tem 28 livros publicados entre Poesia, Conto e Ensaio Literário.</p>
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<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
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