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	<title>Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Cultura Nordestina</title>
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		<title>A coragem do tempo e do cuidado: a verdade como resistência psíquica e existencial, por Natália Tavares</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:58:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Natália Tavares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assistimos a um paradoxo marcante do nosso tempo: à medida que as tecnologias avançam a passos largos, prometendo conexões instantâneas e controle sobre o intangível, o processo civilizatório parece tropeçar em uma profunda inversão de valores. Diante de guerras que desumanizam povos inteiros, de narrativas manipuladas e do alheamento social, a busca pela verdade deixa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assistimos a um paradoxo marcante do nosso tempo: à medida que as tecnologias avançam a passos largos, prometendo conexões instantâneas e controle sobre o intangível, o processo civilizatório parece tropeçar em uma profunda inversão de valores. Diante de guerras que desumanizam povos inteiros, de narrativas manipuladas e do alheamento social, a busca pela verdade deixa de ser um mero debate filosófico e passa a ser uma urgência ética, psíquica e existencial.</p>
<p>Como nos alertou a filósofa Hannah Arendt, a perda da capacidade de distinguir o verdadeiro do falso compromete a própria faculdade de pensar por conta própria. Sob a ótica da psicologia, essa alienação não é neutra: ela adoece. Quando o sujeito é bombardeado por falsidades convenientes e pela exigência de consumir ilusões, sua integridade psíquica se fragiliza. A verdade, portanto, surge como um ato terapêutico e político de resgate da autonomia. Ter a coragem de encarar a realidade — por mais dura que seja — é o primeiro passo para restaurar a saúde mental, a lucidez e a capacidade de dar sentido à própria existência.</p>
<p>Nesse cenário, a gerontologia oferece uma lente fundamental ao lembrar que a verdade também habita o tempo, a memória e a longevidade. Em uma sociedade descartável e apressada, que frequentemente tenta apagar o passado para impor verdades instantâneas, defender a verdade é proteger a história viva e a sabedoria acumulada pelas gerações. Olhar para a trajetória humana com a perspectiva do tempo vivido ensina que a dignidade não se negocia e que a dor do outro jamais pode ser tratada com indiferença ou apagamento.</p>
<p>A luta pela verdade, assim, manifesta-se como um ato de profundo amor e coragem. Amor não no sentido ingênuo ou passivo, mas como uma prática concreta de cuidado: o amor que escuta o sofrimento alheio, que acolhe as fragilidades do ser e que se recusa a ser conivente com a violência e com a injustiça. E a coragem como o firme posicionamento de quem não se cala diante do cinismo nem se rende ao adestramento do pensamento.</p>
<p>Sustentar a verdade no campo da saúde, da escuta e da vida comunitária exige romper com o silêncio confortável. Significa reconhecer que a existência humana atravessa uma encruzilhada decisiva, em que a empatia e a ética precisam reassumir o protagonismo. Defender o que é verdadeiro é assegurar que o avanço do tempo não signifique a perda da nossa essência, mas a consolidação de um saber que protege a vida em todas as suas fases e manifestações.</p>
<p>Diante do barulho do mundo e das tentativas de anestesiar a nossa sensibilidade, manter a mente crítica e o coração desperto é o nosso maior gesto de resistência. Que a busca pela verdade continue sendo a bússola capaz de guiar as ciências, as relações e a própria consciência coletiva, honrando a preservação da memória e do afeto humano, e iluminando o caminho para uma sociedade mais justa, consciente e verdadeiramente humanizada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Natália Tavares</strong> é psicóloga clínica e hospitalar, especialista em Gerontologia, com mais de 40 anos de atuação em saúde pública e desenvolvimento humano. Atua no Hospital dos Servidores do Estado (IASSEPE) e atuou por 24 anos no Ministério Público de Pernambuco à frente de programas de Qualidade de Vida. É co-criadora e coordenadora terapêutica do Método Saúde in Verdi, que utiliza a Terapia da Floresta no manejo do estresse e no acolhimento de transições de vida, além de psicóloga voluntária e Conselheira Fiscal na Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A verdade, por Flávia Goldmann</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:48:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Goldmann]]></category>
		<category><![CDATA[A luta pela verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há quem procure a verdade como quem sobe uma montanha. Acredita que, ao alcançar o ponto mais alto, encontrará uma resposta definitiva, uma paisagem capaz de explicar tudo o que viveu. Mas a natureza nunca teve pressa em revelar seus segredos. Ela prefere ensinar em silêncio. Uma floresta não entrega seus mistérios ao primeiro olhar. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem procure a verdade como quem sobe uma montanha. Acredita que, ao alcançar o ponto mais alto, encontrará uma resposta definitiva, uma paisagem capaz de explicar tudo o que viveu. Mas a natureza nunca teve pressa em revelar seus segredos. Ela prefere ensinar em silêncio.</p>
<p>Uma floresta não entrega seus mistérios ao primeiro olhar. Existe um idioma próprio nas folhas que caem sem resistência, nos galhos que se curvam ao vento sem se partir, na água que contorna a pedra em vez de enfrentá-la.</p>
<p>Tudo parece dizer que a verdade não grita. Ela apenas permanece. Talvez por isso seja tão difícil reconhecê-la. Vivemos cercados por narrativas cuidadosamente cultivadas.</p>
<p>Algumas foram herdadas, outras aprendidas, muitas foram inventadas para tornar suportável aquilo que doía demais para ser visto. Como jardins impecáveis que escondem raízes adoecidas, há histórias que florescem apenas porque ninguém ousa cavar a terra. E, ainda assim, algo sempre escapa.</p>
<p>Um olhar que demora um segundo além do esperado. Um silêncio que pesa mais do que qualquer palavra. Um corpo que adoece tentando sustentar uma versão de si mesmo.</p>
<p>A verdade costuma encontrar pequenas frestas para respirar. Ela sopra como o vento antes da tempestade. Quase ninguém a vê chegando, mas todos percebem quando ela se aproxima. Há uma antiga sabedoria que diz que tudo no universo vibra em frequência. Talvez seja por isso que a mentira exija tanto esforço. Ela precisa ser alimentada todos os dias, protegida, repetida, justificada. O que parecia vantajoso ao mentiroso se torna um tormento. Um fardo em contagem progressiva. Tic-tac. Aquela que tarda, mas não falha, cada vez mais perto. A verdade, ao contrário, possui a estranha serenidade das montanhas. Não precisa convencer ninguém de que existe. Ela simplesmente é. O curioso é que nem sempre estamos preparados para encontrá-la. Às vezes preferimos a névoa, porque enxergar exige despedidas. Seria o que chamam de negação na Psicologia. Há verdades que encerram amores, desfazem crenças, mudam caminhos inteiros. Outras obrigam a admitir que passamos anos defendendo uma versão confortável da realidade. Não é fácil abandonar uma ilusão quando foi dentro dela que construímos nossa casa. Mas a natureza conhece o valor dos ciclos. Nenhuma árvore lamenta a queda das folhas. Nenhum rio insiste em voltar à nascente. O casulo jamais seria uma prisão se a borboleta acreditasse que aquele era seu destino definitivo. Talvez seja esse o convite mais delicado da verdade: ela nunca chega para destruir, embora frequentemente pareça fazê-lo. Ela remove o excesso. Afasta o que era decoração e deixa apenas a estrutura essencial. Como a chuva forte que limpa o ar depois de dias de calor sufocante, sua presença pode assustar, mas também devolve clareza. E então compreendemos que a paz nunca nasceu das respostas prontas, mas da coragem de permanecer diante das perguntas certas. Talvez a verdade não seja um lugar de chegada, mas um estado de presença. Um espaço onde já não precisamos representar personagens, colecionar máscaras ou sustentar versões que agradam aos outros enquanto silenciam nossa própria essência. Porque, no fim, toda verdade carrega um milagroso talento: ela liberta primeiro por dentro, muito antes de transformar o que está do lado de fora. E talvez seja exatamente por isso que tantos passam a vida fugindo dela. A verdade é paciente. Espera entre as estações, repousa nas raízes invisíveis, acompanha o voo das aves que nunca perguntam para onde o vento as levará. Ela observa sem julgamento, como a lua cheia refletida em um lago calmo, sabendo que basta uma superfície tranquila para revelar aquilo que sempre esteve ali.</p>
<p>E, quando finalmente acreditamos ter encontrado todas as respostas, percebemos que estivemos seguindo pegadas desenhadas na areia por alguém que também estava perdido.</p>
<p>A verdade é que tudo era mentira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Flávia</strong> Bezerra de Menezes <strong>Goldmann</strong> é médica, formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2001.</p>
<p>Construiu sua trajetória profissional entre o Brasil e a Alemanha, com atuação dedicada à saúde da pessoa idosa.</p>
<p>Foi preceptora da primeira residência de Geriatria do Recife, no Real Hospital Português.</p>
<p>É presidente da Associação Brasileira de Alzheimer – Regional Pernambuco (ABRAz PE).</p>
<p>Participa de eventos científicos e congressos no Brasil e na Europa, compartilhando experiências nas áreas de Geriatria, envelhecimento e demências.</p>
<p>Em 2025, apresentou a Terapia da Floresta no Congresso Pernambucano de Geriatria e Gerontologia, destacando a relação entre natureza, saúde e envelhecimento.</p>
<p>Também participou de atividades científicas relacionadas à Prescrição Verde, ampliando a discussão sobre intervenções baseadas na natureza.</p>
<p>Em 2026, apresentou a Prescrição Verde como ferramenta terapêutica para demência inicial em evento científico de Geriatria em Berlim.</p>
<p>Desde 2019, desenvolve projetos de Terapia da Floresta e Prescrição Verde por meio da Saúde INVERDI.</p>
<p>Sua trajetória integra medicina, ciência, envelhecimento saudável, natureza e compromisso com pessoas com demência e seus familiares.</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
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		<title>Para que ter medo da loucura? Viver reprisando mais uma vez, por Tânia Consuelo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:39:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Tânia Consuelo]]></category>
		<category><![CDATA[A luta pela verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algo redundante. Estava cansada da cor estéril do esmalte. O cigarro dourando os dentes, enegrecendo os lábios. Diacho epidêmico. Agosto na vida. E quem escreveu essa obra.”Quem foi que não recriou as histórias da vida?” Melinda sempre a cozer e empanturrar. Comida encomendada pelo diabo. Olhava para o lado e um ramo de arruda para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Algo redundante. Estava cansada da cor estéril do esmalte. O cigarro dourando os dentes, enegrecendo os lábios. Diacho epidêmico. Agosto na vida. E quem escreveu essa obra.”Quem foi que não recriou as histórias da vida?” Melinda sempre a cozer e empanturrar. Comida encomendada pelo diabo. Olhava para o lado e um ramo de arruda para contrabalancear. A pequena que tanto sonhava? A minha querida olhando para onde não tinha gente. Era sempre assim e eu tentava imaginar o que passava. Não era às vezes que colocava os olhos para a parede. E eu parava e vagava meu pensamento a tal ponto que tudo ao redor perdia o foco, passava a me comunicar com o passado. Refazia uma a uma as questões ao me relacionar com o mundo. Muitas pessoas eu lembrava e de repente um gosto de sangue na boca. Fazia muitas costuras com sentimentos de mágoas e ponderava cada rancor. As intrigas iam se desfazendo na minha cabeça. Aquilo que vinha na minha mente, sentimentos que interpunham a qualquer angústia. E meus impulsos que não pretendiam reconhecer certas ousadias. Não adiantava voltar atrás dos que veem a vida por um ângulo tão arbitrário. Que se mentem o tempo todo. A ilusão que está sempre pronta a revidar e tolher-se depois de uma intriga. E pensava o quanto era interessante saltar de um ponto e ver a vida de fora. Qual um satélite para com a Terra. Por esta premissa, o desgosto não mais me abala. A angústia se desfaz. Não sou eu que tive ausências, pois exilar-se é também uma forma de dizer que em algum lugar existe o não-exílio. Para que ter medo da loucura? O reflexo de uma loucura está no profundo da alma. E quando me tenho raso eu simplesmente adoeço. Porque não dá mais para ver certas coisas quando se prefere a superfície para nunca temer o óbvio que é a vida. Então pretendes encarnar sempre do mesmo ponto para sentir somente uma parte do existir. A dor é o revés da tolice.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Tânia Consuelo</strong>. Formada em Letras pela FAFIRE.</p>
<p>Participou de várias oficinas de escrita ministradas pelo SESC-Recife.</p>
<p>Entre estas a oficina de Marina Colasanti, Marcelino Freire.</p>
<p>Participou também do estudo sobre a obra de Clarice Lispector ministrada por Fátima Quintas na Cultura Nordestina Letras e Artes, no Recife-PE.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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<blockquote><p>&nbsp;</p></blockquote>
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		<title>Sobre três virtudes, por Fernando Tavares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:20:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[A luta pela verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A verdade o amor e a coragem são virtudes magnas e gêmeas caminhando por caminhos iguais. &#160; Seguem os mesmos ideais vestem as mesmas roupagens não são vidros são cristais. &#160; A verdade o amor e a coragem são o chão e a pedra primeira que se ergue até a cumeeira da plena construção humana. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A verdade o amor e a coragem</p>
<p>são virtudes magnas e gêmeas</p>
<p>caminhando por caminhos iguais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguem os mesmos ideais</p>
<p>vestem as mesmas roupagens</p>
<p>não são vidros são cristais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A verdade o amor e a coragem</p>
<p>são o chão e a pedra primeira</p>
<p>que se ergue até a cumeeira</p>
<p>da plena construção humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lá onde a razão torna-se ampla</p>
<p>retira dos olhos os antolhos</p>
<p>alcança visão soberana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>José <strong>FERNANDO</strong> de Albuquerque <strong>TAVARES</strong> é médico psiquiatra, psicólogo clínico, farmacêutico-bioquímico, escritor e poeta. Já publicou quatro livros de poemas: “ Metamorfoses do Tempo “ (Ed. Tarcísio Pereira – 2014); “Chamas e Cinzas“ (Ed. Nova Presença – 2018); “Paixões Expostas“ (Ed. Nova Presença – 2021) e “Todos Os Tons de Azuis“ (Ed. Nova Presença – 2023).</p>
<p>É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores / Seccional-PE (SOBRAMES-PE); da Academia de Artes e Letras de Pernambuco (AALP) e da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda (AALCO).</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para participar da nossa Coletânea, <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/">clique aqui, leia o edital</a> e <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/#inscricoes">inscreva-se</a> <span class="">até </span><span class="">15 de setembro de 2026</span>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Veja, o mundo! por Rivaldo Chagas Mafra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:28:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Rivaldo Chagas Mafra]]></category>
		<category><![CDATA[A luta pela verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Diz a lenda que se você parar de olhar pro celular e erguer os olhos, vai ver árvores, pessoas, céu, pássaros&#8230;&#8230;..”&#160;(Internet. A Rádio Rock, 28/3/2015. #vivarock) No mundo contemporâneo, o virtual tem tentado se impor como Verdade. Há todo um instrumental e estratégias voltados em atrair as pessoas para outras realidades.&#160; Entre os mais diversos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“</em></strong><em>Diz a lenda que se você parar de olhar pro celular e erguer os olhos, vai ver árvores, pessoas, céu, pássaros&#8230;&#8230;..”&nbsp;</em>(Internet. A Rádio Rock, 28/3/2015. #vivarock)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">No mundo contemporâneo, o virtual tem tentado se impor como Verdade. Há todo um instrumental e estratégias voltados em atrair as pessoas para outras realidades.&nbsp; Entre os mais diversos tipos de equipamentos, reina o smartphone. Tornado espécie de prótese eletrônica, é reconhecidamente eficiente como meio de comunicação social e acesso à informação. Entretanto, esses aparelhos capturam, os bens mais preciosos do ser humano:<strong> a atenção </strong>e o <strong>tempo.</strong>&nbsp; Isto é, inibem, estrategicamente, a contemplação e a imaginação como fontes de construção da realidade própria de cada pessoa. A foto da Figura 01 ilustra bem o poder de tais aparelhos. Na imagem, duas pessoas estão sentadas em um banco de costas para a praia e o mar. Suas atenções voltam-se inteiramente para os celulares. O ambiente natural e a pessoa que passa correndo não atraem a atenção. Eles estão ausentes de tudo, deixaram de <strong>ver o mundo</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="553" height="691" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-1.jpg" alt="" class="wp-image-23184" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-1.jpg 553w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-1-240x300.jpg 240w" sizes="(max-width: 553px) 100vw, 553px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1. Olinda/PE. 2025.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos, portanto, diante de enorme desafio. O que é a Verdade num mundo digital povoado de redes sociais, de informações falsas e presença da Inteligência Artificial? Escritores, líderes espirituais e legislações estatais têm, porém, acionado o alarme. O filósofo sul-coreano Byung – Chul Han, autor do livro PSICOPOLÍTICA: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder, diz que o smartphone tornou-se um objeto de devoção. Para Niall Ferguson e John – Clarkl Levi, no artigo A MORTE DA HISTÓRIA, publicado no “The Free Press” em 16/7/2026, as ferramentas que outrora expuseram e desmascaram a negação do Holocausto tornaram-se impotentes contra a Inteligência Artificial e os algoritmos. &nbsp;&nbsp;O escritor Yuval Noah Harari, afirma em seu livro NEXUS: uma breve história das redes de informação, da Idade da Pedra à Inteligência artificial, que “Informação não é verdade”. A própria Igreja Católica, com a recente Encíclica MAGNIFICA HUMANITAS do PAPA LEÃO XIV, fez veemente convite para a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial. Alguns países também entraram na luta com legislações proibitivas do uso do celular por crianças e jovens. Além do mais, filósofos, poetas, médicos, psicólogos e artistas já participam desse grande movimento de resistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fotografia, por sua vez, tem obrigação de participar desse bom combate. A câmera fotográfica integrada ao celular revolucionou o mundo das imagens. Popularizando a atividade, a câmera do aparelho permite que diariamente bilhões de pessoas tirem, compartilhando nas redes sociais, fotos de diversos temas. Tais imagens fotográficas, entretanto, podem ser entendidas como traços de um mundo real. Não há nenhuma novidade. O escritor Roland Barthes em A CÂMARA CLARA: nota sobre a fotografia, publicada pela 1980, deixava explicito que “não há foto sem alguma coisa ou alguém”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença da câmera fotográfica, portanto, possibilitou o uso do celular como meio de observação e registro de coisas verdadeiras da vida e do mundo. &nbsp;As imagens do banhista &nbsp;&nbsp;fotografando uma garça com celular são bastantes ilustrativas (Figura 02 e Figura 03). Seus gestos revelam o acompanhamento do movimento da ave pela tela do aparelho. &nbsp;O celular, perdendo parte do poder de reter a atenção e tempo, foi utilizado para a observação e registro de coisas reais.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="760" height="1024" data-id="23186" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-760x1024.jpg" alt="" class="wp-image-23186" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-760x1024.jpg 760w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-223x300.jpg 223w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-768x1035.jpg 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-1140x1536.jpg 1140w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-1520x2048.jpg 1520w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-600x808.jpg 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-3-scaled.jpg 1900w" sizes="(max-width: 760px) 100vw, 760px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 2. Olinda/PE. 2025.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" data-id="23185" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-23185" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-768x1024.jpg 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-225x300.jpg 225w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-1152x1536.jpg 1152w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-1536x2048.jpg 1536w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-600x800.jpg 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Figura-2-scaled.jpg 1919w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 3. Olinda/PE. 2025.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, as gerações contemporâneas estão diante do maior desafio da humanidade. Isto é, a ameaça das inovações tecnológicas de informação sobre o <strong>desenvolvimento integral do ser humano e a conservação de nossa Casa Comum. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">RIVALDO CHAGAS MAFRA. Olinda/Pernambuco, 1933. Engenheiro Agrônomo pela UFRPE. Professor aposentado da UFRPE, pesquisador aposentado do IPA e membro da Academia Pernambucana de Ciências Agronômicas. Associado da LETRART (2016). O amor pela Fotografia faz parte de sua vida. Nos registros das atividades profissionais e iniciação à Arte Fotográfica na aposentadoria. Frequentou cursos de curta duração e Saídas Fotográficas do Pernambuco Foto Clube. Participa dos eventos atuais do Pequeno Encontro da Fotografia. Em 2017, iniciou trabalho voluntário, lecionando Cursos de Fotografia com celular para pessoas idosas do NAISCI/HUOC/UPE. Ministrou Palestras e Oficinas sobre Fotografia Artística. Publicou o fotolivro ASSIM VI (2022) e o fotozine OLHAR DE QUARENTENA: registro celular em Chã Grande (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para participar da nossa Coletânea, <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/">clique aqui, leia o edital</a> e <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/#inscricoes">inscreva-se</a> <span class="">até&nbsp;</span><span class="">15 de setembro de 2026</span>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em></p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/veja-o-mundo-por-rivaldo-chagas-mafra/">Veja, o mundo! por Rivaldo Chagas Mafra</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A verdade é libertadora, por Colly Holanda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:04:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Colly Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[A luta pela verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegando perto de parafrasear o ditado popular: “Quem fala a verdade não merece castigo”, eu diria convictamente: &#8211; Quem fala a verdade não precisa preocupar-se em ser perdoado. A verdade é ponto. Não existe “quase verdade” ou “quase honestidade”. Nela não há meio termo: ou é verdade ou é mentira. Existe, sim, uma liberdade infinita [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegando perto de parafrasear o ditado popular: “Quem fala a verdade não merece castigo”, eu diria convictamente: &#8211; Quem fala a verdade não precisa preocupar-se em ser perdoado.</p>
<p>A verdade é ponto. Não existe “quase verdade” ou “quase honestidade”. Nela não há meio termo: ou é verdade ou é mentira.</p>
<p>Existe, sim, uma liberdade infinita em ser alguém que não mente. E não é por causa daquele ditado antigo de que &#8220;a mentira tem pernas curtas&#8221;. Hoje, a mentira possui asas. Ela corre o mundo numa velocidade virtual, multiplica-se em grupos, torna-se manchete, opinião, silêncio conveniente. Mas, quem mente vive preso na rede da própria mentira. Tem que decorar o que disse, sustentar o que inventou, vigiar para não escorregar. É uma prisão sem grades onde o carcereiro habita.</p>
<p>A verdade é libertadora. A princípio, pode doer, isolar, custar amizades, cargos, aplausos. Depois, limpa o interior. Nos textos sagrados está escrito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.</p>
<p>Ser livre de mentiras não me garante que não serei vítima dela. O mundo está cheio de gente que prefere o atalho, o jeitinho, a versão que convém. Mas me garante uma coisa: eu não vou usar a mentira para me beneficiar.</p>
<p>A verdade é caminho. Foi por ela que passaram grandes nomes da humanidade. Gente que pagou com a própria vida, com o exílio, com o esquecimento. Porém não negou o que sabia.</p>
<p>Cientistas, escritores, mulheres que disseram o nome dos filhos, povos que anunciaram o nome da dor. Todos escolheram a verdade, mesmo quando ela custava tudo.</p>
<p>A ausência da verdade torna o viver um lugar inóspito. Quando a palavra não vale, a casa vira teatro, a amizade; negócio; o amor, contrato. Sem verdade, o chão desaparece.</p>
<p>É difícil percorrer o caminho da verdade, pois exige coragem para afirmar: eu errei; humildade para dizer: eu não sei; firmeza para falar: isso está errado, mesmo estando sozinha. Mas é libertador porque, à noite, quando tudo cala, a consciência deita e dorme.</p>
<p>Usar a mentira como escudo é se fazer menor do que a própria mentira. É encolher a alma para caber numa história que não é sua. Não quero isso para mim! Quero ser grande e inteira, que o que eu digo se aproxime, o máximo possível, do que eu sou.</p>
<p>Que meus livros combinem com meus passos, que minha assinatura valha nas páginas e na vida real. Se não for para ser de verdade, é melhor não sê-lo. Melhor o silêncio honesto do que o discurso ensaiado, a ausência do que a presença fingida. Melhor lutar, mesmo sangrando, do que viver em paz comprada com mentira. A verdade não pede licença. Ela apenas é. E quem caminha com ela descobre que a maior vitória não é convencer o mundo, não é se perder de si mesmo no meio do caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><strong>Colly Holanda</strong> é natalense, mas se considera pernambucana de coração. Geógrafa, escritora, poetisa, contadora de histórias e promotora cultural. Publicou 16 livros solo; sendo 13 infantojuvenis dos quais, 7 adotados nas escolas Brasil a fora. Tem participação em mais de 30 antologias, sendo 10 internacionais. É associada a ALAMP &#8211; Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares; ALEAMP &#8211; Academia de Letras e Artes de Mulheres Potiguares; UBE/RN-União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte; ARL- Academia Recifense de Letras; AALCO &#8211; Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda; PCN – Ponto de Cultura Nordestina Letras &amp; Artes; ACILBRAS &#8211; Academia de Ciências e Letras do Brasil; Cultive/Genebra.  Ama escrever para crianças e adultos com coração infantil.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para participar da nossa Coletânea, <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/">clique aqui, leia o edital</a> e <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/#inscricoes">inscreva-se</a> <span class="">até </span><span class="">15 de setembro de 2026</span>.</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Apresentação coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem &#8211; Salete Rêgo Barros</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/apresentacao-coletanea-a-luta-pela-verdade-um-ato-de-amor-e-coragem-salete-rego-barros/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=apresentacao-coletanea-a-luta-pela-verdade-um-ato-de-amor-e-coragem-salete-rego-barros</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suporte Recify]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:17:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo quarto ano consecutivo, a Novoestilo Edições do Autor dá publicidade, em prosa e verso, ao pensamento crítico de autoras e autores reunidos em coletâneas cujos temas trazem ao debate questionamentos que se impõem como indispensáveis à compreensão da natureza moral do comportamento humano no século XXI. Temas: 2003: Fome de quê?; 2004: Gaia: a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Pelo quarto ano consecutivo, a Novoestilo Edições do Autor dá publicidade, em prosa e verso, ao pensamento crítico de autoras e autores reunidos em coletâneas cujos temas trazem ao debate questionamentos que se impõem como indispensáveis à compreensão da natureza moral do comportamento humano no século XXI.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Temas:</span></p>
<ul>
<li class="ds-markdown-paragraph"><span class="">2003: Fome de quê?;</span></li>
<li class="ds-markdown-paragraph"><span class="">2004: Gaia: a deusa-mãe;</span></li>
<li class="ds-markdown-paragraph"><span class="">2005: Consciência: para que te quero?;</span></li>
<li class="ds-markdown-paragraph"><span class="">2006: A luta pela verdade: um ato de amor e coragem.</span></li>
</ul>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Pela primeira vez na história da humanidade, está ocorrendo um retrocesso no processo civilizatório, que anda na contramão dos avanços tecnológicos. Em tempos de redes sociais, os véus da miséria moral são rasgados mostrando os disfarces da mentira, assim como do ressentimento e do ódio, afetos que passam a ser banalizados, mas que também deixam o caminho livre para o confronto pacífico e esclarecedor.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">No século passado, surgiu um movimento contra o preconceito racial na África do Sul e, posteriormente, de resistência civil pela independência da Índia do jugo britânico, liderado por Mahatma Gandhi (1869 &#8211; 1948), advogado e líder espiritual indiano. A junção de duas palavras sânscritas – Satya (verdade) e Agraha (firmeza) deu origem ao termo Satyagraha, significando &#8220;A força da verdade&#8221;, que se tornou o lema do movimento que pregava a filosofia da resistência civil e da não-violência, inspiradora de outros movimentos de libertação com repercussão mundial.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">O movimento pacífico produziu resultados históricos, como a independência da Índia, em 1947, com a mobilização de pessoas que antes se sentiam impotentes diante de governos autoritários. A motivação vinha da ideia de que violência gera mais violência, e que mudanças duradouras não podem vir da força, mas sim do despertar da consciência opressora.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A persuasão pela razão e pelo sofrimento simbólico (greve de fome); a retirada de apoio ao sistema injusto, assim como a aceitação da punição legal diante da infração de leis injustas, além da construção de alternativas positivas promotoras da autossuficiência e disseminação da Educação, eram ações afirmativas da resistência civil através da não-violência, utilizada por Gandhi. No entanto, forças políticas que insistiam em manter o povo subjugado, calaram a grande liderança, causando uma comoção popular sem precedentes na história da Índia. Mahatma Gandhi foi assassinado com três tiros no peito em 1948, em Nova Deli, enquanto caminhava acompanhado por seguidores, voltando de uma reunião de oração. O atirador era um nacionalista hindu radical, membro do partido de direita Mahasabaha. Godse foi preso, julgado e condenado à morte por enforcamento. Nos últimos anos, o matador de Gandhi tem sido louvado como patriota por grupos direitistas hindus, e celebrado abertamente por grupos extremistas de direita em várias partes do mundo.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">O crescimento da extrema-direita está vinculado ao crescimento econômico escalar, tido como o modelo ideal a ser implantado em várias partes do mundo. Mas para que isso aconteça, é preciso que a escalada de destruição dos recursos naturais prossiga, apesar dos constantes alertas de sua iminente exaustão. E para que essa escalada prospere, é necessário que o sistema de desinformação seja cada vez mais eficaz; que a ciência seja negada por formadores de opinião; que o Estado seja mínimo, e que o pensamento crítico seja sequestrado, torturado e, finalmente, morto. A violência não precisa mais de armas, mas de crença na retórica do ódio, plantada e reproduzida na velocidade da luz, cujo resultado dificilmente poderá ser contestado em tempo hábil.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A manutenção do funcionamento da engrenagem capitalista prescinde do pensamento crítico; ela necessita, sim, de cabeças ocas, simples replicadoras de desejos nunca satisfeitos. Para alguém ser parte integrante do sistema e gozar de seus privilégios, é preciso agir crendo que os recursos naturais indispensáveis à produção da riqueza são infinitos, e pensando como se não houvesse amanhã; é preciso que os que produzem a riqueza sejam induzidos a endeusar e aceitar os donos dos meios de produção como herdeiros naturais da maior fatia da riqueza produzida. A conivência do explorado com o sistema explorador é fundamental para a continuidade do processo destruidor dos recursos naturais.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">No universo digital tudo pode ser resolvido na ponta dos dedos. Agindo freneticamente diante de opções prontas e infinitas, a frequência natural do cérebro analógico sucumbe ao comportamento esquizofrênico digital. Compras, serviços e atendimentos de qualquer natureza; composições artísticas, de textos simples ou acadêmicos, nada disso mais carece de criatividade e trabalho humano, mas sim da escolha do &#8220;usuário&#8221; entre inúmeras opções oferecidas pelo &#8220;servidor&#8221; – opções prontas, dirigidas com objetivos moldados pela inteligência humana, indutora da manutenção do sistema predador da Natureza, que está levando seres que sabem o que fazem à exaustão dos recursos naturais, ao adoecimento, à precarização da criatividade, do trabalho e da vida, rumo à autodestruição.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Existe ambivalência no ambiente digital, e cada vez mais suas ferramentas são utilizadas com finalidades que podem ser antidemocráticas, mas também podem e devem ser instrumentalizadas a favor do pensamento crítico e de sua aplicação prática na tecnologia, na ciência, na educação, na saúde, nas artes e demais áreas do conhecimento, inclusive, no monitoramento em tempo real dos danos intencionalmente causados à Natureza. Um dos usos benéficos da tecnologia da informação são os alertas do sistema de monitoramento climático, que podem evitar mortes causadas por desastres naturais, cada vez mais frequentes e intensos, resultantes da interferência desastrosa do ser humano na Natureza.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A verdade é a Natureza e a Natureza é a verdade; a realidade é o relacionamento perene entre os seres e a Natureza. Apesar de dotados de criatividade e inteligência, os humanos tornaram-se seres oportunistas e, por isso, arcarão com as consequências de suas escolhas. O seu afastamento da Natureza implica no descaso com a grande mãe e, consequentemente, no desprezo pela verdade, no apego aos bens materiais e aos delírios de poder. No meio urbano, as células humanas sofrem o desgaste provocado pelo seu distanciamento do habitat natural; reagem tentando se defender e acabam exaurindo as suas reservas estratégicas. O adoecimento do corpo e da mente acontece e é real.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Lutar pela verdade é um ato de amor e coragem – amor pela vida e coragem para enfrentar a complexidade do mundo contemporâneo, desafiando as narrativas hegemônicas que tentam nos fazer crer que não há alternativa ao modelo atual de desenvolvimento. É com esse espírito que convidamos autoras e autores a compor este quarto volume, dando voz àquilo que resiste à desinformação e ao esquecimento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong><br />
Para participar da nossa Coletânea, <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/">clique aqui e leia o edital</a> e <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/#inscricoes">inscreva-se</a> <span class="">até </span><span class="">15 de setembro de 2026</span>.</strong></p>
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		<item>
		<title>Edital coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suporte Recify]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tema: A LUTA PELA VERDADE: UM ATO DE AMOR E CORAGEM Gêneros: prosa e verso Org. Salete Rêgo Barros &#124; Realização: Novoestilo Edições do Autor Ilustração da capa: Leniée Campos Maia É com o propósito de estabelecer um diálogo sobre a inversão de valores que atrasa o processo civilizatório da humanidade, ao mesmo tempo em que o processo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="23146" class="elementor elementor-23146" data-elementor-post-type="post">
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									<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Tema:</span></strong><span class=""> A LUTA PELA VERDADE: UM ATO DE AMOR E CORAGEM<br /></span><strong><span class="">Gêneros:</span></strong><span class=""> prosa e verso<br /></span><strong><span class="">Org.</span></strong><span class=""> Salete Rêgo Barros | </span><strong><span class="">Realização:</span></strong><span class=""> Novoestilo Edições do Autor<br /><strong>Ilustração da capa:</strong> Leniée Campos Maia<br /></span></p><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">É com o propósito de estabelecer um diálogo sobre a inversão de valores que atrasa o processo civilizatório da humanidade, ao mesmo tempo em que o processo tecnológico avança a passos largos, que a Novoestilo Edições do Autor lança o edital do quarto volume da série de coletâneas, iniciada em 2023.</span></p><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">1º vol. &#8211; Fome de quê? (2023);</span><br /><span class="">2º vol. &#8211; Gaia: a deusa-mãe (2024);</span><br /><span class="">3º vol. &#8211; Consciência: para que te quero? (2025);</span><br /><span class="">4º vol. &#8211; A luta pela verdade: um ato de amor e coragem (2026).</span></p>								</div>
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				“Quando já não distingues o verdadeiro do falso, deixas também de distinguir o bem do mal. E nesse ponto tornas-te controlável. Não porque foste convencido, mas porque paraste de pensar por conta própria”.			</p>
							<div class="e-q-footer">
											<cite class="elementor-blockquote__author">Hannah Arendt</cite>
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									<h3>Como participar do 4º volume:</h3><ul><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Poderão participar maiores de 18 anos, brasileiros, escritores e poetas veteranos ou em formação;</span></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">O</span><span class="">s trabalhos deverão ser entregues revisados em até duas laudas (formato A4), incluindo uma minibiografia, digitadas em fonte Arial 12, entrelinhas simples;</span></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Preencher formulário de inscrição ou enviar material para o e-mail </span><strong><span class="">culturanordestinaletras@gmail.com</span></strong><span class=""> até </span><strong><span class="">15 de setembro de 2026</span></strong><span class="">;</span></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">O lançamento está previsto para dezembro/26 em local a ser divulgado posteriormente;</span></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Valor da adesão: R$</span><span class="katex"><span class="katex-mathml">350,00 ou em 2x de </span><span class="katex-html" aria-hidden="true"><span class="base"><span class="mord mathnormal">R$</span></span></span></span><span class="">200,00; PIX: </span><strong><span class="">12369995000141</span></strong><span class="">; comprovante: </span><a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5581981137126" target="_blank" rel="noopener"><strong><span class="">81 981137126</span></strong><span class="">;</span></a></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Cota em livros: 6 (seis) exemplares. Para associado(a)s LETRART adimplentes: 10 (dez) exemplares;</span></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Os trabalhos serão publicados no blog da editora à medida em que forem sendo entregues, para que sejam lidos e comentados pelo público. Os três trabalhos mais comentados serão premiados com cotas extras de livros (10, 5 e 3 exemplares, respectivamente);</span></p></li><li><p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Maiores informações: Whatsapp: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5581981137126" target="_blank" rel="noopener"><strong>(81) 98113-7126</strong></a></span><strong><span class="">.</span></strong></p></li></ul>								</div>
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									<p><strong><span class="">Após preencher todos os dados, o autor deverá confirmar sua participação enviando o comprovante de pagamento para o WhatsApp <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5581981137126" target="_blank" rel="noopener">(81) 98113-7126</a>. </span></strong></p>								</div>
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		<title>Francisca: consciência e sociedade, por Luiza Saraiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 18:40:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma grande confusão se fazia no espírito de Francisca, ao pensar no que foi ontem e no que poderia ser, em vez de como será? Consolar-se na qualidade de pobre mulher que mora na Rua da Glória no Rio de Janeiro, com 80 anos vivido na excelência de boa conduta e descobrindo-se no tempo caminhante [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma grande confusão se fazia no espírito de Francisca, ao pensar no que foi ontem e no que poderia ser, em vez de como será? Consolar-se na qualidade de pobre mulher que mora na Rua da Glória no Rio de Janeiro, com 80 anos vivido na excelência de boa conduta e descobrindo-se no tempo caminhante de uma solidão, recusava-se a assistir a evolução daquela paisagem de conflitos, de violência e de desrespeito em que se valia aquela sociedade ao seu redor.</p>
<p>O tempo lhe fez menos forte, mais frágil, porém, mais experiente que os jovens que não cultuavam nas interconexões do presente com o passado, mas na busca de eventos da moda que absorvida pelas estações cronológicas da sociedade se esconderia por trás dos pseudônimos alheios à humanidade. Desesperança, não, não, a solidão e a incerteza sim, deformavam os sonhos que se perduravam na força que lhe franzia a testa e murchava-lhe o corpo com a cera dos anos, diante do cenário social alarmante a vontade era de estender o seu grito de horror, sacudir o ódio, aniquilar o anarquismo social,  nivelar-se heroína de um romance humano, histórico e autêntico, transformar aquela triste realidade em uma fantasia percebível, sem apagar as luzes da perspectiva de que com a espada de um recomeço ainda se poderia reconstruir uma trincheira destruída. Um ano após outro, décadas após outras, nada mudava, mortanças, crimes, injustiças, “marinheiros de primeira viagem” perdendo-se, bebendo no cântaro da violência coberta pelo tule do vício e da miséria, os ruídos da paz já não se ouviam mais naquela “Guanabara,” o sino da igrejinha defronte da praça por onde passavam os viajantes do século XIX, e porque não lembrar: Lima Barreto, Machado de Assis e outros tantos importantes de várias regiões do Brasil, apaixonados pelo Rio de Janeiro, pelas praças igrejas, arte e cultura, praça esta, que decoradas pelos traços da violência, quase vazia já não encantava mais os transeuntes, fora lugar de memórias, onde se descobriam vidas e se resgatavam histórias&#8230; O tempo e Francisca, movimentos e conexões do pensamento, fragmentos de ideias,  fantasia e realidade, a luz e as trevas, Francisca, mulher de olhar distante, compulsiva pela vontade de descobrir-se no combate a resistência maléfica de uma sociedade despojada de distrações dolosas, onde cada um suportaria ser um braço, um convite a solicitude necessária, o que o seu silêncio da educação por si só não poderia argumentar tamanha reflexão, mas um enfrentamento coletivo, político e social com responsabilidade chegaria além do individualismo, do medo, pois enfatizar a importância da não aceitação de uma consciência solitária poderia ser a montagem das duas faces no seu pensar: a vida, e a morte mais viva, batalha e esperança uma inevitável força que propõe esperança de instantes de graça nas páginas que se seguem&#8230; “Consciência para que te quero?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Maria Luiza S. Saraiva de Morais</strong>, natural de Surubim Pernambuco, professora graduada em Pedagogia/UNIFAFIRE, com Especialização em Supervisão e em Administração Escolar/UNIFAFIRE (1997), Pós-graduação “Lato-Senso” &#8211; Especialização em Metodologia das Práticas Pedagógicas/UFPE (2001). Gestora da Educação Pública de Recife/PE, (1998/2010). Técnica Pedagógica do Programa Manoel Bandeira de Formação de Leitores/PMBFL – Rede Municipal de Ensino de Recife/PE. (2010/2016) Professora Titular da Educação Municipal de Camaragibe/PE. Autora do projeto: Como Incentivar a Leitura e a Escrita Através da Poesia, e do artigo científico: A CIÊNCIA DA POESIA EM SALA DE AULA, Bacharelanda em Direito – FAMAM. Foi Vice-presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (coordenadoria/PE/2019/2021). Acadêmica Imortal Correspondente, Cadeira No. 09 da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes -FEBLACA, Niterói/RJ. Membra da Academia de Letras, Artes e Ofícios dos Municípios de Pernambuco – ALAOMPE. Membra Sócia do Instituto de Patrimônio Histórico, Arquitetônico e Geográfico de Gravatá/IHAG, Gravatá/PE. Membra da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciências – AVLAC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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		<title>Rótulos, Refugiados e Trapaça, por Célia Martins</title>
		<link>https://culturanordestina.com.br/blog/rotulos-refugiados-e-trapaca-por-celia-martins/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rotulos-refugiados-e-trapaca-por-celia-martins</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 15:10:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Célia Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>RÓTULOS Retire os rótulos que cegam tua vista Ouça o barulho da da natureza Nada é igual ao redor do mundo É essa a beleza que se deve por em mesa Se meu jeito te incomoda Sinto em dizer Mas nem tudo é sobre você Pare de achar que você é a régua do mundo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RÓTULOS</strong></p>
<p>Retire os rótulos que cegam tua vista<br />
Ouça o barulho da da natureza<br />
Nada é igual ao redor do mundo<br />
É essa a beleza que se deve por em mesa<br />
Se meu jeito te incomoda<br />
Sinto em dizer<br />
Mas nem tudo é sobre você<br />
Pare de achar que você é a régua do mundo<br />
O seu jeito de ser só serve pra você<br />
E se ainda assim,alguém concorda contigo<br />
Há quem goste do amarelo<br />
E nem por isso é teu inimigo<br />
Se você gosta de estar na caixa,<br />
pena,tem quem já saiu,<br />
tem quem lute todos os dias<br />
e tem que NUNCA ENTROU<br />
EU SOU LIBERTÁRIA<br />
ENQUANTO O TEU PÁSSARO CHORA NA GAIOLA<br />
O MEU VOA E CANTA NO QUINTAL SEM TEMOR<br />
Enquanto tu perdes tempo olhando a vida alheia<br />
O teu tempo de viver escapa<br />
vives com temor<br />
Mas eu &#8230;<br />
EU SOU O AMOR.</p>
<p>Enquanto olhas pro meu gramado<br />
Eu voo por além do teu olhado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REFUGIADOS</strong></p>
<p>A vida restante era tudo o que trazia nas mãos<br />
Depois daquele instante, daquela explosão<br />
As roupas estendidas no varal<br />
Os sapatos largados no caminho pelo chão<br />
O tempo lhes estendia um sinal<br />
Caminhar era agora aprovação<br />
Fugir daquele estado de vida final<br />
Perdera TUDO<br />
sobrara restos e mais restos, sombras e arsenal.<br />
Corpos andantes<br />
Pés itinerantes<br />
Homens e Mulheres errantes<br />
Que estrada seguir afinal?<br />
Corpos pretos, indígenas, Palestinos, pobres ricos<br />
Escravizados ou mortos por estilhaços, sendo mulheres,velhos, meninas, meninos<br />
cruzando de céu a céu<br />
Sentença de morte numa luta que não pariu<br />
Ver seus filhos esticados no mar de abril<br />
os barcos lotados de suicidas<br />
Na esperança Van de outra vida<br />
Por além do mar bravil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>TRAPAÇA</strong></p>
<p>Você quase diz bondade<br />
Trapaceia<br />
Escuta e passa<br />
Fala pelas costas<br />
Engana e reza<br />
Atira pro infinito<br />
Infinitas moedas<br />
Vale quanto pesa<br />
Pousa de amiga<br />
Falsidade e o que preza<br />
Quer sua casa sua vida<br />
Seu cartão Visa<br />
E por isso mente engana<br />
Vigia rouba e mata<br />
Fala contra o FASCISMO<br />
MAS VIVE DE FASCISTAS CONTAS<br />
É suja podre maldita<br />
Porque amigo não dá com a mão<br />
Estendendo a outra<br />
Mas fica um aviso:<br />
&#8211; quem hoje te encanta<br />
Com o ferro será ferido.<br />
A bandeira que te levanta<br />
Também é inimigo<br />
No teu pão não tem trigo.<br />
É suja a água que te banha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Célia Martins </strong>é pernambucana, nasceu no Recife, mas reside em Olinda. Formada em Letras Português/Francês e Literatura Brasileira, pela UFPE. Desde muito cedo pinta/desenha e escreve; cantou em coral, fez parte de diversos grupos de teatro e dança da cidade do Recife, Olinda e São Paulo, onde também morou. É poeta revelada na maturidade, então menina passou a soltar seus versos em forma de pássaros. Dirige o equipamento cultural <em>A Casa do Sol</em>, em Olinda. Pesquisa sobre línguas indígenas há 26 anos; trabalha na busca do debate sobre o lugar das mulheres, pretos e indígenas na sociedade da branquitude; é professora na Rede pública de ensino da cidade do Recife. Publicou / participou de 6 antologias: Fome de quê? e Gaia: a Deusa Mãe (organizadas pela curadora Salete do Rêgo Barros); E-duka 2 e 3, sob a curadoria do Poeta José Abbade; Nordestene-se e Brasis, sob a curadoria de Aldonez Pereira. Publicou vários poemas na Revista LAUDELINAS, da EDITORA MIRADA, sob a curadoria de Taciana Oliveira. Publicou em setembro, dia 12, às 18h, o livro de poemas ARA-Y RAÍZES DA TERRA, na GALERIA RAIZ, rua da Moeda, 71, no Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/">https://www.culturanordestina.com.br/coletanea/consciencia/</a></p>
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