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	<title>Arquivos Programas literários &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Programas literários &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<item>
		<title>Apresentação, por José Luiz Mélo, da obra de Maria de Lourdes Hortas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2019 14:10:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[destaque literário]]></category>
		<category><![CDATA[Edições Pirata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DO AUTOR CULTURA NORDESTINA LETRAS &#038; ARTES &#8211; Quando recebi de nossa Maria de Lourdes Hortas, nossa Lourdinha, o convite para fazer a apresentação de sua obra por ocasião da noite do Destaque Literário do mês de julho da Cultura Nordestina, senti-me em seu lugar, no lugar do homenageado, pelo enorme destaque [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/apresentacao-por-jose-luiz-melo-da-obra-de-maria-de-lourdes-hortas/">Apresentação, por José Luiz Mélo, da obra de Maria de Lourdes Hortas</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DO AUTOR<br />
CULTURA NORDESTINA LETRAS &#038; ARTES</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-2-186x300.png" alt="Aromas da Infância" width="186" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1461" /><img decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-3-215x300.png" alt="Fio de Lã" width="215" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1462" /><img decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-4-149x300.png" alt="Giestas" width="149" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1463" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-5-204x300.png" alt="A cor da onda por dentro" width="204" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1464" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-6-212x300.png" alt="Flauta e Gesto" width="212" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1465" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-7-206x300.png" alt="Relógio D&#039;água" width="206" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1466" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-8-199x300.png" alt="Outro Corpo" width="199" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1467" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-216x300.png" alt="Poesia Reunida" width="216" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1469" /> &#8211;<img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-9-189x300.png" alt="Recado de Eva" width="189" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1468" /> </p>
<p>Quando recebi de nossa Maria de Lourdes Hortas, nossa Lourdinha, o convite para fazer a apresentação de sua obra por ocasião da noite do Destaque Literário do mês de julho da Cultura Nordestina, senti-me em seu lugar, no lugar do homenageado, pelo enorme destaque que me conferiu em falar sobre sua obra, uma das que eu classifico como universal e eterna.</p>
<p>Universal, porque sua linguagem universaliza os sentires, os haveres, os saberes, e quem quer que a leia, vai ser como nascido em São Vicente da Beira, uma milenar freguesia no sopé da Serra da Gardunha, aos 700 metros de altura,  no Centro de Portugal, que na época em que Maria de Lourdes deixou para vir para o Brasil, em 1950, tinha cerca de 4000 habitantes, ter como lazer a lavoura, a canseira de todos os dias, a  labuta da casa, do jardim florido, os nasceres e morreres de todas as maneiras que são os mesmos, ou quase iguais em todos os lugares, seja inverno ou verão em qualquer quadratura do nosso planeta.</p>
<p>Eterna, a obra de Maria de Lourdes, raríssima de encontrar, daquelas que se incrusta na pedra, e peregrina nos pensamentos, eternamente lembrada na simplicidade de seus versos, que vezes nos dão a impressão de encabulados de tanta beleza, não querem se fazer notar.</p>
<p>A obra de Maria de Lourdes, malgrado a quase duas dezenas de volumes publicados, não é extensa, é intensa, intensíssima, daí a responsabilidade de falar sobre a mesma, em todos os instantes ressoando o seu bronze com igual intensidade.</p>
<p>Não vejo maneira melhor para falar da poesia, que o poema, sem outra singularidade que o verso, transmiti-lo, fazê-lo audível, como uma coceira que se acaricia, mesmo que quem o declame claudique, o verso será invencível, ficará sempre na penumbra daquele ouvido.</p>
<p>A obra de Maria de Lourdes é pródiga, doze livros de poesia, dos quais de alguns citarei algumas particularidades, declamarei alguns poemas, lerei trechos da fertilíssima seara de opiniões críticas que acompanham os seus livros.<br />
O primeiro livro de Maria de Lourdes, “AROMAS DA INFÂNCIA” das EDIÇÕES PANORAMA – Lisboa foi publicado em 1965.</p>
<p>Vê-se, no ano de sua publicação, 1965, já passados 15 anos de quando deixou Portugal e veio para o Brasil, bem como, o ano inaugural da Geração 65 que se constituiu em um marco na nossa história literária, da qual Maria de Lourdes participou ativamente, vindo inclusive publicar várias de suas obras pelas Edições Piratas, o símbolo editorial dos poetas da época. </p>
<p>Ao comentar cada um dos seus livros, farei inicialmente a leitura de trecho dos prefácios de cada um, para que se tenha uma ideia da crítica à sua obra, e a seguir a de poemas do mesmo. </p>
<p>Transcrevo, com relação ao livro  Aromas da Infância,  trecho de artigo publicado no JC cultural no ano 2000 de autoria da Professora Zuleide Duarte, cuja tese de doutorado foi denominada “A impossível ubiquidade: uma representação melancólica da diáspora portuguesa: A ficção de Maria de Lourdes Hortas.</p>
<p>“Já nesse primeiro livro delineia-se a temática que permeia seu discurso poético: a aldeia na distante península ibérica e o Recife, pátria adotiva: o sonho da impossível ubiqüidade: estar aqui e na aldeia ao mesmo tempo. Sonho alimentado de duas vidas simultâneas, vividas pelo registro da realidade e do desejo. Entre as visões da aldeia e o colorido do Recife está o mar, símbolo ambivalente de corte e religação, de dor e esperança.”</p>
<p>POEMAS, FRAGMENTOS</p>
<p>QUATRO TEMPOS<br />
SOBRE HOMEM E TEMPO<br />
I. ESTRADA<br />
Numa pessoa caminham pessoas.<br />
A criança corre.<br />
Passa o jovem.<br />
Anda o homem.<br />
O velho passeia.<br />
Permanece o rastro do que passou por último</p>
<p>II. CASA<br />
Um corpo é uma casa que muda de inquilino</p>
<p>III. TRILHO<br />
Um corpo é, apenas, um trilho:<br />
nele passam vários comboios.<br />
Só de ida.</p>
<p>O livro, “Fio de lã”, publicado em 1979 pelo Gabinete Português de Leitura, portanto quase 15 anos passados da publicação do “Aromas da Infância” foi que tirou a autora do recolhimento em que vivia no Recife e a trouxe a público, tornando sua poesia conhecida e cultuada pelos que viviam um momento de intensa atividade literária em nossa cidade. </p>
<p>Trago aqui, trecho do prefácio do referido livro, escrito pelo Professor José Rodrigues Paiva.</p>
<p>“A poética de Maria de Lourdes Hortas é espontânea e simples e acha-se delineada no primeiro e no último poemas do livro: “Não farei poesia sofisticadamente profunda: / profundo na vida é viver (&#8230;) Eis a minha poesia: ressuscitar o que me foi dado / e desdobrá-lo/para novo olhar.” Os temas de Fio de Lã têm uma amplitude universal e abrangem a angústia de solidão, a melancolia do cotidiano, certa ironia crítica, o lirismo transcendental, o social, a natureza e mesmo a hora técnica, com seu fantasma nuclear e a escalada cósmica. Mas sobre a técnica, da poesia de Maria de Lourdes Hortas a natureza ainda predomina: “a flor persiste / no ciclo da antiga noite / e orvalhos lavam a terra / como na madrugada / do gênesis.</p>
<p>POEMA</p>
<p>MEU PREFÁCIO DE POETA SUPERFICIAL</p>
<p>Não farei poesia sofisticadamente profunda:<br />
profundo na vida é viver<br />
e os conceitos são meros contornos de maquilagem.<br />
Não farei poesia:<br />
meu ato será apenas o de olhar<br />
e a poesia far-se-á<br />
narrando<br />
à superfície<br />
acerca<br />
do sol<br />
e da água<br />
e do riso<br />
e da lágrima.</p>
<p>O terceiro livro de Maria de Lourdes, denominado de “GIESTAS”, vocábulo que o Aurélio define como um substantivo feminino e nome comum de vários arbustos, floríferos, que têm propriedades medicinais, inaugura o 1º. Volume entre vários publicados pela “Pirata Edições”, em 1980, tendo sido prefaciado pelo  poeta Jaci Bezerras, de quem transcrevo este significativo trecho:</p>
<p>“Pessoalmente, não tenho dúvidas de que estou diante de uma poesia tocada pela encantação. Maria de Lourdes Hortas transfigura o amor e as lembranças com a delicadeza de que só são capazes as grandes poetisas. Por isso mesmo, tenho certeza de que ela é uma daquelas estrelas que, acudindo aos mágicos chamados, “se foram pelos campos/virando pirilampos”.</p>
<p>POEMA / FRAGMENTO</p>
<p>Somente naquela noite pude compreender<br />
a grandeza da vida menor:<br />
debruçada à janela da cozinha<br />
vi nitidamente e pela primeira vez<br />
como eram lindas as janelas alheias<br />
iluminadas – seu brilho multiplicando<br />
as estrelas e aquecendo a escuridão<br />
da noite gelada.<br />
Havia também o cheiro da sopa<br />
que eu fiz.<br />
Meu coração floria.<br />
Eu estava de avental<br />
e sentia-me profundamente comovida<br />
por estar à tua espera.</p>
<p>O seu próximo Livro, “A cor da onda por dentro”, é uma antologia de textos para as crianças, de 30 autores brasileiros contemporâneos, Maria de Lourdes reúne páginas de literatura infantil destinada aos seus &#8220;miúdos&#8221;, filhos e sobrinhos, e em mensagem enviada para os mesmos diz que: “a poesia é, acima de tudo, o sentimento da gente gravado para sempre.”</p>
<p>Na obra que se segue, “flauta e gesto”, que veio a ser publicado em 1983, sua prefaciadora, nossa querida Eugênia Menezes, observa em um belíssimo texto a que denomina de<br />
“ESCREVENDO COM O CORAÇÃO” que “os livros iniciais apresentam uma particularidade, na medida em que Maria de Lourdes Hortas confere importância singular ao ato de olhar. Ela observa, vê e relata o cotidiano, em tom saudosista, ao longo da diversidade temática desenvolvida. E o faz tocada por sua delicada sensibilidade, mas as emoções parecem exteriores, à margem de sua pessoa” para em seguida conferir que: “Seu livro Giestas (Edições Pirata, Recife, 1980), representa um marco em seu trabalho. Nele, a autora não se atribui apenas o ofício de narrar poeticamente, mas incorpora ao que escreve o pulsar de sua própria vida, como se ela tivesse de repente aprendido a enxergar com o coração. Este fato confere nova dimensão à sua poesia – como se Maria de Lourdes Hortas passasse de expectadora a protagonista – e, neste livro, Flauta e Gesto, vem reforçada a conotação forte e intimista de seu trabalho mais recente. “E por estar assim/ tão vasta e tão ardente/ mastigo a terra/ e ao toque dos meus dentes/ brotam os rios/ rebentam as sementes</p>
<p>POEMAS, FRAGMENTOS</p>
<p>EM CADA MORTO que morreu, morri.<br />
Em cada voz que se calou, calei.<br />
E tantas vezes já me despedi<br />
de tanto ver morrer tanto morri<br />
que, a morrer, já me habituei.</p>
<p>DENTRO da casa<br />
ouço arfando as águas da noite:<br />
ainda não é hoje<br />
que me lavarão<br />
mancha pequena<br />
sobre o mosaico deste chão.</p>
<p>RELÓGIO D’AGUA, * publicado pelas Edições Pirata em 1983 e reeditado em 2916, tem na segunda edição a seguinte nota explicativa da autora: Em RELÓGIO D’ÁGUA estão reunidos os livros que publiquei de 1965 a 1985. Foi uma espécie de celebração de 20 anos de poesia. No entanto, “Cartas do Deserto”, “Cancioneiro das Chuvas” e “Música dos Cravos” eram pequenos conjuntos de poemas inéditos que incluí na abertura do livro. Nesta reunião da minha poesia, estão aqui apenas os poemas* destes títulos referidos que fazem parte de RELÓGIO D’ÁGUA. Maria de Lourdes Hortas (Recife, maio de 2016.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>INTERVALO<br />
Tudo já aconteceu<br />
inclusive este verso.<br />
Agora só me resta<br />
deixar-me ir<br />
na corrente do acaso<br />
até que eu própria<br />
desaconteça.</p>
<p>PRISÃO PERPÉTUA<br />
Então<br />
o masculino Senhor disse:<br />
vai, Eva, e nutre a vida<br />
com o suor dos teus sonhos.<br />
Não te esqueças, mulher<br />
que inventaste o amor<br />
e isso é imperdoável.</p>
<p>CACIMBAS<br />
De nenhuma casa me torno íntima<br />
de várias, mal me sento, desembarco<br />
e nas paredes, ao lhes despir os quadros<br />
ficam as chagas dos cravos que arranco.<br />
Ritual com que desabito<br />
mais um átrio de areia<br />
outra também dessas tantas cacimbas<br />
de luas cheias</p>
<p>“OUTRO CORPO”<br />
Publicado em 1989, sob os auspícios da FUNDARPE, pela CEPE, o novo livro de Maria de Lourdes Horta abre o seu corpo com três artigos de crítica literária, denominados de ANATOMIA DE UMA POETISA: TRÊS OPINIÕES CONVERGENTES, escritos por autores de outros estados do País, o que vem demonstrar a propagação de sua leitura, aquém e além mar.<br />
O primeiro artigo, denominado de 	“COM UM BRAÇO EM CADA HEMISFÉRIO”, Aricy Curvello, de Niterói, chama à atenção para a pessoa Maria de Lourdes Hortas, a portuguesinha de São Vicente da Beira, que aos dez anos emigrou com a família para o Brasil. Fixaram-se em Pernambuco, na cidade do Recife. Ali concluiria o Curso de Direito, em 1964 e, em 1977, o de Letras. Em 1980, fato capital da sua biografia, ingressou no movimento alternativo das Edições Pirata.” Isto para atestar a importância da Edições Piratas, aqui do Recife, divulgando para o Brasil e para o mundo, as obras de centenas de autores.</p>
<p>O segundo artigos, denominado por Astrid Cabral, “DUALIDADE DAS PÁTRIAS” mostra que “Um dos aspectos fundamentais do livro “Flauta e Gesto” é a frequente sintonia do ser com a natureza, que funciona como presença estrutural e não como circunstancial cenário” e como exemplo recita os versos do poeta: </p>
<p>Sou a minha linguagem<br />
nela venho e nela vem<br />
refletida esta paisagem<br />
que contenho e me contém.</p>
<p>Finalmente, Gastão de Castro Neves, no artigo denominado “MARIA DE LOURDES HORTAS E O RESGATE DO INSTANTE,<br />
ao citar os versos do poeta: “Tudo é provisório nesta vida: Nem a morte é definitiva.”  Pergunta: Sabedoria Zen? Diríamos mais: conhecimento da vida (lusitano e nordestino), de quem soube ouvir o canto das pessoas simples, que termina sempre ressoando mais fundo e melhor.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>Outro Corpo</p>
<p>Corpo<br />
não o meu ou o teu<br />
porém o nosso:<br />
mistura, encontro, mutação.<br />
ser pleno que se liberta<br />
do eixo isolado de cada um de nós:<br />
outro corpo<br />
fusão.</p>
<p>Inundação</p>
<p>Quando voltas<br />
de par em par arrebentas as comportas<br />
e então a vida<br />
em tua ausência retida<br />
água corrente, se solta.</p>
<p>Doméstica</p>
<p>Quando o amor acaba<br />
fica no fundo da porcelana da alma<br />
um resto amargo<br />
assim como um gole frio<br />
de café numa xícara.<br />
Melhor não tomá-lo:<br />
lavar a porcelana<br />
e pô-la de volta<br />
no armário.</p>
<p>O RECADO DE EVA<br />
Um novo livro, O RECADO DE EVA, publicado pelo Instituto Internacional de Lusofonia, Braga, Portugal, este opus é uma antologia da própria autora, e ninguém melhor do que ela para escrever sobre a sua gênese e nascimento da obra em maio de 2016: NOTA DA AUTORA: O grupo que editava os “Cadernos do Povo”, e que defendia o galego como lingua portuguesa, e a  Galicia como pertencente a Portugal, pediu-me para fazer uma coletanea de dicção feminina.<br />
Eu mesma os selecionei em varios dos meus livros, reunindo-os sob o titulo de “Recado de Eva”. Foi publicado em 1990 pelo grupo que transitava entre Pontevedra (Galícia) e Braga (Portugal). A ortografia era a que eles, a epoca, consideravam galaicoportuguesa: portugues de Portugal, sem acentuação.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>Na epígrafe, citado</p>
<p>Este pó foram damas, cavalheiros,<br />
rapazes e meninas;<br />
foi riso, foi espírito e suspiro,<br />
vestidos, tranças finas.<br />
Este lugar foram jardins que abelhas<br />
e flores alegraram.<br />
Findo o verão, findava o seu destino&#8230;<br />
E como estes, passaram.<br />
Emily Dickinson</p>
<p>Rosa, Rosae</p>
<p>Não haveria a rosa<br />
se entre as rosas<br />
não existisse a rosa<br />
mais antiga:<br />
essa rosa-raiz<br />
rosa-semente<br />
inevitável rosa<br />
sempre ardente<br />
há milénios se abrindo<br />
e se esfolhando<br />
entre a rosa da aurora<br />
e a do poente.</p>
<p>XXXXXXXXXXXXXXXXX</p>
<p>Em “DUPLO OLHAR”, coletânea de 13 poetas portugueses publicado pelas Edições Átrio, 1995, em Lisboa, Maria de Lourdes é publicada e entre outros apresento este poema da referida publicação:</p>
<p>NOCTURNO</p>
<p>Pediria ao poeta<br />
que trouxesse o vinho<br />
e depois a doçura do instante antigo<br />
para lembrar que a vida pode ser<br />
o farfalhar de folhas<br />
uma fuga de pássaro<br />
canto longínquo<br />
grito<br />
piscar de estrela<br />
soluço:<br />
esta chuva que escuto<br />
sobre o telhado.</p>
<p>Seu livro, FONTE DOS PÁSSAROS, publicado no Recife em 1999, pela Cia Pacífica, quase como a aclamar o novo milênio que inicia, mais que lembrar o que termina, tem nas palavras de Zuleide  Duarte a introdução perfeita para o novo fim que se inicia: “Da sua janela, mirante de pássaros e luz, a poetisa destece, da trama do tempo, o fio da vida e dá expressão a sentimentos impregnados pela luminosidade da paisagem, ressumando terra molhada e seduzindo as ninfas do bosque com o canto nostálgico das lembranças”.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>CAPÍTULO</p>
<p>Ainda há pouco, quando a primeira<br />
estrela se acendeu<br />
meu neto, de apenas três anos<br />
muito sério e solene, veio e disse:<br />
Qualquer dia, Vovó, vou ao céu buscar<br />
três estrelas<br />
para pôr na varanda, no lugar das lâmpadas.<br />
Vai ficar tudo bem clarinho e luzente!<br />
Diante do meu encanto<br />
ou espanto<br />
ponderou:<br />
Mas não é hoje não, vovó!<br />
É qualquer dia&#8230;</p>
<p>NOTURNO</p>
<p>Não acendas a luz do alpendre:<br />
um pássaro dorme<br />
a lua se derrama nos ladrilhos<br />
e o cão pesadamente sonha.</p>
<p>CANTOCHÃO DE TODAVIA</p>
<p>Este livro, digo que MLH se presenteou, do modo como entre muitas lembranças escolhemos as mais significativas para guardar, e também presenteou sua vila natal, São Vicente da Beira, plantada na região de Beira Baixa no centro/sul de Portugal, devolvendo ao seu povo o que sempre ficou consigo, a lembrança pictórica e fantasmagórica dos seus idos da infância, de uma vida que poderia ter sido mas não foi.<br />
Reproduzo das palavras da autora para esclarecer as intenções deste livro, que fez quase como um legado, uma herança, para seu porvir:<br />
“Este livro é uma espécie de “lira do exílio: nele se reúnem 50 poemas escolhidos por mim nos livros que publiquei até agora. No ano em que completo 40 anos de poesia, ofereço-o, como um ramo de versos, à minha querida São Vicente da Beira, terra onde nasci.”</p>
<p>Aqui e agora, devo confessar. Conheci a poesia de MHL a poucos anos, em uma ou outra publicação esparsa no face que seus amigos gostavam de lembrar. Hoje, o tempo dos suplementos literários domingueiros, dirigidos por César Leal, Audálio Alves, Alberto da Cunha Melo, o registro jornalístico da produção literária resiste ainda nos artigos de Raimundo Carrero, de Luzilá Gonçalves e Diogo Guedes, sem espaço no entanto para a profusão de divulgação do passado. Assim, restou-nos o milagroso espaço da Internet para divulgação dos nossos trabalhos. Os livros impressos, geralmente de edição do autor e tiragem limitada, mal alcançam os admiradores dos autores imaginem então quem nos conhece. Mas, novamente a Internet veio produzir um novo milagre. O de tornar acessível a todos a produção literária dos autores, na publicação dos e-books que se perpetuam sem que o tempo gaste suas folhas nem desgaste as suas letras. Assim, de posse do E-book da obra reunida de Maria de Lourdes, a partir do 1º. Volume, Aromas da Infância até este último, Rumor do Vento que a mesma  me presenteou com o brinde do pertencimento de seu livro físico, toda a sua poesia, que eu li com a devoção de quem faz uma oração, li no E-book de sua poesia reunida, publicada e carinhosamente editada pelo nosso amigo Juareiz Correya da Panamerica Livraria, da Panamerica Nordestal. É preciso que os autores lembrem da possibilidade do livro digital, para estender o alcance aos eleitores e perenizar sua obra. </p>
<p>O livro “RUMOR DOS VENTOS”, seu último volume de poemas publicado, recebi de Maria de Lourdes pelos correios. Após vive-lo, mansamente sem pressa ou atropelos, escrevi-lhe uma carta lhe agradecendo e falando sobre o mesmo. Esta carta, que transcrevo agora, porque fala do livro e das emoções que senti ao lê-lo. </p>
<p>Recife, 27/07/2017<br />
Caríssima amiga e poetisa,<br />
Maria de Lourdes Hortas. </p>
<p>Cara amiga.</p>
<p>Belo o seu Livro. Lembro agora Bilac: “ouvir estrelas”. Foi o que senti ao lê-lo. A fulguração que nos arde à vista em cada verso pela beleza que se extravasa, sem que haja bordos que a limite.<br />
Li a 1ª. vez. Foi como um impacto, não um soco, mas uma carícia de mãe na fonte. Cãezinhos correndo se atropelando na praia, um olhar que fita o horizonte.<br />
Depois, o fui sentindo, ele me foi vestindo com suas vestes nupciais, claras, límpidas, sem que precisasse mergulhar para encontrar as suas profundidades, à flor da pele, sem subterrâneos ou náufragos, que sua poesia é clara e límpida como as correntes que fluem na superfície, gorgolejando o canto dos pássaros que se veem flutuando em suas encostas.<br />
Logo adiante, versos na frente, encontro sua Profissão de Fé na poesia: “Não entendo os versos dos poetas literatos&#8230;, se escondem entre campos minados cifrando entre si os seus recados. Sou uma simples ceifeira: pelos campos de erva passo a colher flores&#8221;.<br />
Querida amiga. Não fosse você a poeta que é, consciente de sua poesia, − da mão mágica que vai descobrindo os seus segredos pelo caminho, até despojá-los completamente para que as pessoas sejam testemunho dos seus novelos interiores, sem mais mistérios, − não teriam os seus poemas o brilho que têm de céu descoberto de onde se sonda o Paraíso.<br />
Sua poesia surpreende, a todo o instante. Você tem um jeito incomum em escrever seus poemas: − Como é que vou dizer? – Um jeito sem pretensão.<br />
O seu verso escorre, mais que isto, desliza, ainda mais, entre os dedos escorrega pelos anéis, assim, de um modo tão real e vestidos de simplicidade que nós conseguimos vê-los, como os “pássaros, a fonte, o sino o roseiral”, como gente, como pessoas fossem: ”Ainda ontem era meio-dia: estava na escola, me vestia de anjo. Depois embarquei num navio para longe e chorei. Ou, adiante, “espécie de mala&#8230; medos, mapas, eclipses&#8230; vulcões, retratos em sépia&#8230;” Ainda, versos belíssimos, na sua poesia de silêncio ruidoso que apenas alma escuta: “os homens vinham de ônibus para casa com o pacote de pão. E as mulheres coavam o café&#8230;”<br />
Caríssima poeta.<br />
Vez apenas que você talvez tenha pensado imergir os seus versos em mistério, para eles uma “Caverna de Vidro” sem que perdessem a luz e a claridade que uma Caverna ilumina.<br />
Chamou-me atenção nos seus poemas, e senti que não foi intencional, sem que fosse preparado o anticlímax para que se fizesse a surpresa, últimos versos, (perdoe-me amiga, fazer a reflexão, − como chave de ouro do soneto), que são a síntese e que você extrapola de si no último instante, dente arrancado, quando o poema existe inteiro, incrível, inteiro desde o começo se realiza do primeiro ao último verso. E lembro estes versos, (permita o exagero, mas foi a palavra que encontrei) estes versos estratosféricos: CONFIDÊNCIA, se insisto e o chamo, se espreguiça e dói. MALA, o que guardo na alma, abro na poesia, nela interrogo a vida, dia após dia. PRELÚDIOS DO SILÊNCIO, dói o olhar e o sorriso do morto, sentinela vigilante em tocaia à janela do porta retrato. DILUVIANA, lá fora, chapinhando descalça anda a poesia. BAUNILHA E CHOCOLATE, de baunilha e chocolate − beijo de namorado. VESTÍGIOS, dos visitantes que antes de nós fizeram a travessia nesta mesma barca de areia. Coisa que me tortura nos meus sonetos, que mudo mil vezes, a pontuação, para fazê-los inteligíveis, do modo que sinto. Notei em você uma economia de pontuação o que, no entanto, não faz falta. Por sentir assim, você não pontua. As palavras dentro do seu verso encontram o lugar certo para o seu chamego. Eu tive notícias que você recentemente publicou um Ebook. Como faço para obtê-lo?<br />
PARABÉNS PELA SUA BELÍSSIMA POESIA.</p>
<p>Seu amigo, José Luiz Mélo</p>
<p>Muita coisa ainda teria que falar sobre a homenageada desta noite. No entanto, prefiro interromper agora e deixar que a curiosidade dos amigos acesse o e-book da mesma, Poesia reunida, de tal modo a conhecer de um modo mais completo sua vida e sua obra.<br />
AINDA TEM UM PS. Nossa poetisa é uma excelente pintora tendo feito a ilustração de alguns dos seus livros.</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
<p>Serviço:<br />
Abertura do destaque literário de julho MARIA DE LOURDES HORTAS<br />
Data: 4 de julho de 2019<br />
Horário: 18 às 21h<br />
Local: Cultura Nordestina<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife-PE<br />
Telefone: (81) 3097-3927<br />
Apresentação: José Luiz Mélo<br />
Coordenação: Taciana Valença e Eugênia Menezes<br />
Entrada franca</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/apresentacao-por-jose-luiz-melo-da-obra-de-maria-de-lourdes-hortas/">Apresentação, por José Luiz Mélo, da obra de Maria de Lourdes Hortas</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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		<title>Myriam Brindeiro por Eugênia Menezes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2019 16:45:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[Edições Pirata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheci Myriam Brindeiro há muitos anos, quando trabalhávamos na Fundação Joaquim Nabuco, ela no Departamento de Educação, eu no de Sociologia. Sua pessoa muito me impressionou, pelo olhar manso, voz baixa e muito interesse no contexto. Ao longo do tempo nos aproximamos naturalmente, seja pela identidade de intenções, seja pela responsabilidade que nos cabia na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/myriam-brindeiro-por-eugenia-menezes/">Myriam Brindeiro por Eugênia Menezes</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci Myriam Brindeiro há muitos anos, quando trabalhávamos na Fundação Joaquim Nabuco, ela no Departamento de Educação, eu no de Sociologia. Sua pessoa muito me impressionou, pelo olhar manso, voz baixa e muito interesse no contexto.</p>
<p>Ao longo do tempo nos aproximamos naturalmente, seja pela identidade de intenções, seja pela responsabilidade que nos cabia na FUNDAJ.</p>
<p>A certa altura dos acontecimentos tornou-se difícil para nós e nossos amigos próximos suportarmos a diligência sobre nós, escritores, que não podíamos publicar livremente. Até que, em conjunto, nos atribuímos a tarefa de lutar com afinco pelo nosso direito de criar e de iniciarmos as providências necessárias à nossa soberania criadora. Assim nasceu as Edições Pirata que no espaço de 6 anos publicou 319 livros, fez sucessivos lançamentos no Recife, Rio de Janeiro, Mato Grosso, etc., etc., etc. Em agosto deste ano, completaremos 40 anos.</p>
<p>A participação de Myriam no processo foi constante. Depois de ocuparmos uma varia numa casa alugada de onde saímos por denúncia de vizinhos, por conta do barulho das máquinas, receber a sagrada oferta de Myriam para habitarmos o primeiro andar de sua memorável casa em Apipucos, com a anuência de seu marido, Alberto Vasconcelos que, além de nos receber de braços abertos, ria muito com nossos exageros.</p>
<p>Além de sua generosidade, de ser boa na escrita e na tranquilidade, nossa parceira é compositora. Tem vários CD&#8217;s lançados homenageando artistas locais e reforçando, sem nenhuma dúvida, nosso mundo artístico. Seus temas são comoventes.</p>
<p>E agora, mais uma revelação importante: sua casa é hoje um centro cultural. Foi toda reformada e ganhou o nome de Brindeirarte, o que honra o nome da família e o engajamento do casal com o mundo e as pessoas, de modo rico e fraterno de sempre. </p>
<p>Serviço:<br />
Abertura do Destaque literário de junho<br />
Data: 6 de junho de 2019<br />
Hora: 18h<br />
Local: Cultura Nordestina<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife-PE<br />
Telefone: 81 3243-3927<br />
Entrada franca</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
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		<title>Café filosófico (Programa Café, cultura e afeto), por Suzana Cavalcanti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 17:20:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[Café filosófico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trata-se de uma série de reflexões e debates nos quais serão abordados os anseios e temores dos indivíduos na sociedade contemporânea, tendo como objetivo compartilhar ideias de pensadores e pensadoras nas áreas de psicologia, psiquiatria, política, economia, antropologia, educação, cultura, letras, artes e religião. A coordenação é de Suzana Lopes Cavalcanti* A primeira proposta de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/cafe-filosofico-programa-cafe-cultura-e-afeto-por-suzana-cavalcanti/">Café filosófico (Programa Café, cultura e afeto), por Suzana Cavalcanti</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trata-se de uma série de reflexões e debates nos quais serão abordados os anseios e temores dos indivíduos na sociedade contemporânea, tendo como objetivo compartilhar ideias de pensadores e pensadoras nas áreas de psicologia, psiquiatria, política, economia, antropologia, educação, cultura, letras, artes e religião. A coordenação é de Suzana Lopes Cavalcanti*</p>
<p>A primeira proposta de um café filosófico, como possibilidade de refletir a sociedade contemporânea, nasceu na Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco há 6 anos. A proposta foi fruto do caminhar de uma disciplina síntese: Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação e da Educação Física, ministrada pelos professores Suzana Lopes Cavalcanti, Agostinho Rosas e Jaidene Pires, que originou um projeto de extensão: ESTILOSOFIANDO.</p>
<p>Por uma série de dificuldades como estrutura, financiamento e interesse do seu coletivo em seguir com o projeto, ele chegou renovado há três anos à Cultura Nordestina Letras &#038; Artes &#8211; berço de ideias criativas para a educação, cultura e artes de escritores, artistas, professores, intelectuais e pensadores.</p>
<p>Tudo isso num ambiente aconchegante para homens e mulheres que se organizam nas bases de princípios e valores éticos e morais.</p>
<p>Retomando o caminho já percorrido em 2017 e 2018 nos organizamos para realizar: Núcleo de Educação, Núcleo de Arte &#038; Cultura e Núcleo de Filosofia, a seguinte programação:</p>
<p><strong>Dia 30 de maio às 18h  </strong></p>
<p><strong>Lançamento e debate</strong><br />
Trabalho: Atividade produtiva do Homem, humanizando-se. Vol. 2 da Coleção Proseando. Novoestilo Edições do Autor, 2019, de autoria da professora/escritora Ivanilde Moraes de Gusmão.**<br />
<strong><br />
Recital de piano e reflexão</strong> &#8220;O que é ser professor&#8221;?, com o professor, escritor e músico Flávio Brayner.***</p>
<p><strong>Pão &#038; Vinho</strong> &#8211; celebração do trabalho.</p>
<p>Na ocasião haverá transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Cultura Nordestina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2017/11/suzana-285x300.jpg" alt="suzana" width="285" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-838" /> </p>
<p>(*) Professora aposentada da UPE e Presidente do Conselho Consultivo da Rede de Associados Letras &#038; Artes (Letrart).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/05/foto-2-300x250.jpg" alt="Icone" width="300" height="250" class="size-medium wp-image-1417" /> </p>
<p>(**) Professora, advogada, ensaísta, contista e poeta. Estudiosa de Karl Marx e da Literatura. Membro de várias Academias. Livros de ensaios: Sobre o Programa de Gotha, Karl Marx (2005); Dignidade na Morte (2009); Um Caminho para Marx (2011); Para Compreender o Método Dialético (2013);  e de poesias: No Redemoinho da Vida a Luz Aflora em Mim (2015) (português/francês); Entre o Silêncio e a Solidão (2016) (português/inglês); No Cotidiano da Vida a Poesia vai Construindo o Humano(2016)(português/francês); Nas Veredas da Vida com Ternura vai Resgatando o Humano(2017)português/inglês). Participação nas Coletâneas: Sete Pecados Capitais-Preguiça); Sem Fronteiras pelo Mundo&#8230; I,II e III.; Madalena’s; Integração Cultural Interestadual; II Seminário Internacional Encontro das Américas- Literatura, Arte e Cultura em Terras Potiguares; A Arte de Ser Mulher – poesia feminina; A Vida em Poesia I e II; Faz de Conto I e II; Alquimia Literária; O Bichonário Brasileiro e O Dom de Ser Mãe &#8211; Editora Helvetia (2016-2017); Olhar Bilateral(2017) e VIDA &#038; VITA (2018) – A.C.I.MA (Associazione Culturale Internacionale Mundiale)(2017); 1ª Antologia CULTIVE (2017), Poemas à Flor da Pele (2017), e em Talentos da Maturidade e outras Antologias.  Prêmios Talentos Helvéticos Brasileiros- Categoria Poesia-Janeiro /2017; DA ANIMALIDADE AO SER SOCIAL: a Fantástica Caminhada do Homem – 2018; e Coleção PROSEANDO Vol. 1 &#8211; DA NATUREZA AO MUNDO GLOBALIZADO, 2018.Coordenadora do Núcleo de Filosofia da Rede de Associados Letras &#038; Artes &#8211; LETRART.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/05/flavio-300x180.jpg" alt="SONY DSC" width="300" height="180" class="size-medium wp-image-1407" /> </p>
<p>(***) Licenciatura em História (UFPE). Mestre em História pela UFPE. Doutor em Educação pela Sorbonne. Pós-doutor em Filosofia pela Sorbonne. Professor titular de Fundamentos da educação da UFPE. Professor da pós-graduação em Educação da UFPE. Ex Maitre de Conferences da Universidade de Montpellier (França); Ex secretário adjunto de Educação da prefeitura do Recife. Ex coordenador do GT de Educação popular da Anped. Ex diretor do Centro de educação da UFPE. Coordenador do Núcleo de Educação da Rede de Associados Letras &#038; Artes &#8211; LETRART.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>Trabalho: Vida &#038; Arte<br />
Data: 30 de maio (quinta-feira)<br />
Horário: 18h<br />
Local: Cultura Nordestina Letras &#038; Artes<br />
Ingresso: R$ 20,00 (incluso o lanche)<br />
Realização: LETRART &#8211; Núcleos de Arte &#038; Cultura, Educação e Filosofia<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife-PE<br />
Contatos: 81 3243-3927 / 9-93457572 (WhatsApp)</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
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		<title>Apresentando Ariadne Quintella: Olívia Beltrão e Cássio Cavalcante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2019 14:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[cultura nordestina letras & artes]]></category>
		<category><![CDATA[destaque literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DESTAQUE LITERÁRIO DA CULTURA NORDESTINA MARÇO 2019 Homenagem a Ariadne Quintella Olivia Maria Beltrão Gondim Recife, 11 de março de 2019. Conheci Ariadne Quintella, em 2014, quando comecei a frequentar a UBE – União Brasileira de Escritores. Nossa amizade, portanto, é recente, mas nem por isso de pouca consistência. Desde o início, quis mergulhar na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>DESTAQUE LITERÁRIO DA CULTURA NORDESTINA<br />
MARÇO 2019</p>
<p><strong>Homenagem a Ariadne Quintella</strong><br />
Olivia Maria Beltrão Gondim<br />
Recife, 11 de março de 2019.</p>
<p>Conheci Ariadne Quintella, em 2014, quando comecei a frequentar a UBE – União Brasileira de Escritores. Nossa amizade, portanto, é recente, mas nem por isso de pouca consistência. Desde o início, quis mergulhar na profundidade dos seus olhos azuis, fascinantes mares de vida.</p>
<p>Uma senhora bonita. Porém, é a inteligência que deslumbra e captura as pessoas para junto de si. Sua força de atração, acredito, sempre, desde quando “saracoteava metida em um vestido de tafetá, todo enfeitado com laços de fita de veludo e rendas”, esteve instalada no magma borbulhante do cérebro. Existe dentro da bela Ariadne, que inclusive foi miss, uma Ariadne ainda mais deslumbrante, forte, invencível, forjada na alegria e, também, na dor. </p>
<p>Invejo os que a conheceram aos 20 anos de idade ou, mesmo, aos 40, enquanto corria pelas estradas, ora floridas ora agrestes, movendo pedras, soprando o vento, arando a vida para cultivar projetos e colher sonhos. Quando a encontrei, já tinha cabelos brancos aquietados pelo tempo e desfilava por avenidas ladrilhadas de pedras, amaciadas pelos próprios passos, distribuindo sabedoria. Das nossas conversas e da leitura das suas crônicas, extraio o substrato das palavras que a vigora, para montar o mosaico que melhor a defina, atenta às mutações decorrentes das alegrias e desgostos, lutos e resignações.  </p>
<p>Pernambucana, filha de Pedro Quintella Cavalcanti e de Cacilda Marinho Quintella, nasceu no Recife, no dia 18 de setembro (de ano que prefere não revelar). Sobre a infância e a adolescência, diz em uma das crônicas que compõe seu mais recente livro, Boa Tarde, coletânea de textos publicados, originalmente, na coluna de mesmo nome, do Diário da Noite: “Nossa casa é modesta, mas nela vivemos em paz. Metade do orçamento da família é dispensado à minha escola. Estudo no melhor colégio da cidade e ando bem vestida. Frequento Clubes. Vivo em sociedade. O resto do tempo leio romances e não faço trabalhos domésticos”. Filha única, todos os mimos eram para ela. Cursou o Ginasial e o Pedagógico no Colégio das Damas, tradicional educandário cristão, localizado na Ponte D’Uchoa, zona nobre da cidade do Recife. Com as religiosas, fortaleceu o espírito cristão. Dos pais, herdou as virtudes cardinais (prudência, justiça, fortaleza e temperança), que orientam a conduta segundo a razão e a fé.  </p>
<p>O pai era seu porto seguro, seu protetor. Refere-se a ele, sempre, com muita saudade, amor e autêntica gratidão.<br />
Ao descrever a mãe, em crônica datada de 10 de maio de 1976, vejo a descrição de si mesma. É a força da genética, do aprendizado por meio do exemplo, da admiração. Assim define Dona Cacilda: “Seu dinamismo, sua capacidade de trabalho, de vencer as adversidades sempre de cabeça erguida, somados a uma força interior e dignidade humana a toda prova, deixam sempre uma margem para um querer bem mudo, silencioso”.</p>
<p>Pinço, dos seus escritos, brincadeiras pueris: “&#8230;os barquinhos de papel que, minha mãe e eu, atirávamos juntas, pela janela, na enxurrada que passava em frente ao portão nos dias de chuva”; e frivolidades juvenis: “&#8230; vestido novo toda semana, sapatos e enfeites. Festas, não perdia uma”. Chego, então, à mulher adulta que escreve: “A felicidade partiu de mansinho com medo de acordar alguém que, naquela hora, vivia o seu último sonho”. Este desabafo não é incomum aos humanos, pois a felicidade plena e saltitante da juventude, em regra, não coabita a casa do amadurecimento, envelhecimento; cujos sobrenomes são trabalho, responsabilidade, preocupação. A felicidade é visita, traz presentes de risos e alegrias e parte, deixando a paz vigiando o lar, para que se faça o que tem de ser feito, no cotidiano das horas. </p>
<p>Realizar a vida requer esforço. Ariadne nunca se esquivou de dar o melhor de si para receber, em retribuição, o justo quinhão. Sobre o trabalho diz: “O trabalho não me amedronta e posso entrar pela noite, desde que a tarefa seja agradável.”</p>
<p>Iniciou a carreira profissional como professora do Estado, concursada. Lecionando em escolas públicas, ingressou na faculdade, preparando-se para alçar voos maiores.  </p>
<p>Formada em Jornalismo e Direito, pela UNICAP, com pós-graduação em Literatura Brasileira e em Artes, pela Universo, e, ainda, em Diplomacia e Negócios Internacionais, pela faculdade Damas, Ariadne ascende na trajetória profissional, com os olhos voltados para o social. Na carreira jurídica, integrou a equipe da Assistência Judiciária Gratuita, onde teve  oportunidade de empregar os conhecimentos técnicos em favor dos menos favorecidos que recorriam ao Poder Judiciário a fim de terem garantidos os direitos inerentes à dignidade humana. Como jornalista e escritora, tem voz ativa para trazer a debate os problemas sociais, sinalizar alertas, revelar cóleras, defender pontos de vista. </p>
<p>Curioso é que a paixão pelo jornalismo manifestou-se, precocemente, dando vazão a sentimento de indignação, quando ainda contava 10 anos de idade. Impressionada com o destino do coqueiro Gogó da Ema, atração turística da cidade de Maceió, que teve morte anunciada, mas cujas providências só foram tomadas após o fato consumado, sendo inúteis as tentativas de ressurreição, escreveu um texto alusivo ao infortúnio. A redação foi publicada em jornal de grande circulação na Capital alagoana. O sucesso fez nascer na menina o desejo de ser jornalista. Galgou êxito na carreira. Trabalhou como repórter, redatora, colunista e diretora do Diário da Noite, onde, entre os anos de 1975 e 1978, manteve a coluna Boa Tarde. Posteriormente, trabalhou no Jornal do Comércio e fez assessoria de imprensa para a Fundação Joaquim Nabuco. </p>
<p>Ariadne é, sobretudo, exemplo de perseverança, de determinação e de amor ao trabalho. Incansável! Hoje, apesar de Defensora Pública aposentada, com proventos satisfatórios às suas necessidades, enfrenta jornada diária na CEPE– Companhia Editorial de Pernambuco, e ainda encontra tempo e disposição para revisar textos de outros escritores, escrever contos e crônicas, publicar livros, participar ativamente da vida cultural e literária da cidade do Recife.<br />
Escritora conceituada, autora dos livros “Acertos e Desacertos de Joaquim Nabuco”, “Revisitação na Estética Barroca da Poesia Religiosa de Ângelo Monteiro”, “Boa Tarde” e “Almanaque Centenário do Diário Oficial”, este em parceria com Albuquerque Pereira; coautora de diversas antologias e com trabalhos publicados em muitas revistas literárias, é membro da União Brasileira de Escritores &#8211; UBE, da Academia de Letras e Artes do Nordeste &#8211; ALANE e da Academia de Letras do Brasil &#8211; ALB. </p>
<p>Ler os textos de Ariadne é navegar em um mar de palavras tranquilas e sentimentos profundos. Tem o dom da escrita; assim, deixa fluir o pensamento em sucessivas ondas até atingir, sem esforço, o ápice da criação. Emociona! A intimidade com o papel é tamanha que parece sussurrar segredos.  </p>
<p>Nos anos 70, “Os olhos presos nos ponteiros do relógio contam o tempo: tempo de trabalhar, tempo de ganhar dinheiro, tempo de progredir”, desquitada, trabalhando e estudando, com dois filhos em idade escolar, a vida não era fácil. Socorria-se dos pais para ajudar a educar os meninos, mas aqueles também precisavam de atenção, envelheciam. Ariadne mãe, filha e profissional está nas entrelinhas das suas crônicas, mesmo quando não fala, especificamente, de si. </p>
<p>Casou muito jovem, aos 18 anos, idade em que ainda não se sabe escolher marido. Da união nasceram os filhos, Tarek e Samir. O casamento não sobreviveu por muito tempo, veio a separação.</p>
<p>Referindo-se à falência do matrimônio de casais anônimos, em 26 de maio de 1977, escreve: “A vida a dois está cada dia mais difícil. De arte do encontro a vida transforma-se no artesanato do desencontro”. Em crônica, datada de 23 de junho de 1977, noticia: “Hoje é o grande dia para a maioria dos brasileiros: a segunda votação da emenda do divórcio. Com todo o esforço da Igreja, que tenta mascarar uma situação irremediável, acredito que, desta vez, ele seja aprovado”. É nítido o particular interesse na aprovação da lei que lhe garantiria o “prazer de gritar, sem poluição na voz, quando alguém perguntar: qual seu estado civil? DI-VOR-CI-A-DA, carregando nas consoantes, com orgulho e sem temor”.</p>
<p>Em 05 de dezembro de 1978, diz: “Posso sonhar, conhecer o mundo num vôo ligeiro e seguro do imaginário. Cansei de correr e agora caminho devagar ao encontro do fim”. Por tudo o que realizou após aquela data, constatamos: superou o anunciado cansaço e continuou correndo, lutando, construindo o futuro para si e, principalmente, para os filhos.<br />
Anos depois, filhos crescidos, universitários, refez a vida amorosa. Conheceu o verdadeiro amor, Salomão. Viveu, então, um relacionamento maduro e tranquilo, que lhe garantiu paz e felicidade. Viajaram juntos, conheceram o mundo. O apartamento onde atualmente mora, no bairro de Boa Viagem, é repleto de suvenires trazidos de Veneza, Colônia, Paris. </p>
<p>A vida, no entanto, é igual ao mar, acalma; mas a maré de ondas fortes volta, inevitavelmente. A morte do filho, com 33 anos de idade, a doença prolongada de Salomão e falecimento foram maremotos que precisaram ser vencidos. No fundo dos olhos, esconde as dores que teve de sepultar. Nos mesmos olhos cor do mar enxergamos a mansa alegria de quem cumpre com amor tudo o que a vida impõe, afinal “o tempo é curto para amargar a sorte ou tentar modificar a ordem natural das coisas”. </p>
<p>Para concluir, registro meu imenso apreço por Ariadne Quintella. Escritora admirável, pessoa humana que quanto mais conheço mais me afeiçoo, porque muitas são as suas qualidades, destacando-se a alma criativa, o dom da amizade, a vocação da solidariedade e o espírito apassivador. </p>
<p>Seus luminosos olhos azuis transmitem confiança. </p>
<p><strong>Ariadne Quintella</strong><br />
A palavra amiga que todos querem ler<br />
Por Cássio Cavalcante</p>
<p>	Filha de Pedro Quintella Cavalcanti e Cacilda Marinho Quintella, uma vez contou em uma crônica que nasceu à sombra da propriedade privada, já que seu avô materno Manuel Alfredo Marinho do Passo, conhecido como Santo Marinho, foi dono de grandes partes das terras onde hoje é Casa Amarela, bairro em que a neta nasceu.</p>
<p>	Estudou o ginasial e o curso pedagógico no Colégio Das Damas. Mais tarde dando um novo rumo a sua vida fez Jornalismo, formando-se na terceira turma desse curso na Unicap, Universidade Católica de Pernambuco. Mas antes da Católica teve atuações em vários segmentos como lembrou na orelha de um dos seus livros: “Atuei no Movimento de Cultura Popular, fui professora de escolas públicas, empregada da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe)”. </p>
<p>	Estagiou no jornal Diário de Pernambuco, entrou como foca no Jornal do Commercio e lá ficou até se aposentar. Ali era carinhosamente conhecida como Mama, em seu Jipe os passeios com os amigos de redação foram inesquecíveis causando saudades até hoje. Foi Assessora de Imprensa da Fundação Joaquim Nabuco, quando o sociólogo Gilberto Freyre estava à frente do Seminário de Tropicologia e listava os convidados. </p>
<p>	Resolve fazer mais uma faculdade, dessa vez Direito, também na Unicap. Após se formar ingressou da Defensoria Pública. Tem cursos de Pós-Graduação em Literatura Brasileira e Artes pela Universidade Salgado Filho, e de Diplomacia e Comércio Exterior pela Faculdade Damas. Faz parte com uma participação dinâmica da Abrajet, Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores de Turismo, fundada por Augusto Boudoux.</p>
<p>	Em seu primeiro livro “Revisitação da Estética Barroca Na Poesia Religiosa de Ângelo Monteiro”, Ariadne nos revela a importância da poesia do poeta e amigo. Com a publicação ganhou Menção Honrosa da Academia Pernambucana de Letras.</p>
<p>	No segundo livro: “Acertos e Desacertos de Joaquim Nabuco – Diplomata na Partilha com a Inglaterra e na Construção do Pan-Americanismo, a escritora recifense nos remete ao universo de um dos mais importantes nomes pernambucanos. </p>
<p>	Em 2018 nos brinda com o terceiro livro: “Boa Tarde – Crônicas Escolhidas”, uma deliciosa seleta dos textos que escreveu para o jornal Diário da Noite por quatro anos. No prefácio desse rico livro o poeta amigo Ângelo Monteiro escreve com conhecimento de causa: “E a crônica foi justamente o fio de que dispôs a nossa Ariadne para tentar libertar seu leitor, qual o novo Teseu, do labirinto em que sempre habitou o Minotauro dos dias, em sua permanente ameaça as menores promessas que todo mundo, mesmo precariamente, aspira ver realizadas”. Nesse mesmo livro me foi dada a honra de fazer o posfácio, que termino assim: “Ler essas crônicas é como rever uma velha amiga e relembrar os bons tempos idos. E todos nós sabemos recordar é preciso”. </p>
<p>	Ariadne faz parte de mais de trinta antologias editadas pela Novoestilo, Novo Horizonte e pelo selo editorial Enseada das Letras, entre outras. A autora pertence às seguintes associações literárias: Academia Recifense de Letras, Academia de Artes e Letras do Nordeste Brasileiro, Academia de Letras do Brasil – Seccional Pernambuco. União Brasileira de Escritores entre outras.</p>
<p>	Érico Veríssimo explica: “Nenhum escritor pode criar do nada. Mesmo quando ele não sabe, está usando experiências vividas, lidas ou ouvidas, e até mesmo pressentidas por uma espécie de sexto sentido”. E Henry Miller completa: “Nenhum escritor é bom a não ser que tenha sofrido”. Ariadne Quintella tem em seus textos o gosto da vida, mas é uma fênix sempre ressurgindo na literatura que produz. </p>
<p>Praia de Boa Viagem, 11 de março de 2019</p>
<p>SERVIÇO<br />
Abertura do Destaque Literário de Março<br />
Data: 14/3/2019<br />
Horário: 18h<br />
Local: Ponto de Cultura Nordestina Letras &#038; Artes<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife<br />
Telefone: 81 3243-3927<br />
Entrada franca</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
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		<title>Colly Holanda: uma presença iluminada, por Cássio Cavalcante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Sep 2018 16:14:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[destaque literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DA CULTURA NORDESTINA Senhora de si, ela quando chega aí não tem para ninguém, o pedaço é só dela. A todos com sua simpatia e alegria conquista. Vinda do Rio Grande do Norte a todos os pernambucanos conquistou. Sorriso de luz, e um humor inteligente que poucos têm, Colly é assim, dona [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DA CULTURA NORDESTINA</p>
<p>Senhora de si, ela quando chega aí não tem para ninguém, o pedaço é só dela. A todos com sua simpatia e alegria conquista. Vinda do Rio Grande do Norte a todos os pernambucanos conquistou. Sorriso de luz, e um humor inteligente que poucos têm, Colly é assim, dona de um espírito marcante, que diz a que veio e empolga.</p>
<p>	Escritora, graduada em Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Católica de Pernambuco. Participa em uma das edições do antológico livro Mulheres que mudaram a história de Pernambuco.</p>
<p>	Participa das seguintes instituições literárias: Academia Internacional de Literatura e Artes (AILA), União Brasileiras de Escritores e Associação Nordestina de Trovadores (ANT), e é coordenadora do Sarau lítero-musical da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, desde 2012.</p>
<p>	Mas se engana quem pensa que essa mulher é só brincadeira. Ela produz uma literatura de um valor sem igual, como podemos ver em seu livro “Reflexos da Memória”, que nos conta com maestria toda uma jornada humana digna dos mais importantes romances épicos. </p>
<p>	Participante ativa de antologias que fazem ao longo de seus textos publicados nas mesmas a sua jornada literária. Entre os livros que faz parte estão: “Associação Nordestina de Trovas”, “Primeira Coletânea de Literatura Fantástica”, “Agenda do Poeta 15 anos”, “Festas Pernambucanas, volumes do São João e do Carnaval” e “Amigas para sempre”, entre muitas outras.</p>
<p>	Mas na literatura infantil, uma das mais importantes, já que forma leitores nas primeiras idades, a escritora vem fazendo toda a diferença. Livros como: “O Jacaré”, “O Pinto Pelado”, “Lobo Cara de Mingau”, “Mais uma sobre a Cobra e o Sapo” e “A Coelhinha da Páscoa”, este último ainda inédito, estão empolgando as crianças que lotam os seus lançamentos e eventos de contação de histórias. Nasceu para contar histórias e com interpretações brilhantes empolga quem assiste, sejam crianças ou adultos.</p>
<p>	Seu caminho na literatura é pontuado por justas e merecidas homenagens, como troféus e medalhas tais como:</p>
<p>	Agente Multicultural Cúpula Cultural<br />
	Movimento Cidade Melhor<br />
	Espirituartilidade<br />
	Medalha Honra ao Mérito – Cúpula Teatral<br />
	Medalha Mandacaru – Personalidade de nossa cultura<br />
	Medalha Flor de Mandacaru – AILA<br />
	Medalha MSC – Participação no Show de Talentos</p>
<p>	Colly é tudo isso e muito mais, e a certeza de quando estamos com ela, estamos no lado do bem, temos a certeza de uma amizade que nos torna ricos pelo seu convívio. </p>
<p>	Hoje, aqui, neste programa “Destaque Literário”, na Cultura Nordestina, tão necessário à literatura pernambucana, quero te dizer: Você é muito importante para todos nós.</p>
<p>	Colinéte Holanda Soares, você foi, é e sempre será a nossa querida e muito amada Colly.</p>
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		<title>Apresentando Flávia Suassuna, por Taciana Valença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 16:37:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[Edições Pirata]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentar Flávia Suassuna no Destaque Literário da Cultura Nordestina é uma grande honra, além de enorme responsabilidade. Falar de alguém tão grandiosa e, ao mesmo tempo, tão simples na sua essência, não é tarefa fácil. E quem a conhece sabe exatamente do que estou falando. Sua humildade, gentileza e simpatia são convites para novas descobertas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apresentar <strong>Flávia Suassuna</strong> no Destaque Literário da Cultura Nordestina é uma grande honra, além de enorme responsabilidade. Falar de alguém tão grandiosa e, ao mesmo tempo, tão simples na sua essência, não é tarefa fácil. E quem a conhece sabe exatamente do que estou falando.<br />
Sua humildade, gentileza e simpatia são convites para novas descobertas, pois o tesouro que tem guardado dentro de si é o que realmente encanta e fascina &#8211; que o digam os amigos e felizardos estudantes que podem ou tiveram a oportunidade de conviver com esta mulher sagaz na percepção do que não é tão óbvio aos olhares superficiais sobre o mundo e as pessoas.<br />
Nascida no Recife, em 27 de agosto de 1957, teve, desde cedo, grande interesse pela literatura, tendo também influência de Ariano Suassuna, seu tio, como grande orientador em suas leituras e incentivador em seus escritos.<br />
Formada em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (1979), fez também Mestrado em Teoria da Literatura na mesma universidade (1983).<br />
Escreveu seu primeiro romance, Jogo de trevas, muito jovem, em 1980, ainda estudante, pelas Edições Pirata, movimento cultural alternativo da cidade do Recife, do qual participou, e que a transformou na primeira ficcionista de Pernambuco.<br />
Em 1987, ganhou um concurso literário organizado pela Prefeitura do Recife, em homenagem aos 450 anos da cidade, e teve o romance “Remissão ao silêncio” publicado pela Fundação de Cultura da cidade do Recife.<br />
Outros livros inevitavelmente se seguiram. Aqui, teremos oportunidade de conhecer a profundidade das suas tranças: Trança primeiro fio, Trança segundo fio e Trança terceiro fio.<br />
Flávia é professora de literatura brasileira e de redação no Ensino médio da rede particular, do Recife. Tem um blog, Trança, onde publica suas crônicas (“o nome trança me veio, ficou na minha cabeça e impediu outro de chegar, talvez por acreditar que cada um de nós é uma trança de gente”).<br />
Achei por bem publicar uma carta que encontrei, escrita por ela para seus alunos, e publicada por um deles:</p>
<blockquote><p>Carta de uma das melhores professoras que já tive. Reflete totalmente a realidade que vejo em salas de aula, infelizmente.</p>
<p>Todo ano me traz uma turma nova, e isso sempre me renovou: novos sonhos, novas esperanças costumavam amanhecer em mim forças e coragens que eu nem sabia que tinha. Há tanto tempo sou professora, que sabia de cor o que acontecia: inicialmente, meus alunos me estranhavam, achavam que eu era meio louca, depois começavam a chegar bilhetinhos, conversas, até choros, e engrenava um amor lindo entre mim e eles, desses que merecem uma palavra ou um abraço, quando há um encontro na rua, no banco, no supermercado ou no consultório de um médico qualquer.<br />
Tantos ex-alunos referiam como fui marcante para eles… E isso sempre foi um sentido na minha vida, uma força extra de que eu lançava mão quando me sentia cansada.<br />
Devagar e depressa, essa sequência de gerações foi se fazendo uma corrente do bem – eu falava, era compreendida (não por todos, é claro, mas pela maioria) e minhas palavras tinham um tempero de valor que servia de referência ou ponto de partida. Isso tudo multiplicado pelo número de alunos que tive desaguava numa felicidade mansa que morava em mim e que me dava uma certeza clara de que tudo dava certo no final.<br />
Mas essa corrente do bem foi enfraquecendo, sem que eu sentisse de imediato, e, nesse ano de 2014, ela por fim foi quebrada.<br />
Comecei a ouvir que eu precisava “falar a língua do meu aluno”, que era preciso “dizer o que o aluno quer escutar”. Eu nunca tinha me preocupado com isso, sempre me ocupei de falar aquilo que eu achava que devia dizer, ou aquilo que meu aluno precisava ouvir; essa era minha responsabilidade, inclusive; fazia parte da tarefa de educar. Nunca medi palavras para dizer: “não está bom”, “precisa melhorar”, “foi insuficiente”, “está apenas regular”. Não sei precisar quando essa nova realidade se inaugurou. Meu coração está aqui dizendo que talvez tenha sido a partir de 2010, talvez, não sei ao certo…<br />
Devagar e de repente, meu aluno começou a querer atalhos, a desejar apren-der só o pedaço, como se o aprendizado e a compreensão de si e do mundo viessem por aí, como se fosse possível melhorar uma nota sem melhorar como pessoa… O ato de escrever deixou de ser uma autoexpressão para ser aquilo que o avaliador quer ouvir ou uma busca por meios que o enganem.<br />
Nada é subjetivamente construído, o aluno quer receber tudo pronto, e a in-terdisciplinaridade passou a parecer uma piada de mau gosto. A aula de literatura virou um estorvo, e escrever, apenas uma estratégia de preenchimento de linhas.<br />
As filas de empréstimos de livros na biblioteca minguaram, e os alunos agora acham que vão se safar sem saber ler e escrever de verdade, competências sociais que continuam imprescindíveis à inserção política e social, ou ferramentas para quem quer fazer a diferença, como se diz por aí.<br />
Recentemente, recebi um texto muito triste de uma amiga, o qual dizia que o mundo a que pertencemos morre antes de nós. Não quero crer que é isso que está acontecendo comigo, seria admitir que não vale a pena estar viva. Nem é isso assunto para se falar a jovens que estão apenas no começo de sua caminhada. Quero crer que estamos atravessando uma fase apenas que, do jeito como começou, vá passando, passando, até desaparecer. E que chegará de novo a fé no esforço certo.<br />
Outro dia, quando denunciei que há vários tipos de introdução aceitáveis numa dissertação argumentativa, um aluno retrucou:<br />
− Diga logo a que serve para todos os textos!<br />
Danou-se, eu pensei. E não pude conter o pensamento que levantou várias hipóteses: a de que esse aluno sempre aborda suas pretendentes de uma só forma, a de que ele usa apenas uma posição quando faz sexo, a de que ele sempre pede o mesmo prato no restaurante, a de que ele admite apenas uma forma de “certo”… E achei que ele caiu na armadilha da simplificação e da uniformização, perdendo o melhor da vida, das relações e das pessoas.<br />
Pois elas são únicas, difíceis por serem únicas, surpreendentes e, por isso, ricas de si mesmas. Delas nascem textos múltiplos, diferentes, autorais (como nós, professoras de redação, os chamamos). E essa diversidade é uma nova lei, a lei da tolerância, a utopia da diferença que tanto lutamos para implantar.<br />
O que está acontecendo com vocês, alunos, que desistiram do caminho próprio, da roupa com personalidade, da escolha exclusiva, da construção subjetiva de sentidos? Onde já se viu aceitar por inteiro as ordens televisivas, partidárias, publicitá-rias, midiáticas?<br />
A vida não é uma tarefa fácil, ninguém vem de férias, todos têm que trabalhar muito e colecionar mais perdas que ganhos. Seu professor não chegou a sua vida para dizer-lhe o que você quer ouvir; ele está aí para mostrar rotas de melhora, para avisar que você está errado quando você está errado (e certo quando o caso é inverso). E educação não é formar e conduzir rebanhos. É fazer pessoas. Pessoas críticas. Capazes, inclusive, de analisar o professor e avaliá-lo com justiça.<br />
Por isso estou aqui hoje pedindo atenção. Atenção ao falso líder que só quer seguidores calados; atenção ao falso professor que não ensina a pensar e a seguir caminhos próprios, mas a burlar examinadores, por meio de atalhos; que diz que vai ensinar você a fazer uma prova. Atente para o fato de que você, devagar, tem que criar competências para a sua vida inteira. Uma escola, uma faculdade, uma universidade não são espaços onde você aprende a enganar e a fazer provas, mas onde você aprende a ser um sujeito capaz de escrever sua própria história.<br />
Eu poderia aqui ter dito que todos os sonhos de vocês se realizarão e que vocês serão felizes. Mas parece que faço o contrário: pernambucanamente, enfatizei o suor obrigatório no plantio e mesmo na colheita da cana para que, na sequência, vocês possam ter o açúcar.<br />
É claro que quero que vocês sejam felizes e que seus sonhos se realizem. Mas o que quero mais é vê-los autônomos, donos de si próprios, seguindo trilhas criativas e, portanto, tolerando a escolha diversa do outro. O que quero mais é vê-los enfrentar com originalidade os dilemas e desafios da vida, deixando marcas por onde passarem.<br />
A carta reflete a preocupação dela com o rumo que o mundo está tomando, com esse simplificar ao mesmo tempo em que não forma adultos críticos. Demonstra todo o pesar sobre uma realidade que foge de tudo em que acredita. E confesso, chorei a ler, chorei por me colocar em seu lugar de professora, na verdade uma orientadora de vida e senti, senti como se sente alguém que vê mudanças vazias e cabeças que querem respostas a um toque do indicador.</p></blockquote>
<p>Não vou mais me prolongar. Teremos o mês inteiro para descobrir Flávia Suassuna, cascavilhar seus livros, suas poesias, sua história, sua sede de emoções.<br />
Lembro uma poesia lida por ela no Multivercidedes, feita quando seu neto estava para nascer. A emoção incontida que invadiu a todos. Esta é a Flávia, um presente para nós. Profunda, forte, inteligente, sensível e meiga, que iremos descobrir aos poucos num mergulhar apaixonante.</p>
<p>Serviço:<br />
Abertura do Destaque literário de agosto &#8211; Flávia Suassuna<br />
Data: 2 de agosto de 2018 (quinta-feira)<br />
Horário: 18 às 21h<br />
Coordenação: Bernadete Bruto e Eugênia Menezes<br />
Local: Ponto de Cultura Nordestina<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife<br />
Maiores informações: (81) 3243-3927</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2018/08/convite-ag-300x215.jpg" alt="convite ag" width="300" height="215" class="alignnone size-medium wp-image-1069" /></p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a nossa história</a></p>

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		<item>
		<title>Luciene Freitas, a guerreira pernambucana, por Telma Brilhante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 16:32:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[destaque literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A alma de Luciene Freitas está diluída em tudo que escreve. São momentos registrados de vida e de sonho, permeados de amor e crença na humanidade. Faz incursões pela Literatura produzindo contos e poesias, especialmente poesias. Tem consciência de que o poeta é o mensageiro da canção dos ventos nos desfiladeiros do infinito. Voz que, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A alma de Luciene Freitas está diluída em tudo que escreve. São momentos registrados de vida e de sonho, permeados de amor e crença na humanidade. Faz incursões pela Literatura produzindo contos e poesias, especialmente poesias. Tem consciência de que o poeta é o mensageiro da canção dos ventos nos desfiladeiros do infinito. Voz que, unida aos sons da terra, evolui e se mescla num voo rumo às estrelas. Sente a magia das palavras acontecendo no silêncio, fruindo a poesia.<br />
Os pensamentos filosóficos que recheiam Mergulho Profundo são hauridos da experiência, de uma visão otimista, poética, não permitindo que a tristeza que às vezes a assalta, faça descolorir o mundo. São temas que dizem respeito ao homem, em suas antíteses e paradoxos, vida, morte, alegria, tristeza. Uma permanente tentativa de compreender a existência e a missão que lhe foi destinada, a missão de ser poeta.<br />
Nele, se desnuda e diz:<br />
                   <em> Escrever é permitir que o sangue retire do coração o sentimento e passe para o papel a mensagem da alma</em>.</p>
<p>A Dança da Vida, outro livro de sua autoria, um caminho em busca da maturidade. As primeiras decepções, os primeiros desalentos. A eterna luta entre o bem e o mal, anjo x demônio. Transfigura o cotidiano para  elaborar esse livro de contos, alguns transformados em parábolas. Como veremos nessa, Pés de Gente.</p>
<p>Semelhantes às formigas gigantescas, correndo de um lado para outro. São pés que carregam corpos, corpos que carregam cérebros, cérebros que levam o mundo, cada mundo com uma história, uma visão diferente da vida, um ideal. </p>
<p>A solidão sempre a acompanhou. Constatamos essa afirmativa nos diversos poemas que escreveu, inclusive o infantil Brincando Só. No entanto, no silêncio cultiva o amor às coisas belas, a solidão criadora, onde as sementes são fecundadas.<br />
Como exemplo, uma estrofe do poema Almas Que Passam, do livro Mil Flores:</p>
<p>                                       <em> No frio do peito minh’alma cansada<br />
                                        Examina sofrida, enxerga profundo<br />
                                        De sentinela ronda, frente à morada<br />
                                        As almas que passam na solidão do mundo</em></p>
<p>Ou em Explosão,</p>
<p>                                 <em>  A solidão mais doída<br />
			           É aquela sentida<br />
                                   No meio da multidão.</em></p>
<p>Filha única criada pelos avós que a acolheram com muito carinho, dividiu-se em três espaços geográficos que malharam a personalidade forte da poetisa: Caruaru –cidade que a viu nascer-  Brejo da Madre de Deus e Vitória de Santo Antão. Depois, aportou à beira do mar, em Recife, aonde veio dar continuidade ao sonho de ser escritora, concretizando-o entre paisagens de cimento, ferro, verdes e mar.</p>
<p>A poesia está ligada à Luciene feito cordão umbilical. É um grito lapidado no escuro, na dor. Extravasa a alma, nos caminhos de pedra e sol. Busca decifrar a efemeridade das coisas finitas, as respostas que a angustiam. Nos versos, há cuidado com a métrica, a rima acontece naturalmente. Experimentou o soneto e outras modalidades, dentro das normas clássicas. A preferência recai, no entanto, sobre os versos livres, soltos, sem elos que lhe tolhem a liberdade de voar, somente o ritmo que elabora a música, a beleza da cadência, sob a batuta da respiração. A poesia é atemporal e Luciene, com a sensibilidade que a caracteriza, bem sabe perceber um coração pulsante nas mínimas coisas que a rodeiam. A linguagem simples transforma sua escritura numa ponte de comunicação com os leitores que conseguem captar a alma da poetisa e nela se encantam, se identificam. Em Deus, procura apoio e esperança. No livro O Sorriso e o Olhar, a religiosidade se mescla em suas criações poéticas, como vemos nesse texto  A Criação.</p>
<p>Naquele momento a vida se fez em diversas formas. Jogadas no infinito, algumas, as mais pesadas, fincaram-se no chão; tornaram-se árvores. Outras mais ousadas, locomoveram-se e assim continuam. As minúsculas, muito leves, flutuaram. Tornaram-se pássaros e colorem o planeta. Saúdam a criação num coro cotidiano, a cada nascer ou morrer do sol.</p>
<p>No entanto, Luciene se desvincula desse eu-poético para trabalhar o momento histórico de Martha de Holanda no livro Uma Guerreira do Tempo. Não totalmente. Entremeia de poesia os fatos históricos, porque sua alma é essencialmente poeta. </p>
<p>Nesse instante, sob a ótica feminina, ela está se identificando com a condição de ser mulher e sentir tudo que Martha sofreu, numa época predominantemente machista, em que imperava o autoritarismo e a hipocrisia. Luciene Freitas, de natureza solidária, transporta-se e se faz baluarte e voz de Martha de Holanda. A ousadia e a obstinação transformam a escritora numa mulher combativa, guerreira. Vale lembrar que as mulheres guerreiras de todos os tempos são motivo de respeito e carinho, pelas portas que ousaram abrir às gerações futuras. Nós hoje estamos usufruindo desse espaço conquistado. Há muitos símbolos recorrentes em seus versos. Flores, mil flores, a primavera, o sol, que significa luminosidade, brancura, vida transparente, sem máscaras nem embustes de um mundo desnudado, como veremos no soneto dedicado a Martha de Holanda, que fecha o livro Uma Guerreira do Tempo.</p>
<p>Eles Dormem  ao Sol:</p>
<p><em>Eles dormem ao sol, sob as flores,<br />
consigo jazem sonhos flutuantes.<br />
Iguais, desencarnados semblantes,<br />
não mais sentem as terríveis dores.</p>
<p>Jornada fatal ali se encerra,<br />
da vida cessam os desenganos.<br />
Esquecidos somente com os anos.<br />
Dormem ao Sol, no seio da Terra.</p>
<p>Acaba a vaidade. Nivelados,<br />
enfim, orgulhos são decepados.<br />
O Sol resseca os dissabores.</p>
<p>O vento silencia seus lamentos.<br />
Não mais resquícios de sofrimentos,<br />
livres dormem. Nada mais tem cores.<br />
</em></p>
<p>LUCIENE FREITAS &#8211; Destaque literário de julho, da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes<br />
Coordenação: Bernadete Bruto e Eugênia Menezes</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a nossa história</a></p>
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		<title>Em tempo de crises e indiferenças é imprescindível o alimento poético, por Fabrícia Gomes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2017 13:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[encontros poéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontros poéticos &#8211; Temporada 2017 (terceiros sábados do mês, às 16h) Objetivo: trazer à luz fragmentos biográficos de poetas e de suas respectivas obras A poesia possui um extraordinário impacto devido à sua forte carga reflexiva, emocional e afetiva. Sendo um fenômeno literário de tamanha provocação, a linguagem poética nos remete a um giro crítico [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontros poéticos &#8211; Temporada 2017 (terceiros sábados do mês, às 16h)<br />
Objetivo: trazer à luz fragmentos biográficos de poetas e de suas respectivas obras </p>
<p>A poesia possui um extraordinário impacto devido à sua forte carga reflexiva, emocional e afetiva. Sendo um fenômeno literário de tamanha provocação, a linguagem poética nos remete a um giro crítico interior, convidando-nos a ressignificar o nosso olhar acerca do mundo. O poeta, através de sua arte, faz uso da palavra para nos transportar às mais infinitas possibilidades de sentimentos e estados emocionais, nos sensibilizando e nos propondo a diminuir nossas indiferenças em face de nós mesmos, refletindo assim, maior proximidade com o outro. A poesia tem o poder de nos conectar com &#8216;o belo&#8217; que habita no interior da palavra &#8211; ela nos permite a contemplação e a percepção de fatos abstratos. Tal exercício nos transforma de maneira a aprimorar a nossa forma de compreender a realidade na qual estamos inseridos. </p>
<p>Em tempos de crise e indiferenças sociais, torna-se indispensável o alimento poético, a linguagem poética, o texto, a arte da palavra escrita, recitada, declamada, impactante. Necessário à redescoberta da poesia no cotidiano, nas rodas de conversas, nos encontros, na vida!</p>
<p>É com a perspectiva de possibilitar a todos uma maior convivência com essa primorosa arte, através de um trabalho de declamação, que este projeto se apresenta.</p>
<p>O &#8216;Encontros Poéticos&#8217; vem fazer parte da agenda do Ponto de Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, compreendendo que este espaço é um verdadeiro contribuidor para fomentar as mais diversas artes, fazendo a cidade do Recife ainda mais rica em sua pluralidade cultural.</p>
<p>A ideia de tornar possível a existência deste programa nasce do desejo da professora Fabrícia Gomes (licenciada em Letras, pós-graduada em Literatura luso-brasileira), resultado de sua experiência no trabalho de estímulo à leitura através da poesia no contexto escolar há alguns anos. Como coordenadora do programa, pretende compartilhar suas vivências e tornar viável aos que assim desejarem, o espetacular e natural encontro entre o poeta e a sua poesia.</p>
<p>Agenda: terceiros sábados do mês<br />
Setembro, 16 – Manuel Bandeira<br />
Outubro, 21 – Clarice Lispector<br />
Novembro, 18 – Solano Trindade<br />
Dezembro, 16 – Florbela Espanca </p>
<p>Serviço:<br />
Projeto: Encontros poéticos<br />
Coordenação: Fabrícia Gomes<br />
Estreia: setembro, 16 (sábado), às 16h<br />
Colaboração: R$ 10,00<br />
Local: Ponto de Cultura Nordestina Letras &#038; Artes<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães,555, Poço da Panela<br />
Telefone: (81) 3243-3927</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a nossa história</a></p>
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		<title>Flávia Suassuna no Café filosófico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Mar 2017 13:28:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[#escritores#]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura nordestina letras & artes]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Suassuna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na segunda-feira 3 de abril, às 17h00, a professora Flávia Suassuna fala sobre Educação, cultura e emancipação humana. A palestra faz parte do ciclo de debates que acontece mensalmente na Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, sob a coordenação da professora da UPE, Suzana Lopes Cavalcanti. Flávia Suassuna é graduada em Letras e tem mestrado em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na segunda-feira 3 de abril, às 17h00, a professora Flávia Suassuna fala sobre Educação, cultura e emancipação humana. A palestra faz parte do ciclo de debates que acontece mensalmente na Cultura Nordestina Letras &#038; Artes, sob a coordenação da professora da UPE, Suzana Lopes Cavalcanti.<br />
Flávia Suassuna é graduada em Letras e tem mestrado em Teoria literária, pela UFPE. É professora de literatura e redação do ensino médio da rede privada do Estado. Pertence à Academia de Letras e Artes do Nordeste &#8211; ALANE &#8211; e tem 6 livros publicados.</p>
<p>Serviço:<br />
Dia: 3 de abril de 2017 (segunda-feira)<br />
Hora: 17h00<br />
Local: Cultura Nordestina Letras &#038; Artes<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço da Panela &#8211; Recife-PE (por trás do Museu do Homem do Nordeste)<br />
Ingresso: R$ 10,00 (dez reais)</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça nossa história</a></p>
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		<title>Eclosão recebe o escritor Jacques Ribemboim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 20:34:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bernadete Bruto]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea junina]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[andré cervinskis]]></category>
		<category><![CDATA[artes]]></category>
		<category><![CDATA[bairro da boa vista]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[civitate]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[jacques ribemboim]]></category>
		<category><![CDATA[recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>UM CORAÇÃO DO RECIFE CHAMADO BOA VISTA Entre 1920 e 1970, o bairro da Boa Vista foi o centro de efervescência cultural e artística da cidade, ao tempo em que recebia milhares de jovens estudantes do interior e imigrantes de origem judaica. A proximidade física destes novos habitantes junto aos recifenses natos conformaria um ambiente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/eclosao-recebe-o-escritor-jacques-ribemboim/">Eclosão recebe o escritor Jacques Ribemboim</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>UM CORAÇÃO DO RECIFE CHAMADO BOA VISTA</em></strong></p>
<p>Entre 1920 e 1970, o bairro da Boa Vista foi o centro de efervescência cultural e artística da cidade, ao tempo em que recebia milhares de jovens estudantes do interior e imigrantes de origem judaica. A proximidade física destes novos habitantes junto aos recifenses natos conformaria um ambiente propício à profusão de novas ideias.</p>
<p>A partir da década de 80, o bairro passa por um processo de decadência, acompanhado pelo êxodo das famílias de classe média, em particular nas imediações da Praça Maciel Pinheiro, Imperatriz, Rua do Hospício e Mercado da Boa Vista, áreas estas tomadas pelo comércio formal e informal. Hoje, partes da Boa Vista encontram-se em situação de abandono requerendo uma urgente atenção por parte da população e dos gestores da cidade.</p>
<p>A palestra enfoca o esplendor da Boa Vista de décadas atrás, mostrando alguns de seus principais artistas plásticos, vis-à-vis a situação atual deste bairro.</p>
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