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	<title>Arquivos Eva Salustiano &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Eva Salustiano &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>A Terra grita de dor, por Eva Salustiano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 16:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Gaia: a deusa-mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabe-se que big-bang é teoria mais sólida para a origem do Universo. Seu processo evolutivo até o surgimento da humanidade passou por violentos cataclismos de vida e de morte. Mas lentamente a vida firmou-se contra as ameaças da natureza até o advento do ser humano. Há décadas a humanidade dá lancinante grito ecológico de basta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe-se que big-bang é teoria mais sólida para a origem do Universo. Seu processo evolutivo até o surgimento da humanidade passou por violentos cataclismos de vida e de morte. Mas lentamente a vida firmou-se contra as ameaças da natureza até o advento do ser humano.</p>
<p>Há décadas a humanidade dá lancinante grito ecológico de basta ao desenfreado desenvolvimento de destruição. Mesmo havendo alertas sobre os gravíssimos problemas da industrialização acelerada, do rápido crescimento demográfico, da crise de alimentos, da deterioração do meio ambiente, da futura crise de energia, da tecnologia devastadora, etc., o alerta ainda conserva validade para que a vida humana não seja colapsada.</p>
<p>É perceptível que a Terra sangra de dor pelo crescimento contínuo acelerado e sem piedade da natureza. Diante de uma destruição globalizada, somente uma reação também global resolve. E esta nasce do despertar da consciência que ouve o grito da Terra contra as forças que matam os ecossistemas e consequentemente toda a vida do planeta.</p>
<p>A Terra sangra de dor e por isso grita. Até agora fizemos ouvidos moucos. Esquecemos de que ela nos antecede em bilhões de anos. Além disso, atende a um mínimo de bom senso, ao chegar a um lugar existente, conhecer as regras que aí funcionam. Ocupamos este mundo como se o tivéssemos criado, desrespeitando os princípios básicos da vida. Água, oxigênio, fauna e flora constituem sua substância primeira e fundamental. Por toda agressão contra a Terra paga-se enorme preço presente e futuro. E, por sua vez, cuidar dela garante-nos a todos a vida.</p>
<p>A ganância por dinheiro leva o homem do poder, como o pobre ambicioso, a não parar de querer sempre mais fugindo do seu dever. Catástrofes naturais, nunca vistas no planeta, mostradas aos nossos olhos poder-se-ia dizer que foram provocadas. A poluição das águas, do ar, do meio ambiente, de modo geral e de forma inconsequente pelos humanos, faz nossa Terra doente. Desmatamento, queimadas, agressões à Natureza de forma desenfreada, só nos trará pobreza, doenças mortes&#8230;</p>
<p>O interesse do homem pelo modernismo é tão grande, que o faz um ser solitário, um zumbi, perante o mundo em que vive sem ouvir o grito de dor que a Terra clama.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>EVA</strong> Medeiros de Matos <strong>SALUSTIANO</strong> nasceu em Currais Novos/RN. Graduada em Letras e Especialista em Literatura Luso-Brasileira pela UFRN, é professora de Língua Portuguesa, poetisa, escritora, cordelista, trovadora, pesquisadora, cronista… Publicou vários folhetos de cordéis; foi colunista do jornal impresso “A Notícia” de Currais Novos; apresentadora do programa televisivo “Seridó Caboclo” pela TV a Cabo desta cidade; além de livros solo, é coautora de várias antologias, dentre elas, oito internacionais. É membro da Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares – ALAMP; Casa do Cordel/Natal; UBE/RN; Academia Currais-novense de Artes e Letras – ACAL; Academia de Artes Ciências e Letras do Brasil – ACILBRAS; Institut Cultive Suisse Brésil…</p>
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