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	<title>Arquivos Taciana Valença &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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		<title>Taciana Valença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 16:53:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Fome de quê?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diz tu, que fome tens? &#160; Onde dói além do bucho que não é o teu? Onde as entranhas se procuram buscando saciar fomes que o calar só incendeia? A humanidade se perde enquanto tu ficas triste degustando pratos feitos, refeitos, enfeitados de euforias, brindando às fomes de cada dia com taças manchadas de sangue [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Diz tu, que fome tens?</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Onde dói além do bucho que não é o teu? Onde as entranhas se procuram buscando saciar fomes que o calar só incendeia? A humanidade se perde enquanto tu ficas triste degustando pratos feitos, refeitos, enfeitados de euforias, brindando às fomes de cada dia com taças manchadas de sangue dos corpos sem vozes, sem vez, sem nomes&#8230;</p>
<p>Que importa tua indigna ação, se mãos fortes tapam bocas inocentes, dominadas, desprotegidas e de tudo carentes? Que importa se páginas deste livro sejam gritos inconformados de gente que come todos os dias, de gente que tem nome assinando páginas frias e que faz das letras uma luta sem sangria? Quantos litros de sangue terão que ser derramados para que sequem as lágrimas do mundo?</p>
<p>É tão mais enfeitadinho agora chamar de “insegurança alimentar”.  A FOME é feia, não é? A fome é triste, é a pior dor, a de não ter força para se sustentar, para simplesmente viver e se sentir gente.</p>
<p>Sim, pode ficar indignado, ofendido, abalado. Que importa, se as águas mortíferas não te cobrem nem te cobram?</p>
<p>Não sabes dos dias onde o sol são foices. Responde-me então o que fazer com tantas palavras se cá estou tão longe de tua realidade que nem mesmo um só Deus sabe do meu existir?</p>
<p>Ah, como queria ser riso, nem que fosse um eco dos teus. Seria riso tímido, entre morte e vida (não é, Severina?), riso que só chegaria aos ouvidos das almas perdidas.</p>
<p>Diz tu, que fome tens, porque tenho a fome maior, a fome de não ver um prato de comida. Dessas comidas que tu jogas fora ao final do dia ou ao término das tuas festas, onde tanto se come e de tudo.</p>
<p>Na maioria das vezes minha fome básica é de alimento, sabes? É o mínimo que preciso para esperar o amanhã, pois não há sonho mais simples que um prato de comida.</p>
<p>Tu não sabes o que é sonhar com um prato feito que não venha dentro de um saco de lixo preto, com restos azedos das tuas iguarias.</p>
<p>Sou rosto marcado, além de nunca conhecido. Olhos que jamais fitarão os teus, pois desvias sempre do meu caminho. Caminho paralelo dos pés cansados do pisoteio das uvas, para que sejam servidos teus cálices de vinho.</p>
<p>Não tenho a licença da fala, os dias me são histórias mal contadas.</p>
<p>Sou par de olhos semimortos que todos os dias reluta antes do abrir. Sou vazio cheio de desgosto, levados por um trem sem trilhos ou fumaça, comandados pelos que tem a posse de mim.</p>
<p>Estou a um empurrão teu para o abismo, talvez um leve toque e eu rolo abaixo.</p>
<p>Estou a um tiro, pois sou sempre alvo. Nem mesmo ouso correr para chegar mais depressa. Sou suspeito de um tudo e pago dia após dia a conta por existir, pois antes de tudo, já sou um eliminado na mira dos que ainda não me encontraram para jogar em mim frustrações, deleites de almas rasas, alimentadas por uma sociedade preconceituosa, violenta, vazia, ignorante e sem empatia. Pois se houvesse empatia haveria luta, inclusive tua, que jamais se esquecerá destas palavras por sequer tê-las lido.</p>
<p>Junto com essa fome básica me recorre uma fome imensa que me dói a alma e me faz resistir, mas ainda assim é de apenas um prato. Um prato que me alimentaria por toda a vida. Um prato cheio de solidariedade coletiva, respeito, igualdade, trabalho, lazer e arte, temperado com amor e justiça social.</p>
<p>Tuas moedas, que caem nas minhas mãos na porta da igreja, não salvam nem minha fome nem tua alma. Acompanham apenas o formato da hóstia, que carrega o nome de todos nós. Minha barriga dói todos os dias e não apenas no dia da tua missa, onde com mísera moeda tu tentas fazer justiça. Não tenho como pagar o dízimo e minha igreja é aqui, sob céu aberto, onde sou excluído e dizimado todos os dias.</p>
<p>Agora diz tu, que fome tens?</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h3><em>Taciana Valença</em></h3>
<p>é pernambucana do Recife, administradora de empresas por formação (UFPE-1988), apresentadora, assessora literária, escritora, compositora, poeta e produtora cultural. São de sua autoria os livros infantis Malu em Apuros e Especialmente criança, o livro FEBRE (poemas) e Sumiço do ovo (crônicas), além de ter participação em diversas antologias dentro e fora de Pernambuco. É responsável pelo projeto Conversando Perto de casa, na Livraria Jaqueira, editora da Revista Perto de Casa, idealizadora do projeto Navegando em poesias, apresentadora dos projetos Destaque Literário (da Cultura Nordestina Letras &amp; Artes) e Conversando Perto de Casa na Cultura Nordestina, além de ser apresentadora e entrevistadora no projeto Livro Encena.</p>
<p>Links onde são encontrados um pouco do seu trabalho literário:</p>
<p><a href="https://ensaiandopoesias.blogspot.com/">https://ensaiandopoesias.blogspot.com/</a></p>
<p><a href="https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=27346">https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=27346</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/taciana.valenca.5/">https://www.facebook.com/taciana.valenca.5/</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/tacianalvalenca">https://www.facebook.com/tacianalvalenca</a></p>
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