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	<title>Arquivos Senhora Xis &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>Senhora Xis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Aug 2023 14:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Fome de quê?]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>O oito do um</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Impossível esquecer aquela tarde de domingo. Perplexo, o mundo assistia à transmissão ao vivo do espetáculo denominado &#8220;A festa da Selma&#8221; (corruptela da saudação militar: Selva!), apresentado na praça que representa os pilares da democracia brasileira. Um mar verde e amarelo invadia passeios e rampas de acesso aos prédios, enquanto para os inocentes passavam a fazer sentido os ensaios que antecederam aquele dia &#8211; movimentação nas redes sociais, discursos ameaçadores, acampamentos em frente aos quartéis, atentados isolados e o seis do um americano, que serviu de modelo ao oito do um brasileiro. No entanto, apesar das evidências que diariamente cuspiam na cara de todos o adiantado estado de gestação do oito do um, era para muitos improvável que ainda houvesse alguém capaz de arquitetar a volta dos anos de chumbo. Santa ingenuidade!</p>
<p>Tudo leva a crer que aquele dia não acabará enquanto existirem células contaminadas no corpo da sociedade brasileira. Enquanto cada palmo daquele cenário não for esmiuçado, em seus mínimos detalhes, o oito do um estará sendo revivido continuamente. Este é o tratamento adequado para que a doença incurável (aos olhos de muitos) seja debelada. É preciso que todos os responsáveis pelo planejamento, execução e financiamento da tentativa de assassinato da democracia brasileira, em praça pública, sejam identificados, julgados e punidos exemplarmente. Não se trata de vingança, mas de justiça, dizem.</p>
<p>A quebradeira do acervo material e cultural existente nos prédios da Praça dos Três Poderes simboliza a destruição das conquistas sociais garantidas pelo regime democrático construído a duras penas, após mais de vinte anos de vigência do regime militar, período em que a liberdade de ir e vir, e de se expressar como cada um bem quisesse, ficou proibida.</p>
<p>Os obstinados em calar a voz do povo, tirando-lhes o direito de contestar e de se manifestar contra qualquer ação que sequestre o direito à satisfação de suas necessidades básicas e desejos, utilizam-se de meios e subterfúgios capazes de manipular este mesmo povo que, hipnotizado, passa a agir contra os próprios interesses, em favor de interesses alheios, convencidos de que estão agindo da forma correta, dispostos a tudo em nome da pátria, da família, de Deus e da liberdade.</p>
<p>Um olhar mais acurado sobre as cenas do oito do um enxerga um ataque de loucura coletivo como a mais pura expressão da verdade dos famintos em destruir a democracia brasileira, que assistiam ao espetáculo nos camarotes, o mais distante possível da cena, onde os estilhaços não os alcançassem.</p>
<p>Os mentores da tentativa desesperada de tomar o poder do presidente recém-empossado, eleito democraticamente pelo voto popular, em 2022, valeram-se da velha mentira maquiada de <em>fake news</em> (para se tornar mais atraente) para, com ela, conseguir convencer os desavisados de que dariam um fim à corrupção na política, visando à reeleição do então presidente, tida à época como favas contadas. Ironicamente, o feiticeiro foi atingido pelo próprio feitiço. Hoje, enxerga-se claramente onde está plantada a corrupção ofuscada pelo brilho das pedras preciosas, joias, relógios e mansões entre outros bens adquiridos com o dinheiro público, melhor dizendo: com o fruto do meu, do seu, do nosso trabalho.</p>
<p>Apesar da utilização &#8220;nunca antes vista na história deste país&#8221;, de recursos públicos na compra de votos e na cooptação da PRF para atropelar a votação em regiões tidas como perigosas, entre outros artifícios que incluem a ladainha das urnas eletrônicas fraudadas e o abuso da fé do universo religioso, o resultado das eleições, por não ser o esperado, também não foi reconhecido pelo candidato derrotado, seus aliados e admiradores que, inconformados, colocaram em prática o plano B no dia 8 de janeiro de 2023, de olho na retomada do poder para livrar o país do regime comunista. Santa ignorância!</p>
<p>Há que se perguntar: o que justifica a não-aceitação de um resultado eleitoral legítimo, renovável a cada quatro anos e previsto na Constituição Federal em pleno regime democrático? Há que se responder: o pavor das investigações em curso, que desvelam as verdades bordadas com as lantejoulas baratas da pretensa honestidade.</p>
<p>Porém, o pau que dá em Chico, também dá em Francisco. A ficção e a loucura são a mais pura expressão da verdade, venha de onde vier. E quem tiver o rabo preso, que tente calar os ficcionistas e os loucos, para ver o que acontece.</p>
<p>Fome de quê?</p>
<p>Do fortalecimento da democracia com o objetivo de eliminar o fosso da desigualdade entre os que constroem a riqueza e os que dela, apenas, usufruem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h2><em>Senhora Xis</em></h2>
<p>Personagem cuja característica é o olhar irreverente sobre as vaidades, a política, o preconceito e a intolerância, ilustrada em 2017, pelo caricaturista Ricardo da Cunha Melo.</p>
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