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	<title>Arquivos Luiza Saraiva &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Luiza Saraiva &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>Luiza Saraiva</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Sep 2023 13:22:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coletânea Fome de quê?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fome de construir humanidade &#160; Estaria o homem do século XXI na função de construir humanidade? Na voz sertaneja de uma viagem traduzida em poucas palavras podemos pensar que desde os primórdios, já se pensava politicamente e filosoficamente em conduzir pessoas com ideias que revitalizassem o pensamento. Na voz do meu sertão / um mundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Fome de construir humanidade</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estaria o homem do século XXI na função de construir humanidade? Na voz sertaneja de uma viagem traduzida em poucas palavras podemos pensar que desde os primórdios, já se pensava politicamente e filosoficamente em conduzir pessoas com ideias que revitalizassem o pensamento. <strong>Na voz do meu sertão / um mundo gira em histórias contadas. / Com a força do sertanejo / se enfrenta desafios de vida e de morte. (Luiza). </strong></p>
<p>A experiência de sentir o potencial do bem, de perceber a diferença do “ser” e do “ter”, é representar um mundo menos errado, um mundo que tenha sentido para a vida, um mundo menos competitivo, com uma ideia de se aproximar do “humano,” aproximar do ideal, onde nasça a essência do despertar no que se faz, no que se fez, um mundo reformador de consciência, de maneira que influencie um pensamento idealizador, com diálogos casados com comportamentos que constitua o potencial “racional,” adequado e humano, e que consiga atingir o ideal primado no afeto e na essência do caráter como atributo característico de uma construção adequada para os homens.</p>
<p><strong>“Pequeninos” de imediato são abrangidos pela juventude ingênua, sofrem a fase da evolução que, a partir de determinado tempo a mentalidade é outra&#8230;” </strong></p>
<p>Quem pode mudar o presente onde a oportunidade é para poucos? A radiografia da vida se faz a partir de um passado histórico, e que se enrama na “árvore” de uma sociedade injusta que pode limitar os passos de um caminho de vidas&#8230; é preciso coragem para enfrentar o ardor das flores de insatisfação quando se permite o perfume no jardim do pensar.” Ter privilégios não significa construir humanização, existe uma diferença entre ter privilégios, e de que forma se pode utilizar “desses” para contribuir com uma sociedade humanitária. Privilegiar à humanidade, é focar como tema central um “ser” provido de mudanças. Essa fala, pode ser considerada uma voz política de resistência, propõe conduzir ideias e promover pensamentos humanos que vivem no mundo das “grandes ideias,” porém, produz seres prisioneiros de sua própria sociedade.</p>
<p>“<strong>Não existe somente um começo,</strong></p>
<p><strong> existe um ponto onde se toma consciência que ele acontece. </strong></p>
<p><strong>A gente está aprendendo o tempo todo, </strong></p>
<p><strong>quando você toma consciência disso, </strong></p>
<p><strong>você ganha responsabilidade, que pode mudar o ritmo.” </strong>(Luiza).</p>
<p>Não existe fórmula para manifestar uma consciência humanizadora, quando a maioria das pessoas vive na inconsciência da reflexão, sem opção de escolhas, na fragilidade humana, estão inseridas num provimento de desconstrução de uma identidade humanizada. Vivem na plataforma da estrutura do medo, da incerteza, do desconhecimento, agregada à uma herança institucional que fabrica ignorância, escravismo, o que colabora para a manutenção de privilégios em função de poucos. Os “homens” vivem sustentando uma estrutura de compensação financeira e de poder, que é um mundo de poucos sobre uma realidade de muitos, que os valores são contraditórios. Trazer uma reflexão desafiadora, é interagir com o desafio, é se expor ao desconhecido, mas é importante ter a certeza de que, nesse contexto o desafio traz mudanças, e pode instrumentar consciências mais humanas, e a partir disso, conquistar ferramentas para enxergar e combater o inimigo que desconstrói o ser humanizado.</p>
<p><strong>A chuva chega na terra quente / o vento sopra valente,</strong></p>
<p><strong>o sol se esconde da gente / mas, atrás da serra desce um véu&#8230;</strong></p>
<p><strong>a brisa canta, o frio arrepia, balança&#8230; á água enluva o telhado,</strong></p>
<p><strong>um colo de orvalho, acolhe o pasto, e nesse salto, alastra à chama,</strong></p>
<p><strong>estende à voz que clama até o sertão, em tom graúdo, que no silencio,</strong></p>
<p><strong>o céu responde, grande e mudo&#8230; </strong>(Luiza).</p>
<p>Que olhemos o mundo com mais afetividade e com a responsabilidade de construir um novo corpo de família humana, e assim talvez, sair dessa plataforma que até hoje tem ações que colabora para a manutenção de uma sociedade “cega.”</p>
<p>TENHO FOME DE CONSTRUIR HUMANIZAÇÃO</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h3><em>Maria Luiza S. Saraiva de Morais</em></h3>
<p>nasceu em Surubim Pernambuco, graduada em Pedagogia pela FAFIRE, Especialista em Supervisão e Administração Escolar – FAFIRE, Especialista em Metodologia das Práticas Pedagógicas, Especialista em Literatura Infantil &#8211; UFPE, Bacharelanda em Direito –  FAMAM, escritora, e autora do projeto Como Incentivar a Leitura e à Escrita Através da Poesia, trabalho avaliado e aprovado pela Coordenadoria Científica da Sociedade Brasileira do Progresso para a Ciência – SBPC, e apresentado no Programa de Formação de Professores em vários Congressos anuais da SBPC: UNICAMP/SP 2008, UFAM/AM 2009, UFG/GO 2011, UFMA/SÃO LUIS/MA 2012, foi utilizado na Rede Municipal de Ensino do Recife/PE, no Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores – PMBFL, da mesma rede. Gestora Educacional da Rede Municipal de Recife, e atuou como Técnica Pedagógica por um período longo no PMBFL, na mesma instituição. Professora Titular da Secretaria de Educação de Camaragibe por 25 anos, atuou também, em gestão escolar na mesma rede. Palestrante sobre a poesia/literatura. Membra de várias instituições culturais: Academia de Letras, Artes e Ofícios Municipais de Pernambuco (ALAOMPE), Membra da Arena da Poesia/Caruaru, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Gravatá (IHAG), em fase do seu desempenho na literatura e educação profissional, recebeu vários prêmios.</p>
<p>Livros Publicados: AVELOZ – Poesias de Uma Vida, Serra Verde, Riacho de Versos, Pilando pedras, (outros em tramitação), várias Antologias.</p>
<p>Artigos acadêmicos:</p>
<p>Experiência de Aprendizagem, Revista Educacional, rede de Ensino de Camaragibe/PE</p>
<p>Aprendendo a Gostar de Ler Com Poesia – Revista 60ª. Reunião Anual da SBPC Jovem, 2008 UNICAMP, SP.</p>
<p>Ensinar a Gostar de Ler Com a Poesia – Oficina de Leitura para Professores, Revista da 61ª. Reunião Anual da SBPC 2009, UFAM Manaus, AM.</p>
<p>CORDEL – Uma Forma de Estimular a Leitura e a Escrita – Revista 63ª. Reunião Anual da SBPC 2011 UFG – Goiânia, GO.</p>
<p>Como Incentivar a Leitura e a Escrita Através da Poesia – Revista da 64ª. Reunião Anual da SBPC 2012 UFAM, São Luís, MA.</p>
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