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	<title>Arquivos Divulgação &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Divulgação &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>Reflexões sobre o suicídio, por Suzana Lopes Cavalcanti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 15:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Associados]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção ao suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recife, 10 de setembro de 2025 No dia dedicado à Prevenção ao Suicídio venho levantar algumas reflexões a respeito do assunto. Como uma pessoa que tentou por três vezes o suicídio, venho dar o meu testemunho do quão importante é a vida para a gente querer acabar com ela. Sem culpa e encarando o problema [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recife, 10 de setembro de 2025</p>
<p>No dia dedicado à Prevenção ao Suicídio venho levantar algumas reflexões a respeito do assunto.</p>
<p>Como uma pessoa que tentou por três vezes o suicídio, venho dar o meu testemunho do quão importante é a vida para a gente querer acabar com ela.</p>
<p>Sem culpa e encarando o problema de frente, hoje eu entendo que estava bastante doente e que, por tamanha tristeza que atravessava, acreditava que a dor sentida naquele momento só a morte aliviaria. Mas, como eu estava enganada&#8230;</p>
<p>Toda a dor que houver nesta vida deve ser vivida mesmo que, para isso, precisemos nos anestesiar com remédios e muita psicoterapia ou psicanálise.</p>
<p>Na verdade, a depressão e a ansiedade são fruto de uma vida sem limites e de muito estresse, decorrente do sistema capitalista em que vivemos, onde nos falta, além de condições de sobrevivência, o convívio com afeto, carinho, ternura, compaixão e amor. Aí a corda sempre arrebenta do lado mais fraco: no caso, as almas largas que querem subverter a ordem.</p>
<p>Restam-nos o aparato do sistema com suas casas de recuperação, que mais parecem uma prisão, e os tratamentos em consultório ou CAPS, que resolvem o problema em parte, pois a causa da dor continua existindo, por não se tratar de um problema individual, mas coletivo.</p>
<p>Na maioria dos casos, tanto as pessoas ricas quanto as empobrecidas têm o sentido da vida ocultado, por não terem a clareza do amor que as trouxe até aqui.</p>
<p>Há pais ausentes, há pais inviáveis, há pais indiferentes quando o assunto é amar.</p>
<p>Essa palavrinha mágica: amor, precisa ser uma experiência de acolhimento e cuidado com cada ser humano, pois quem chega é uma bênção e uma esperança para o planeta Terra, tão carente de propósitos transformados em propostas de paz, amor e felicidade.</p>
<p>Uma sociedade só caminha para a liberdade se proporcionar a todos os seus filhos experiências de amor e cuidados genuínos, desde a mais tenra idade até a maturidade.</p>
<p>Vamos dar condições aos pais de criarem seus filhos com condições sócio-econômicas e espirituais de existência, e que em cada lar nasçam seres únicos e iluminados para serem humanizados pela família, escola e sociedade.</p>
<p>Nascemos como uma pedra bruta a ser lapidada com o amor dos pais e de toda a família, e também da sociedade. Sem isso não se formará o ser humano que irá modificar as condições de existência na Terra e no Cosmos.</p>
<p>Mas há uma luz no fim do túnel, pois cada &#8220;louco&#8221; que se cura enche de alegria e esperança a humanidade inteira, adoecida pela insanidade do poder que pratica a guerra em nome da paz.</p>
<p>No entanto, abre-se nas trevas um cenário luminoso que irradia serenidade e leveza, dando luz aos fundamentos epistemológicos da ciência do amor, que proverá tudo o que de bom possa existir para suprir de dignidade, amor e cuidados especiais todas as crianças, para que elas cumpram a sua missão aqui na Terra.</p>
<p>Cada ser que nasce vem com um propósito a ser desenvolvido, e a família e a sociedade precisam estar preparadas para, na unidade, ser criada uma metodologia onde cada indivíduo importa para o sistema, cujo fim deve ser uma vida abundante, plena e feliz para todos.</p>
<p>Que cada talento seja provido de tudo o que é necessário para enfim germinar a nação humana com seus bens e direitos realizados pelos governantes que estão em formação para o terceiro milênio.</p>
<p>Faça-se a luz, e que ela produza frutos doces e suaves no perfume.</p>
<p>Haja ciência!</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>Suzana Cavalcanti nasceu no Recife-PE na maternidade do Derby, filha biológica de Elzania Lopes Ramos e Paulo Casado Cavalcanti, e filha de criação de Josefa Severina Cavalcanti e José Casado de Araújo Cavalcanti.</p>
<p>Quando tinha 10 anos, seu sonho era ser cantora, mas desistiu a conselho do avô, que lhe orientou a estudar para ter uma profissão e um marido, que seria o seu trabalho, e então, só depois de formada, partir para outras áreas como a música e as artes pois, segundo ele, o artista precisa ser também um provedor, mascate do seu sustento.</p>
<p>Aos 17 anos queria ser psicóloga, mas a família a orientou dizendo que psicólogos ganhavam pouco, e que cuidavam de “doido”, desqualificando o seu propósito.</p>
<p>Aos 18 anos fez vestibular de comunicação social e habilitou-se em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Radialismo, na Universidade Federal de Pernambuco. Tornou-se Jornalista polivalente.</p>
<p>Licenciou-se em Redação, Teoria e Técnica da Comunicação e Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p>É especialista em Educação e Cultura também pela Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p>Em 1991, obteve primeiro lugar no concurso da Universidade de Pernambuco &#8211; UPE, como professora de Técnicas de Redação, e concluiu os seus trabalhos na Universidade como docente na disciplina de Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação e da Educação Física.</p>
<p>Atualmente, planeja a criação do seu blog com artigos semanais para o público de todas as idades e classes sociais abordando temas como educação, cultura, arte, política, economia, ciência, antropologia, sociologia, filosofia e teologia. A partir de agora conta com o apoio irrestrito dos seus amigos e futuros leitores.</p>
<p>Seu sonho é construir um mundo onde os egos deem passagem às almas puras para, enfim, termos um novo mundo formado por seres humanos onde o amor brota do seu coração.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fotografe artisticamente com celular, por Rivaldo Mafra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 17:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Associados]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia no celular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roteiro imaginativo Suponha que está num local com lago artificial e presença de diversas aves. Durante algum tempo, você contemplou as aves nadando na superfície do lago. Surgiu, então, o desejo de fazer uma foto. Você tem em mente que uma foto é “luz registrada em determinado momento”. Mas, fotografar o quê? Qual a intenção? [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Roteiro imaginativo</strong></p>
<p>Suponha que está num local com lago artificial e presença de diversas aves. Durante algum tempo, você contemplou as aves nadando na superfície do lago. Surgiu, então, o desejo de fazer uma foto. Você tem em mente que uma foto é “luz registrada em determinado momento”. Mas, <strong>fotografar o quê?</strong> Qual a intenção? Logo, vislumbra um cisne negro a certa distância. Teria surgido a intenção? Fazer a foto lhe pareceu fácil. Apontou a lente da câmera fotográfica do celular na direção da ave e rapidamente capturou a imagem (Fig. 1). A presença na foto das folhas de cor verde-pálido da planta, da linha curva sinuosa do canteiro e dos reflexos na superfície do lago lhe agradaram. De imediato, compartilhou a imagem com familiares, amigos e em redes sociais. Algo, porém, fez sentir que era possível expressar de forma mais criativa sua intenção. Começou, então, a imaginar <strong>como </strong>e em qual <strong>momento </strong>poderia fazer uma foto artística da ave. Decidiu esperar um pouco.</p>
<p>O cisne nadou para um local próximo de onde você estava. A luz do Sol poente iluminava diretamente parte do corpo da ave, tornando a cor das penas de tom amarelo com algumas estrias negras. O cisne, então, resolveu beber água. Com leve movimento da cabeça, inseriu o bico na água fazendo surgir pequena sombra e ondulações na superfície. Você sentiu que era ocasião de fazer a foto. Apontou a lente da câmera fotográfica do celular na direção da ave. Logo surgiu uma imagem da cena na tela do aparelho. Você, agora, fez o e<u>nquadramento</u>, destacando o corpo do cisne e a porção ondulada da superfície d´água. Em seguida, observou se o aparelho havia f<u>ocalizado</u> os elementos da imagem. Estavam nítidos.  Olhou mais uma vez para tela. O aparelho tinha determinado a <u>Exposição “Adequada”</u>.  Isto é, a imagem presente na tela não era nem muito escura nem muito clara em relação à cena. Tocou, então, firme na tela do aparelho para fazer a e<u>xposição</u>. Isto é, fez a captura da imagem em um “momento oportuno” de registro da luz.</p>
<p>A segunda foto está feita (Fig. 2). Você, libertando-se do <strong>“automatismo fotográfico” </strong>* (prática corriqueira nas fotos com celular), criou uma imagem que agradou ao olhar e provocou uma satisfação interior. Sua foto, agora, sugere a história de um cisne negro bebendo água, com parte do corpo iluminada por luz do Sol poente. Ainda mais, para sua satisfação, alguns aspectos artísticos da imagem resultaram da percepção sobre: a característica da luz do Sol – colorindo de amarelo com estrias levemente negras as penas do pescoço do cisne -; a forma distorcida da sombra &#8211; de parte do corpo da ave &#8211; na água; e o tom azul-cinza das ondulações na superfície do lago. Tudo isto, havia sido concretizado naquele “momento oportuno” de registro da luz.</p>
<p>Lançada ao mundo, você espera que a imagem atraia olhares e provoque sentimentos diversos.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-13876" src="http://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2024/11/1-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" />      <img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-13877" src="http://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2024/11/2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2024/11/2-225x300.jpg 225w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2024/11/2.jpg 596w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;">Figura 1                                                      Figura 2</p>
<p>Olinda, 10/11/2024</p>
<p>*Termo criado por Leonardo Pastor (Dissertação de Mestrado -UFBA. 2016.)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O direito à saúde integral, por Suzana Lopes Cavalcanti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 18:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde integral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O direito à saúde integral dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública popular do Recife: total cobertura e desafios possíveis A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como &#8220;um estado de complexo bem-estar físico, mental, social e espiritual, e não somente como ausência de afeições e enfermidades &#8220;. Direito social, inerente à condição de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">O direito à saúde integral dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública popular do Recife: </span>total cobertura e desafios possíveis</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como &#8220;um estado de complexo bem-estar físico, mental, social e espiritual, e não somente como ausência de afeições e enfermidades &#8220;. Direito social, inerente à condição de cidadania, que deve ser assegurado sem distinção de raça, religião, ideologia política ou condição econômica &#8211; a saúde é assim apresentada como um valor coletivo, um bem de todos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Detalhando cada dimensão citada, esclarecemos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde física é uma dimensão básica para o bem-estar do ser humano, e diz respeito ao corpo em funcionamento adequado, ou seja: nutrido e ativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado físico saudável é alcançado de diversas formas, e é preciso levar em consideração aspectos peculiares de cada indivíduo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, precisamos ingerir bastante água e comer alimentos saudáveis e sem agrotóxicos; precisamos fazer exercícios físicos regulares, que precisam ser adequados às condições de saúde física de cada indivíduo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde mental é uma dimensão que está relacionada à forma como uma pessoa reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções. Ter saúde mental é estar bem consigo mesmo e com os outros; é aceitar as exigências da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, as terapias podem trazer inúmeros benefícios para todos nós. Ao contrário do que se imagina, este tipo de acompanhamento é benefíco a todas as pessoas, e não somente às que passaram por uma grande perda ou trauma, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contar com a orientação de terapeutas, psicólogos, psicanalistas ou psiquiatras que possam ser uma bússola a nos orientar é fundamental, dependendo do grau de necessidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde social é uma dimensão que está relacionada à identidade e à subjetividade da pessoa, vivenciada nos diferentes espaços sociais do cotidiano, onde o indivíduo se desenvolve. Na prática, está relacionada ao modo como a pessoa vive e trabalha, e aos locais que frequenta; como se sente em pertencer à comunidade, em ser útil, vista e respeitada. Aqui, naturalmente, estão relacionadas as questões como um todo, e qualquer tipo de preconceito, discriminação ou estigma que, certamente, afetam cada pessoa de acordo como ela se vê e se insere no meio em que vive. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, trata-se da saúde espiritual que, em sua dimensão, refere-se às questões como o significado e o sentido da vida que não se limita a qualquer tipo de crença ou prática religiosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, trata-se de uma reflexão necessária sobre o nosso lugar no mundo, sobre os diferentes papéis que desempenhamos ao longo de nossa vida, e quais as contribuições que deixaremos para as pessoas que nos cercam na família, na comunidade, na cidade, no estado, no país, no planeta, no universo, e que responde ao tipo de pessoa que somos e queremos ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em publicação de 2000, a Organização Mundial da Saúde reforça o conceito em tela apontando quatro condições para que o Estado assegure o direito à saúde de seu povo: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Disponibilidade financeira;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Acessibilidade;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Aceitabilidade e </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Qualidade do serviço de saúde pública do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto brasileiro, a Constituição de 1988 considera a saúde como um direito de todos e dever do Estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir este direito foi criado o SUS (Sistema Único de Saúde), que se baseia em três pilares:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Universalidade;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Igualdade de acesso e</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">. Integralidade do atendimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação do SUS foi indiscutivelmente uma grande conquista democrática. Hoje, 36 anos após a provada a sua criação, e mesmo enfrentando problemas, principalmente políticos, financeiros e administrativos, o SUS continua sendo destinado a todos e muitas políticas públicas se inspiram e florescem a partir do SUS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, defendemos o SUS em primeiro lugar, e as suas sementes nos estados e cidades.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo isso é para dizer que em nossa Cidade, o Saúde Recife é o Programa de Bem-estar inspirado nos fundamentos e princípios do SUS, para atender os seus usuários, especialmente, os profissionais da Educação da Cidade do Recife.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É urgente que cuidemos com qualidade e efetividade de quem cuida das crianças, jovens, adultos e idosos de nossas comunidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamos plantar uma árvore frondosa nos corações, nas mentes e nas almas recifenses, que é a grandeza de nossas propostas a serem construídas coletivamente com ênfase na prevenção da saúde e atenção aguçada e atualizada da situação da saúde mental em nossa Cidade, olhando com afeto e amorosidade os profissionais da saúde que atuam nos CAPS do Recife. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">*Suzana Lopes Cavalcanti </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Professora da Universidade de Pernambuco </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ativista da Educação e Cultura </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ex- Professora de Escolas Comunitárias </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ex, Direitora de Educação do Centro de Cultura Prof. Luiz Freire. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Membro da Cultura Nordestina Letras e Artes.</span></p>
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		<title>Edições Pirata 45 anos: do Mangueirão às telas do cinema, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 16:47:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Edições Pirata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Edições Pirata surge no Recife, no final da década de 70 do século passado, como um movimento libertário pelas letras e artes numa conjuntura política repressora, com a adesão de poetas e escritores oriundos de outros movimentos artísticos em Pernambuco, entre eles a Geração 65. Editar livros à margem do processo usual de editoração [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Edições Pirata surge no Recife, no final da década de 70 do século passado, como um movimento libertário pelas letras e artes numa conjuntura política repressora, com a adesão de poetas e escritores oriundos de outros movimentos artísticos em Pernambuco, entre eles a Geração 65. Editar livros à margem do processo usual de editoração era o objetivo do grupo, e o primeiro livro editado foi<em> “Pomar”</em>, de Arnaldo Tobias, rodado nas máquinas do IJNPS – Instituto Joaquim Nabuco, em Apipucos. O fato de o livro ter sido produzido às escondidas deu nome ao movimento. Em seguida, foi feito um empréstimo bancário para a compra de um mimeógrafo de segunda mão e, para viabilizar as publicações, os autores participavam da vaquinha para a compra de material, e do roda-roda dos livros, muitos contando com ajuda de familiares.</p>
<p>Ao todo, 319 livros foram publicados de forma artesanal em espaços improvisados cedidos por simpatizantes do movimento, contando com a ajuda de um grupo crescente e entusiasmado em promover a democratização da expressão artístico-literária, dirigido por Eugênia Menezes, Myriam Brindeiro, Alberto da Cunha Melo e Jaci Bezerra, funcionários do extinto IJNPS, atual FUNDAJ, que se reuniam no bar próximo “O Mangueirão”, para traçar as metas e ações do movimento.</p>
<p>Neste contexto foram realizadas exposições de artes, shows musicais, espetáculos de teatro e recitais poéticos, envolvendo instituições culturais, públicas e privadas. A contrapartida era o apoio de artistas que cediam suas ilustrações, desenhavam capas e prestigiavam os lançamentos, apresentando-se sem cachê. O êxito do movimento Pirata deve-se, também, ao apoio da imprensa local, tornando-se não apenas um movimento editorial, mas um animador cultural da cidade do Recife, numa época em que a liberdade de expressão estava sendo colocada à prova.</p>
<p>Foram realizados quinze lançamentos individuais, doze coletivos, três deles no Recife e no Rio de Janeiro. Três foram os lançamentos infantis que constituíram a coleção Piratinha. O movimento apoiou dez pré-lançamentos ou relançamentos realizados por iniciativa dos autores. Editou três catálogos, em 1981, 82 e 84; em 1982, os números 4, 5, 6 e 7 do Jornal <em>Cultura e Tempo,</em> e a edição comemorativa do I Festival Nacional de Mulheres nas Artes, intitulado <em>Maria Poesia</em>. Colaborou com um evento científico da FUNDAJ, apresentando uma seleção de poemas relativos ao meio ambiente, selecionadas por Myriam Brindeiro em livros publicados pela Pirata; três números da revista <em>Pirata Edições</em>, em 1984 e 85, cujo conteúdo foi bem recebido pela crítica.</p>
<p>Na concepção da revista se incorporaram ao grupo Lúcia Menezes, Zuleide Duarte, Carlos Daconti e Maria de Lourdes Hortas, autores que colaboraram com o departamento de intercâmbio cultural, através do qual a Pirata chegou a ter correspondentes em Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraíba, Sergipe, Argentina e Estados Unidos, na Universidade do Colorado.</p>
<p>Em 1985 o movimento foi extinto, e seus integrantes foram se incorporando a entidades congêneres, como a União Brasileira de Escritores &#8211; UBE, e a União Brasileira de Trovadores &#8211; UBT. Uma editora com o mesmo perfil alternativo surgiu em Olinda, dez anos depois &#8211; a Novoestilo Edições do Autor, atualmente com sede no Ponto de Cultura Nordestina, no Poço da Panela onde, em 2019, por ocasião de uma das reuniões da comissão organizadora da festa em comemoração aos 40 anos de fundação da Pirata, formada por Eugênia Menezes, Myriam Brindeiro, Juareiz Correya e Salete Rêgo Barros, o cineasta Paulo Lins e a produtora Cintia Paiva, da Afa Filmes Produções Cinematográficas, em conversa com a editora, fundadora da Novoestilo e produtora cultural Salete Rêgo Barros, entenderam que a produção de um documentário sobre a Edições Pirata seria fundamental à preservação do movimento para o seu reconhecimento pelas gerações futuras.</p>
<p>O fato de duas fundadoras e vários integrantes do movimento Pirata estarem atuantes e ansiosos por contar a história, também pesou na difícil decisão de seus idealizadores em encarar os desafios da produção de um filme sem recursos financeiros suficientes.</p>
<p>A solução veio com a promoção de um curso de cinema, pela Afa Filmes, e as inscrições dos alunos financiaram as gravações do documentário, inseridas em sua carga horária. As aulas teóricas foram realizadas nas dependências da unidade Derby da Fundação Joaquim Nabuco, instituição onde havia surgido a ideia do movimento há 40 anos.</p>
<p>Poucos meses após o início do curso veio a pandemia da COVID-19, e as gravações foram concluídas apesar da série de dificuldades provocadas pelo isolamento social. A escassez de recursos para a finalização da edição foi  sanada recentemente através da aprovação de projetos financiados pela lei Paulo Gustavo, e o documentário Edições Pirata, o Filme fará a sua estreia no cinema da Fundaj na unidade Derby, no dia 26 de agosto de 2024, às 19h, em comemoração aos 45 anos de fundação da Edições Pirata, completados no dia 17 de agosto. Infelizmente, durante esses 5 anos de espera, nos deixaram a compositora Myriam Brindeiro e o livreiro Tarcísio Pereira, da livraria Livro 7, local onde foram realizados vários lançamentos dos autores publicados pelo movimento.</p>
<p>Ficaram eternizados no documentário, através de depoimentos históricos: Myriam Brindeiro e Tarcisio Pereira (em memória), Eugênia Menezes, Andréa Mota, Luzilá Gonçalves, Maria de Lourdes Hortas, Marco Polo, Jomar Muniz de Brito, Cida Pedrosa, Cláudia Cordeiro e Raimundo Carrero. Fazem parte do documentário vídeos recuperados de lançamentos de livros com a presença dos poetas já falecidos Alberto da Cunha Melo e Celina de Holanda, e da atriz Geninha da Rosa Borges, entre outros.</p>
<p>Apesar de não ter participado ativamente do movimento Pirata, o roteirista e diretor Paulo Lins foi capaz de apreender o espírito do movimento, transformá-lo em cenas memoráveis e trazê-lo com maestria para as telas do cinema onde, certamente, transmitirá aos espectadores as emoções vividas por aqueles intelectuais que acreditavam na literatura como forma de transformar a realidade que permaneceu por 21 anos assombrando os ideais libertários do povo brasileiro.</p>
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		<title>Apresentação de Marcos de Andrade Filho, por Leonardo Leão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 16:58:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque artístico-literário]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque artístico-literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Destaque artístico-literário de junho/2022 &#8211; Marcos de Andrade Filho Coordenação geral: Bernadete Bruto &#160; &#160; Nascido em 23 de junho de 1982, na Maternidade Oscar Coutinho, no bairro dos Coelhos, na capital pernambucana, filho do servidor público federal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos Marcos Antonio Soares de Andrade e da Fisioterapeuta, Esteticista e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Destaque artístico-literário de junho/2022 &#8211; Marcos de Andrade Filho</h3>
<h3>Coordenação geral: Bernadete Bruto</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em 23 de junho de 1982, na Maternidade Oscar Coutinho, no bairro dos Coelhos, na capital pernambucana, filho do servidor público federal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos Marcos Antonio Soares de Andrade e da Fisioterapeuta, Esteticista e Pedagoga Etiene da Silva Andrade, Marcos Antonio Soares de Andrade Filho viveu a maior parte de sua primeira infância no bairro de Casa Amarela, na rua Xavantes, onde sua família morava. Entre 1984 e 1987 foi educado numa escola do bairro, demonstrando rápido desenvolvimento da habilidade de leitura e algum pendor para as artes. Sua família se transfere em definitivo para a praia do Janga, na cidade do Paulista-PE. O menino, porém, seguiu para estudar no Colégio Marista do Recife, onde descobriu o amor pela Literatura e pela escrita através das abnegadas mãos dos mestres que teve, dentre os quais os professores Virgínia Lyra, Fátima Lyra, Fátima Santiago, Amaro Tadeu Cavalcanti, Maria do Rosário de Sá Barreto, Rosana Teles Gomes e Robson Teles Gomes. Nessa época, travou contato, ainda adolescente, com alguns ícones da Literatura, da Cultura e do Pensamento pernambucanos. Foi nessa época que, seja na escola, seja na Livraria Livro7, que ficava próxima ao Colégio onde estudava conheceu e escutou atento vozes como as de Jomard Muniz de Britto, Marcus Accioly, Alberto da Cunha Mello, Luiz Marinho, Raimundo Carrero, Ariano Suassuna, Dom Hélder Câmara, Alcides Restelli Tedesco e outros. Do velho casarão da Avenida Conde da Boa Vista saiu para estudar Letras na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Amante das Artes, envolveu-se com os alunos e professores do Departamento de Música e cantou inúmeras vezes com o Coro Universitário da UFPE em apresentações com a Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência dos maestros Fábio Medeiros, Osman Giuseppe Gioia, Maria Aida Barroso e outros. Iniciou sua vida profissional lecionando Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na rede particular de ensino do Recife e Região. Entre 2001 e 2017, teve vida bastante ativa no Rotay Club International, do qual receberá mais tarde o Título Paul Harris Fellow e onde fez muitos amigos, dentre eles o médico, escritor e ator Reinaldo de Oliveira, o escritor Alberto Bittencourt que, mais tarde, seria padrinho de suas primeiras núpcias, e vários outros amigos que, de certa forma, despertariam seu interesse pela pesquisa de simbologia maçônica, como André Castello Branco e Pedro Augusto Brasil Oliveira. Em 2005, lança na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco seu primeiro livro de poemas, intitulado &#8220;Não Lugar&#8221;, publicado pelas Edições Bagaço e com prefácio de Lourival Holanda, seu professor na UFPE e que seria mais tarde presidente da Academia Pernambucana de Letras. No mesmo ano, ingressa como membro ativo da União Brasileira de Escritores, da qual se tornaria, no futuro, Diretor e Vice-Presidente. Conhece o escritor uruguaio Eduardo Galeano de quem se tornou amigo e com quem se correspondeu até a morte de Galeano em 2015. Faz amizade com a escritora Delasnieve Daspet e com o escritor chileno Luis Arías Manzo, que o nomeiam Cônsul do Movimento Internacional Poetas del Mundo na cidade do Recife. Em 2007, é admitido na Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis &#8211; AMORC. Em 2008, transferiu-se para Brasília onde estudou outra habilitação em Letras na Universidade de Brasília (UnB) e, paralelamente, atuou como consultor literário em uma das maiores livrarias da capital federal e também trabalhou temporariamente no Ministério do Turismo na área de Turismo Cultural. Foi eleito para a Academia de Letras do Brasil &#8211; Seccional Brasília, onde ocupa a cadeira de nº. 2, cujo patrono é o poeta Manuel Bandeira. De volta à terra natal, passou a residir nos bairros da Boa Vista e, depois, nos Aflitos e voltou a lecionar na rede particular de ensino e a empreender como Empresário da Educação em cursinhos particulares de preparação para Vestibulares. Torna-se amigo da escritora e psicóloga judia Esther Sterenberg, motivando-a a escrever uma antologia organizada a partir de um estudo que fez da poesia da amiga baseando-se em numerologia cabalística. Em 2011, é galardoado com o Prêmio Edmir Domingues da Academia Pernambucana de Letras pelo livro de poemas &#8220;SPOLLIVM&#8221;, como melhor livro de Poesia Inédito de 2011. Ingressou na Academia de Letras do Brasil &#8211; Seccional Pernambuco, na qual ocupa a cadeira n°. 4, cujo patrono é o poeta Carlos Pena Filho. Em 2012, nascem-lhe os filhos gêmeos, o casal Marcos Emanuel Mesquita de Andrade e Mel Mesquita de Andrade, de seu casamento com a linguista Rayssa Mesquita. No mesmo ano, com carta de indicação da poetisa Lucila Nogueira, &#8220;SPOLLIVM&#8221; ganha edital da Editora Universitária da UFPE e é publicado como o 14º volume da Coleção Novos Talentos com prefácio de Bianca Campello. Concorre a uma cadeira na Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro (ALANE), mas é preterido. Em 2014, com o fim do seu enlace matrimonial, Marcos ingressa no curso de Direito da Faculdade Nova Roma, transferindo-o, dois anos mais tarde, para a Faculdade de Direito do Recife da UFPE. Em 2017, publica o livro &#8220;Fome Antiga&#8221;, com prefácio de Leonardo Leão, e recebe por essa obra o Prêmio Maura de Sena da União Brasileira de Escritores &#8211; Seccional Rio de Janeiro. Com a morte do amigo Marcus Accioly decide simbolicamente concorrer à vaga deixada por ele na Academia Pernambucana de Letras, mas, considerando sua presença no pleito apenas uma homenagem, não faz campanha para vencer a eleição. Sofre com uma crise epilética que o deixou por 10 dias no setor neurológico do Hospital Português de Beneficência. No leito do Hospital, escreveu a maior parte do livro &#8220;Navios Cargueiros&#8221;, que só publicaria em 2021 pela Kotter Editorial, do Paraná. Em 2018, ingressa na Academia de Ópera e Repertório e participa, sob a direção do Maestro Wendell Kettle, juntamente com a Sinfonieta da UFPE, de concertos e óperas no Teatro de Santa Isabel cantando como barítono, preparando as pronúncias do Coro e auxiliando na elaboração e montagem de várias exibições dentre elas o I Festival de Ópera de Pernambuco. Nessa época, restaurou e traduziu libretos de óperas de Euclides Fonseca a partir dos manuscritos que se encontram no Instituto Ricardo Brennand, dentre elas &#8220;As donzelas d&#8217;honor&#8221;, &#8220;A Princesa do Catete&#8221; e &#8220;Il Maledetto&#8221;. Escreveu libretos de ópera baseados em grandes obras da literatura brasileira ainda inéditos e sem música, dentre os quais &#8220;A Sereníssima República&#8221;, a partir da obra de Machado de Assis; &#8220;A hora da estrela&#8221;, a partir do romance de Clarice Lispector; &#8220;O beijo no asfalto&#8221;, de Nelson Rodrigues, além de uma bela versão de &#8220;Morte e Vida Severina&#8221;, de João Cabral de Melo Neto, para ópera. Em 2020, publica pela Amazon seu livro de poemas místicos &#8220;Reminiscências de um Legado&#8221;, baseado em sua experiência com a obra iniciática &#8220;O Legado do Saber&#8221;, de Max Guilmot. Trava amizade e vivaz interlocução literária com a professora e escritora Iaranda Barbosa e começa a arriscar as primeiras obras em prosa sob a orientação segura de Raimundo Carrero durante a pandemia de Covid19. Com alma de educador, passa a se dedicar, em 2021, aos estudos de processos escolares e seus filhos se transferem com a mãe para os Estados Unidos. No mesmo ano, a convite de Alexandre Santos, profere palestra sobre os Ecos dos Modernismos na Poesia Brasileira Contemporânea em evento da Universidade do Minho, em Portugal e &#8220;Navios Cargueiros&#8221; ganha o Prêmio Melhores do Ano da Câmara Brasileira de desenvolvimento Cultural. A Kotter Editorial considera &#8220;Navios Cargueiros&#8221; um dos representantes da editora para concorrer aos prêmios Oceano, Jabuti, Candango e Alphinsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional no ano de 2022. É noivo de Maria Luiza Pereira de Lucena, sua Malu. Fundou a cadeira n°. 45 da Academia Internacional de Literatura e Artes cujo patrono o é seu bisavô o poeta Rosendo Francisco da Silva, conhecido como Rosendo da Gravata. O poeta voltou a residir no Janga, onde mora até a atualidade. No dia 09 de abril de 2022, tornou-se o primeiro aprendiz maçom iniciado oficialmente no Templo da Loja Luz e União &#8211; 2736 (GOPE | GOB). Dono de uma poética fortemente imagética e que agencia com grande destreza tradição e inovação, sem perder jamais um olhar atento para o ser humano, o mundo e tudo o que nos cerca e sempre com um domínio genial das potencialidades da nossa Língua, Marcos de Andrade Filho já é, sem dúvida, um dos maiores poetas vivos do Recife e de Pernambuco na contemporaneidade. O tempo o mostrará ao Brasil e ao mundo! O tributo que o Projeto Destaque Artístico-Literário do Cultura Nordestina Letras &amp; Artes presta à poesia de Marcos de Andrade Filho no mês de seus 40 anos de vida não é apenas merecido para o poeta, mas é uma grata oportunidade para que muitos mais saibam da existência dessa verdadeira joia de primeira água de nossas atuais Letras.</p>
<p>Paulista, junho de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acompanhe por aqui as postagens do Destaque artístico-literário:</p>
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		<title>Cultura &#038; humanidade e alguns recortes de uma semana simbólica, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2022 15:47:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura e humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Sergipe, agentes da Polícia Rodoviária Federal transformam viatura policial em câmara de gás (remetendo aos tempos do nazismo), para conter Genival, o rapaz (casado e pai de uma criança) que acaba morrendo no porta-malas, por asfixia. O motivo? Ele pilotava uma moto sem capacete e teria resistido à abordagem – justificam os policiais. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em Sergipe, agentes da Polícia Rodoviária Federal transformam viatura policial em câmara de gás (remetendo aos tempos do nazismo), para conter Genival, o rapaz (casado e pai de uma criança) que acaba morrendo no porta-malas, por asfixia. O motivo? Ele pilotava uma moto sem capacete e teria resistido à abordagem – justificam os policiais. No bolso de Genival são encontrados medicamentos para esquizofrenia.</p>
<p>Na Vila Cruzeiro, favela do Rio de Janeiro, uma operação policial com o objetivo de capturar traficantes, que também conta com a presença da PRF, mata 23 pessoas, entre elas moradores da comunidade que não tinham antecedentes criminais.</p>
<p>No Texas, Estados Unidos, um rapaz de 18 anos mata 19 crianças e 2 professores num ataque a uma escola de ensino fundamental, após comprar livremente, no comércio local, arma e munições. O que motivou a chacina? Ah&#8230; ele era um adolescente problemático que morava com os avós e sofria bullying por ser gago, dizem. Enquanto isso, o estado recebe, a partir desta sexta-feira (27/5), a convenção de armas da Associação Nacional do Rifle (NRA). O evento anual acontece em Houston, que fica a 500 quilômetros de Uvalde, cidade onde o massacre ocorreu.</p>
<p>Saindo do Haiti, para fugir da miséria e tentar sobreviver nos EUA, mais de 800 pessoas entre homens, mulheres e crianças são interceptadas. O barco de 3 andares abarrotados tem a sua rota desviada para Cuba, onde os refugiados desembarcam e recebem ajuda humanitária.</p>
<p>Indignação e impotência são sentimentos que tomam conta de todos nós diante deste recorte de uma semana que denuncia o grau de adoecimento da sociedade que agoniza na UTI. Isso sem falar nos mais de 3 meses em que milhares de civis e militares já perderam a vida, cidades foram completamente destruídas, e vários países tiveram que dar abrigo a milhões de refugiados da guerra Rússia X Ucrânia.</p>
<p>Parar e escutar pessoas que, ao conseguirem ultrapassar o estágio da indignação e impotência, passam a dedicar a vida ao estudo e à interpretação do mundo, é o mínimo que nós podemos fazer para tentar decifrar os códigos que estão por trás do adoecimento do tecido social, e caminhar em direção à cura da humanidade, que nos distanciará da barbárie.</p>
<p>&#8220;Cultura &amp; humanidade&#8221; é o curso com aulas semanais, às terças-feiras, de 14h30min às 16h, na Cultura Nordestina, que procura compreender, analisar e debater a cultura dentro do contexto da humanidade. Neste sentido, a professora, escritora e advogada, Ivanilde Morais de Gusmão, compartilha seus conhecimentos alicerçados no pensamento dos filósofos Benjamim, Horkheimer e Adorno, ligados à escola de Frankfurt.</p>
<p>Um valor simbólico foi estipulado para cobrir as despesas mensais com a realização do curso – R$ 120,00. Os sócios da LETRART, categoria &#8220;contribuinte&#8221;, terão o desconto de 50%.</p>
<p>O conteúdo será disponibilizado, também em apostilas, e os textos produzidos, a partir da apresentação dos conteúdos, serão publicados, compartilhados e comentados no blog da Cultura Nordestina.</p>
<p>Inscrições e maiores informações: 81 9-81137126 (WhatsApp)</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-11291 aligncenter" src="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-298x300.jpg" alt="" width="298" height="300" srcset="https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-298x300.jpg 298w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-1016x1024.jpg 1016w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-150x150.jpg 150w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-768x774.jpg 768w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-600x605.jpg 600w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1-100x100.jpg 100w, https://culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2022/05/card-p-blog-1.jpg 1149w" sizes="(max-width: 298px) 100vw, 298px" /></p>
<p>Assuntos a serem abordados durante 16 (dezesseis) semanas:</p>
<h6><em>Dialética do esclarecimento &#8211; 7 e 14 de junho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Cultura &amp; publicidade</li>
<li>Cultura &amp; ideologia</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Compreensão das subjetividades &#8211; 21 e 28 de junho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>O mimetismo cultural</li>
<li>As meias-verdades</li>
<li>O cinismo</li>
<li>A aculturação</li>
</ul>
</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Movimentos culturais &#8211; 5 e 12 de julho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Na modernidade e na pós-modernidade</li>
<li>A contracultura</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Saltos de qualidade &#8211; 19 e 26 de julho<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Da pintura à fotografia</li>
<li>Da fotografia ao cinema</li>
<li>Do cinema ao audiovisual</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>A indústria cultural &#8211; 2 e 9 de agosto<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>O encantamento das massas</li>
<li>A cultura religiosa</li>
<li>A cultura erudita</li>
<li>A cultura popular</li>
<li>A cultura de massa</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Educação &amp; cultura &#8211; 16 e 23 de agosto<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li><em>Formal</em></li>
<li><em>Informal</em></li>
<li><em>Não-formal</em></li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Produção e fruição &#8211; 30 de agosto e 6 de setembro<br />
</em></h6>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Leis de incentivo</li>
<li>Pontos de cultura</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h6><em>Encerramento- 13 e 20 de setembro<br />
</em></h6>
<h6><em>(seminário com apresentação e discussão dos trabalhos produzidos durante o curso).</em></h6>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conheça a nossa história:</p>
<p><a href="https://www.culturanordestina.com.br">https://www.culturanordestina.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Apresentação, por José Luiz Mélo, da obra de Maria de Lourdes Hortas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2019 14:10:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Programas literários]]></category>
		<category><![CDATA[destaque literário]]></category>
		<category><![CDATA[Edições Pirata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DO AUTOR CULTURA NORDESTINA LETRAS &#038; ARTES &#8211; Quando recebi de nossa Maria de Lourdes Hortas, nossa Lourdinha, o convite para fazer a apresentação de sua obra por ocasião da noite do Destaque Literário do mês de julho da Cultura Nordestina, senti-me em seu lugar, no lugar do homenageado, pelo enorme destaque [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DO AUTOR<br />
CULTURA NORDESTINA LETRAS &#038; ARTES</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-2-186x300.png" alt="Aromas da Infância" width="186" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1461" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-3-215x300.png" alt="Fio de Lã" width="215" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1462" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-4-149x300.png" alt="Giestas" width="149" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1463" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-5-204x300.png" alt="A cor da onda por dentro" width="204" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1464" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-6-212x300.png" alt="Flauta e Gesto" width="212" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1465" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-7-206x300.png" alt="Relógio D&#039;água" width="206" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1466" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-8-199x300.png" alt="Outro Corpo" width="199" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1467" /><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-216x300.png" alt="Poesia Reunida" width="216" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1469" /> &#8211;<img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/07/livro-9-189x300.png" alt="Recado de Eva" width="189" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1468" /> </p>
<p>Quando recebi de nossa Maria de Lourdes Hortas, nossa Lourdinha, o convite para fazer a apresentação de sua obra por ocasião da noite do Destaque Literário do mês de julho da Cultura Nordestina, senti-me em seu lugar, no lugar do homenageado, pelo enorme destaque que me conferiu em falar sobre sua obra, uma das que eu classifico como universal e eterna.</p>
<p>Universal, porque sua linguagem universaliza os sentires, os haveres, os saberes, e quem quer que a leia, vai ser como nascido em São Vicente da Beira, uma milenar freguesia no sopé da Serra da Gardunha, aos 700 metros de altura,  no Centro de Portugal, que na época em que Maria de Lourdes deixou para vir para o Brasil, em 1950, tinha cerca de 4000 habitantes, ter como lazer a lavoura, a canseira de todos os dias, a  labuta da casa, do jardim florido, os nasceres e morreres de todas as maneiras que são os mesmos, ou quase iguais em todos os lugares, seja inverno ou verão em qualquer quadratura do nosso planeta.</p>
<p>Eterna, a obra de Maria de Lourdes, raríssima de encontrar, daquelas que se incrusta na pedra, e peregrina nos pensamentos, eternamente lembrada na simplicidade de seus versos, que vezes nos dão a impressão de encabulados de tanta beleza, não querem se fazer notar.</p>
<p>A obra de Maria de Lourdes, malgrado a quase duas dezenas de volumes publicados, não é extensa, é intensa, intensíssima, daí a responsabilidade de falar sobre a mesma, em todos os instantes ressoando o seu bronze com igual intensidade.</p>
<p>Não vejo maneira melhor para falar da poesia, que o poema, sem outra singularidade que o verso, transmiti-lo, fazê-lo audível, como uma coceira que se acaricia, mesmo que quem o declame claudique, o verso será invencível, ficará sempre na penumbra daquele ouvido.</p>
<p>A obra de Maria de Lourdes é pródiga, doze livros de poesia, dos quais de alguns citarei algumas particularidades, declamarei alguns poemas, lerei trechos da fertilíssima seara de opiniões críticas que acompanham os seus livros.<br />
O primeiro livro de Maria de Lourdes, “AROMAS DA INFÂNCIA” das EDIÇÕES PANORAMA – Lisboa foi publicado em 1965.</p>
<p>Vê-se, no ano de sua publicação, 1965, já passados 15 anos de quando deixou Portugal e veio para o Brasil, bem como, o ano inaugural da Geração 65 que se constituiu em um marco na nossa história literária, da qual Maria de Lourdes participou ativamente, vindo inclusive publicar várias de suas obras pelas Edições Piratas, o símbolo editorial dos poetas da época. </p>
<p>Ao comentar cada um dos seus livros, farei inicialmente a leitura de trecho dos prefácios de cada um, para que se tenha uma ideia da crítica à sua obra, e a seguir a de poemas do mesmo. </p>
<p>Transcrevo, com relação ao livro  Aromas da Infância,  trecho de artigo publicado no JC cultural no ano 2000 de autoria da Professora Zuleide Duarte, cuja tese de doutorado foi denominada “A impossível ubiquidade: uma representação melancólica da diáspora portuguesa: A ficção de Maria de Lourdes Hortas.</p>
<p>“Já nesse primeiro livro delineia-se a temática que permeia seu discurso poético: a aldeia na distante península ibérica e o Recife, pátria adotiva: o sonho da impossível ubiqüidade: estar aqui e na aldeia ao mesmo tempo. Sonho alimentado de duas vidas simultâneas, vividas pelo registro da realidade e do desejo. Entre as visões da aldeia e o colorido do Recife está o mar, símbolo ambivalente de corte e religação, de dor e esperança.”</p>
<p>POEMAS, FRAGMENTOS</p>
<p>QUATRO TEMPOS<br />
SOBRE HOMEM E TEMPO<br />
I. ESTRADA<br />
Numa pessoa caminham pessoas.<br />
A criança corre.<br />
Passa o jovem.<br />
Anda o homem.<br />
O velho passeia.<br />
Permanece o rastro do que passou por último</p>
<p>II. CASA<br />
Um corpo é uma casa que muda de inquilino</p>
<p>III. TRILHO<br />
Um corpo é, apenas, um trilho:<br />
nele passam vários comboios.<br />
Só de ida.</p>
<p>O livro, “Fio de lã”, publicado em 1979 pelo Gabinete Português de Leitura, portanto quase 15 anos passados da publicação do “Aromas da Infância” foi que tirou a autora do recolhimento em que vivia no Recife e a trouxe a público, tornando sua poesia conhecida e cultuada pelos que viviam um momento de intensa atividade literária em nossa cidade. </p>
<p>Trago aqui, trecho do prefácio do referido livro, escrito pelo Professor José Rodrigues Paiva.</p>
<p>“A poética de Maria de Lourdes Hortas é espontânea e simples e acha-se delineada no primeiro e no último poemas do livro: “Não farei poesia sofisticadamente profunda: / profundo na vida é viver (&#8230;) Eis a minha poesia: ressuscitar o que me foi dado / e desdobrá-lo/para novo olhar.” Os temas de Fio de Lã têm uma amplitude universal e abrangem a angústia de solidão, a melancolia do cotidiano, certa ironia crítica, o lirismo transcendental, o social, a natureza e mesmo a hora técnica, com seu fantasma nuclear e a escalada cósmica. Mas sobre a técnica, da poesia de Maria de Lourdes Hortas a natureza ainda predomina: “a flor persiste / no ciclo da antiga noite / e orvalhos lavam a terra / como na madrugada / do gênesis.</p>
<p>POEMA</p>
<p>MEU PREFÁCIO DE POETA SUPERFICIAL</p>
<p>Não farei poesia sofisticadamente profunda:<br />
profundo na vida é viver<br />
e os conceitos são meros contornos de maquilagem.<br />
Não farei poesia:<br />
meu ato será apenas o de olhar<br />
e a poesia far-se-á<br />
narrando<br />
à superfície<br />
acerca<br />
do sol<br />
e da água<br />
e do riso<br />
e da lágrima.</p>
<p>O terceiro livro de Maria de Lourdes, denominado de “GIESTAS”, vocábulo que o Aurélio define como um substantivo feminino e nome comum de vários arbustos, floríferos, que têm propriedades medicinais, inaugura o 1º. Volume entre vários publicados pela “Pirata Edições”, em 1980, tendo sido prefaciado pelo  poeta Jaci Bezerras, de quem transcrevo este significativo trecho:</p>
<p>“Pessoalmente, não tenho dúvidas de que estou diante de uma poesia tocada pela encantação. Maria de Lourdes Hortas transfigura o amor e as lembranças com a delicadeza de que só são capazes as grandes poetisas. Por isso mesmo, tenho certeza de que ela é uma daquelas estrelas que, acudindo aos mágicos chamados, “se foram pelos campos/virando pirilampos”.</p>
<p>POEMA / FRAGMENTO</p>
<p>Somente naquela noite pude compreender<br />
a grandeza da vida menor:<br />
debruçada à janela da cozinha<br />
vi nitidamente e pela primeira vez<br />
como eram lindas as janelas alheias<br />
iluminadas – seu brilho multiplicando<br />
as estrelas e aquecendo a escuridão<br />
da noite gelada.<br />
Havia também o cheiro da sopa<br />
que eu fiz.<br />
Meu coração floria.<br />
Eu estava de avental<br />
e sentia-me profundamente comovida<br />
por estar à tua espera.</p>
<p>O seu próximo Livro, “A cor da onda por dentro”, é uma antologia de textos para as crianças, de 30 autores brasileiros contemporâneos, Maria de Lourdes reúne páginas de literatura infantil destinada aos seus &#8220;miúdos&#8221;, filhos e sobrinhos, e em mensagem enviada para os mesmos diz que: “a poesia é, acima de tudo, o sentimento da gente gravado para sempre.”</p>
<p>Na obra que se segue, “flauta e gesto”, que veio a ser publicado em 1983, sua prefaciadora, nossa querida Eugênia Menezes, observa em um belíssimo texto a que denomina de<br />
“ESCREVENDO COM O CORAÇÃO” que “os livros iniciais apresentam uma particularidade, na medida em que Maria de Lourdes Hortas confere importância singular ao ato de olhar. Ela observa, vê e relata o cotidiano, em tom saudosista, ao longo da diversidade temática desenvolvida. E o faz tocada por sua delicada sensibilidade, mas as emoções parecem exteriores, à margem de sua pessoa” para em seguida conferir que: “Seu livro Giestas (Edições Pirata, Recife, 1980), representa um marco em seu trabalho. Nele, a autora não se atribui apenas o ofício de narrar poeticamente, mas incorpora ao que escreve o pulsar de sua própria vida, como se ela tivesse de repente aprendido a enxergar com o coração. Este fato confere nova dimensão à sua poesia – como se Maria de Lourdes Hortas passasse de expectadora a protagonista – e, neste livro, Flauta e Gesto, vem reforçada a conotação forte e intimista de seu trabalho mais recente. “E por estar assim/ tão vasta e tão ardente/ mastigo a terra/ e ao toque dos meus dentes/ brotam os rios/ rebentam as sementes</p>
<p>POEMAS, FRAGMENTOS</p>
<p>EM CADA MORTO que morreu, morri.<br />
Em cada voz que se calou, calei.<br />
E tantas vezes já me despedi<br />
de tanto ver morrer tanto morri<br />
que, a morrer, já me habituei.</p>
<p>DENTRO da casa<br />
ouço arfando as águas da noite:<br />
ainda não é hoje<br />
que me lavarão<br />
mancha pequena<br />
sobre o mosaico deste chão.</p>
<p>RELÓGIO D’AGUA, * publicado pelas Edições Pirata em 1983 e reeditado em 2916, tem na segunda edição a seguinte nota explicativa da autora: Em RELÓGIO D’ÁGUA estão reunidos os livros que publiquei de 1965 a 1985. Foi uma espécie de celebração de 20 anos de poesia. No entanto, “Cartas do Deserto”, “Cancioneiro das Chuvas” e “Música dos Cravos” eram pequenos conjuntos de poemas inéditos que incluí na abertura do livro. Nesta reunião da minha poesia, estão aqui apenas os poemas* destes títulos referidos que fazem parte de RELÓGIO D’ÁGUA. Maria de Lourdes Hortas (Recife, maio de 2016.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>INTERVALO<br />
Tudo já aconteceu<br />
inclusive este verso.<br />
Agora só me resta<br />
deixar-me ir<br />
na corrente do acaso<br />
até que eu própria<br />
desaconteça.</p>
<p>PRISÃO PERPÉTUA<br />
Então<br />
o masculino Senhor disse:<br />
vai, Eva, e nutre a vida<br />
com o suor dos teus sonhos.<br />
Não te esqueças, mulher<br />
que inventaste o amor<br />
e isso é imperdoável.</p>
<p>CACIMBAS<br />
De nenhuma casa me torno íntima<br />
de várias, mal me sento, desembarco<br />
e nas paredes, ao lhes despir os quadros<br />
ficam as chagas dos cravos que arranco.<br />
Ritual com que desabito<br />
mais um átrio de areia<br />
outra também dessas tantas cacimbas<br />
de luas cheias</p>
<p>“OUTRO CORPO”<br />
Publicado em 1989, sob os auspícios da FUNDARPE, pela CEPE, o novo livro de Maria de Lourdes Horta abre o seu corpo com três artigos de crítica literária, denominados de ANATOMIA DE UMA POETISA: TRÊS OPINIÕES CONVERGENTES, escritos por autores de outros estados do País, o que vem demonstrar a propagação de sua leitura, aquém e além mar.<br />
O primeiro artigo, denominado de 	“COM UM BRAÇO EM CADA HEMISFÉRIO”, Aricy Curvello, de Niterói, chama à atenção para a pessoa Maria de Lourdes Hortas, a portuguesinha de São Vicente da Beira, que aos dez anos emigrou com a família para o Brasil. Fixaram-se em Pernambuco, na cidade do Recife. Ali concluiria o Curso de Direito, em 1964 e, em 1977, o de Letras. Em 1980, fato capital da sua biografia, ingressou no movimento alternativo das Edições Pirata.” Isto para atestar a importância da Edições Piratas, aqui do Recife, divulgando para o Brasil e para o mundo, as obras de centenas de autores.</p>
<p>O segundo artigos, denominado por Astrid Cabral, “DUALIDADE DAS PÁTRIAS” mostra que “Um dos aspectos fundamentais do livro “Flauta e Gesto” é a frequente sintonia do ser com a natureza, que funciona como presença estrutural e não como circunstancial cenário” e como exemplo recita os versos do poeta: </p>
<p>Sou a minha linguagem<br />
nela venho e nela vem<br />
refletida esta paisagem<br />
que contenho e me contém.</p>
<p>Finalmente, Gastão de Castro Neves, no artigo denominado “MARIA DE LOURDES HORTAS E O RESGATE DO INSTANTE,<br />
ao citar os versos do poeta: “Tudo é provisório nesta vida: Nem a morte é definitiva.”  Pergunta: Sabedoria Zen? Diríamos mais: conhecimento da vida (lusitano e nordestino), de quem soube ouvir o canto das pessoas simples, que termina sempre ressoando mais fundo e melhor.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>Outro Corpo</p>
<p>Corpo<br />
não o meu ou o teu<br />
porém o nosso:<br />
mistura, encontro, mutação.<br />
ser pleno que se liberta<br />
do eixo isolado de cada um de nós:<br />
outro corpo<br />
fusão.</p>
<p>Inundação</p>
<p>Quando voltas<br />
de par em par arrebentas as comportas<br />
e então a vida<br />
em tua ausência retida<br />
água corrente, se solta.</p>
<p>Doméstica</p>
<p>Quando o amor acaba<br />
fica no fundo da porcelana da alma<br />
um resto amargo<br />
assim como um gole frio<br />
de café numa xícara.<br />
Melhor não tomá-lo:<br />
lavar a porcelana<br />
e pô-la de volta<br />
no armário.</p>
<p>O RECADO DE EVA<br />
Um novo livro, O RECADO DE EVA, publicado pelo Instituto Internacional de Lusofonia, Braga, Portugal, este opus é uma antologia da própria autora, e ninguém melhor do que ela para escrever sobre a sua gênese e nascimento da obra em maio de 2016: NOTA DA AUTORA: O grupo que editava os “Cadernos do Povo”, e que defendia o galego como lingua portuguesa, e a  Galicia como pertencente a Portugal, pediu-me para fazer uma coletanea de dicção feminina.<br />
Eu mesma os selecionei em varios dos meus livros, reunindo-os sob o titulo de “Recado de Eva”. Foi publicado em 1990 pelo grupo que transitava entre Pontevedra (Galícia) e Braga (Portugal). A ortografia era a que eles, a epoca, consideravam galaicoportuguesa: portugues de Portugal, sem acentuação.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>Na epígrafe, citado</p>
<p>Este pó foram damas, cavalheiros,<br />
rapazes e meninas;<br />
foi riso, foi espírito e suspiro,<br />
vestidos, tranças finas.<br />
Este lugar foram jardins que abelhas<br />
e flores alegraram.<br />
Findo o verão, findava o seu destino&#8230;<br />
E como estes, passaram.<br />
Emily Dickinson</p>
<p>Rosa, Rosae</p>
<p>Não haveria a rosa<br />
se entre as rosas<br />
não existisse a rosa<br />
mais antiga:<br />
essa rosa-raiz<br />
rosa-semente<br />
inevitável rosa<br />
sempre ardente<br />
há milénios se abrindo<br />
e se esfolhando<br />
entre a rosa da aurora<br />
e a do poente.</p>
<p>XXXXXXXXXXXXXXXXX</p>
<p>Em “DUPLO OLHAR”, coletânea de 13 poetas portugueses publicado pelas Edições Átrio, 1995, em Lisboa, Maria de Lourdes é publicada e entre outros apresento este poema da referida publicação:</p>
<p>NOCTURNO</p>
<p>Pediria ao poeta<br />
que trouxesse o vinho<br />
e depois a doçura do instante antigo<br />
para lembrar que a vida pode ser<br />
o farfalhar de folhas<br />
uma fuga de pássaro<br />
canto longínquo<br />
grito<br />
piscar de estrela<br />
soluço:<br />
esta chuva que escuto<br />
sobre o telhado.</p>
<p>Seu livro, FONTE DOS PÁSSAROS, publicado no Recife em 1999, pela Cia Pacífica, quase como a aclamar o novo milênio que inicia, mais que lembrar o que termina, tem nas palavras de Zuleide  Duarte a introdução perfeita para o novo fim que se inicia: “Da sua janela, mirante de pássaros e luz, a poetisa destece, da trama do tempo, o fio da vida e dá expressão a sentimentos impregnados pela luminosidade da paisagem, ressumando terra molhada e seduzindo as ninfas do bosque com o canto nostálgico das lembranças”.</p>
<p>POEMAS</p>
<p>CAPÍTULO</p>
<p>Ainda há pouco, quando a primeira<br />
estrela se acendeu<br />
meu neto, de apenas três anos<br />
muito sério e solene, veio e disse:<br />
Qualquer dia, Vovó, vou ao céu buscar<br />
três estrelas<br />
para pôr na varanda, no lugar das lâmpadas.<br />
Vai ficar tudo bem clarinho e luzente!<br />
Diante do meu encanto<br />
ou espanto<br />
ponderou:<br />
Mas não é hoje não, vovó!<br />
É qualquer dia&#8230;</p>
<p>NOTURNO</p>
<p>Não acendas a luz do alpendre:<br />
um pássaro dorme<br />
a lua se derrama nos ladrilhos<br />
e o cão pesadamente sonha.</p>
<p>CANTOCHÃO DE TODAVIA</p>
<p>Este livro, digo que MLH se presenteou, do modo como entre muitas lembranças escolhemos as mais significativas para guardar, e também presenteou sua vila natal, São Vicente da Beira, plantada na região de Beira Baixa no centro/sul de Portugal, devolvendo ao seu povo o que sempre ficou consigo, a lembrança pictórica e fantasmagórica dos seus idos da infância, de uma vida que poderia ter sido mas não foi.<br />
Reproduzo das palavras da autora para esclarecer as intenções deste livro, que fez quase como um legado, uma herança, para seu porvir:<br />
“Este livro é uma espécie de “lira do exílio: nele se reúnem 50 poemas escolhidos por mim nos livros que publiquei até agora. No ano em que completo 40 anos de poesia, ofereço-o, como um ramo de versos, à minha querida São Vicente da Beira, terra onde nasci.”</p>
<p>Aqui e agora, devo confessar. Conheci a poesia de MHL a poucos anos, em uma ou outra publicação esparsa no face que seus amigos gostavam de lembrar. Hoje, o tempo dos suplementos literários domingueiros, dirigidos por César Leal, Audálio Alves, Alberto da Cunha Melo, o registro jornalístico da produção literária resiste ainda nos artigos de Raimundo Carrero, de Luzilá Gonçalves e Diogo Guedes, sem espaço no entanto para a profusão de divulgação do passado. Assim, restou-nos o milagroso espaço da Internet para divulgação dos nossos trabalhos. Os livros impressos, geralmente de edição do autor e tiragem limitada, mal alcançam os admiradores dos autores imaginem então quem nos conhece. Mas, novamente a Internet veio produzir um novo milagre. O de tornar acessível a todos a produção literária dos autores, na publicação dos e-books que se perpetuam sem que o tempo gaste suas folhas nem desgaste as suas letras. Assim, de posse do E-book da obra reunida de Maria de Lourdes, a partir do 1º. Volume, Aromas da Infância até este último, Rumor do Vento que a mesma  me presenteou com o brinde do pertencimento de seu livro físico, toda a sua poesia, que eu li com a devoção de quem faz uma oração, li no E-book de sua poesia reunida, publicada e carinhosamente editada pelo nosso amigo Juareiz Correya da Panamerica Livraria, da Panamerica Nordestal. É preciso que os autores lembrem da possibilidade do livro digital, para estender o alcance aos eleitores e perenizar sua obra. </p>
<p>O livro “RUMOR DOS VENTOS”, seu último volume de poemas publicado, recebi de Maria de Lourdes pelos correios. Após vive-lo, mansamente sem pressa ou atropelos, escrevi-lhe uma carta lhe agradecendo e falando sobre o mesmo. Esta carta, que transcrevo agora, porque fala do livro e das emoções que senti ao lê-lo. </p>
<p>Recife, 27/07/2017<br />
Caríssima amiga e poetisa,<br />
Maria de Lourdes Hortas. </p>
<p>Cara amiga.</p>
<p>Belo o seu Livro. Lembro agora Bilac: “ouvir estrelas”. Foi o que senti ao lê-lo. A fulguração que nos arde à vista em cada verso pela beleza que se extravasa, sem que haja bordos que a limite.<br />
Li a 1ª. vez. Foi como um impacto, não um soco, mas uma carícia de mãe na fonte. Cãezinhos correndo se atropelando na praia, um olhar que fita o horizonte.<br />
Depois, o fui sentindo, ele me foi vestindo com suas vestes nupciais, claras, límpidas, sem que precisasse mergulhar para encontrar as suas profundidades, à flor da pele, sem subterrâneos ou náufragos, que sua poesia é clara e límpida como as correntes que fluem na superfície, gorgolejando o canto dos pássaros que se veem flutuando em suas encostas.<br />
Logo adiante, versos na frente, encontro sua Profissão de Fé na poesia: “Não entendo os versos dos poetas literatos&#8230;, se escondem entre campos minados cifrando entre si os seus recados. Sou uma simples ceifeira: pelos campos de erva passo a colher flores&#8221;.<br />
Querida amiga. Não fosse você a poeta que é, consciente de sua poesia, − da mão mágica que vai descobrindo os seus segredos pelo caminho, até despojá-los completamente para que as pessoas sejam testemunho dos seus novelos interiores, sem mais mistérios, − não teriam os seus poemas o brilho que têm de céu descoberto de onde se sonda o Paraíso.<br />
Sua poesia surpreende, a todo o instante. Você tem um jeito incomum em escrever seus poemas: − Como é que vou dizer? – Um jeito sem pretensão.<br />
O seu verso escorre, mais que isto, desliza, ainda mais, entre os dedos escorrega pelos anéis, assim, de um modo tão real e vestidos de simplicidade que nós conseguimos vê-los, como os “pássaros, a fonte, o sino o roseiral”, como gente, como pessoas fossem: ”Ainda ontem era meio-dia: estava na escola, me vestia de anjo. Depois embarquei num navio para longe e chorei. Ou, adiante, “espécie de mala&#8230; medos, mapas, eclipses&#8230; vulcões, retratos em sépia&#8230;” Ainda, versos belíssimos, na sua poesia de silêncio ruidoso que apenas alma escuta: “os homens vinham de ônibus para casa com o pacote de pão. E as mulheres coavam o café&#8230;”<br />
Caríssima poeta.<br />
Vez apenas que você talvez tenha pensado imergir os seus versos em mistério, para eles uma “Caverna de Vidro” sem que perdessem a luz e a claridade que uma Caverna ilumina.<br />
Chamou-me atenção nos seus poemas, e senti que não foi intencional, sem que fosse preparado o anticlímax para que se fizesse a surpresa, últimos versos, (perdoe-me amiga, fazer a reflexão, − como chave de ouro do soneto), que são a síntese e que você extrapola de si no último instante, dente arrancado, quando o poema existe inteiro, incrível, inteiro desde o começo se realiza do primeiro ao último verso. E lembro estes versos, (permita o exagero, mas foi a palavra que encontrei) estes versos estratosféricos: CONFIDÊNCIA, se insisto e o chamo, se espreguiça e dói. MALA, o que guardo na alma, abro na poesia, nela interrogo a vida, dia após dia. PRELÚDIOS DO SILÊNCIO, dói o olhar e o sorriso do morto, sentinela vigilante em tocaia à janela do porta retrato. DILUVIANA, lá fora, chapinhando descalça anda a poesia. BAUNILHA E CHOCOLATE, de baunilha e chocolate − beijo de namorado. VESTÍGIOS, dos visitantes que antes de nós fizeram a travessia nesta mesma barca de areia. Coisa que me tortura nos meus sonetos, que mudo mil vezes, a pontuação, para fazê-los inteligíveis, do modo que sinto. Notei em você uma economia de pontuação o que, no entanto, não faz falta. Por sentir assim, você não pontua. As palavras dentro do seu verso encontram o lugar certo para o seu chamego. Eu tive notícias que você recentemente publicou um Ebook. Como faço para obtê-lo?<br />
PARABÉNS PELA SUA BELÍSSIMA POESIA.</p>
<p>Seu amigo, José Luiz Mélo</p>
<p>Muita coisa ainda teria que falar sobre a homenageada desta noite. No entanto, prefiro interromper agora e deixar que a curiosidade dos amigos acesse o e-book da mesma, Poesia reunida, de tal modo a conhecer de um modo mais completo sua vida e sua obra.<br />
AINDA TEM UM PS. Nossa poetisa é uma excelente pintora tendo feito a ilustração de alguns dos seus livros.</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
<p>Serviço:<br />
Abertura do destaque literário de julho MARIA DE LOURDES HORTAS<br />
Data: 4 de julho de 2019<br />
Horário: 18 às 21h<br />
Local: Cultura Nordestina<br />
Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife-PE<br />
Telefone: (81) 3097-3927<br />
Apresentação: José Luiz Mélo<br />
Coordenação: Taciana Valença e Eugênia Menezes<br />
Entrada franca</p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/apresentacao-por-jose-luiz-melo-da-obra-de-maria-de-lourdes-hortas/">Apresentação, por José Luiz Mélo, da obra de Maria de Lourdes Hortas</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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		<title>Louvação a Paulo Caldas, por Ed Arruda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2019 11:44:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prezadas amigas, amigos! Honrado, recebo o convite para louvar o querido amigo e guru das letras, Paulo Caldas. Destaque literário do mês de maio de 2019 na Cultura Nordestina. Admirador do talento do escritor de textos enxutos, precisos, coloco a barba de molho e chego de cara lavada para debulhar a obra a ser degustada. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Prezadas amigas, amigos!</p>
<p>Honrado, recebo o convite para louvar o querido amigo e guru das letras, Paulo Caldas. Destaque literário do mês de maio de 2019 na Cultura Nordestina.</p>
<p>Admirador do talento do escritor de textos enxutos, precisos, coloco a barba de molho e chego de cara lavada para debulhar a obra a ser degustada.</p>
<p>Na década de 80, ingressa na literatura, saúda a juventude dos anos 60 com a reunião de crônicas em No tempo do nosso tempo. Depois, voa nas asas de sonhos e fábulas, dá voz e poderes aos bichos, fantasia: Era uma vez um quintal, Era uma vez uma fazenda. No mundo da criança se imagina Ícaro e pergunta, Asas pra que te quero? Retorna à fauna com Esses bichos maravilhosos e suas incríveis aventuras, seguido da Republica dos bichos.  Sai do mato, levanta os olhos Destino cidade, sente a Alma de artista, O fascínio da caixa preta o levar A tecla sigma. </p>
<p>Da proa do navio imaginário, luneta rente aos olhos, avista a adolescência e lança Flores para Cecília. Traz a coragem da mata, enfrenta insetos, surra As faces do escorpião. Como prova de valentia, lança-se ao mar, surfista. Pega um tubo no tempo e na quebrada da onda, deita o olhar sobre corpos, femininos é claro, em A cor da pele. Junta-se à oficina literária de Raimundo Carrero e sem conhecer meu endereço, mostra ao público adulto O Sol além da minha Rua. </p>
<p>A magia do circo o transforma em Um anjo chamado alegria, também super-herói quando aos 25 anos de carreira, coloca A Lua em Sagitário. Recebe elogio e descansa Sob um sol de domingo. Engano, construía o cais para os que amam. Porto dos amantes, distinguido por menção honrosa do Prêmio Vânia Carvalho pela Academia Pernambucana de Letras.</p>
<p>Desce os degraus da pirâmide social para investigar a Anatomia da baixa renda, sobe com os cabelos banhados em prata, faz Reflexões sobre a terceira Idade e, a segunda edição; revista, ampliada e ilustrada de No tempo do nosso tempo uma volta aos anos 60. Desenha um Círculo amoroso &#038; outros poemas que recebe menção honrosa do Prêmio Edmir Rodrigues pela Academia Pernambucana de Letras.</p>
<p>A maratona continua com a curadoria da coletânea Viva Carrero, participação em antologias, feiras de livros com oficinas de criação literária, workshops e editor de literatura do site da revista Algo Mais.</p>
<p>Registrem o apreço pela obra e pessoa do escritor, semente que somos de sua oficina de criação literária, brotos em formação de caule. </p>
<p>Parabéns escritor Paulo Caldas!</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
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		<title>MULHER: águas de março e promessa de vida, por Salete Rêgo Barros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 19:01:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Associados]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura nordestina letras & artes]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si mesma, mas em relação a ele; ela não é considerada como um ser autônomo. Simone de Beauvoir Pelo terceiro ano consecutivo a Cultura Nordestina celebra o mês da Mulher – este ano não poderia ser diferente. A memória da trajetória histórica feminina [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si mesma, mas em relação a ele; ela não é considerada como um ser autônomo.</em><br />
Simone de Beauvoir</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://blog.culturanordestina.com.br/wp-content/uploads/2019/03/divulg-300x291.jpg" alt="divulg" width="300" height="291" class="alignnone size-medium wp-image-1330" /></p>
<p>Pelo terceiro ano consecutivo a Cultura Nordestina celebra o mês da Mulher – este ano não poderia ser diferente. A memória da trajetória histórica feminina precisa ser reavivada constantemente com a pretensão de, um dia, garantirmos que cada homem e cada mulher saiba de cor a história que, até hoje, traz consequências desastrosas à humanidade.</p>
<p>“Filhos da Pátria, vocês vingarão minha morte” foram as últimas palavras de Olympe de Gouges antes de subir ao cadafalso e entregar sua cabeça à guilhotina, cumprindo o Artigo X da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, célebre texto de sua própria autoria: “Uma mulher tem o direito de subir ao cadafalso. Ela deve, igualmente, ter o direito de subir numa tribuna”. Era o ano de 1793. Paris. Olympe foi taxada de “virago”, “impudente” e “mulher-homem” por abandonar os cuidados com o lar, fazer política e fundar sociedades de mulheres.</p>
<p>Em 1592 há registros da primeira aparição de uma mulher no palco. O século 17 revela, timidamente, mulheres na literatura. A Revolução Industrial descobre sua habilidade manual e elas passam a ser úteis ao capitalismo emergente com sua força de trabalho utilizada em locais insalubres, sem hora para começar e terminar a jornada. Em 1857, dia 8 de março, 129 operárias subnutridas e sub-remuneradas são carbonizadas dentro de uma fábrica em Nova Iorque, numa ação de retaliação dos patrões e da polícia, pela realização de uma greve.</p>
<p>A mulher já foi taxada de feiticeira, personificação do Satã; já foi propriedade de senhores de engenho, pais e maridos, e chega ao século XXI carregando o estigma de uma história que não se esgota – ela continua sendo queimada como foi na “Santa Inquisição”, maltratada psicologicamente, estuprada, espancada e vilipendiada em seus sonhos. Coisificada.</p>
<p>Os piores sentimentos que podem habitar um ser humano ainda são perpetuados pelos covardes, invejosos, intolerantes, e os que enxergam em cada mulher a reencarnação de Eva, sempre pronta a tentá-los e a ameaçar o seu poderio de macho.</p>
<p>Apesar de tudo, existe uma promessa de vida (a humanização) para aquela que traz em sua caverna sagrada o segredo da Vida, assim como para todos os seres humanos que sofrem opressão, negação, discriminação, preconceito e abuso sexual, comportamentos presentes desde a base da construção da sociedade brasileira, quando, sob as asas da casa-grande, cuidado e proteção conviviam com opressão e com o discurso bonachão que os distinguia pela docilidade de sentimentos – leia-se: submissão ou perfil passivo e alienado que garantiu a manutenção do patrimônio dos senhores, e continua garantindo a propriedade privada, na atualidade. A essência do sistema não mudou, mudaram as formas de opressão. Tentativas de mudança vêm ocorrendo, entre avanços e retrocessos frustrantes.</p>
<p>Dia 30 de março estaremos recontando a história da mulher, antes contada, apenas, pelos homens.</p>
<p>&#8211; Exposição de vários exemplares da Revista Feminina (editada no início do Século XX)</p>
<p>&#8211; 10h Meditação Transcendental e o poder de autocura (palestra) com Adriane Brasileiro<br />
&#8211; 12h30min Almoço<br />
&#8211; 14h Mulher &amp; Vida (Roda de prosa) com Ivanilde Morais de Gusmão<br />
&#8211; 15h30min Monólogo da Vagina com a Trupe da Cultura<br />
&#8211; 16h30min Constelação &#8211; resgate da alma (palestra) com Ana da Fonte</p>
<p>Colaboração para a manutenção do espaço &#8211; R$ 10,00</p>
<p>Endereço: Rua Luiz Guimarães, 555, Poço, Recife<br />
Telefone: 81 3243-3927</p>
<p><a href="http://www.culturanordestina.com.br">Conheça a história da Cultura Nordestina</a></p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/mulher-aguas-de-marco-e-promessas-de-vida-por-salete-rego-barros/">MULHER: águas de março e promessa de vida, por Salete Rêgo Barros</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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		<title>Alexandre Santos: síntese biográfica, por Edson Mendes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Salete Rêgo Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 14:29:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO Destaque literário de outubro, da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes Alexandre José Ferreira dos Santos nasceu no Recife em 11.11.1954. Estudou no Colégio Marista, na UFPE-Recife e na UFC-Fortaleza. Mestre em Gestão Pública, é Engenheiro Civil e Especialista em Transportes Urbanos e Engenharia da Produção. Cidadão do Município do Ipojuca, possui diversas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO<br />
Destaque literário de outubro, da Cultura Nordestina Letras &#038; Artes</p>
<p>Alexandre José Ferreira dos Santos nasceu no Recife em 11.11.1954. Estudou no Colégio Marista, na UFPE-Recife e na UFC-Fortaleza. Mestre em Gestão Pública, é Engenheiro Civil e Especialista em Transportes Urbanos e Engenharia da Produção.</p>
<p>Cidadão do Município do Ipojuca, possui diversas medalhas, títulos, diplomas e certificados, concedidos pelo CPOR Recife, Cidade do Paulista, Clube de Engenharia de Pernambuco, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), CREA-PE e Gabinete Português de Leitura. É também Comendador da Ordem do Mérito Capibaribe, da cidade do Recife, da medalha Graciliano Ramos, pela Câmara Municipal de Maceió, e Membro Honorável do Colégio de Engenharia da Venezuela.</p>
<p>Participou de Congressos em São Paulo, Recife, Florianópolis, Brasília, Salvador, Fortaleza, Olinda, Caracas, na Venezuela, e Genebra, na Suíça, e foi Professor de Matemática Financeira, Administração Financeira, Orçamentaria, de Bens Materiais e Patrimoniais, Economia, Economia Brasileira, Macroeconomia e Microeconomia, nas Faculdades Metropolitana, Osman Lins e de Ciências Humanas de Pernambuco.</p>
<p>Na área executiva, exerceu diversas funções no Detran-Brasília, Prefeituras do Recife e de Jaboatão, CODECIPE, Associação de Ensino Superior de Pernambuco, Federação das Cooperativas Mistas de Pernambuco. Foi Consultor, Coordenador de Programas, Chefe de Divisão e de Departamento, Gerente, Diretor de Operações, Secretário-Adjunto, Presidente de Comissões e Diretor Acadêmico.</p>
<p>Ao longo de sua vida, integrou várias instituições: Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino, Sindicato dos Engenheiros e Clube de Engenharia de Pernambuco, Academia de Artes e Letras do Nordeste Brasileiro, Associações Brasileiras de Engenharia Civil e de Engenheiros Escritores, Conselho Consultivo da Revista Nova Águia, em Lisboa, Conselhos Editoriais do jornal O Judiciário, e da Revista Archipelago na cidade do México, Conselho de Desenvolvimento Urbano, Conselho Universitário da UFPE, Conselho de Consumidores da CELPE. e Conselho de Política Cultural da Cidade do Recife. Coordenou a Comissão do Mérito do CREA-PE, o Fórum de Literatura do Recife e foi Editor da Revista O Sol.</p>
<p>Publicou 19 livros nas áreas de administração, sociologia, finanças, historia e politica, e mais 6 romances, 1 novela, 1 livro de contos, 2 opúsculos, 1 livro de poesia e 1 relato de fatos jocosos, além de inúmeros prefácios, artigos e ensaios. Recebeu em 2006 o Prêmio Nacional Vânia Souto Carvalho, da Academia Pernambucana de Letras, por seu romance “O Moinho”. </p>
<p>Em seu currículo consta ainda que, aos 21 anos, foi Oficial do Exército R/2, no posto de 2º Tenente. Casado com Deinha, pai de um filho, tem como hábito, em seu processo criativo, escrever à noite. Encontra tempo para tudo, mas tem certas dificuldades com a burocracia e o telefone. É crítico, é cáustico, é álacre, é doce, amoroso, afetuoso, amigo e fiel.</p>
<p>Presidente da UBE desde 2010, o escritor Alexandre Santos é o personagem de hoje no Programa Destaque Literário, da Cultura Nordestina Letras e Artes, na cidade do Recife.</p>
<p>Edson Mendes (edsonmal@uol.com.br), 04.10.2018</p>
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