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	<title>Arquivos Cláudia Guerra &#8226; Cultura Nordestina</title>
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	<description>Letras &#38; Artes</description>
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	<title>Arquivos Cláudia Guerra &#8226; Cultura Nordestina</title>
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		<title>Crônica de vida e sentimento &#8211; vista do vazio entre o sonho e a realidade, por Cláudia Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[culturanordestina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cláudia Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea A luta pela verdade: um ato de amor e coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[A luta pela verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Era um cenário lúgubre. Um terraço estreito, longo e mal iluminado, com poltronas e sofás antigos com estofados de tecido estampado e triste.  Parecia que as luzes não tinham forças para iluminar e, conformadas, limitavam-se a sombrear o caminho.  Havia cadeiras empalhadas e encardidas, com almofadas deformadas e seus forros amarelados,  que escondiam histórias ouvidas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Era<span style="font-weight: 400;"> um cenário lúgubre. Um terraço estreito, longo e mal iluminado, com poltronas e sofás antigos com estofados de tecido estampado e triste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parecia que as luzes não tinham forças para iluminar e, conformadas, limitavam-se a sombrear o caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havia cadeiras empalhadas e encardidas, com almofadas deformadas e seus forros amarelados,  que escondiam histórias ouvidas e continham silêncios entre seus braços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os móveis, pesados, inertes e escuros nos olhavam desconfiados. Pareciam conformados com o lugar que ocupavam há muito tempo desde que foram colocados ali condenados a fazerem parte desse ambiente para sempre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atravessando o corredor sempre do mesmo jeito, no fundo, chegávamos a um um sofá, almofadado, pesado, enraizado, cuja madeira já acinzentada, entregava sem querer a sua antiguidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Convidados a sentar, após os cumprimentos iniciais, começava então a enfadonha conversa.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somente ela, a criança, tal como os móveis, calada, observava os olhares, sorrisos sem graça e dos assuntos que não lhe interessavam, pouco entendia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabia apenas que era o último dia de suas férias escolares e que sua mãe estava com ela, e logo iriam se separar, pois, no dia seguinte viajaria para o interior onde morava, até as próximas férias em que se encontrariam novamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela não conseguia compreender o por que de todas as vezes, às vésperas de se despedir da sua mãezinha, tinha que ir a esse lugar, passar por aqueles móveis, naquela penumbra e ver essas pessoas estranhas das conversas sem graça.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois, a despedida e a realidade. Era sempre assim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Terminada a visita em que pouco falara, e que achava até nem ter sido vista, se despediam e  voltavam pra casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como entender aquilo tudo, e por que tinha que estar ali, sem deixar de sentir um frio estranho na barriga, a sensação de vazio e o desejo de fugir daquele lugar estranho e desagradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que um dia, sem qualquer explicação, como acordando de um pesadelo,  a menina não mais esteve  naquele lugar, com aquelas pessoas estranhas, restando apenas em sua lembrança, a sensação, por vezes, daquele vazio que sentia. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><b>CLÁUDIA GUERRA</b><span style="font-weight: 400;"> é natural de Campina Grande e radicada em Recife desde 1975. Foi aluna do Colégio das Damas de 1964 a 1977, onde concluiu o curso médio de Desenhista de Arquitetura. Advogada, mestre e doutora em Engenharia Civil pela UFPE, foi empregada por 38 anos da CBTU &#8211; metrô do Recife. Mediadora lusófona, pelo ICFML em 2019. Poeta e escritora pós-graduada em Escrita Criativa pela Unicap/PUCRGS/2023. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Autora do livro de contos e poemas ilustrados “Aquih&amp;Acolah, pelo qual ganhou em 2022, o prêmio do Canal Arte Agora de Melhor Poetisa estreante no âmbito da FLIPPO. Autora do livro “Foi um dia… uma história… uma vez… com causos, fábulas e contos do Metrô do Recife” lançado na Bienal em Recife/2023. Autora do Livro Iluminações com Cláudia Guerra, lançado na bienal/2025. Coautora em dez coletâneas literárias, membro da Sobrames/PE e da União Brasileira de Escritores &#8211; UBE/PE. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É artista plástica, pintora, idealizadora e apresentadora do Programa Iluminações com Cláudia Guerra, no Canal Arte Agora no Youtube, cuja estreia se deu em outubro/2024 e foi eleito pela Câmara Brasileira de Cultura na categoria de Melhor Programa de arte de 2025 Idealizadora e mediadora no Projeto Literário (RE)Contando Histórias para Adultos do Programa 60+ de Cultura Nordestina Letras e Artes, em parceria com a Editora Ser Poeta.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para participar da nossa Coletânea, <a href="https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/">clique aqui, leia o edital</a> e <a href="https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io/blog/edital-coletanea-a-luta-pela-verdade/#inscricoes">inscreva-se</a> <span class="">até </span><span class="">30 de setembro de 2026</span></strong></p>
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		<title>O casarão da minha infância, por Cláudia Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cultur55_wp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 14:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cláudia Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência: para que te quero?]]></category>
		<category><![CDATA[Coletâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea Consciência para que te quero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vida que segue. Vão-se os amores, as dores, os sentimentos Nas construções que tombam E transformam em pó O palco de nossas lembranças. Vida que segue Em frente Estando agora ausente o endereço Que não mais se vê, apenas Se sente. Vida que segue De volta para recordar Os risos, os prantos, As cores, os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vida que segue.</p>
<p>Vão-se os amores, as dores, os sentimentos</p>
<p>Nas construções que tombam</p>
<p>E transformam em pó</p>
<p>O palco de nossas lembranças.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Em frente</p>
<p>Estando agora ausente o endereço</p>
<p>Que não mais se vê, apenas</p>
<p>Se sente.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>De volta para recordar</p>
<p>Os risos, os prantos,</p>
<p>As cores, os sons perdidos</p>
<p>No tempo das construções</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Dos tijolos antes erguidos</p>
<p>Agora, estão esquecidos</p>
<p>Transformados em pó.</p>
<p>Recolhidos.</p>
<p>Vida que segue,</p>
<p>Paredes amontoadas</p>
<p>Empilhadas em ruínas</p>
<p>Daquilo que foi um dia</p>
<p>Abrigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Sem o aconchego,</p>
<p>Alegria e brilho,</p>
<p>Das festas e dos risos</p>
<p>Espalhados pelo corredor.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Sem chorar pela tua ida,</p>
<p>Se para sempre ficarão no coração</p>
<p>As doces lembranças</p>
<p>Que não ruíram com as tuas pedras</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Na memória de gerações</p>
<p>Suas varandas animadas,</p>
<p>Sempre caiadas</p>
<p>Palco de alegria e canção.</p>
<p>Vida que segue</p>
<p>Como os versos de quem tocava</p>
<p>Ao luar, o violão e de cima despejava</p>
<p>O olhar sobre quem passava</p>
<p>E levava consigo a recordação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Este poema é dedicado à casa em que morei e fui muito feliz em minha infância, na Rua Desembargador Trindade, nº 380 – Centro em Campina Grande/PB –, que foi demolido em 2018.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Cláudia Guerra</strong>. Paraibana de Campina Grande e pernambucana de coração. É advogada, mediadora lusófona, mestre e doutora em engenharia civil. Ex-empregada da CBTU por 38 anos, até 2023.  Escritora formada pela Editora Metamorfose/RS em 2020. Pós-graduada em Escrita Criativa pela Unicap/2023. Autora do livro de contos e poemas ilustrados “Aquih&amp;Acolah em 2022, pelo qual ganhou o prêmio do Canal Arte Agora de Melhor Poetisa estreante no âmbito da FLIPPO/2022, autora do livro “Foi um dia… uma história… uma vez… com causos, fábulas e contos do Metrô do Recife” lançado no âmbito da Bienal do Livro em Recife/2023. Co-autora em oito coletâneas literárias, membro da Sobrames/PE e da UBE/PE. Artista plástica, pintora e idealizadora do Programa Iluminações do Canal Arte Agora, cuja estreia se deu em outubro/2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As informações para participar desta coletânea estão no link:</p>
<p><a href="https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io/coletanea/consciencia/">https://webapp416285.ip-173-255-206-73.cloudezapp.io/coletanea/consciencia/</a></p>
<p>O post <a href="https://culturanordestina.com.br/blog/o-casarao-da-minha-infancia-por-claudia-guerra/">O casarão da minha infância, por Cláudia Guerra</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturanordestina.com.br">Cultura Nordestina</a>.</p>
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