Recife, 10 de setembro de 2025
No dia dedicado à Prevenção ao Suicídio venho levantar algumas reflexões a respeito do assunto.
Como uma pessoa que tentou por três vezes o suicídio, venho dar o meu testemunho do quão importante é a vida para a gente querer acabar com ela.
Sem culpa e encarando o problema de frente, hoje eu entendo que estava bastante doente e que, por tamanha tristeza que atravessava, acreditava que a dor sentida naquele momento só a morte aliviaria. Mas, como eu estava enganada…
Toda a dor que houver nesta vida deve ser vivida mesmo que, para isso, precisemos nos anestesiar com remédios e muita psicoterapia ou psicanálise.
Na verdade, a depressão e a ansiedade são fruto de uma vida sem limites e de muito estresse, decorrente do sistema capitalista em que vivemos, onde nos falta, além de condições de sobrevivência, o convívio com afeto, carinho, ternura, compaixão e amor. Aí a corda sempre arrebenta do lado mais fraco: no caso, as almas largas que querem subverter a ordem.
Restam-nos o aparato do sistema com suas casas de recuperação, que mais parecem uma prisão, e os tratamentos em consultório ou CAPS, que resolvem o problema em parte, pois a causa da dor continua existindo, por não se tratar de um problema individual, mas coletivo.
Na maioria dos casos, tanto as pessoas ricas quanto as empobrecidas têm o sentido da vida ocultado, por não terem a clareza do amor que as trouxe até aqui.
Há pais ausentes, há pais inviáveis, há pais indiferentes quando o assunto é amar.
Essa palavrinha mágica: amor, precisa ser uma experiência de acolhimento e cuidado com cada ser humano, pois quem chega é uma bênção e uma esperança para o planeta Terra, tão carente de propósitos transformados em propostas de paz, amor e felicidade.
Uma sociedade só caminha para a liberdade se proporcionar a todos os seus filhos experiências de amor e cuidados genuínos, desde a mais tenra idade até a maturidade.
Vamos dar condições aos pais de criarem seus filhos com condições sócio-econômicas e espirituais de existência, e que em cada lar nasçam seres únicos e iluminados para serem humanizados pela família, escola e sociedade.
Nascemos como uma pedra bruta a ser lapidada com o amor dos pais e de toda a família, e também da sociedade. Sem isso não se formará o ser humano que irá modificar as condições de existência na Terra e no Cosmos.
Mas há uma luz no fim do túnel, pois cada “louco” que se cura enche de alegria e esperança a humanidade inteira, adoecida pela insanidade do poder que pratica a guerra em nome da paz.
No entanto, abre-se nas trevas um cenário luminoso que irradia serenidade e leveza, dando luz aos fundamentos epistemológicos da ciência do amor, que proverá tudo o que de bom possa existir para suprir de dignidade, amor e cuidados especiais todas as crianças, para que elas cumpram a sua missão aqui na Terra.
Cada ser que nasce vem com um propósito a ser desenvolvido, e a família e a sociedade precisam estar preparadas para, na unidade, ser criada uma metodologia onde cada indivíduo importa para o sistema, cujo fim deve ser uma vida abundante, plena e feliz para todos.
Que cada talento seja provido de tudo o que é necessário para enfim germinar a nação humana com seus bens e direitos realizados pelos governantes que estão em formação para o terceiro milênio.
Faça-se a luz, e que ela produza frutos doces e suaves no perfume.
Haja ciência!
Suzana Cavalcanti nasceu no Recife-PE na maternidade do Derby, filha biológica de Elzania Lopes Ramos e Paulo Casado Cavalcanti, e filha de criação de Josefa Severina Cavalcanti e José Casado de Araújo Cavalcanti.
Quando tinha 10 anos, seu sonho era ser cantora, mas desistiu a conselho do avô, que lhe orientou a estudar para ter uma profissão e um marido, que seria o seu trabalho, e então, só depois de formada, partir para outras áreas como a música e as artes pois, segundo ele, o artista precisa ser também um provedor, mascate do seu sustento.
Aos 17 anos queria ser psicóloga, mas a família a orientou dizendo que psicólogos ganhavam pouco, e que cuidavam de “doido”, desqualificando o seu propósito.
Aos 18 anos fez vestibular de comunicação social e habilitou-se em Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Radialismo, na Universidade Federal de Pernambuco. Tornou-se Jornalista polivalente.
Licenciou-se em Redação, Teoria e Técnica da Comunicação e Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco.
É especialista em Educação e Cultura também pela Universidade Federal de Pernambuco.
Em 1991, obteve primeiro lugar no concurso da Universidade de Pernambuco – UPE, como professora de Técnicas de Redação, e concluiu os seus trabalhos na Universidade como docente na disciplina de Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação e da Educação Física.
Atualmente, planeja a criação do seu blog com artigos semanais para o público de todas as idades e classes sociais abordando temas como educação, cultura, arte, política, economia, ciência, antropologia, sociologia, filosofia e teologia. A partir de agora conta com o apoio irrestrito dos seus amigos e futuros leitores.
Seu sonho é construir um mundo onde os egos deem passagem às almas puras para, enfim, termos um novo mundo formado por seres humanos onde o amor brota do seu coração.





